A quarta edição da Trienal de Bruges: Spaces of Possibility, com curadoria de Shendy Gardin e Sevie Tsampalla, acontece de sábado, 13 de abril, a domingo, 1º de setembro de 2024. O evento promete transformar as ruas e o centro histórico de Bruges, na Bélgica, em uma vitrine de arte contemporânea e intervenções arquitetônicas. Com foco na exploração do potencial latente deste Patrimônio Mundial da UNESCO, o festival propõe uma reflexão sobre como conceitos como mudança e sustentabilidade podem dialogar com a preservação.
O grupo de 12 artistas e arquitetos/as selecionados/as foi instigado a desafiar os espaços existentes em Bruges. Entre os nomes convidados estão o escritório Bangkok Project Studio, de Boonserm Premthada, além de Mona Hatoum, Studio Ossidiana e Sumayya Vally (fundadora do Counterspace e curadora da primeira Bienal de Artes Islâmicas), entre outros. Até 1º de setembro, esses nomes apresentam intervenções temporárias e instalações em grande escala que buscam revelar o potencial oculto da cidade, ecoando o tema do festival. Tendo como pano de fundo a rica história de Bruges, esta edição da Trienal destaca a importância de espaços urbanos adaptáveis no mundo em constante evolução de hoje.
Em Melbourne, na Austrália, a décima edição do MPavilion, projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Tadao Ando, teve sua permanência prorrogada até março de 2025. Sendo a única obra construída pelo arquiteto no país, a extensão oferece uma oportunidade para que moradores locais e visitantes desfrutem do espaço e de suas diversas atividades. O pavilhão recebe o público diariamente, funcionando como um oásis sereno, um espaço de encontro comunitário e um destino arquitetônico de destaque ao longo do ano.
Para se diferenciarem em mercados competitivos, as principais marcas de varejo do mundo estão recorrendo ao design de varejo para cultivar comunidades de entusiastas de suas marcas. Como os métodos tradicionais de marketing já não engajam o público consumidor, os espaços físicos oferecem um caminho para experiências mais imersivas e personalizadas, alinhadas aos seus valores e estilos de vida. A evolução das preferências da clientela tem levado à criação de experiências de varejo autênticas, que agora funcionam como áreas de lazer e entretenimento. Projetar pontos de venda que incentivem o engajamento, a exploração e o sentimento de pertencimento permite que as marcas cultivem um público fiel.
Quando Wallace S. Broecker introduziu pela primeira vez os conceitos de aquecimento global na década de 1970, é provável que a sociedade não antecipasse as implicações desse fenômeno. Hoje, mais de 50 anos depois, deixamos de apenas prever um cenário climático adverso para presenciá-lo diretamente. Atualmente, é evidente que a Terra bate recordes de temperatura ano após ano, como resultado de uma disparidade na resposta global e de uma redução de emissões de carbono que avança lentamente.
Para reduzir as emissões de CO2 na arquitetura, é crucial implementar estratégias eficazes que abordem tanto a fabricação de materiais quanto o ciclo de vida dos edifícios, bem como o consumo de energia durante o seu uso. Em países como os EUA, aproximadamente 45% do consumo de energia no setor residencial é destinado ao aquecimento e resfriamento dos espaços, tornando fundamental a adoção de um projeto eficiente dos edifícios, especialmente na fachada. Para alcançar este objetivo, estão sendo implementadas políticas que promovem a transição para um modelo mais sustentável. Nesse novo modelo, as certificações de sustentabilidade para edifícios fornecem uma estrutura de medição e avaliação do consumo de recursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140309/a-cortina-elemento-chave-na-certificacao-de-edificios-sustentaveisEnrique Tovar
O escritório Foster + Partners inaugurou sua primeira exposição na Coreia do Sul, no Museu de Arte de Seul. Marcando um momento significativo para o escritório e sua relação com o país, a exposição “Future Positive” apresenta a produção de Norman Foster e do Foster + Partners ao público coreano pela primeira vez. Em cartaz de 25 de abril a 21 de julho de 2024, os/as visitantes terão a oportunidade de explorar um panorama abrangente da trajetória arquitetônica de Foster, de 1967 até os dias atuais.
A fronteira entre os Estados Unidos e o México é uma região de grande relevância histórica, cultural e econômica, onde emergiram cidades de fundamental importância para a América do Norte. Tijuana—localizada no nordeste do México— é uma dessas cidades. Desde seus primórdios, no século XVIII, tem experimentado um crescimento urbano exponencial, estreitamente ligado à vizinha San Diego. Compreender Tijuana em sua totalidade só é possível a partir dessa conexão. Por essa razão, junto a San Diego, ela foi eleita a Capital Mundial do Design de 2024, celebrando a interação e a troca cultural entre as duas cidades.
Historicamente, a cidade tem sido um caldeirão de nuances refletidas em sua paisagem urbana. Exemplos como o Centro Cultural de Tijuana, projetado por Pedro Ramírez Vázquez e Manuel Rosen, mostram a busca da cidade por um estilo moderno. Por sua vez, o Edifício OTAY Cross Border Xpress explora a relação entre os países em um complexo cujo programa arquitetônico se estende para ambos os lados da fronteira. Nesse sentido, projetos contemporâneos contribuem para o desenvolvimento de uma nova fase na vida da cidade, criando espaços públicos.
As arquitetas Lesley Lokko e Marina Tabassum foram selecionadas para a lista das ‘100 Pessoas Mais Influentes de 2024’ da revista TIME. Conhecida como TIME 100, a lista é uma compilação anual de indivíduos que causaram um impacto significativo no mundo em diversas áreas, como política, tecnologia, entretenimento, entre outras. Cada pessoa na lista tem seu perfil escrito por um/a autor/a convidado/a, frequentemente alguém de destaque em sua própria área. Selecionada por Sarah M. Whiting, diretora da Harvard Graduate School of Design, Marina Tabassum aparece na categoria de Inovadores, enquanto Lesley Lokko, escolhida pela cineasta Ava DuVernay, é reconhecida como Pioneira.
Shigeru Ban Architects, em colaboração com a The Glass House e a Irwin S. Chanin School of Architecture of the Cooper Union, acaba de apresentar a exposição “Shigeru Ban: The Paper Log House at The Glass House.” Esta instalação colaborativa foi inaugurada em 15 de abril e ficará em exibição até 15 de dezembro de 2024, com uma expectativa de público de mais de 13 mil visitantes ao longo do ano. Este ano, estudantes da The Cooper Union participaram ativamente da execução da estrutura como parte do curso de Tecnologia da Construção da universidade.
Em 10 de abril de 2024, a New York Landmarks Conservancy concedeu o Prêmio de Liderança em Preservação à autora e urbanista Roberta Brandes Gratz. Ativista de longa data da preservação, Gratz atuou na Comissão de Preservação de Monumentos Históricos da cidade. Ela também liderou o bem-sucedido esforço de restauração da Sinagoga da Eldridge Street, hoje o Museum at Eldridge Street. O texto a seguir é uma versão ligeiramente editada do discurso proferido por Gratz na 34ª edição anual do Prêmio de Preservação Lucy C. Moses.
A Fundació Mies van der Rohe e a Comissão Europeia selecionaram os vencedores da edição de 2024 do Prêmio UE de Arquitetura Contemporânea / Prêmio Mies van der Rohe. Os premiados foram escolhidos a partir de uma lista com 362 obras nomeadas.
"O júri do Prêmio de 2024 destaca a importância da arquitetura que explora o potencial de mudar mentalidades e políticas, assim como a importância de promover a inclusividade", diz o anúncio oficial. A cerimônia de premiação ocorrerá no Pavilhão Mies van der Rohe em Barcelona, no contexto do Dia dos Prêmios EUmies, em 14 de maio de 2024, marcando o início das Semanas de Arquitetura de Barcelona.
Obra realizada com Mass Timber Urbem. Image Cortesia de Urbem
Em um cenário em que a preocupação com a sustentabilidade e o ESG (Governança ambiental, social e corporativa) é latente, se viu a necessidade de olhar para um setor que gera 38% de todas as emissões de CO2 do planeta e consome 30% dos recursos globais: o setor da construção civil. Em 2022, na COP27, as Nações Unidas anunciaram o Clean Construction Accelerator, um programa com ações pensadas para reduzir em até 50% a produção de gases que geram o efeito estufa até 2030. Um relatório da ARUP e do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável destacou uma descoberta crucial: metade das emissões provenientes de edifícios não provêm apenas da fase de construção, mas também do carbono incorporado nos materiais utilizados, gerado durante sua fabricação e transporte. E é justamente nesse cenário em que vemos a oportunidade para o setor, qual o único material renovável da construção civil que retém o carbono ao invés de emitir? A madeira.
Mas, ao falarmos em madeira, surge um outro questionamento: como a madeira pode ser sustentável se para isso precisamos derrubar árvores? Ana Belizário, a Diretoria Comercial da Urbem, uma indústria nacional de mass timber em larga escala, nos explica ao longo deste artigo o modo como plantar árvores especificamente para o consumo é uma alternativa não somente sustentável, mas uma ótima prática no combate à crise climática e pode regenerar o setor da construção civil.
Videos
Redesenho conceitual de rotas do Salone del Mobile.Milano - Ph. Cristian Catania, Lombardini22. Imagem Cortesia de Salone del Mobile.Milano
A 62ª edição do Salone del Mobile no Rho Fiera reuniu designers, arquitetos/as, produtores/as e figuras proeminentes do universo do design. Com mais de 1.950 marcas expositoras, o evento de seis dias, realizado de 16 a 21 de abril de 2024, enfatizou a convivência, o bem-estar e a sustentabilidade. Concebido a partir de uma abordagem centrada no ser humano e incorporando princípios da neurociência para enriquecer a interação do público, o Salone del Mobile está revolucionando o futuro das feiras de negócios.
Presente no evento, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Cristian Catania, arquiteto sênior e diretor de projetos do programa Reinventing Fairs na Lombardini22, responsável pela reformulação do Salone, sobre as principais mudanças no layout da feira e a aplicação de abordagens neurocientíficas na concepção dos espaços expositivos.
Imagem cortesia AFT Arquitectos - Biblioteca del Bicentenario
Os grandes equipamentos urbanos (GEUs) são geralmente edifícios ou conjuntos de edifícios — públicos ou não — e espaços onde se desenvolvem atividades complementares à habitabilidade. Portanto, são denominados como tais os edifícios que, por sua função, uso e localização, geram impacto no desenvolvimento de novas centralidades. Por seu alcance e posicionamento em nível estratégico, podem ser identificados como marcos urbanos dentro de uma rede de edifícios simbólicos que caracterizam as cidades globalizadas.
A cidade de Rosário conta com uma grande trajetória em planejamento urbano desde o Plano Regulador de 1935, de Ángel Guido, Carlos Della Paolera e Adolfo Farengo, seguido pelo Plano Regulador de 1968, de Oscar Mongsfeld. Com o retorno da democracia em 1983, as sucessivas administrações municipais mantiveram a continuidade no planejamento territorial, seguindo as principais diretrizes dos planos mencionados e formalizando outros, como o Plano Diretor (1991), o Plano Diretor de Rosário (2001) e o Plano Urbano Rosário (PUR) 2007/2017 e suas atualizações, entre outros.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140376/os-grandes-equipamentos-urbanos-na-cidade-de-rosario-paradigmas-urbanos-ou-politicas-publicasMauro Latour y Pablo Mazzaro
O escritório Henning Larsen acaba de revelar o projeto da Ópera de Jeddah, um novo marco na Arábia Saudita. Inspirada no centro histórico de Al-Balad, a casa de ópera celebra a cultura e a geografia regional. Situada na orla do Mar Vermelho, a ópera busca conectar moradores e visitantes ao mar por meio de um eixo cultural sob uma cobertura natural. Estendendo-se da cidade à água, passando pelo edifício, este "eixo" é parte integrante do masterplan do Jeddah Central para o novo Distrito da Ópera.
Proposta de casa modular. Imagem cortesia de Han Kuo
A habitação é uma tipologia arquitetônica diversa, cuja configuração é determinada não apenas por quem a projeta, mas também pelo uso de quem nela habita. Dessa forma, as moradias são estruturas fundamentalmente adaptáveis que evoluem em sintonia com seu tempo e com seus/as usuários/as, passando por constantes transformações que se manifestam nos modos de vida. A casa concebida hoje não será a mesma construída amanhã; portanto, torna-se necessário manter uma abordagem crítica e profunda sobre o papel que ela desempenha no ambiente construído.
Nesse sentido, a arquitetura modular tem se apresentado consistentemente como uma estratégia de projeto dinâmica que revolucionou a habitação, desenvolvendo soluções versáteis para espaços e práticas construtivas sustentáveis. Desse modo, a habitação modular tem sido um terreno fértil para explorar e aprofundar maneiras de habitar o espaço e atender às necessidades humanas. Das casas de catálogo pré-fabricadas do século XIX ao boom imobiliário pós-Segunda Guerra Mundial, sua evolução reflete tanto propostas passadas quanto a exploração de novos conceitos para o futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140415/como-o-design-modular-pode-ser-usado-para-revolucionar-a-arquitetura-habitacionalEnrique Tovar
Seja subindo até o quarto mais alto da torre mais alta de um castelo digno da Disney, dando a alguém a chance de declarar seu amor na escada de incêndio de um edifício residencial, ou conectando um porão ou sótão por meio de um elemento decorativo de época, há algo inevitavelmente romântico nas escadas em caracol. No entanto, por trás dessas formas sinuosas há muito mais funcionalidade do que apenas sua beleza estética.
Uma teoria bastante difundida sustenta que as escadas em caracol foram instaladas originalmente em castelos históricos como barreiras verticais, exaurindo os invasores antes que conseguissem chegar ao topo. É por isso — segundo se conta — que muitas delas sobem no sentido horário, limitando o raio de movimento dos atacantes para golpear com suas armas (geralmente empunhadas com a mão direita) em comparação com os defensores que vinham descendo.
Apartamento 43 / cli·ma arquitectura. Image Cortesía de cli·ma arquitectura
Diante das diversas formas de morar que caracterizam as sociedades contemporâneas e de seu grau de adaptabilidade a futuros usos na arquitetura, a presença de mezaninos representa uma oportunidade para projetar desde espaços de armazenamento e depósito até conceber ambientes de estar, estudo, lazer ou mesmo de descanso, tanto para seus habitantes quanto para possíveis visitas. Dependendo de suas escalas, tamanhos e proporções, esses espaços em altura permitem tirar proveito dos ambientes internos de apartamentos que, por vezes, carecem de área suficiente para abrigar esse tipo de função no plano principal, mas dispõem de pé-direito adequado para viabilizá-las.
O escritório Kéré Architecture revelou o projeto para um centro de educação infantil vertical na Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha. Batizado de "Ingeborg Pohl Kinderoase an der TUM", o centro será construído em madeira até o limite permitido pelas normas e regulamentos locais de eficiência energética, conforto térmico, proteção contra incêndios e acústica. O novo edifício, localizado entre o campus principal da TUM e o refeitório universitário, teve suas obras iniciadas em 18 de abril e a previsão de conclusão é para o fim de 2025.
OMA acaba de revelar o The Perigon, uma nova torre residencial em Miami Beach, Estados Unidos. Situado no vibrante bairro de Mid Beach, o projeto é fruto de uma colaboração entre a Mast Capital e o Starwood Capital Group. O The Perigon oferece residências com dupla vista para a água, caracterizadas por uma série de torres estrategicamente rotacionadas para maximizar as vistas para o Oceano Atlântico.
A infraestrutura social engloba os recursos e serviços que permitem a criação de laços comunitários e conexões sociais. No ambiente construído, ela se manifesta por meio de espaços públicos como parques, bibliotecas e centros comunitários, além de espaços de transição, como paradas de transporte público.
Esses espaços públicos sociais desempenham um papel crucial no fortalecimento das comunidades e, consequentemente, na sua capacidade de responder a eventos catastróficos relacionados ao clima. Eles podem oferecer abrigo físico às populações mais vulneráveis a esses episódios e fomentar redes resilientes de pessoas capazes de se recuperar mais rapidamente. Diante da frequência cada vez maior de eventos climáticos extremos nos Estados Unidos decorrentes das mudanças climáticas, somada às deficiências em sua infraestrutura social, torna-se vital examinar os espaços públicos como uma ferramenta crítica para a resiliência climática.
A Milan Design Week raramente deixa de apresentar mostras impactantes de design e inovação.
Uma das exposições deste ano, idealizada pela Swatchbox, transmite o “verdadeiro custo” das abordagens tradicionais da construção. A plataforma de amostras, fundada por profissionais de arquitetura para oferecer métodos sustentáveis de amostragem à comunidade de design, lançou sua instigante mostra no coração do Brera Design District, em Milão.
A exposição confronta de forma ousada o desperdício inerente às práticas tradicionais de construção. Instalada no interior de um escritório em Brera — normalmente ocupado por um escritório de arquitetura milanês —, a mostra exibe uma grande pilha de materiais de construção que comumente teriam como destino os aterros sanitários. Os materiais foram meticulosamente organizados para evidenciar o enorme volume de resíduos gerados pela comunidade de design.
A Milan Design Week há muito se consolidou como um dos eventos mais significativos no cenário global do design, apresentando conceitos inovadores e talentos visionários, além de fomentar discussões fundamentais na comunidade criativa. Desde a grandiosa feira de negócios Salone Del Mobile na Rho Fiera até os distritos de design espalhados por toda a cidade, a Design Week reúne vozes, perspectivas e talentos diversos. De acordo com o comunicado de imprensa do Salone del Mobile, a feira deste ano teve um aumento de 17,1% no número de visitantes em relação a 2023, registrando um recorde de 361.417 participantes no total.
Atraindo visitantes da China, Alemanha, Espanha, Brasil, Índia, Turquia, Japão e de muitos outros países, a semana de design apresenta uma infinidade de exposições, instalações, palestras e painéis. Com o encerramento do evento, que ocorreu de 15 a 21 de abril de 2024, este artigo destaca diversas instalações espalhadas pela cidade que são de grande relevância para profissionais da arquitetura e do design em todo o mundo. Seja pela exploração de regeneração proposta por Mario Cucinella, pela exposição do Google que experimenta com os sentidos e as cores, ou pela investigação do escritório MAD Architects sobre os limites entre paisagens naturais e artificiais, a semana foi repleta de colaborações frutíferas que apontam para o futuro do design.
Os spots Mood Pro da Reggiani prestam-se a composições arquitetônicas limpas, enquanto a luminosidade que proporcionam pode ser controlada para ajudar a moldar atmosferas. Imagem Cortesia de Reggiani
Muito se fala sobre como o sucesso de um espaço interno depende do layout de suas paredes, portas e janelas, e talvez do tom da tinta ou do nível de conforto das cadeiras ali dispostas. A verdade, porém, é que o projeto provavelmente prosperará ou fracassará devido à qualidade de sua iluminação.
Não é novidade que a luz tende a elevar o espírito, ao passo que os longos e cinzentos dias de inverno podem desanimar; a força da luz sempre teve impacto direto na arquitetura. Basta conversar com o/a arquiteto/a britânico/a John Pawson por cinco minutos para perceber que a luz é, talvez, seu material favorito — moldando ambientes internos por meio do controle meticuloso de seus pontos de entrada. Hoje, contudo, o poder da iluminação vai muito além do gerenciamento da luz natural em um espaço; o conhecimento crescente sobre o impacto preciso de diferentes qualidades de luz nos permite começar a moldar atmosferas com a iluminação artificial em nossos interiores com grande eficácia.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140383/moldando-estados-de-espirito-reggiani-e-os-efeitos-estimulantes-da-luz-controladaEmma Moore