
O mercado global de construção offsite—que engloba sistemas modulares, pré-moldados de concreto e híbridos pré-fabricados—foi avaliado em US$ 172 bilhões em 2024 e projeta-se que atinja US$ 225,7 bilhões até 2030 (com uma taxa de crescimento anual composta, ou CAGR, de 4,9% a 8%). Nos Emirados Árabes Unidos, as metas governamentais preveem que 25% a 30% dos componentes de projetos públicos sejam produzidos em sistemas offsite até 2030; o Reino Unido lidera globalmente hoje, com 15% a 20% das habitações utilizando soluções offsite. A fabricação offsite é cada vez mais promovida como o futuro sustentável da construção civil, apresentando benefícios como a redução de resíduos, prazos de entrega acelerados e melhor controle de qualidade. A sustentabilidade, contudo, não se define pela rapidez com que um edifício é montado, mas sim por seu desempenho ao longo do tempo.
Velocidade não é sinônimo automático de sustentabilidade
A construção offsite tem apresentado ganhos ambientais mensuráveis. Um estudo revisado por pares que analisou 59 projetos revelou que este método reduziu os resíduos gerais de construção em uma média de 78,8% em comparação com os métodos convencionais de construção. Outras pesquisas apontam reduções de até 90% sob condições fabris controladas. Tais avanços são, sem dúvida, significativos.



