
Com a ascensão das casas compactas e das cidades densas, fomos forçados a abrir mão de uma quantidade significativa de espaço de armazenamento. Ironicamente, nossos hábitos de consumo não mudaram e, com poucos metros quadrados à disposição, arquitetos/as e designers tiveram que desenvolver soluções de armazenamento eficientes para aproveitar ao máximo o espaço limitado. Por outro lado, para quem tem a sorte de ocupar um espaço amplo e desobstruído com um orçamento generoso, as possibilidades de design são infinitas. Neste artigo, analisamos como profissionais da arquitetura e do design encontraram maneiras criativas de guardar pertences em espaços com diferentes funções, escalas e restrições espaciais, variando de armários completamente invisíveis a peças centrais escultóricas.
Em tese, uma unidade de armazenamento é um espaço fechado para guardar objetos, sejam mercadorias, alimentos, roupas, livros, móveis, etc. O design dessas unidades depende da frequência com que os objetos armazenados são acessados e utilizados: soluções de curto prazo, como armários e prateleiras, costumam ser integradas a salas de estar, cozinhas ou atrás de balcões, facilitando o acesso rápido e frequente de usuários/as, ao passo que depósitos de longo prazo, como estoques, são construídos separadamente, pois exigem outras configurações espaciais. Em relação ao design estrutural e aos materiais, as unidades de armazenamento podem ser construídas com qualquer material que o/a arquiteto/a desejar, em qualquer formato ou tamanho, a depender do contexto e das restrições espaciais. Elas podem ser fixas, móveis, modulares, de correr, dobráveis ou removíveis, e podem tanto ficar completamente ocultas e "invisíveis" no espaço quanto totalmente expostas.


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