Essencialmente, o projeto de fachadas deve aliar proteção, desempenho e impacto visual, tornando-se um elemento arquitetônico definidor. A evolução das fachadas reflete os avanços em materiais, tecnologia e flexibilidade de projeto. Antigamente, as fachadas utilizavam materiais simples como tijolo, pedra e madeira, oferecendo suporte estrutural ao mesmo tempo em que expressavam estilos regionais. Com o tempo, novos materiais como ferro e aço foram introduzidos, permitindo edifícios mais altos com fachadas de vidro contínuas que marcaram o início do modernismo nos centros urbanos. O século XX trouxe o concreto armado e o alumínio para o perímetro das edificações, possibilitando projetos mais leves e variados. Avanços recentes em materiais de alto desempenho, como os painéis compostos e revestimentos de base biológica, oferecem aos profissionais de arquitetura novas opções estéticas e de eficiência energética. A STACBOND exemplifica essa inovação, viabilizando soluções de projeto criativas e sustentáveis.
Diante de uma grande escassez de moradia em nível global e de um crescimento acelerado das cidades, o fenômeno residencial do co-living se expande para consolidar uma vida em comunidade onde a socialização constitui um de seus preceitos fundamentais, por meio do compartilhamento de recursos, valores, interesses e até mesmo experiências que consolidam novas formas de habitar. Embora os edifícios de co-living também envolvam a concepção de espaços de individualidade, essa nova forma de domesticidade comunitária se apresenta como uma alternativa viável para diferentes usuários/as — não apenas estudantes ou jovens adultos, mas também idosos —, pois favorece o aproveitamento dos espaços e a interação entre diferentes gerações.
Embora exista mais equilíbrio entre o número de mulheres e homens na arquitetura atualmente, a paisagem era bem diferente há algumas décadas. As mulheres pioneiras arquitetas tiveram que resistir em uma profissão dominada por homens e enfrentaram ceticismo em contextos desafiadores, como os próprios canteiros de obra. Zaha Hadid comentou sobre a dificuldade de inclusão no que chamou de "Boys Club", listando as dificuldades em chegar a acordos ou criar parcerias. Lina Bo Bardi, por sua vez, usou sua forte personalidade para superar o machismo de seu tempo. Embora com essas dificuldades, algumas mulheres sempre encontraram uma maneira de se destacar e trazer contribuições inestimáveis à profissão.
Em diversas ocasiões, lembramos de arquitetos famosos e suas descobertas materiais ao longo do tempo. Mas que tal reconhecer as contribuições das mulheres para a disciplina? Discutir suas explorações materiais pioneiras é essencial para entender seu papel nos projetos. Com uma análise do trabalho das conhecidas arquitetas Lina Bo Bardi, Norma Merrick Sklarek e Zaha Hadid - que introduziram técnicas inovadoras e tendências materiais - a discussão a seguir traz à luz como as ideias das mulheres influenciaram o desenvolvimento da arquitetura. Identificar suas abordagens sobre como gerenciar estruturas e materiais ajuda a entender a personalidade de seu trabalho e como implementar estratégias semelhantes no futuro.
A construção modular, também conhecida como pré-fabricação, vem despontando rapidamente como uma tendência transformadora na indústria da construção. Essa abordagem inovadora envolve a montagem de componentes edilícios fora do canteiro de obras, em um ambiente de fábrica controlado, antes de serem transportados para o local para a montagem final. A ascensão da construção modular é impulsionada, em grande parte, por sua capacidade de superar diversos desafios associados aos métodos tradicionais de construção.
Plano Diretor da Praia de Bilaj Al Jazayer, Bahrein - A praia se conecta com uma série de píeres, que se estendem mar adentro e criam enseadas de proteção para resguardar a linha de costa. Imagem cortesia de Foster + Partners
O escritório Foster + Partners revelou sua proposta para o plano diretor da praia de Bilaj Al Jazayer, um novo empreendimento que visa criar um novo destino turístico ao longo da costa sudoeste do Bahrein. A orla de 3,5 quilômetros apresenta uma infraestrutura voltada para pedestres, além de um distrito de uso misto composto por áreas residenciais, hotéis, espaços comerciais e equipamentos públicos.
O Prêmio Pritzker de Arquitetura lançou um vídeo especial em homenagem a Riken Yamamoto, o laureado de 2024. Em formato de documentário, o filme celebra a consagrada trajetória de Yamamoto e suas contribuições como o 53º laureado, homenageado no início deste ano em Chicago. Este marco coincidiu com o centenário de Cindy Pritzker, cofundadora do prêmio ao lado de seu falecido marido, Jay A. Pritzker.
Nas últimas duas décadas, o prêmio Holcim Foundation Awards destinou US$ 20 milhões para destacar projetos transformadores de profissionais de arquitetura, design e engenharia pioneiros em práticas de projeto e construção sustentáveis. Para registrar essas trajetórias, a Fundação lançou uma série de curtas-metragens intitulada Words withWinners.
O escritório Populous revelou o projeto do King Salman Stadium e Masterplan, que se tornará o maior estádio da Arábia Saudita em capacidade de público e a sede principal da seleção nacional de futebol do país. Desenvolvido em conjunto com a Comissão Real para a Cidade de Riade e o Ministério do Esporte, o estádio está localizado no norte de Riade, adjacente ao King Abdulaziz Park. Com conclusão prevista para o final de 2029, o local também foi anunciado como uma das sedes principais da Copa do Mundo da FIFA de 2034, que será realizada na Arábia Saudita — país cuja candidatura inclui a construção de 11 novos estádios e a reforma de 4 existentes.
Lydia Kallipoliti é uma reconhecida arquiteta, autora e educadora cuja pesquisa transformou a maneira como a arquitetura se engaja com os desafios urgentes da sustentabilidade, da tecnologia e das políticas ambientais. Como professora associada na Graduate School of Architecture, Planning, and Preservation (GSAPP) da Columbia University, a abordagem de Kallipoliti para o ensino de arquitetura incentiva os/as estudantes a confrontarem questões críticas como resíduos, reutilização e sistemas de ciclo fechado. Sua filosofia pedagógica capacita o corpo discente a enxergar o projeto não apenas como uma busca estética ou funcional, mas como uma ferramenta poderosa para enfrentar crises ecológicas globais, instando-os a pensar de forma sistêmica e criativa sobre o futuro do ambiente construído.
Além de sua atuação na academia, Kallipoliti é autora de obras como The Architecture of Closed Worlds e Histories of Ecological Design: an Unfinished Cyclopedia, que se aprofundam na relação entre arquitetura e política ambiental. Suas pesquisas e escritos têm estimulado debates sobre métodos para que arquitetos e arquitetas reconsiderem os paradigmas tradicionais de projeto e adotem a sustentabilidade como um princípio fundamental da prática profissional.
A Ammodo Architecture acaba de anunciar os primeiros 23 premiados e premiadas da edição inaugural do Ammodo Architecture Awards, um reconhecimento anual dedicado a promover uma arquitetura social e ecologicamente consciente em todo o mundo. Os projetos e profissionais laureados, escolhidos por suas contribuições exemplares, receberão apoio financeiro de € 10.000 a € 150.000 para impulsionar seus trabalhos e projetos em três categorias: Arquitetura Social, Engajamento Social e Escala Local.
O Buildner Unbuilt Award é um novo e instigante prêmio anual que oferece um fundo de 100.000 EUR, concebido para destacar projetos de arquitetura que ainda não foram concretizados.
Com o prazo final de inscrições se aproximando no final de outubro, o Unbuilt Award 2024 apresenta uma oportunidade única para que profissionais de arquitetura e design enviem seus melhores projetos não construídos — sejam eles publicados ou inéditos, totalmente desenvolvidos ou ainda em fase conceitual. O prêmio deste ano divide-se em três categorias baseadas na escala do projeto: pequeno, médio e grande porte. Essa estrutura permite que as propostas concorram em pé de igualdade, garantindo que cada visão, independentemente do porte, tenha a chance de ser celebrada.
Escolher o método correto para a instalação de painéis decorativos internos pode ser a diferença entre um processo impecável e uma tarefa excessivamente demorada. No cenário atual do design, os painéis de parede são amplamente valorizados por seu poder de transformação — conferindo profundidade, textura e personalidade a qualquer ambiente. Esses painéis carregam uma rica história, evoluindo ao longo dos séculos para refletir o espírito de cada época: da opulência dos entalhes renascentistas à elegância refinada da boiserie rococó, com cada estilo definido pela maestria artesanal de seu tempo.
No entanto, quando se trata de instalar esses painéis, os/as profissionais de design e arquitetura de hoje têm à disposição um verdadeiro arsenal de técnicas. Cada método apresenta suas próprias vantagens, sejam elas tradicionais ou de última geração, e a escolha da abordagem correta envolve tanto questões estéticas quanto práticas. Neste guia, analisaremos detalhadamente a gama de métodos disponíveis, desde as fixações clássicas até as inovações modernas — cada um pronto para ajudar a dar vida à visão do projeto.
O Plano para a Baía de Tóquio de 1960, de Kenzo Tange, refletia o *zeitgeist* de uma sociedade fascinada pelo rápido avanço tecnológico e pelo otimismo do pós-guerra. A proposta de cúpula sobre Manhattan de 1959, de Buckminster Fuller, baseava-se na crença na capacidade humana de moldar seu próprio ambiente em uma escala sem precedentes. Ao longo de meados do século XX, ideias utópicas de planejamento urbano surgiram em várias partes do mundo, impulsionadas por uma combinação única de fatores sociais e motivações psicológicas.
Ainda que essas visões fossem marcadas por esperança e ambição, elas também refletiam o amplo crescimento econômico e a inovação tecnológica da época — fatores que alimentavam as fantasias ousadas de profissionais de arquitetura e urbanismo ávidos por transformar a paisagem urbana. Grande parte desses profissionais via uma oportunidade de redesenhar cidades do zero, muitas vezes ignorando as complexidades dos tecidos urbanos existentes em favor de ideais futuristas. Contudo, se por um lado essas visões estimulavam práticas inovadoras, por outro frequentemente causavam estranheza na população, parecendo distantes ou inalcançáveis. Como esses conceitos teriam evoluído se tivessem sido moldados pelo planejamento participativo de hoje, que prioriza o engajamento público e a colaboração da comunidade?
“Küçükçekmece Djemevi”. Imagem Cortesia de EAA-Emre Arolat Architecture
O escritório EAA-Emre Arolat Architecture divulgou recentemente seu projeto para o Küçükçekmece Djemevi, uma nova proposta de espaço cívico em Istambul concebida para combater a exclusão social e proporcionar um ambiente acolhedor e convidativo para a comunidade alevita. O edifício é composto por uma série de espaços e estruturas interconectados que geram uma topografia complexa, oferecendo amplas áreas de lazer e um espaço de identidade para a comunidade local. O conceito foi premiado durante o World Architecture Festival 2024, conquistando o prêmio de Projeto do Futuro do Ano (Future Project of the Year) em reconhecimento à sua inclusão social e à sua cuidadosa adaptação às tradições e necessidades locais.
O escritório OODA acaba de revelar seu projeto para um novo desenvolvimento urbano de uso misto no centro de Tirana, Albânia. Localizado no distrito central de Tirana, na rua Myslym, o edifício Ndarja representa uma nova abordagem para o desenvolvimento de uso misto, incorporando funções residenciais, hoteleiras, corporativas e comerciais em uma única estrutura. O edifício é composto por duas seções distintas posicionadas ao longo de suas faces mais estreitas, criando uma praça central que funciona como ponto de encontro, em contraste com o entorno movimentado.
Há 25 anos, quando nasceu na Suíça o padrão de construção sustentável Minergie, projetado para reduzir o consumo energético e melhorar o conforto nas edificações, era difícil prever que ele se tornaria uma das certificações mais demandadas do país: atualmente, alcançou uma presença significativa, com mais de 50.000 edifícios certificados. Também era difícil imaginar o seu futuro na América Latina de hoje: como um sistema desenvolvido para as exigências de um país poderia responder aos requisitos de outra região com geografia e cultura tão diversas?
Há algum tempo, o ArchDaily vem se dedicando a aprimorar a sua experiência – explorando formas de aprofundar a relação com nosso conteúdo e redefinir a maneira como ele é entregue. Que valor adicional pode ser oferecido tanto a novos(as) quanto a antigos(as) membros da comunidade para potencializar o que o ArchDaily representa?
O resultado é o ArchDaily Plus – um plano de assinatura que oferece uma interface de usuário totalmente renovada e recursos exclusivos, ao mesmo tempo em que apoia a continuidade da entrega de ferramentas e conhecimentos fundamentais para todas as pessoas envolvidas na criação de um ambiente construído melhor. Ele proporciona ainda mais inspiração diária, mantendo o acesso gratuito a informações essenciais (projetos, notícias e artigos próprios publicados nos últimos seis meses).
A evolução de novas tecnologias, aplicações inovadoras e a transição para soluções sustentáveis são fundamentais na arquitetura hoteleira contemporânea. Esses avanços buscam conscientizar sobre a preservação ambiental, ao mesmo tempo que elevam o conforto interno e o bem-estar. De resorts de grande porte e complexos turísticos a cabanas e refúgios remotos, o projeto de áreas comuns incorpora mobiliário essencial para o desenvolvimento de atividades, equipamentos de climatização adequados e acabamentos de pisos e paredes alinhados a necessidades específicas.
Pavilhões oferecem aos/às profissionais de arquitetura uma oportunidade única de experimentar, servindo como espaços compactos que desafiam os limites do design e dos conceitos espaciais. Livres de muitas das restrições funcionais convencionais, essas estruturas possibilitam a expressão artística e o teste de novas tecnologias. Muitas vezes, os pavilhões funcionam como laboratórios vivos de arquitetura, inseridos em contextos públicos ou culturais. Eles transformam o entorno em experiências interativas e memoráveis, servindo de palco para que os/as profissionais de arquitetura apresentem suas ideias mais inovadoras. Nos últimos anos, a responsividade climática emergiu como um foco crucial no projeto de pavilhões. Ao utilizar estruturas temporárias como campo de testes para práticas mais sustentáveis, projetistas podem experimentar materiais alternativos e abordagens ambientalmente conscientes que enfrentam a crise climática.
O projeto de banheiros públicos e vestiários historicamente atendeu a uma noção generalizada das necessidades das pessoas usuárias, muitas vezes simplificando as complexidades dos requisitos específicos de gênero e deixando de contemplar as necessidades particulares das mulheres. Essas demandas vão além das diferenças biológicas — como a exigência de maior privacidade nas cabines e diferenças de altura e postura corporal — para incluir fatores culturais que influenciam o uso e as expectativas em relação aos banheiros ao longo do tempo.
Por exemplo, as roupas contemporâneas femininas muitas vezes carecem de bolsos adequados, o que gera a necessidade de carregar bolsas, mesmo para itens básicos como celulares e carteiras. Apesar dos esforços em projetos de arquitetura recentes para mitigar essas disparidades, as nuances multifacetadas dos fatores biológicos, culturais e de identidade de gênero apresentam um desafio complexo que resiste a soluções padronizadas.
De 2 a 6 de dezembro, será realizada em Lima, Peru, a XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), sob o tema CLIMA: Ações para o bem viver. Desde 1998, a BIAU — promovida pelo governo da Espanha por meio do Ministério da Habitação e Agenda Urbana (MIVAU), em colaboração com o Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha e com o apoio da Fundação ARQUIA — tem como objetivo difundir boas práticas de arquitetura e urbanismo na Ibero-América, fomentando um espaço de debate em torno dos desafios contemporâneos compartilhados entre a Espanha e a América Latina. Ao construir pontes de conhecimento entre ambos os continentes, a BIAU abre suas portas mais uma vez, agora em Lima.
A Casa de Verão em Højby, por Jeppe Utzon & Camille Pincemin. Imagem cortesia de VELUX
Na arquitetura, frequentemente são os detalhes mais sutis que causam o maior impacto. Ao longo dos séculos, profissionais da arquitetura têm orientado edifícios cuidadosamente para equilibrar função e estética, tendo a luz como princípio norteador. A busca pela iluminação perfeita nas edificações remonta à Idade Média — e essa procura continua. Afinal, simplesmente permitir a entrada de luz em um espaço não é suficiente; são a direção e a qualidade dessa luz que realmente elevam o ambiente.
Este ano, o VELUX Nordic Architecture Competition — apropriadamente intitulado "Daylight from Above" — convidou arquitetos e arquitetas da Dinamarca, Suécia e Noruega a explorar as nuances da luz natural no design residencial. O concurso propôs a criação de espaços onde a luz desempenha o papel principal, esculpindo interiores que se transformam com o passar das horas e das estações. O objetivo? Criar lares onde a luz não apenas ilumine o espaço, mas eleve a experiência de habitar nele.
MVRDV firmou uma parceria com a KLABU, uma empresa social sediada em Amsterdã, para projetar uma sede modular e multifuncional voltada ao apoio a pessoas refugiadas. Essa colaboração, iniciada em 2022, fundamenta-se na crença de que o esporte pode desempenhar um papel crucial em ajudar as pessoas a reconstruírem suas vidas, promovendo alegria, orgulho e esperança. A iniciativa da KLABU envolve a construção de sedes em campos de refugiados/as, assentamentos e áreas urbanas, onde funcionam como centros comunitários que oferecem acesso a equipamentos esportivos, atividades e conectividade por meio de Wi-Fi e transmissões de TV.
A 19ª Bienal de Arquitetura, inaugurada em Veneza em 10 de maio de 2025, apresenta o pavilhão belga transformado pela exposição "Building Biospheres", com curadoria de uma equipe composta pelo/a arquiteto/a paisagista Bas Smets e pelo/a biólogo/a Stefano Mancuso. Idealizada pelo governo flamengo e pelo Flanders Architecture Institute, a instigante mostra explora uma abordagem transformadora da arquitetura sob a perspectiva da inteligência das plantas.