A arquitetura há muito tempo serve de inspiração para profissionais da música, com artistas tão diversos quanto Art Garfunkel e Kanye inspirando-se (por assim dizer) na área. Alguns nomes da música, inclusive, iniciaram suas carreiras profissionais na arquitetura — entre eles, Weird Al, Ice Cube e três dos membros fundadores do Pink Floyd.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118151/a-nova-mixtape-com-seus-suas-designers-favoritos-asKatherine Allen
No contexto do XV Taller Social Latinoamericano, que atualmente ocorre em Puno, no Peru, visitamos a região de Iruito Tupi (província de Huancané) acompanhados por Francisco Mariscal, Diretor da Direção Desconcentrada de Cultura de Puno do Ministério da Cultura, que em sua conferência apresentou a história dos putucos, habitações construídas unicamente com blocos de terra e capim extraídos do próprio solo.
Às vezes, tem-se a impressão de que a história gira sobre si mesma. Um mesmo roteiro com outros nomes, outros rostos e outros lugares. Há 10.000 anos, o planalto andino e a bacia do Lago Titicaca — atualmente compartilhada por Peru e Bolívia — começaram a ser povoados por grupos de caçadores e coletores que chegaram a essas altitudes atraídos pelas lhamas, vicunhas, aves e peixes disponíveis.
É nosso dever colocar a dignidade humana no centro do processo de reconstrução. - Telar Social México
Em 19 de setembro de 2017, o México sofreu um dos terremotos mais fortes de sua história. Com 7,1 graus na escala Richter, o sismo deixou mais de 369 vítimas e 150 mil residências destruídas em cinco estados do país, sendo os mais afetados Oaxaca, Morelos, Estado do México e Guerrero.
Ecatzingo, localizado a sudoeste do vulcão Popocatépetl, no Estado do México, continua sendo um dos municípios com mais danos causados pelo terremoto, com 1.587 residências afetadas — das quais 601 ficaram inabitáveis —, deixando famílias inteiras desabrigadas.
Objeto de desejo de todo atleta, os Jogos Olímpicos atraem os olhares do mundo para uma cidade-sede a cada dois anos, exibindo o melhor que o esporte tem a oferecer em eventos de verão e de inverno. Em meio a uma atmosfera de grande expectativa, o burburinho geral pela cidade antes e durante as quatro semanas de evento é palpável, com turistas, imprensa e atletas contribuindo para o fervor coletivo. Com uma resposta pública quase exclusivamente positiva (a maioria das candidaturas olímpicas conta com aprovação de 70% ou mais), os Jogos tornam-se uma oportunidade para uma nação exibir sua cultura e tudo o que tem a oferecer. À primeira vista, trata-se de uma oportunidade que seria tolice desperdiçar.
No entanto, quando a poeira baixa, essas "afortunadas" cidades-sede frequentemente se deparam com estruturas que carecem da relevância e da função de suas vidas iniciais e efêmeras. Centros aquáticos vazios, pistas de atletismo abandonadas e estádios subutilizados tornaram-se uma marca registrada dos Jogos tanto quanto os anéis olímpicos, com a manutenção estrutural e as implicações sociais sobrecarregando as antigas cidades-sede por muitos anos. Nos últimos anos, menos cidades têm participado do processo de candidatura, o que sugere que o impacto dos Jogos está começando a se sobrepor ao entusiasmo inicial. Enquanto 12 cidades disputaram a honra de sediar os Jogos de 2004, apenas duas se candidataram para 2024/2028.
Profissionais de arquitetura de todo o mundo apresentam seus conceitos modernos e inovadores com materiais cerâmicos: quase 600 projetos de 44 países foram inscritos. Os vencedores do Wienerberger Brick Award 2018 impressionaram com conceitos arquitetônicos ousados e criativos para espaços habitacionais sustentáveis e voltados para o futuro.
O Wienerberger Brick Award oferece a arquitetos e arquitetas de todo o mundo a oportunidade de apresentar uma arquitetura moderna e inovadora com materiais cerâmicos. O prêmio busca inspirar tanto profissionais quanto o público em geral, compartilhando conceitos de design e explorando novas formas de viabilizar ideias construídas. O ano de 2018 marca a oitava edição deste prêmio de prestígio internacional. Quase 600 projetos de 44 países foram inscritos, com um foco europeu particularmente forte nesta edição.
Serpentine Gallery Pavilion 2017. Diébédo Francis Kéré. Imagem
Cristina Cabrera, diretora da Fundación ICO, apresentou a programação que a instituição preparou para 2018, ano em que celebra seu 25º aniversário. A diretora expôs as principais diretrizes da programação nas três áreas de atuação da Fundação: Arte, Economia e Internacional.
No campo da Arte, apresentou as três exposições temporárias do Museo ICO focadas na arquitetura e no resgate de figuras de grande relevância nesta disciplina, embora não suficientemente reconhecidas: Joaquín Vaquero Palacios, Carlos Cánovas e Diébédo Francis Kéré.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118214/francis-kere-e-joaquin-vaquero-palacios-na-programacao-da-fundacao-ico-para-este-2018Javier García Librero
A Bee Breeders anunciou os vencedores do SKYHIVE Skyscraper Challenge. O objetivo do concurso era permitir que arquitetos/as, estudantes de design, engenheiros/as e artistas de todo o mundo pudessem "gerar ideias de projeto para edifícios altos icônicos em cidades de todo o globo".
Santiago, Chile. Imagem via usuário do Flickr: alobos Life. Usada sob CC BY 2.0
A primeira Conferência do Comitê de Design do Instituto Americano de Arquitetos (AIA COD) na América do Sul acontecerá nas cidades de Santiago e Valparaíso, no Chile, entre os dias 20 e 27 de outubro de 2018, organizada pela Copperbridge Foundation em colaboração com as entidades chilenas Constructo e Massantiago.
A arquitetura de Santiago do Chile, herdada do período colonial, mas conectada à visão do design contemporâneo, será protagonista da Conferência, oferecendo uma perspectiva global sobre "Blueprint for Better Cities", tema do ano do AIA escolhido por seu presidente, Carl Elefante.
O escritório francês JAGG foi selecionado como vencedor do concurso The Great Mine, que buscou propostas para a transformação do Rio Garona em Bègles, na França, por meio da intervenção em duas áreas ribeirinhas.
Ganadores de los Premios CA 2018. Línea superior: Beatriz Buccicardi (izq)., Pilar Barba, Verónica Arcos, Claudia Silva, María Magdalena Gutiérrez. Línea central: Osvaldo Cáceres, Gustavo Munizaga, Paulina Villalobos, Juan Pablo Urrutia, José Luis Catalán. Línea inferior: Cazú Zegers, Tania Gebauer, Eugenio Ortúzar, Claudia García Lima. Image Cortesía de Colegio de Arquitectos
Por ocasião da celebração dos 75 anos do Colégio de Arquitetos do Chile, a entidade de classe anunciou os arquitetos e arquitetas vencedores dos Prêmios CA 2018, as honrarias mais importantes do país no setor.
Após uma edição de 2017 duramente criticada pela ausência de mulheres entre as premiadas, a edição atual não apenas contou com dois novos prêmios promovidos pela organização Mujer Arquitecta — Dora Riedel e Eliana Caraball — e um que reconhece a contribuição de profissionais nas regiões do país, mas as mulheres também conquistaram 9 das 12 categorias concedidas pelo Colégio de Arquitetos aos seus membros associados.
Na edição deste ano, o Concurso de Arquitetura Electrolux abordou a problemática da arquitetura vertical para cidades sustentáveis, promovendo novas formas de gerar projetos inovadores de programa, benefício público e integração comunitária, com uma relação especial com o contexto, permitindo valorizar o espaço público e a qualidade de vida dos cidadãos e cidadãs.
O primeiro prêmio foi concedido aos estudantes de arquitetura Mateo Loayza Montalvo, Gabriel Ceballos Melillán, Sebastián Quiroz Lara e Francisco Beltrán Ayala, da Escola de Arquitetura da Universidad Andrés Bello, sob a orientação dos professores Juan Agustín Soza e Mauricio Bruna e do professor externo Eduardo Maldonado. O projeto, situado em frente ao histórico Pátio 29, é uma proposta que busca vislumbrar uma relação entre os cemitérios do futuro e as edificações em altura.
Conheça o projeto em detalhes a seguir, através das palavras de seus autores.
Como parte da série de documentários "En los ojos de México" do New York Times –na qual seis cineastas apresentam um olhar sobre seu país–, Santiago Arau e Diego Rabasa apresentam "Ciudad Herida", um relato do terremoto de 2017 na região central do México que, por meio de imagens de drone, mostra a força e a resiliência demonstradas em um momento de crise.
Uma rejeição à funcionalidade fria e monótona dos arranha-céus de vidro de Midtown, o edifício da AT&T foi concebido para incentivar uma abordagem mais lúdica da arquitetura no mundo corporativo — como meias divertidas sob um terno de três peças. O projeto, no entanto, não esteve isento de controvérsias. Logo após a sua conclusão, o edifício foi criticado por seu frontão decorativo e desproporcional, além de seus espaços internos por vezes escuros. De fato, as entradas em arco do edifício estiveram entre os únicos elementos arquitetônicos a receber elogios tanto da crítica quanto do público.
Titulada originalmente como "La casa existencial, comportamientos "anti-urbanos" en la ciudad de Loja", o arquiteto equatoriano David Medina Jiménez desenvolveu em 2015 esta pesquisa para a obtenção de título na Universidad Técnica Particular de Loja.
Como registra o Colegio de Arquitectos del Ecuador Pichincha em seu blog, a tese de Medina Jiménez "explora a importância da “consciência”, a partir de uma ótica existencialista, e sua relação com a arquitetura e a cidade. O autor chega a conclusões intrépidas ao questionar um preconceito urbanístico que a maioria toma como certo: a suposta necessidade de densificar as cidades a todo custo".
O que é a Arquitetura? Provavelmente não se encontrará uma resposta plena nas palavras, ao menos não nas que aqui se transmitem; no entanto, sustenta-se que aquilo que chamamos de “Arquitetura” — ou que reconhecemos como tal — é imanente à consciência e à consciência [1] (e estas, por sua vez, à inconsciência, como luz e sombra). A primeira, conhecimento de si mesmo, do Dasein [2]; a segunda, conhecimento da realidade circundante.
La eterna tarea de la arquitectura es crear metáforas existenciales encarnadas y vividas que concretan y estructuran nuestro ser-en-el-mundo. La arquitectura refleja, materializa y hace eternas ideas e imágenes de la vida real. Los edificios y las ciudades nos permiten estructurar, entender y recordar quiénes somos. 1 -J. Pallasmaa
Entendemos a arquitetura como uma série de processos vinculados diretamente a duas fases: a primeira diz respeito ao nascimento das ideias, ao surgimento e à criação constante de perguntas, afirmações e negações. É um ir e vir entre a afirmação e o autoquestionamento, entre a narrativa e a utopia, resultado de nossas propostas arquitetônicas. No entanto, decidimos dedicar este documentário à segunda fase, que é o próprio processo de materialização daquele devir de ideias.
Hoje, Michel Rojkind é amplamente reconhecido como um dos arquitetos mais bem-sucedidos e, por vezes, extravagantes do México no século XXI. No entanto, apesar de seu sucesso, sua trajetória na arquitetura nunca foi linear: antes de fundar o escritório Rojkind Arquitectos, ele passou mais de uma década como baterista da banda de pop-rock Aleks Syntek y La Gente Normal — uma experiência que ele próprio aponta como o ponto de partida para seu interesse pela arquitetura. Um artigo publicado esta semana pela Surface Magazine traz um perfil detalhado de Rojkind, de sua infância aos tempos de baterista, passando pelas dificuldades que enfrentou em sua carreira na arquitetura — incluindo a desastrosa inauguração da Cineteca Nacional da Cidade do México, em 2014. Leia a seguir alguns trechos do artigo da Surface Magazine.
Conversamos com a arquiteta Mayerlly Cuta que, junto ao arquiteto e artista plástico Carlos Alberto Hernández, fundou o Urban Sketchers Bogotá, um movimento mundial de desenho promovido a partir da prática de desenhar nas ruas de Bogotá e que, por meio de encontros gratuitos e abertos a todo o público, motiva os/as artistas a capturarem em tempo real traços do que está ao seu redor.
De 24 de outubro a 9 de novembro, realizou-se uma exposição em homenagem ao arquiteto Rogelio Salmona. Segundo Mayerlly, a ideia surgiu após um dos encontros de desenho, enquanto tomavam um café e manifestaram a intenção de homenagear os 11 anos de seu falecimento registrando suas obras presentes na cidade de Bogotá. “Como gestores/as, começamos a desenhar e a promover os encontros, e logo surgiram oportunidades de transformar os trabalhos em uma exposição. A Sociedade Colombiana de Arquitetos e a Fundação Rogelio Salmona uniram-se ao projeto, que coincidiu com as atividades de outubro dessas entidades, resultando na convocatória 'Desenhando Salmona'. Essa chamada reuniu mais de 100 pessoas e foram coletados mais de 300 desenhos de diferentes cidades do país e do mundo.
Banco Holandés / Rafael Vélez Calisto. Image Cortesía de J. Paredes para Rafael Vélez Calisto
Os anos 70 e 80 testemunharam a nova imagem urbana da capital equatoriana. Rafael Vélez Calisto formou-se em 1970 e, desde então, foi um de seus mais destacados e prolíficos arquitetos. Expressou sua arquitetura para um país e uma capital pujantes que ofereciam oportunidades únicas aos profissionais, como consequência da exploração petrolífera, do crescimento das esferas pública e privada e do acelerado crescimento urbano.
A capital mudou o perfil de seus eixos principais, configurando-se como uma cidade vertical. Na avenida Amazonas, em Quito, a imagem dominante de grandes casarões, ainda com vida útil, foi desaparecendo, substituída pela de edifícios em altura (1); uma paisagem urbana que se estendeu por novas artérias em direção ao norte.
Nesses setores, destacam-se notáveis edifícios de sua autoria, contemporâneos e cosmopolitas.
O Zeitz Museum of Contemporary Art Africa — ou simplesmente Zeitz MOCAA — conquistou recentemente o primeiro lugar no prêmio de Reforma em Arquitetura da ArchDaily, graças ao seu projeto impactante que transformou um antigo edifício industrial abandonado em um marco icônico no porto ativo mais antigo da África do Sul. Desenvolvido pela V&A Waterfront na Cidade do Cabo e projetado pelo escritório Heatherwick Studio, o empreendimento de uso misto é hoje “o maior museu do mundo dedicado à arte contemporânea da África e de sua diáspora”. Para celebrar a premiação, conversamos com o líder de grupo Matthew Cash para discutir os desafios enfrentados durante o projeto, sua importância cultural para a África e o interesse do escritório em projetos de reforma como um todo.
Como podemos planejar uma cidade melhor? A resposta tem desafiado arquitetos/as e urbanistas desde o surgimento da cidade industrial. Uma das primeiras tentativas de resposta veio na forma de uma espetacular proposta modernista nos arredores de Amsterdã chamada Bijlmermeer. E, como revela o novo episódio em duas partes do 99% Invisible, o projeto fracassou miseravelmente. Contudo, como em toda história, a realidade não é tão simples quanto parece à primeira vista.
O escritório Snøhetta revelou seu projeto para o "Svart", um hotel para a empresa de turismo sustentável Arctic Adventure of Norway. Localizado no Círculo Polar Ártico, às margens do fiorde Holandsfjorden, na Noruega, junto ao sopé da geleira Svartisen, o edifício foi projetado de acordo com o padrão de construção "Powerhouse", um sistema desenvolvido pelo Snøhetta e por um grupo de colaboradores/as para criar edifícios sustentáveis energeticamente positivos.
1º Lugar: Deep Pool That Never Dries. Imagem cortesia de Blank Space
Blank Space, em colaboração com o National Building Museum, anunciou os vencedores da quinta edição do seu concurso anual Fairy Tales, revelados ao público no National Building Museum, em Washington, D.C. A competição recebeu propostas de 65 países, selecionando três projetos vencedores, um segundo colocado e nove menções honrosas por sua exploração de acontecimentos atuais e do processo criativo através de contos e trabalhos artísticos bem elaborados. Os vencedores foram selecionados por um júri composto por 20 arquitetos/as de destaque, incluindo Daniel Libeskind, Bjarke Ingels e Maria Aiolova.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118088/um-conto-de-confianca-equivocada-na-midia-vence-o-concurso-fairy-tales-2018Niall Patrick Walsh
Nesta oportunidade, o Blog da Fundación Arquia, juntamente com o artigo do arquiteto e docente Santiago de Molina, faz um chamado a quem deseja se tornar arquiteto/a em breve, para que cultive uma culta desconfiança de quase tudo, tenha a coragem de não confiar em nada e se esforce para manter e alimentar uma imaginação cultivada.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118102/deveriam-os-as-futuros-as-estudantes-de-arquitetura-desconfiar-de-tudoSantiago De Molina