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O edifício em movimento: como a mobilidade vertical está redefinindo a arquitetura contemporânea

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Em 1743, uma pequena cabine suspensa por cordas foi instalada em um pátio do Palácio de Versalhes para o uso privado do rei Luís XV. Operada manualmente por servos ocultos aos olhos do público, a chamada "cadeira voadora" permitia o deslocamento entre pavimentos sem o uso de escadas, introduzindo, sem saber, uma das questões centrais da arquitetura moderna: como transportar pessoas verticalmente de maneira eficiente, segura e integrada ao edifício.

A mecanização desse princípio, com l'introdução do elevador de segurança no início da década de 1850, abriu caminho para uma transformação urbana sem precedentes. Sem o elevador, os arranha-céus de Chicago e Nova York na década de 1880 teriam sido inviáveis — não por limitações estruturais, mas por questões de acesso. O elevador não apenas permitiu construir mais alto, mas também definiu a lógica de funcionamento desses edifícios, a localização de seus núcleos, a organização de seus halls de entrada e quem poderia acessar cada espaço.

Eduardo Souto de Moura recebe a Medalha de Ouro da UIA em cerimônia realizada na Sagrada Família, Barcelona

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Em 30 de junho de 2026, o arquiteto português Eduardo Souto de Moura recebeu a Medalha de Ouro da UIA de 2026, a mais alta honraria concedida pela União Internacional de Arquitetos, em uma cerimônia realizada na Basílica de la Sagrada Família em Barcelona. Entregue como parte do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA de 2026, que ocorre de 28 de junho a 2 de julho, o prêmio reconhece a contribuição contínua de Souto de Moura para a arquitetura por meio de uma obra definida pela sensibilidade contextual, precisão material e uma influência duradoura na cultura arquitetônica contemporânea.

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World Monuments Fund anuncia 10 sítios da "América Insubstituível" para o 250º aniversário da Independência dos Estados Unidos

Por ocasião do 250º aniversário da Declaração de Independência dos Estados Unidos, o World Monuments Fund anunciou uma nova lista de dez locais históricos que representam a história do país. A iniciativa especial, intitulada "Irreplaceable America" (América Insubstituível), reconhece locais históricos em todo o país cuja preservação é considerada "essencial para a riqueza e a complexidade da história americana", destacando necessidades urgentes de conservação. Do jardim botânico mais antigo do país ao modernista Dallas City Hall, de I.M. Pei, os locais selecionados testemunham o patrimônio indígena, a experimentação artística e a história colonial, da saúde pública e da população negra.

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O que a prática da arquitetura pode aprender com a botânica?

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Embora a vida humana dependa fortemente das plantas para medicamentos, materiais de construção e combustíveis, elas também desempenham um papel vital em diversos processos ecológicos. Da regulação climática por meio da absorção de dióxido de carbono à fertilidade do solo e purificação do ar e da água, a diversidade vegetal oferece oportunidades para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes deste século, incluindo a segurança alimentar, a disponibilidade de energia, as mudanças climáticas e a degradação de habitats. Nesse contexto, os jardins botânicos atuam como refúgios vivos que fomentam a inovação, a adaptação e a resiliência humana. Mas o que a prática arquitetônica pode aprender com a botânica e seus métodos?

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Anunciados os projetos vencedores do 21º Concurso de Estudantes de Arquitetura da Saint-Gobain

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Situado às margens do rio Sava em Belgrado, na Sérvia, o terreno de uma antiga fábrica de cimento tornou-se o ponto de partida para a 21ª edição do Saint-Gobain Architecture Student Contest. Organizado em cooperação com o World Green Building Council, OneClick LCA, a Prefeitura de Belgrado, o Academic Yachting Club Belgrade, o Serbia Green Building Council e a Green & Blue Corridors Association, o concurso convidou estudantes a imaginarem um novo Polo de Esporte e Lazer capaz de transformar uma orla industrial em um destino público ativo o ano todo. Mais de 200 universidades de 34 países participaram desta 21ª edição do Architecture Student Contest.

“O que é isso? Um spa, uma academia, um zoológico para animais minúsculos?” explora o acervo da Fundació Mies van der Rohe em Barcelona

A exposição What is This? A Spa, a Gym, a Zoo for Tiny Animals? está em cartaz no Palau Victòria Eugènia, em Barcelona, de 11 de maio a 5 de julho de 2026. Organizada pela Fundació Mies van der Rohe e com curadoria de Anna Sala e Ivan Blasi, a exposição apresenta o acervo da instituição sob uma nova perspectiva curatorial, reunindo maquetes, desenhos, documentos, filmes e registros de intervenções artísticas realizadas no Pavilhão de Barcelona desde 1986. Com entrada gratuita e aberta diariamente, a mostra convida o público a interagir com o arquivo tanto como uma coleção histórica quanto como um registro em constante evolução do discurso arquitetônico.

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Studio Gang e Henning Larsen concluem o campus de ciências da vida One Milestone em Boston

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Os escritórios internacionais Studio Gang e Henning Larsen concluíram o One Milestone, da incorporadora Breakthrough Properties. O empreendimento voltado para as ciências da vida faz parte da primeira fase do Enterprise Research Campus (ERC) — desenvolvido pela Tishman Speyer e pela Harvard Allston Land Company —, um distrito de uso misto de 14 acres (cerca de 5,6 hectares) no bairro de Allston, em Boston. Localizado na extremidade sudoeste do ERC, o One Milestone foi concebido como um centro de criatividade, ciência e empreendedorismo. Seu recém-inaugurado complexo de dois edifícios, que soma 47.380 m², foi projetado para atender à comunidade científica da Grande Boston. Os dois escritórios começaram a colaborar no projeto em 2019, com o codesenho de um plano diretor estratégico, iniciando as obras do One Milestone em 2023.

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O que deve permanecer, o que deve mudar: explorando o reuso adaptativo e a flexibilidade de longo prazo

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O terceiro episódio do podcast Room For Dreams enfrenta um dos dilemas mais urgentes do planejamento urbano contemporâneo: como dar nova vida a estruturas antigas sem apagar sua história. Gravada ao vivo na Milan Design Week 2026 em colaboração com a INDX|GLOBAL, esta sessão dinâmica reúne um painel de arquitetos/as — Kiran Gala, Vivek Gupta e Carl Bhesania — para destrinchar as complexas realidades do reuso adaptativo.

Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura

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Há algum tempo, tornou-se comum nos perguntarmos de onde vêm aquilo que consumimos. Conferimos rótulos, buscamos produtores locais e investigamos cadeias de produção em uma tentativa de compreender o impacto dos nossos hábitos seja na nossa própria saúde ou no planeta.

No campo da arquitetura, entretanto, essa pergunta ainda permanece relativamente marginal. Muitas vezes sabemos quem projetou um edifício, conhecemos seus acabamentos, o fabricante de suas esquadrias, a marca de seus revestimentos e até mesmo seu desempenho energético mas, quase nunca, nos perguntamos de onde vieram as toneladas de matéria que tornaram sua existência possível.

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Decisões arquitetônicas, implicações planetárias: entrevista com a equipe curatorial da UIA 2026 Barcelona

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Barcelona é a primeira cidade na história do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA a sediar o evento duas vezes. A edição de 1996, Presente e Futuros: Arquitetura nas Cidades, aconteceu em um momento de forte efervescência, quando a cidade pós-olímpica consolidava um modelo urbano que se tornaria um dos mais estudados e contestados do urbanismo contemporâneo, e quando a arquitetura aprendia a pensar a grande metrópole como seu principal campo de investigação. Trinta anos depois, a mesma cidade retoma a questão sob uma condição distinta: aquela em que o ambiente construído não pode mais ser compreendido como um objeto autônomo, mas apenas por meio dos sistemas ecológicos, materiais e políticos mais amplos que o sustentam. O tema do Congresso de 2026 — Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição — não abandona as preocupações urbanas de 1996; ele as reabre a partir de uma escala planetária.

A equipe de curadoria por trás desta edição, formada por Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres, aborda a arquitetura como uma ferramenta crítica e transformadora enraizada no território, atuando na intersecção entre prática profissional, pesquisa e ensino. Seu programa estrutura o Congresso em torno de seis linhas temáticas interconectadas (Devir Mais-que-humano, Devir Circular, Devir Incorporado, Devir Interdependente, Devir Hiperconsciente e Devir Sintonizado) e o distribui por três locais de características bastante distintas — Les Tres Xemeneies del Besòs, o Disseny Hub em Glòries e o CCIB —, cada um escolhido tanto pelo que representa quanto pelo que pode abrigar.

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BIG revela novas imagens do Museu Nacional do Juneteenth antes do início das obras em Fort Worth, Texas

Bjarke Ingels Group (BIG) revelou novas imagens do National Juneteenth Museum, oferecendo uma visão mais detalhada do projeto da instituição de 72.000 pés quadrados (cerca de 6.700 metros quadrados) planejada para Fort Worth, no Texas. Projetado em colaboração com o Alligood Song Architecture e com o escritório de arquitetura responsável KAI Enterprises, o projeto tem início de construção previsto para o outono de 2026 e funcionará como um centro nacional dedicado a preservar a história e o legado do Juneteenth. Liderado pela ativista Dra. Opal Lee, amplamente reconhecida como a "Avó do Juneteenth", o museu combina espaços de exposição com programas voltados para a comunidade, destinados a apoiar tanto a preservação cultural quanto a revitalização do bairro.

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Congresso Mundial de Arquitetura da UIA 2026 abre em Barcelona sob o tema "Arquiteturas para um Planeta em Transição"

O UIA 2026, 29ª edição do evento internacional trienal de debate arquitetônico organizado pela União Internacional de Arquitetos, abriu suas portas no domingo, 28 de junho, com um evento inaugural realizado em Three Chimneys, uma antiga usina termoelétrica em Sant Adrià de Besòs. Cada edição do congresso foca em um tema urgente e relevante para a profissão, articulado por meio de um eixo central. O tema de 2026 é "Becoming. Arquiteturas para um Planeta em Transição", propondo uma visão ampla e crítica sobre os futuros possíveis da arquitetura. O evento acontece até 2 de julho de 2026, de forma distribuída por diversas sedes e contextos urbanos. Com uma abordagem multidisciplinar, Barcelona, Capital Mundial da Arquitetura UNESCO 2026, deve se tornar um laboratório e polo global para debater as próximas transições ecológicas, sociais, materiais e culturais.

Três décadas após sediar o evento pela primeira vez, Barcelona volta a ser o palco do debate global da disciplina. O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona pretende reunir 10.000 profissionais, estudantes e representantes institucionais de mais de 130 países. Os debates abordam temas como a emergência climática, a crise habitacional, a circularidade e sustentabilidade dos materiais, e a evolução do espaço público em grande e pequena escala, bem como tópicos mais específicos, como o papel e a responsabilidade futura das premiações de arquitetura ou conferências dedicadas às inundações causadas pelo fenômeno DANA em Valência. A programação diária será marcada por duas sessões plenárias por dia, no início (09h00) e no encerramento (16h45).

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A Inteligência Ecológica das Paisagens Sagradas

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A arquitetura costuma tratar o design ecológico como se fosse uma descoberta recente. Corredores de biodiversidade, paisagens regenerativas, cidades-esponja e o urbanismo mais-que-humano são apresentados como respostas emergentes às crises ambientais contemporâneas. No entanto, na Índia e na região SWANA (Sudoeste Asiático e Norte da África), paisagens moldadas por práticas religiosas há muito tempo estruturam as relações entre pessoas, água, vegetação e animais. Muito antes de o desempenho ecológico se tornar uma métrica de projeto, os reservatórios dos templos armazenavam as águas das monções, os bosques sagrados protegiam a biodiversidade e os assentamentos em oásis sustentavam a vida em alguns dos ambientes mais áridos do mundo. Poucos desses lugares surgiram de agendas ambientais explícitas; pelo contrário, formaram-se a partir de práticas culturais e espirituais. Ainda assim, sua lógica ambiental continua extremamente relevante hoje. Diversas condições que hoje são discutidas sob o conceito do design mais-que-humano já existiam há séculos em paisagens que arquitetos e arquitetas raramente estudam como infraestrutura ecológica.

A Inteligência Ecológica das Paisagens Sagradas - Imagem 1 de 4A Inteligência Ecológica das Paisagens Sagradas - Imagem 2 de 4A Inteligência Ecológica das Paisagens Sagradas - Imagem 3 de 4A Inteligência Ecológica das Paisagens Sagradas - Imagem 4 de 4A Inteligência Ecológica das Paisagens Sagradas - Mais Imagens+ 7

Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana

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Em muitas cidades latino-americanas, os bairros periféricos historicamente têm menos acesso aos recursos que tornam a vida urbana algo mais do que apenas habitável. Habitação, transporte e serviços públicos são os marcadores habituais dessa lacuna. No entanto, existe outra disparidade que é mais difícil de quantificar: a ausência de lugares onde as pessoas possam se reunir, aprender, descansar e participar da vida coletiva. Quando esses espaços não existem, a cidade não apenas deixa de prestar um serviço, mas também falha em reconhecer uma presença.

Nas últimas décadas, um número crescente de projetos tem tentado enfrentar essa ausência de forma direta. Em vez de se concentrarem apenas na infraestrutura física, essas iniciativas investem em espaços projetados para apoiar a educação, a cultura, o lazer e a vida comunitária, muitas vezes integrando várias dessas funções em um único edifício, em bairros onde tais espaços costumam ser escassos.

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Renaturalizando a cidade: 6 projetos não construídos da comunidade do ArchDaily

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No contexto atual de rápidas mudanças ambientais urbanas, como ondas de calor e secas, novas prioridades estão surgindo no desenho de espaços públicos. O "rewilding" refere-se à prática de restaurar ecossistemas autossustentáveis por meio da reintrodução da biodiversidade, implementando estratégias para reverter os efeitos da perda de habitat, do declínio de espécies e da degradação dos ecossistemas. Essas estratégias podem ser identificadas nesta seleção de projetos conceituais enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, nos quais a arquitetura é utilizada como ferramenta para restaurar o equilíbrio ecológico entre as espécies, invertendo seu papel moderno de agente de perturbação ecológica.

Diante da realidade de que as mudanças climáticas estão tornando as cidades cada vez mais inabitáveis, a população se depara com a escolha de abandonar ou transformar seus ambientes. Os projetos não construídos reunidos neste artigo oferecem alternativas transformadoras para cidades mais habitáveis, combinando estratégias de construção, arquitetura e paisagismo em parques urbanos e espaços intersticiais suburbanos. Funcionando como laboratórios ecológicos, essas propostas incorporam uma perspectiva multiespécies ao processo de projeto, adotando uma concepção de tempo mais adequada ao desenvolvimento dos ecossistemas.

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Como uma nova geração de arquitetos/as está projetando com luz natural

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Muito antes de se tornar uma questão de desempenho, conforto ou eficiência energética, a luz natural é uma forma de dar presença à arquitetura. Ela revela a textura de uma parede, la profundidade de uma abertura e a passagem silenciosa do tempo em um espaço. Em obras tão distintas quanto as de Tadao Ando e Alvar Aalto, a luz do dia surge como um material essencial de projeto: em alguns casos, guiando o olhar em direção à contemplação; em outros, tornando os espaços mais humanos, acolhedores e conectados à vida cotidiana.

Um dia, quatro terremotos: o que a resiliência sísmica revela sobre o ambiente construído

Em um intervalo de 36 horas entre 24 e 25 de junho, quatro terremotos significativos atingiram três regiões diferentes do mundo. Um terremoto de magnitude 7,2 sacudiu a costa nordeste do Japão, um evento de magnitude 5,6 foi registrado no norte da Califórnia e dois grandes tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram com apenas 39 segundos de intervalo na costa norte da Venezuela. Embora a proximidade temporal tenha gerado especulações na internet, especialistas em sismologia confirmaram que os eventos não tinham relação, ocorrendo de forma independente em diferentes limites de placas tectônicas.

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Snøhetta reimagina o Sanatório de Paimio, de Aino e Alvar Aalto, como um destino de bem-estar e cultura

O Sanatório de Paimio, de Aino e Alvar Aalto, é um exemplo reconhecido de arquitetura moderna voltada à cura, representando uma abordagem higienista centrada no paciente que tratava o próprio edifício como um instrumento médico. Construído entre 1929 e 1933, foi projetado como um sanatório de tuberculose voltado para a natureza, posteriormente utilizado como hospital, e hoje funciona como uma atração turística. A propriedade compreende o edifício principal juntamente com quatorze estruturas adicionais, tombadas na Finlândia em 1993 sob a Lei de Proteção de Edifícios finlandesa. O complexo foi incluído na lista indicativa da UNESCO em 2004 e faz parte da candidatura "Aalto Works", com decisão prevista para julho de 2026. O escritório Snøhetta desenvolveu um plano diretor que apresenta uma nova visão para o complexo modernista, reimaginando-o como um destino que combina hospitalidade, bem-estar, espaços culturais e áreas de debate internacional.

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Representação como Argumento: Lyndon Neri sobre o que os júris buscam em concursos de arquitetura

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Em um setor definido por códigos de obras, pela urgência climática e pelas pressões do mercado imobiliário, os concursos de arquitetura tornaram-se, de forma discreta, um dos espaços mais geradores da disciplina. Livres de orçamentos, clientes ou regulamentações municipais, as propostas enviadas a concursos permitem que arquitetos e arquitetas pensem no limite do que o ambiente construído poderia ser. Cada vez mais, esse trabalho especulativo é levado a sério como uma contribuição cultural e intelectual por si só. O Buildner's Unbuilt Award, atualmente em sua segunda edição, é uma dessas iniciativas, ao tratar o projeto não construído como uma plataforma para que profissionais de arquitetura e design compartilhem conceitos que desafiam fronteiras e inspiram possibilidades futuras. Desse modo, premiações como essa permitem que estudantes e profissionais da área apresentem ideias e visões que, mesmo sem serem executadas, refletem o espírito de exploração e engenhosidade na arquitetura.

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Arquitetos e arquitetas na Índia repensam o vernáculo digital por meio da IA, do artesanato e da memória

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O segundo episódio da série de podcasts Room For Dreams apresenta uma imersão profunda sobre como a arquitetura pode abraçar o futuro sem perder sua alma. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, este episódio traz os/as arquitetos/as Arun Sharma e Jaskaran Singh para desvendar o verdadeiro significado do vernacular digital.

Clima, cultura e modernismo: o campus pós-colonial como laboratório de arquitetura

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Nas décadas que se seguiram à independência, alguns dos experimentos arquitetônicos mais ambiciosos do mundo não surgiram em museus, monumentos ou palácios governamentais. Eles surgiram por meio de universidades. No Sul da Ásia e na África, nações recém-formadas transformaram seus campi em campos de teste para maneiras inteiramente novas de conceber a vida coletiva. Esses campi funcionaram como muito mais do que simples instituições de ensino. Tornaram-se territórios onde o Estado testava como organizar a modernidade — espaços voltados para a convivência cidadã, o funcionamento das instituições, a definição da arquitetura a partir do clima e a transformação das realidades locais por ideias importadas.

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"Não separo arquitetura de infraestrutura": Entrevista com Shohei Shigematsu sobre a nova expansão do New Museum pelo OMA

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Quando o edifício original do New Museum, projetado pelo escritório SANAA — uma pilha de caixas opacas deslocadas envoltas por uma pele de malha metálica —, foi inaugurado em 2007, já parecia destinado a algum tipo de expansão para aliviar a pressão vertical criada por sua circulação restrita e área de projeção limitada. Em março, o museu revelou sua aguardada ampliação, projetada por Shohei Shigematsu e Rem Koolhaas, do OMA. O edifício complementar, de linhas angulares e levemente recuado, duplica a capacidade expositiva do museu, ao mesmo tempo em que reconfigura a relação da instituição com a cidade e com a estrutura original do SANAA, projetada por Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.

Na abertura do edifício para a imprensa, Koolhaas descreveu o projeto "não apenas como uma extensão, mas como um complemento ou contraparte". Shigematsu detalhou posteriormente: "Pensamos em desenhar um par composto por dois edifícios distintos e, ao mesmo tempo, profundamente conectados. Um é mais vertical e introvertido. O outro é mais horizontal e extrovertido."

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Foster + Partners revela plano diretor de cidade agrícola no sul de Omã

O escritório Foster + Partners, em colaboração com a Dar Al-Handasah, revelou o plano diretor da Al Najd Agricultural City em Dhofar, no sul de Omã. Com uma área de aproximadamente 5 milhões de metros quadrados (54 milhões de pés quadrados), o empreendimento foi concebido como um assentamento urbano e agrícola autossustentável, projetado para responder às condições ambientais e à paisagem agrícola da região. Encomendado pelo Ministério da Habitação e Planejamento Urbano e pelo Ministério da Agricultura, Pesca e Recursos Hídricos, o projeto integra os objetivos delineados na Oman Vision 2040, iniciativa que busca fortalecer a segurança alimentar, diversificar a economia nacional e apoiar projetos de desenvolvimento sustentável.

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O Skyspace de James Turrell e a abertura do Centro Presidencial Obama: o resumo da semana

De projetos e instituições que reforçam a relação entre arte e arquitetura a iniciativas que buscam novas abordagens para desafios urbanos e ecológicos persistentes, os acontecimentos desta semana refletem um esforço mais amplo para reconsiderar estruturas estabelecidas e expandir o papel do design na sociedade contemporânea. Seja por meio da reutilização adaptativa, da inovação de políticas, da experimentação artística ou da pesquisa crítica, arquitetos/as e organizações culturais exploram como os sistemas existentes podem ser transformados para responder às realidades emergentes. Essas questões ecoam em novos projetos arquitetônicos que traduzem condições ambientais e aspirações cívicas em forma construída. Em Chicago, a conclusão do Obama Presidential Center posiciona a arquitetura como um veículo para a memória pública, ao passo que, na Albânia, o projeto Lighthouse do escritório OODA reinterpreta paisagens e tradições locais por meio de uma torre voltada para a costa do Adriático. Enquanto isso, a proposta do Heatherwick Studio para o centro de visitantes AlUla Manara responde às condições da paisagem desértica da Arábia Saudita, combinando pesquisa científica e turismo em um destino dedicado à observação do céu noturno.

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