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Facade: O mais recente de arquitetura e notícia

Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar

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Onde rios, reservatórios e o regime de chuvas já não oferecem um abastecimento confiável, a busca por água volta-se cada vez mais para a atmosfera. Neblina, umidade atmosférica e condensação oferecem caminhos distintos para essa captação. À medida que a arquitetura passa a extrair água do ar, superfícies, estruturas e espaços abertos integram-se ao sistema hídrico.

De acordo com o UNICEF, a Estratégia Nacional de Água da Jordânia estima que a disponibilidade anual de água renovável seja de apenas 61 metros cúbicos por habitante — patamar muito aquém dos 500 metros cúbicos usualmente adotados como limite para a escassez absoluta de água. Cerca de metade da população local recebe água encanada apenas uma vez por semana, ao passo que os aquíferos subterrâneos são explorados em um ritmo mais acelerado do que sua capacidade natural de recarga.

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Como a Terraco potencializa a eficiência térmica e a longevidade das fachadas em edifícios pré-fabricados

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O mercado global de construção offsite—que engloba sistemas modulares, pré-moldados de concreto e híbridos pré-fabricados—foi avaliado em US$ 172 bilhões em 2024 e projeta-se que atinja US$ 225,7 bilhões até 2030 (com uma taxa de crescimento anual composta, ou CAGR, de 4,9% a 8%). Nos Emirados Árabes Unidos, as metas governamentais preveem que 25% a 30% dos componentes de projetos públicos sejam produzidos em sistemas offsite até 2030; o Reino Unido lidera globalmente hoje, com 15% a 20% das habitações utilizando soluções offsite. A fabricação offsite é cada vez mais promovida como o futuro sustentável da construção civil, apresentando benefícios como a redução de resíduos, prazos de entrega acelerados e melhor controle de qualidade. A sustentabilidade, contudo, não se define pela rapidez com que um edifício é montado, mas sim por seu desempenho ao longo do tempo.

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Um novo padrão para fachadas de alto desempenho e geradoras de energia

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O Complexo de Ciências da Saúde Myron e Berna Garron (SAMIH), na Universidade de Toronto Scarborough, foi moldado por uma diretriz clara e inegociável: pelo menos 20% do consumo de energia do edifício deveria ser gerado a partir de fontes renováveis instaladas no local. Para atender a essa exigência ambiciosa, a equipe de projeto investigou como a tecnologia solar poderia ir além da cobertura e se integrar à própria arquitetura, posicionando a obra em um movimento mais amplo em direção a uma arquitetura sustentável de alto desempenho. A instalação de aproximadamente 5.850 metros quadrados (63.000 pés quadrados) abriga programas de ensino, pesquisa e treinamento clínico dedicados à formação de futuros/as profissionais de saúde. Projetado por Diamond Schmitt Architects e MVRDV, o projeto inicialmente seguiu um caminho convencional, combinando uma fachada sóbria com painéis fotovoltaicos na cobertura.