
Programas voltados à hospitalidade, especificamente cafeterias e centros sociais, são definidos em parte por seu papel como "terceiros lugares": âncoras sociais que fazem a ponte entre a vida privada e a pública. Ao contrário de programas residenciais ou comerciais de escritórios, que exigem divisões rígidas para privacidade e funcionalidade, esses espaços dependem de ambientes amplos e em plano aberto. Isso viabiliza uma estratégia arquitetônica de intervenção mínima, permitindo que o envelope estrutural permaneça intacto. Ao evitar a subdivisão do espaço, a equipe de projeto mantém linhas de visão desimpedidas para a alvenaria original, as estruturas de madeira ou os tetos decorativos, garantindo que a narrativa histórica do edifício permaneça como protagonista. Simultaneamente, a atividade comercial proporciona a manutenção necessária e o engajamento público indispensáveis para garantir a existência contínua do local.







































