Dois museus na África construídos em meados do século XX levam o nome de "Museu Nacional". Eles refletem a trajetória histórica de suas respectivas nações e estão vinculados a noções de identidade nacional. Ambos também são exemplos de uma arquitetura refinada, baseada nos princípios do Modernismo, movimento associado à construção nacional na África. Contudo, suas concepções e propósitos seguiram caminhos bastante distintos. Este artigo explora a arquitetura — ainda pouco divulgada — do Museu Nacional de Gana em Acra e do Museu Nacional do Sudão em Cartum.
Pavilhões oferecem aos/às profissionais de arquitetura uma oportunidade única de experimentar, servindo como espaços compactos que desafiam os limites do design e dos conceitos espaciais. Livres de muitas das restrições funcionais convencionais, essas estruturas possibilitam a expressão artística e o teste de novas tecnologias. Muitas vezes, os pavilhões funcionam como laboratórios vivos de arquitetura, inseridos em contextos públicos ou culturais. Eles transformam o entorno em experiências interativas e memoráveis, servindo de palco para que os/as profissionais de arquitetura apresentem suas ideias mais inovadoras. Nos últimos anos, a responsividade climática emergiu como um foco crucial no projeto de pavilhões. Ao utilizar estruturas temporárias como campo de testes para práticas mais sustentáveis, projetistas podem experimentar materiais alternativos e abordagens ambientalmente conscientes que enfrentam a crise climática.
Os estandes dos expositores são apenas uma faceta de uma feira de negócios. Mas o que seria do espetáculo sem uma programação paralela informativa? E… para qual pavilhão você se dirigirá primeiro quando a Heimtextil abrir suas portas em Frankfurt am Main, de 14 a 17 de janeiro de 2025? De fato, não é fácil se situar entre mais de 2.900 expositores espalhados por 16 níveis de pavilhões. Mas nós temos algumas ideias. Use marcas consagradas como pontos de referência e mantenha a curiosidade para descobrir novos, jovens e inovadores talentos em meio a tudo isso. Reserve na sua agenda os debates e visitas guiadas mais interessantes e fique atento/a a certas sinalizações nos estandes. Quais? Nós lhe contamos a seguir.
Por que demolir quando se pode ressignificar? Uma colaboração entre o ArchDaily e o ICEX destaca as obras mais marcantes de reforma, reutilização, ampliação e renovação construídas recentemente na Espanha. Este concurso enfoca como a arquitetura espanhola valoriza a revitalização de edifícios e centros históricos, recuperando estruturas existentes para promover um desenvolvimento urbano mais equilibrado. Na Espanha, antigas casonas tornam-se joias boutique, e fábricas como o Matadero de Madri se transformam em refúgios culturais—uma mistura inteligente de tradição e estilo moderno. Afinal, o bom design não é construído do zero—ele é construído sobre o que já existe.
Jane Drew e Maxwell Fry com uma maquete de um de seus muitos edifícios para a Costa do Ouro, 1945. / Tropical Modernism - Architecture and Independence no V&A South Kensington. Imagem cortesia do RIBA
Ao refletir sobre 2024, observa-se que inúmeras exposições de arquitetura foram inauguradas pelo mundo, abordando variados temas, formatos expográficos e arquitetos/as de destaque. O projeto arquitetônico e a prática profissional influenciam nosso cotidiano de maneiras sutis e muitas vezes imperceptíveis, nas quais os/as usuários/as finais aceitam os ambientes construídos tais como são. Essa reação pode decorrer de uma combinação de fatores, como o sentimento de impotência para promover mudanças significativas após a construção de um edifício ou a experiência de crescer em ambientes sobre os quais as pessoas tiveram pouca ou nenhuma autonomia de transformação. Por essas razões, as exposições de arquitetura cumprem um papel fundamental, oferecendo à sociedade a oportunidade de pausar, refletir e examinar criticamente a infinidade de questões que surgem durante o processo de projeto e construção. Esses temas muitas vezes são negligenciados ou precisam de maior reconhecimento, uma vez que os/as profissionais da área tendem a priorizar a entrega de projetos em prazos rígidos em detrimento de reflexões mais profundas.
Em 2024, museus, galerias e curadores/as responderam aos desafios em constante evolução do ambiente construído por meio de diversas abordagens. Algumas exposições questionaram a ética dos materiais de construção e as práticas por trás das cadeias de suprimentos, chamando a atenção para as implicações mais amplas das escolhas materiais. Outras focaram em documentar movimentos arquitetônicos pelo mundo, enfatizando sua relevância cultural e histórica e a necessidade urgente de preservar e adaptar em vez de substituir por novas construções. Esses esforços destacam o papel das exposições na conscientização sobre questões urgentes, ao mesmo tempo em que fomentam um diálogo mais crítico sobre a disciplina arquitetônica.
Sendo um material altamente translúcido que resiste a quase todas as condições climáticas, exceto as mais extremas, é facilmente moldado em qualquer tamanho ou forma e, uma vez moldado, dura por milhares de anos, o vidro continua sendo um dos materiais mais inovadores e cruciais utilizados na arquitetura. Embora as práticas construtivas contemporâneas nos permitam criar imensos e brilhantes arranha-céus de vidro que se elevam a centenas de metros de altura, o propósito original desse material milenar — trazer luz para interiores protegidos das intempéries e seguros — continua sendo o mais importante, mesmo mais de mil anos depois.
Por mais importante que o vidro seja para quase todas as tipologias arquitetônicas sob a forma de janelas, quando se trata da cobertura de um edifício, o uso desse material não é tão simples. Compreendemos o poder e o perigo de combinar luz e vidro desde que vimos, nos desenhos animados da nossa infância, uma lupa sendo usada para concentrar o calor do sol em temperaturas incrivelmente altas. Sob uma cobertura de vidro, o ganho de calor solar pode resultar em ambientes internos desconfortáveis se não forem tomadas as precauções de proteção corretas.
A evolução dos banheiros até sua configuração moderna remonta a civilizações antigas, como a otomana e a romana, nas quais o saneamento tinha grande importância cultural. Durante a Idade Média, contudo, as práticas de higiene pessoal entraram em declínio, atrasando o desenvolvimento do saneamento até que o Renascimento resgatasse o interesse pela limpeza. Essa mudança abriu caminho para inovações fundamentais no século XVIII, incluindo sistemas de encanamento modernos que viabilizaram a ampla adoção de espaços sanitários modernos. Hoje, é inimaginável conceber um projeto de arquitetura sem incorporar essas instalações, o que evidencia o papel essencial da higiene e do bem-estar, atualmente muito vinculados aos avanços tecnológicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140886/o-que-impulsiona-50-anos-de-inovacao-em-secadores-de-maosEnrique Tovar
Reconhecido como uma das Melhores Práticas Emergentes de 2024 do ArchDaily, (ab)Normal está redefinindo os limites da inspiração, da arquitetura e do design contemporâneos. Sediado em Milão, este estúdio interdisciplinar liderado pelos/as arquitetos/as Mattia Inselvini, Davide Masserini e Luigi Savio busca fundir de forma fluida arquitetura, design de produto e direção criativa em uma prática coesa. Fundado em 2017 em parceria com Marcello Carpino, o trabalho do (ab)Normal abrange diversos campos, incluindo arte, cultura, design, interiores e moda. Seus projetos atravessam múltiplas escalas e formatos, transitando entre o virtual e o tangível, o efêmero e o permanente, o especulativo e o comercial, ao mesmo tempo que integram elementos icônicos a referências da cultura popular, concentrando-se nas implicações do progresso tecnológico. Atuando como direção criativa para o ambiente construído, o (ab)Normal opera em diversas escalas e formatos, movendo-se entre o virtual e o tangível, o efêmero e o permanente, o performático e o estático.
Com origem há mais de 2.000 anos no norte da Europa, as saunas foram inicialmente desenvolvidas como um método de purificação corporal. Na Finlândia, esses espaços eram venerados por sua higiene e frequentemente serviam como locais para a realização de partos. Enraizadas nas tradições nórdicas, as saunas se espalharam globalmente, levando consigo elementos de design característicos, como o uso abundante de madeira, linhas limpas, ornamentação mínima e uma estética despojada. Tradicionalmente, ofereciam um ambiente sereno com assentos limitados a simples bancos retos, permitindo que os/as usuários/as se sentassem ou se deitassem. Esse modelo tradicional ganhou ampla aceitação, com seus benefícios para a saúde defendidos por profissionais da área médica e seu valor reconhecido em diversas culturas.
A Casa de Verão em Højby, por Jeppe Utzon & Camille Pincemin. Imagem cortesia de VELUX
Na arquitetura, frequentemente são os detalhes mais sutis que causam o maior impacto. Ao longo dos séculos, profissionais da arquitetura têm orientado edifícios cuidadosamente para equilibrar função e estética, tendo a luz como princípio norteador. A busca pela iluminação perfeita nas edificações remonta à Idade Média — e essa procura continua. Afinal, simplesmente permitir a entrada de luz em um espaço não é suficiente; são a direção e a qualidade dessa luz que realmente elevam o ambiente.
Este ano, o VELUX Nordic Architecture Competition — apropriadamente intitulado "Daylight from Above" — convidou arquitetos e arquitetas da Dinamarca, Suécia e Noruega a explorar as nuances da luz natural no design residencial. O concurso propôs a criação de espaços onde a luz desempenha o papel principal, esculpindo interiores que se transformam com o passar das horas e das estações. O objetivo? Criar lares onde a luz não apenas ilumine o espaço, mas eleve a experiência de habitar nele.
Os teatros atuam como instituições culturais e sociais, moldando a sociedade ao oferecer espaços onde histórias de identidade, raça e justiça ganham vida. Esses locais fomentam o senso de comunidade por meio de experiências compartilhadas e ao vivo, estimulando debates que ecoam muito além do palco. Do ponto de vista arquitetônico, os teatros são mais do que espaços de apresentação — são marcos que incorporam tanto a história quanto o futuro das artes. Seus projetos costumam refletir a importância cultural da narrativa, ao passo que suas reformas garantem que continuem relevantes no contexto moderno.
No AD Interior Focus desta semana, o ArchDaily explora como a reforma de teatros icônicos, como a Royal Opera House em Londres, Reino Unido, e a Sydney Opera House, na Austrália, vai muito além de modernizar o conforto e a acessibilidade. O artigo investiga como esses projetos preservam a integridade arquitetônica desses marcos históricos, garantindo que sua arquitetura continue servindo de cenário tanto para a expressão artística quanto para o debate social.
Motivados/as pelo objetivo comum de criar um futuro melhor e mais verde, arquitetos/as, designers e entusiastas da sustentabilidade de todo o mundo reuniram-se para trocar ideias e conhecimentos sobre o futuro do bambu como material de construção. Intitulado Bamboo U, o curso de 11 dias ensinou aos/às participantes desde o cultivo do bambu e seus métodos de tratamento até o projeto e fabricação de maquetes, engenharia, carpintaria e construção. A equipe do ArchDaily participou do workshop, realizado de 16 a 27 de agosto de 2024, e documentou todo o curso do início ao fim.
Antes do surgimento da IA, da internet e da TV, os livros e manuscritos eram os principais suportes do conhecimento. Esses artefatos, que hoje ecoam vozes do passado, desempenharam um papel fundamental na formação do nosso legado compartilhado. Um momento decisivo nessa evolução ocorreu no século XV com a invenção da prensa tipográfica por Gutenberg, que revolucionou o acesso à informação e lançou as bases para a democratização do conhecimento. Devido à sua relevância histórica e cultural, muitos manuscritos antigos e incunábulos (livros impressos nos primórdios da tipografia) foram preservados em bibliotecas, permanecendo frequentemente longe dos olhos do público.
Em todo o mundo, as bibliotecas começaram a revelar essas coleções ao público, impulsionadas por uma crescente abertura para expor seus "tesouros". Isso permite que um público mais amplo aprecie a riqueza desses materiais históricos. Embora esse esforço promova uma compreensão mais profunda do patrimônio cultural, ele também traz vários desafios. Um dos mais críticos é a preservação, que deve ser cuidadosamente equilibrada com considerações funcionais. Decisões fundamentais incluem a seleção e o design de soluções de vitrines, como as da Goppion, que se harmonizam com o design de interiores e o layout, ao mesmo tempo em que oferecem proteção eficaz.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140885/do-cofre-a-exposicao-o-papel-das-vitrines-nas-bibliotecas-do-mundoEnrique Tovar
No ano 2000, o Royal Institute of British Architects (RIBA) concedeu seu prestigioso Stirling Prize à Peckham Library, projetada pela equipe de arquitetura Alsop e Stormer. Embora não tenha sido a primeira vez que uma biblioteca recebeu a premiação, foi a primeira vez que uma biblioteca local a conquistou. O fato ilustrava uma época em que o financiamento público permitia elaborar diretrizes com a intenção de "criar um edifício de mérito arquitetônico que trouxesse prestígio ao distrito". A biblioteca foi elogiada pelo espaço público aberto que criou, por seu design lúdico e colorido, e por suas credenciais ambientais. Situada com destaque no coração da comunidade, chama a atenção o fato de seu letreiro, projetado acima da linha da cobertura, trazer simplesmente a palavra "Library" (Biblioteca), um indicativo da importância da função do edifício para a região.
Uma nova geração de práticas sustentáveis está transformando a paisagem arquitetônica. Qual é o seu "segredo"? A combinação de inovação, consciência ecológica e, fundamentalmente, a revalorização dos recursos naturais que acompanham a humanidade desde os seus primórdios. Embora esse conhecimento nunca tenha se perdido de fato, as técnicas associadas a esses materiais permaneceram em segundo plano por muito tempo. Hoje, elas ressurgem, adaptando-se aos desafios contemporâneos e consolidando-se novamente como elementos essenciais e atemporais na arquitetura do futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140703/arquitetura-e-decoracao-inteligentes-e-eco-conscientes-inspiradas-nos-materiais-mais-nobres-da-naturezaEnrique Tovar
De 2 a 6 de dezembro, será realizada em Lima, Peru, a XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), sob o tema CLIMA: Ações para o bem viver. Desde 1998, a BIAU — promovida pelo governo da Espanha por meio do Ministério da Habitação e Agenda Urbana (MIVAU), em colaboração com o Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha e com o apoio da Fundação ARQUIA — tem como objetivo difundir boas práticas de arquitetura e urbanismo na Ibero-América, fomentando um espaço de debate em torno dos desafios contemporâneos compartilhados entre a Espanha e a América Latina. Ao construir pontes de conhecimento entre ambos os continentes, a BIAU abre suas portas mais uma vez, agora em Lima.
Integrando a arte contemporânea com a paisagem em um diálogo entre a criação humana e o entorno natural, o Espaço Escultórico da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) representa uma das obras de arte pública mais importantes da América Latina. Tanto o Espaço Escultórico quanto a Reserva Ecológica do Pedregal de San Ángel da UNAM, na Cidade do México, foram recentemente laureados com o Prêmio Internacional Carlo Scarpa para a Paisagem 2023-2024, concedido pela Fundação Benetton Studi Ricerche, com sede em Treviso, Itália. Eles foram destacados por seu alto valor natural, histórico e cultural como obras de preservação e arte coletiva que emergem de uma superfície de lava sobre a qual se desenvolveram novos bairros e a Cidade Universitária da UNAM.
As edificações estão profundamente interconectadas com seu entorno — o clima, a cultura, a paisagem e a vida de seus ocupantes. Para Dorte Mandrup, renomada arquiteta dinamarquesa, o contexto é mais do que uma simples consideração; é a força motriz de seus projetos. Seu trabalho demonstra uma profunda curiosidade pelas pessoas que habitarão suas obras e pelas histórias singulares incrustadas em cada local. Seus edifícios não são apenas estruturas; são respostas atentas aos seus entornos, sem a pretensão de neles desaparecer.
Dorte Mandrup é destaque, ao lado de Tosin Oshinowo, na segunda parte do documentário Women in Architecture, lançado em 12 de novembro de 2024. Produzido pela Sky-Frame em colaboração com o ArchDaily e dirigido por Boris Noir, o filme expande o primeiro episódio — que destacou Toshiko Mori, Gabriela Carrillo e Johanna Meyer-Grohbrügge —, oferecendo uma exploração contínua de diversas perspectivas dentro da arquitetura.
Tradicionalmente, o papel da arquitetura tem sido criar uma barreira entre os/as habitantes e as intempéries, proporcionando proteção e segurança. Mesmo com os avanços materiais e tecnológicos ao longo do tempo, essa função continua fundamental. Ainda dependemos de nossas envoltórias prediais para nos manter secos/as, seguros/as e confortáveis, permitindo-nos realizar nossas atividades diárias com facilidade. Hoje, as envoltórias de alto desempenho expandem essa função protetora ao utilizarem materiais e tecnologias avançadas, transformando-se em elementos essenciais de um design sustentável e resiliente. Elas não apenas protegem os interiores de fatores externos — como calor, umidade e poluentes —, mas também contribuem diretamente para a eficiência energética, a durabilidade e a estética da edificação. Compostas por fachadas, sistemas de sombreamento solar e esquadrias, essas envoltórias definem o caráter do edifício e desempenham um papel essencial em seu desempenho global.
Em uma paisagem urbana em rápida evolução, o novo edifício residencial redefine o conceito de vida em comunidade. O Gardea Residencial está localizado em Miralbueno, um dos 15 bairros da cidade de Zaragoza, uma área caracterizada pela expansão de empreendimentos residenciais. O projeto exemplifica um design funcional e sustentável, materializado em dois blocos lineares, cada um otimizando o espaço disponível com um subsolo, um pavimento térreo e pavimentos adicionais—dois em um bloco e três no outro. Com seu desenho elegante, o edifício concebido pelo escritório Tash&Partners apresenta uma fachada ventilada feita de placas cerâmicas extrudadas de porcelanato da Faveker. Estas placas, além de serem recicláveis, potencializam a sustentabilidade e a eficiência do conjunto.
Os templos chineses resistem há séculos, açoitados por ventos e terremotos, sem uma rachadura ou peça de madeira fora do lugar. Eles utilizam uma técnica milenar conhecida como "construção por encaixe de suportes" (ou *dougong*), que dispensa pregos ou peças metálicas para conectar os elementos estruturais de madeira. As igrejas de aduelas escandinavas (*stave churches*) são quase tão duráveis. Sem surpresa, há abundância de árvores tanto na Suécia quanto em toda a China.
Afinal, a que se deve todo esse entusiasmo em torno da inovação na construção com "mass timber" (madeira engenheirada) nos últimos anos? Como argumenta Boyce Thompson em seu instigante novo livro, Innovations in Mass Timber: Sequestering Carbon with Style in Commercial Buildings (Schiffer Publishing), esta promete ser a próxima grande tendência da tecnologia "verde" para profissionais da arquitetura que se sentem culpados por suas caras fachadas de titânio e pegadas de carbono desmedidas. As fotos coloridas mostram edifícios impressionantes em regiões onde a indústria madeireira sempre foi forte, como o Noroeste Pacífico dos EUA e a Escandinávia. Já os japoneses constroem cabanas de toras com material importado que bem poderia valer ouro.
Nem todas as pessoas compartilham as mesmas rotinas, hábitos ou costumes; no entanto, todos temos as mesmas necessidades fundamentais, independentemente de idade, classe social, gênero, cultura ou religião. Projetar banheiros envolve considerar parâmetros de acessibilidade, tecnologia, limpeza, conforto e durabilidade, ao mesmo tempo em que se oferecem soluções eficientes e sustentáveis que garantam um desempenho ideal. Mas o que realmente significa funcionalidade na arquitetura? Como os padrões de uso evoluem ao longo do tempo? Os produtos da Geberit apresentam várias propostas de design por meio de sua abordagem Mix and Match, que combina mobiliário, lavatórios e outros acessórios de banheiro, todos concebidos para atender às diversas demandas de seus/suas usuários/as.
Criar uma linha contínua entre o piso e o teto é uma das maneiras mais elegantes de manipular as qualidades espaciais de um interior contemporâneo. O vidro do piso ao teto é um elemento recorrente em residências modernas em edifícios altos, oferecendo vistas para algumas das paisagens urbanas mais espetaculares do mundo. As portas de altura total, por sua vez, são igualmente contemporâneas e impressionantes, mas envolvem mais nuances e engenharia. Em vez de atrair o olhar para o exterior e além do espaço, elas causam um impacto imediato no momento em que se entra nele. Em vez de criar um portal de passagem de um ambiente para outro, essas portas se elevam verticalmente e ocupam todo o vão da parede. Elas representam a vanguarda da arquitetura de interiores holística, criando uma transição fluida e artisticamente planejada ao passar por elas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140715/rente-a-parede-transformando-portas-em-camaleoes-arquitetonicosMark C. O'Flaherty