Este arquivo está licenciado sob a licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported. Edifício do The New York Times, 1984. Imagem via Wikimedia
A dupla de apresentadores e produtores do podcast Uncertain Things, Adaam James Levin-Areddy e Vanessa M. Quirk, entrevista especialistas com diversas trajetórias para responder à pergunta: “E agora? Como chegamos aqui e o que vem a seguir?”. Neste episódio com Michael Kimmelman, eles abordam vários temas interessantes, como a história e evolução do The New York Times, o novo livro de Kimmelman, The Intimate City, e nossa compreensão geral das comunidades nas cidades.
O turismo, como fenômeno urbano e arquitetônico, expandiu-se para além da simples visitação turística; ele conecta os visitantes às narrativas sociais, culturais e econômicas que as cidades expressam por meio de seus ambientes construídos. Em comemoração ao Dia Mundial do Turismo de 2024, esta coleção de guias de cidades destaca o papel da arquitetura na construção da experiência turística urbana. Atualmente, cidades de todo o mundo erguem-se como testemunhos da engenhosidade humana, da preservação histórica e da inovação moderna. Afinal, a arquitetura versátil de cada localidade oferece uma janela para sua própria identidade, atraindo milhões de visitantes todos os anos que buscam compreender como esses espaços moldam a vida cotidiana e a memória coletiva.
Em 2024, diversas cidades capturaram o imaginário coletivo mundial, cada uma com sua própria narrativa a ser revelada. Seja passeando por Londres, admirando Paris ou mergulhando nos tesouros culturais de Sharjah, sempre há uma história a ser desvendada. Dos canais de Amsterdã às ricas camadas históricas do Cairo, da arquitetura de vanguarda de Barcelona à vivacidade de Santiago, das antigas maravilhas de Roma à diversidade de Istambul e à agitação de Bangkok — cada cidade atesta o espírito resiliente da civilização humana.
Sir David Adjaye apresentou novos planos para a Bedford Stuyvesant Restoration Corporation, no centro do Brooklyn. Fundada em 1967, a organização é a primeira instituição de desenvolvimento comunitário do país. O projeto prevê um espaço voltado para acelerar a geração de riqueza e reduzir a desigualdade econômica racial que afeta os Estados Unidos.
O escritório Opus Architecture e o arquiteto Simon Mahringer acabam de receber o primeiro prêmio em um concurso aberto para o novo museu e centro de ciências em Oulu, Finlândia. O concurso foi realizado em 2022 e os vencedores, selecionados entre 95 propostas, foram anunciados em 12 de janeiro de 2023. O edifício está situado na cidade costeira de Oulu, no centro da área de Myllytulli, onde se localiza o atual centro de ciências Tietomaa. A nova proposta abrigará o atual centro de ciências e as instalações do Museu de Arte de Oulu.
O escritório Snøhetta divulgou recentemente imagens que mostram o avanço das obras do tão aguardado Shanghai Grand Opera House, na China. Com sua icônica cobertura em forma de leque, o escritório foi contratado para desenvolver o projeto em 2019, após vencer um concurso internacional de arquitetura. Com conclusão prevista para 2025, a obra busca atrair um público amplo para apresentações tradicionais, clássicas e experimentais.
A história do projeto de resorts está intimamente ligada ao desenvolvimento do setor hoteleiro e ao conceito de viagem de lazer. Suas origens remontam à Antiguidade, quando os romanos construíam vilas luxuosas e termas como refúgios para as classes mais abastadas. Contudo, a noção moderna de resort surgiu no século XIX com a industrialização e a ascensão de uma classe média em busca de experiências de lazer.
Com um padrão de luxo elevado, os hotéis resort proporcionam uma experiência de férias imersiva e revigorante. Esses empreendimentos costumam se situar em belas paisagens de locais remotos, oferecendo serviços completos de hospedagem, escapismo e desconexão total. Nas últimas décadas, profissionais da arquitetura continuaram a moldar o panorama desses complexos com seus projetos. A sustentabilidade e a integração com o entorno natural ganharam relevância à medida que se busca criar experiências de resort imersivas e ecologicamente conscientes.
A cada mês, a equipe editorial do ArchDaily seleciona uma coleção de projetos conceituais organizados em torno de um tema ou programa, enviados ao site. Desenvolvidos por escritórios de arquitetura de pequeno e grande porte de todas as partes do mundo, esses projetos são enviados de forma aberta para a plataforma, constituindo uma comunidade global de profissionais que compartilham suas propostas, sejam elas puramente conceituais, propostas de concurso ou fases iniciais de projeto. As submissões estão abertas a todas as pessoas. Se você deseja colaborar, envie seu trabalho seguindo as instruções aqui.
Al-Imam Al-Shafi'i. Imagem cortesia de Megawra - Built Environment Collective
Cairo, muitas vezes chamada de "Cidade dos Mil Minaretes", ostenta uma das tapeçarias culturais e arquitetônicas mais ricas do mundo. Seu patrimônio reflete séculos de influências diversas, desde monumentos faraônicos até a arquitetura islâmica e mameluca. No entanto, a preservação desse legado é um desafio constante diante das pressões urbanas, das mudanças climáticas e das dinâmicas socioeconômicas. A conservação do patrimônio no Cairo não se resume a salvaguardar essas estruturas, mas sim a integrá-las à vida das comunidades locais, garantindo que permaneçam como espaços dinâmicos e acessíveis.
Na vanguarda dessa missão está a Dra. May al-Ibrashy, arquiteta e conservadora cuja abordagem inovadora e voltada para a comunidade redefiniu a forma como o patrimônio é preservado. Como fundadora do Megawra–Built Environment Collective, ela tem trabalhado incansavelmente em bairros como Al-Khalifa, Al-Hattaba e Sayyida Zeinab para restaurar monumentos históricos ao mesmo tempo em que cria espaços públicos vibrantes. Seu trabalho faz a ponte entre a preservação arquitetônica e a regeneração urbana, garantindo que esses distritos históricos funcionem tanto como marcos culturais quanto como espaços vivos e funcionais para a população local.
Os teatros atuam como instituições culturais e sociais, moldando a sociedade ao oferecer espaços onde histórias de identidade, raça e justiça ganham vida. Esses locais fomentam o senso de comunidade por meio de experiências compartilhadas e ao vivo, estimulando debates que ecoam muito além do palco. Do ponto de vista arquitetônico, os teatros são mais do que espaços de apresentação — são marcos que incorporam tanto a história quanto o futuro das artes. Seus projetos costumam refletir a importância cultural da narrativa, ao passo que suas reformas garantem que continuem relevantes no contexto moderno.
No AD Interior Focus desta semana, o ArchDaily explora como a reforma de teatros icônicos, como a Royal Opera House em Londres, Reino Unido, e a Sydney Opera House, na Austrália, vai muito além de modernizar o conforto e a acessibilidade. O artigo investiga como esses projetos preservam a integridade arquitetônica desses marcos históricos, garantindo que sua arquitetura continue servindo de cenário tanto para a expressão artística quanto para o debate social.
Reconhecido como uma das Melhores Práticas Emergentes de 2024 do ArchDaily, (ab)Normal está redefinindo os limites da inspiração, da arquitetura e do design contemporâneos. Sediado em Milão, este estúdio interdisciplinar liderado pelos/as arquitetos/as Mattia Inselvini, Davide Masserini e Luigi Savio busca fundir de forma fluida arquitetura, design de produto e direção criativa em uma prática coesa. Fundado em 2017 em parceria com Marcello Carpino, o trabalho do (ab)Normal abrange diversos campos, incluindo arte, cultura, design, interiores e moda. Seus projetos atravessam múltiplas escalas e formatos, transitando entre o virtual e o tangível, o efêmero e o permanente, o especulativo e o comercial, ao mesmo tempo que integram elementos icônicos a referências da cultura popular, concentrando-se nas implicações do progresso tecnológico. Atuando como direção criativa para o ambiente construído, o (ab)Normal opera em diversas escalas e formatos, movendo-se entre o virtual e o tangível, o efêmero e o permanente, o performático e o estático.
Esta seleção curada da Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que demonstram o uso de formas orgânicas em diferentes tipologias arquitetônicas e programas. Frequentemente, a arquitetura orgânica serve como prova do que somos capazes de criar em 2024, inovando em termos de tecnologia estrutural e de materiais. Do HospiWood, de Vincent Callebaut, ao Cadence Art Center, de Zomorrodi & Associates, estes exemplos revelam uma mudança no pensamento de projeto. Seja em uma villa residencial nos Estados Unidos ou em um resort estruturado em torno de uma piscina curvilínea nos Países Baixos, a arquitetura orgânica tem se consolidado como uma tendência global.
Pavilhões oferecem aos/às profissionais de arquitetura uma oportunidade única de experimentar, servindo como espaços compactos que desafiam os limites do design e dos conceitos espaciais. Livres de muitas das restrições funcionais convencionais, essas estruturas possibilitam a expressão artística e o teste de novas tecnologias. Muitas vezes, os pavilhões funcionam como laboratórios vivos de arquitetura, inseridos em contextos públicos ou culturais. Eles transformam o entorno em experiências interativas e memoráveis, servindo de palco para que os/as profissionais de arquitetura apresentem suas ideias mais inovadoras. Nos últimos anos, a responsividade climática emergiu como um foco crucial no projeto de pavilhões. Ao utilizar estruturas temporárias como campo de testes para práticas mais sustentáveis, projetistas podem experimentar materiais alternativos e abordagens ambientalmente conscientes que enfrentam a crise climática.
Um "espaço temporário" (ou *meanwhile space*) refere-se à ocupação provisória de uma área ociosa — seja uma loja vazia, um edifício desativado ou um terreno aguardando redesenvolvimento. O conceito gira em torno do aproveitamento produtivo dessas áreas durante o período de transição, antes que um uso definitivo seja estabelecido. Trata-se, essencialmente, de dar vida ao intervalo, transformando espaços subutilizados em locais vibrantes e funcionais durante períodos de incerteza ou transição.