Com a ascensão das casas compactas e das cidades densas, fomos forçados a abrir mão de uma quantidade significativa de espaço de armazenamento. Ironicamente, nossos hábitos de consumo não mudaram e, com poucos metros quadrados à disposição, arquitetos/as e designers tiveram que desenvolver soluções de armazenamento eficientes para aproveitar ao máximo o espaço limitado. Por outro lado, para quem tem a sorte de ocupar um espaço amplo e desobstruído com um orçamento generoso, as possibilidades de design são infinitas. Neste artigo, analisamos como profissionais da arquitetura e do design encontraram maneiras criativas de guardar pertences em espaços com diferentes funções, escalas e restrições espaciais, variando de armários completamente invisíveis a peças centrais escultóricas.
Embora constituam um espaço essencial e integrante da arquitetura residencial, a ampla variedade de possibilidades projetuais para os banheiros frequentemente acabou negligenciada em prol da praticidade. Historicamente concebido sob a premissa da privacidade, o banheiro contemporâneo vem sendo reimaginado para proporcionar uma maior sensação de abertura e conforto — e encontrar um equilíbrio delicado entre privacidade e exposição é algo facilitado por objetos de design como a banheira.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093685/trabalho-em-xangai-duts-design-contrata-arquiteto-a-de-projeto-designer-de-interiores-lider-designer-visual-multimidia-estagiario-a-recrutamento-continuo韩爽 - HAN Shuang
A história dos Jogos Olímpicos, embora celebrada pelos feitos esportivos, é constantemente marcada por desafios de infraestrutura. Em diversas cidades-sede, de Atenas a Rio e Pequim, repetem-se os mesmos problemas: grandes estouros de orçamento e a complexa questão do legado. Surge, então, a grande pergunta: qual é o melhor uso de longo prazo para instalações construídas especificamente para o evento? Os Jogos de Montreal, em 1976, não fugiram a esse padrão após a construção de um Parque Olímpico criticado pelos custos excessivos e pela dívida gerada por obras especializadas. No pós-Jogos, estruturas como o Velódromo de Montreal corriam o risco de se tornar um peso financeiro. No entanto, a cidade reagiu de forma proativa ao propor a transformação do edifício em um ativo cívico dinâmico, hoje reconhecido internacionalmente como um exemplo bem-sucedido de reutilização de instalações olímpicas.
A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.
O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?
O escritório INC Architecture & Design iniciou as vendas de seu primeiro empreendimento no Brooklyn, o Parlour, um edifício residencial de estilo boutique com 12 andares, situado entre os bairros históricos de Park Slope e Gowanus.
O design diferenciado do projeto homenageia a arquitetura clássica com uma série de grandes arcos dispostos em uma fachada de tijolos claros. Inspirado no Coliseu de Roma, nos labirintos da casa de Xavier Corberó e nas pontes em arco do Prospect Park, Adam Rolston, que lidera o escritório INC Architecture & Design, buscou resgatar o “ritmo e o romantismo antigos” das fachadas clássicas, inserindo-os em um contexto contemporâneo.
Biosphere no Treehotel / BIG. Imagem Cortesia de BIG
Atualmente, a população vive em cidades grandes, vibrantes e, por vezes, caóticas. Por isso, ao escolher um lugar para descansar das responsabilidades e da rotina diária, as opções mais procuradas envolvem a fuga para cenários naturais, como florestas remotas, selvas tropicais ou praias intocadas. Para quem busca se desconectar completamente da vida urbana sem deixar de manter uma forte conexão com a natureza, hotéis de pequena escala, cabanas e refúgios são excelentes opções. Seja uma casa de veraneio privada ou um hotel de cabanas, essas acomodações são projetadas para fazer de seu entorno natural o seu maior atrativo, permitindo que as edificações se integrem perfeitamente à paisagem.
O escritório Morphosis anunciou que as obras de sua mais recente contribuição ao horizonte urbano de Los Angeles, o 8850 Sunset Boulevard — um projeto de uso misto na Sunset Strip, na cidade de West Hollywood —, estão programadas para começar em 2021.
No dia 20 de dezembro de 2019, a coletiva de imprensa de abertura da oitava edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (Shenzhen) (doravante denominada “UABB”) foi realizada no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen (MOCAPE), anunciando o início oficial do evento deste ano.
Com o tema “Interação Urbana” (Urban Interactions), esta edição da UABB tem como curadores-gerais o arquiteto e diretor do Senseable City Lab do MIT, Carlo Ratti, o membro da Academia Chinesa de Engenharia, Meng Jianmin, e o renomado curador e crítico de arte, Fabio Cavallucci. O Laboratório Conjunto de Turim-Sul da China (Universidade de Tecnologia de Turim e Universidade de Tecnologia do Sul da China) atua como curador acadêmico. A exposição foi inaugurada em 21 de dezembro de 2019 nos locais principais — a Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian e o Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen — abrindo oficialmente ao público em 22 de dezembro. Paralelamente, nove subexposições espalhadas pelos distritos de Shenzhen funcionarão em sinergia com o espaço principal, estabelecendo uma rede orgânica de interação por toda a cidade.
A mostra divide-se em duas seções: “Olhos da Cidade” (Eyes of the City) e “Ascensão Urbana” (Ascending City), investigando por diferentes prismas a evolução da relação entre o espaço urbano e a inovação tecnológica. O espaço principal abriga mais de 140 obras, reunindo mais de 280 participantes de 24 países e regiões, incluindo escritórios e profissionais renomados internacional e nacionalmente, como MVRDV, Liam Young, Stefano Boeri, Sou Fujimoto, Thomas Heatherwick, Ryoji Ikeda, além de Wang Shu, Yung Ho Chang, Dominique Perrault, Philip F. Yuan, Liu Cixin, os acadêmicos Cui Kai e Wang Jianguo, entre outros arquitetos/as, artistas e instituições.
O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.
Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.
Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.
O novo edifício da Escola Secundária de Muskiz (Biscaia), projetado pelo escritório BAT Architecture, tornou-se um símbolo de referência em arquitetura sustentável para centros educacionais. Projetado de acordo com os critérios Passivhaus e construído com madeira laminada cruzada (CLT), o projeto alia inovação e conforto ao cuidado ambiental.
Nessa equação, a fachada ventilada cerâmica da Faveker, projetada sob medida tendo como base seu sistema GA16, desempenha um papel fundamental. Essa pele cerâmica precisa e luminosa melhora a eficiência energética do edifício e confere-lhe uma personalidade arquitetônica única que se harmoniza com o entorno natural.
A Milan Design Week 2025 é um dos eventos mais importantes do mundo do design, ocorrendo de 8 a 13 de abril. Seguindo a tradição dos anos anteriores, a cidade de Milão abrigará uma variedade de exposições, instalações e debates em seus diversos distritos, cada um oferecendo uma atmosfera única e um foco temático próprio. Paralelamente ao consagrado Salone del Mobile 2025, no amplo centro de exposições Rho Fiera, haverá inúmeras atividades e iniciativas coordenadas sob a agenda do Fuorisalone. Este artigo serve como um guia para navegar pelos diversos eventos, destacando os principais locais e instalações, desde a grande feira até os vibrantes distritos de design e espaços singulares, como pátios históricos e áreas industriais revitalizadas.
O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143298/playgrounds-inclusivos-todos-os-corpos-podem-brincar-por-meio-da-arquiteturaEnrique Tovar
Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora a regeneração como um processo deliberado e inteligente, enraizado nas condições específicas de cada lugar. Há décadas a Bienal funciona como um campo de testes para as ideias mais urgentes da arquitetura, permitindo que designers, pesquisadores/as e instituições apresentem visões que respondem a desafios ambientais, culturais e sociais em constante evolução. Os projetos deste ano revelam que a regeneração — seja de uma cidade costeira inteira, de uma área industrial desativada ou de um espaço público negligenciado — exige mais do que simplesmente substituir o antigo pelo novo. Ela demanda uma leitura precisa dos contextos existentes, a preservação do conhecimento incorporado e a integração cuidadosa das necessidades contemporâneas.
As oito obras selecionadas mostram que a regeneração pode surgir de múltiplos pontos de partida: a reativação do patrimônio por meio do reuso adaptativo, a restauração de sistemas ecológicos como parte do planejamento urbano, o desenvolvimento de estratégias abertas e modulares para a renovação de habitações de interesse social ou a sobreposição de inovações tecnológicas a práticas historicamente enraizadas. Embora a escala da intervenção varie, cada projeto demonstra sensibilidade em relação ao que já existe no local — sejam recursos materiais, padrões urbanos ou a memória cultural — e a disposição de trabalhar com esses ativos como catalisadores de transformação. Juntos, eles sugerem que a regeneração precisa começar em algum lugar, e que seu sucesso reside no equilíbrio entre a inovação e a inteligência do que já existe.
Apontado como a nova era da construção, o Building Information Modeling (BIM) conquistou a atenção global com sua promessa de coordenação fluida, orçamentos reduzidos e novos patamares de eficiência. No entanto, no cenário da construção civil na Índia, a adoção dessa tecnologia revela uma história mais complexa, marcada por barreiras culturais e limitações técnicas.
"A maior barreira não é a tecnologia, mas sim a cultura de planejamento", explica Rahul Bahl, Diretor Executivo da Krishna Buildestates Pvt Ltd, destacando o que talvez seja o desafio mais fundamental do BIM na Índia. "O BIM exige que cada detalhe seja definido antes do início da construção, desde a localização dos interruptores elétricos até os acabamentos finais. Na Índia, costumamos iniciar as obras apenas com a estrutura bruta resolvida e passamos os meses seguintes aplicando engenharia de valor ao longo do processo."
O patrimônioarquitetônico e artístico do Uzbequistão reflete uma história multifacetada, moldada por séculos de intercâmbio cultural ao longo da Rota da Seda. Dos conjuntos monumentais de Samarcanda e Bucara às instituições científicas e educacionais da era timúrida, a arquitetura tem sido, há muito tempo, um vetor de identidade e conhecimento em toda a região. No século XX, Tashkent emergiu como um novo laboratório urbano, onde os ideais modernistas se encontraram com as tradições artesanais locais e o pragmatismo ambiental. A reconstrução da cidade após o terremoto de 1966 tornou-se um momento decisivo, fundindo o urbanismo soviético com a estética regional para produzir uma expressão de modernidade tipicamente central-asiática, que traduziu a continuidade cultural em concreto, vidro e luz.
A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.
A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.
Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais.
Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.
Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.
Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.
Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.
"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.
Historicamente — a exemplo de outras formas culturais — a arquitetura tem sido documentada, compartilhada e promovida principalmente pela mídia impressa. Livros, periódicos e revistas veiculavam os argumentos e as imagens da disciplina e, como a prática arquitetônica depende fortemente da comunicação visual, os periódicos impressos criavam uma ponte entre as publicações acadêmicas e as revistas comerciais. Ao longo das décadas do pós-guerra, volumes belamente produzidos estabeleciam um ponto de vista coletivo, sinalizando o que o campo profissional amplamente considerava digno de discussão ou exemplar.
Nos principais centros culturais, um punhado de publicações moldava esse discurso: suas perspectivas eram tipicamente sofisticadas, profissionais e cuidadosamente editadas — sintetizando uma produção global difusa em uma pequena constelação de projetos notáveis. É indiscutível que o sistema privilegiava certas práticas e geografias, mas ele também ampliava o alcance da arquitetura para públicos mais amplos. Os edifícios começaram a se fixar no imaginário popular; o turismo cultural — viagens realizadas expressamente para vivenciar a arquitetura — deixou de ser uma raridade para se tornar um ritual.