Arquibancada Kop do Estádio de Wrexham - Fachada. Imagem cortesia de Populous
O termo "Kop", que tradicionalmente se refere ao cume de uma colina ou pico, reflete as origens dos encontros de torcidas apaixonadas em estádios de futebol. No Reino Unido, uma "Kop Stand" designa especificamente uma arquibancada geralmente de nível único situada atrás de um dos gols do estádio, conhecida por abrigar a torcida mais barulhenta e dedicada de um clube de futebol. O escritório de arquitetura especializado em esportes e entretenimento Populous acaba de divulgar o projeto da nova Kop Stand para o estádio do Wrexham AFC. A proposta homenageia o caráter arquitetônico de Wrexham ao incorporar um padrão de fachada de tijolos que reflete os estilos construtivos tradicionais da cidade.
O OBEL Award é um prêmio internacional voltado à prática arquitetônica, concedido anualmente pela Henrik Frode Obel Foundation. O júri, composto por representantes de escritórios como Snøhetta e MVRDV, além de profissionais de outras disciplinas, escolhe um tema para orientar a seleção das propostas vencedoras de cada edição. O objetivo é direcionar os projetos para soluções que fomentem o diálogo e gerem conhecimento sobre questões emergentes, com o intuito de promover uma arquitetura a serviço do desenvolvimento social e ecológico global. Para sua sétima edição, o foco da convocatória de 2025 é Ready Made, voltado para projetos que colocam o reúso e a reutilização no centro da arquitetura para o bem comum.
De 24 de janeiro a 11 de maio de 2025, o Danish Architecture Center (DAC) sediará uma exposição dedicada à obra da designer Nanna Ditzel. Aclamada como "A Grande Dama do Design Dinamarquês", Ditzel continua sendo uma figura de grande relevância no setor, conhecida por criações icônicas como a poltrona suspensa Hanging Egg Chair, o tecido Hallingdal e a cadeira Trinidad. Nascida em 1923, consolidou-se como pioneira no design de mobiliário, experimentando com materiais não convencionais, como a borracha de espuma (então inédita), o poliéster e a fibra de vidro. A designer também transformou materiais tradicionais, como vime, madeira laminada e prata, em móveis e joias inovadoras que se tornaram ícones do design moderno, muitos dos quais estarão expostos nesta mostra retrospectiva.
O projeto incorpora um tipo específico de concreto de baixo carbono, que visa emitir 30% menos CO₂ do que o concreto convencional. O protótipo será apresentado na exposição Time Space Existence, organizada pelo Centro Cultural Europeu. O objetivo do projeto é testar a sustentabilidade de um protótipo residencial em resposta às crises climáticas e humanitárias atuais.
O que define uma boa habitação e um bom ambiente de vida? Qual estrutura política é necessária para criá-los? Como podemos projetar moradias acessíveis e socialmente justas? E quais estratégias levam aos melhores resultados? Estas são as perguntas que norteiam a proposta de Lorenzo Romito, Sabine Pollak e Michael Obrist para o Pavilhão da Áustria na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025. O edifício, projetado por Josef Hoffmann e inaugurado em 1934, se tornará um espaço interativo com a abertura da "Agency for Better Living" (Agência para um Viver Melhor), uma exposição dedicada a explorar a nova dimensão política do direito fundamental à moradia. A proposta toma como ponto de partida a comparação de modelos de habitação social em Viena e Roma, criando um espaço de compartilhamento de ideias sobre um viver melhor para todas as pessoas.
O Conselho Suíço de Arte Pro Helvetia, representado por Sandi Paucic e Rachele Giudici Legittimo, anunciou que o Pavilhão Suíço na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025 sediará a exposição "The final form is determined by the architect on site," com curadoria de Elena Chiavi, Kathrin Füglister, Amy Perkins, Axelle Stiefel e Myriam Uzor. Esta equipe inteiramente feminina propõe a seguinte questão: E se Lisbeth Sachs, em vez de Bruno Giacometti, tivesse projetado o Pavilhão Suíço? A exposição explorará essa questão ao reviver uma das obras icônicas de Lisbeth Sachs, uma das primeiras arquitetas registradas na Suíça e contemporânea de Giacometti.
Ao contrário das escolhas da Cor do Ano de 2024, as seleções para 2025 revelam mais afinidades entre as cores apontadas pelas principais marcas da indústria de tintas. Todos os anos, designers e entusiastas de diversas áreas reúnem-se em empresas de todo o mundo para reacender o debate sobre a cor e sua relação com a cultura contemporânea. Para as previsões de 2025, os tons terrosos parecem ser os grandes vencedores: à escolha da Pantone, a Mocha Mousse, somam-se tons de canela, marrom e borgonha de marcas como Benjamin Moore, Graham & Brown, Behr e C2 Paint. Já marcas como AkzoNobel, Valspar e Comex optaram por cores mais vibrantes para celebrar o otimismo e a alegria, enquanto a Sherwin-Williams e a Jotun não se limitaram a uma única cor. Em vez disso, apresentaram paletas completas voltadas para a tranquilidade e o relaxamento. Esses conceitos parecem ser os temas condutores para 2025.
No dia 20 de maio, o mundo da arquitetura voltará seus olhos para Veneza e para a inauguração da 18ª edição da Bienal de Arquitetura. Desde que a arquiteta Lesley Lokko foi anunciada como curadora do evento, o ArchDaily tem coberto todos os detalhes da Bienal e sabemos que, dias antes da abertura, surgem muitas dúvidas sobre o evento entre nossos leitores.
Nem todo projeto arquitetônico pode incorporar um projeto paisagístico, considerar um jardim ou acesso a uma ampla área verde. Espaços menores precisam de estratégias mais criativas para incorporar a vegetação. Independentemente do contexto, as plantas oferecem benefícios em todos os tipos de espaços, como a regulação da temperatura interna, uma opção de produção sustentável em menor escala do que uma estufa, além de suas qualidades estéticas. Neste artigo, apresentamos 4 estratégias simples e uma seleção de exemplos para incorporar plantas em espaços de pequena escala.
Metropolis 40°25' N 3°41' W (Madrid) de la serie Lux de Christina Seely. Image Cortesía de Christina Seely
A conservação da biodiversidade tem ganhado espaço na discussão sobre as mudanças climáticas, principalmente em função das consequências que sua perda pode ter na saúde humana. Inúmeras espécies têm sido ameaçadas tanto pelo crescimento das áreas urbanas quanto pela expansão das áreas agrícolas e de produção, estimando-se que cerca de metade da população animal seja hoje destinada ao consumo humano. No entanto, parece que sabemos muito mais sobre as espécies comumente encontradas em terra firme. É difícil para muitos de nós reconhecer as espécies de aves e, assim, aprender sobre seu papel dentro de um ecossistema, enquanto nossos céus abrigam milhares de espécies de pássaros migrantes a cada ano. A verdade é que o projeto urbano que pensamos para nossa segurança, nossos carros e nossa arquitetura pode ajudá-los a sobreviver ou, de outra forma, matá-los.
De Stonehenge aos templos gregos, a arquitetura é a assinatura da humanidade na paisagem, o elemento artificial que sempre esteve conectado ao ambiente natural. Arquitetura e paisagem estão ligadas por uma continuidade fundamental que agora começa a desaparecer, prejudicando a qualidade do espaço que habitamos.
IE School of Architecture and Design e ArchDaily convidam você para esta excelente masterclass online com Caroline Cole, na qual ela explorará a importância de estabelecer uma proposta de negócios viável para arquitetos/as e designers.
A Escola de Arquitetura, Planejamento Urbano e Paisagismo (SAPL, na sigla em inglês) da Universidade de Calgary está com inscrições abertas para o seu programa de Mestrado em Desenho Ambiental (MEDes). Localizada no sopé das mundialmente famosas Montanhas Rochosas canadenses, com fácil acesso aéreo a Vancouver e Toronto, a Universidade de Calgary oferece um excelente custo-benefício para estudantes internacionais em comparação com programas similares nos EUA, além de um custo de vida acessível quando comparado ao de outras cidades canadenses e americanas.
O concreto têxtil reforçado com carbono é um composto de materiais de alto desempenho resistente à corrosão, fino, leve, eficiente no uso de recursos e ecologicamente correto. Ele oferece uma base para a durabilidade a longo prazo na construção, tanto em novas edificações quanto em reformas ou reparos. A longevidade e a viabilidade econômica são dois fatores essenciais nos quais a indústria da construção, bem como a pesquisa, a política e as associações ambientais, têm demonstrado grande interesse.
O Master of Science in Design Theory and Pedagogy do SCI-Arc é um programa de um ano que aborda a crescente ambiguidade entre a prática profissional e a academia, preparando os/as estudantes para a nova carreira híbrida que surgiu na arquitetura: o/a arquiteto/a-teórico/a-educador/a. À medida que a mudança nos paradigmas políticos, sociais, culturais, tecnológicos e ecológicos redefine a arquitetura, o programa especula sobre como será a prática profissional no futuro, questiona os modelos pedagógicos atuais e foca no que precisa ser repensado, aprimorado ou desafiado. Sendo um dos cinco programas de mestrado do SCI-Arc EDGE, Center for Advanced Studies in Architecture, o Design Theory and Pedagogy prepara jovens arquitetos/as para novas formas de prática profissional.
Todos os anos, nessa data, são organizados festivais, eventos educacionais, exposições e excursões para celebrar e, acima de tudo, conscientizar sobre a conservação das aves migratórias. Essas espécies viram seus habitats transformados nas últimas décadas, em parte pela ação humana: projetistas e agentes imobiliários construíram e nutriram um imaginário urbano dominado por estruturas de vidro como símbolo de poder e progresso. Antes de prosseguir com a conquista do céu, vale a pena considerar algumas medidas a serem adotadas ao especificar materiais mais amigáveis às espécies com as quais coabitamos.
Ao contrário do que podemos acreditar, a perda de audição nem sempre é congênita. Mais cedo ou mais tarde isso pode acontecer com todos nós. Segundo a OMS, quase um terço das pessoas com mais de 65 anos sofrem de perda auditiva incapacitante. A perda auditiva é mais uma "diferença" do que uma "deficiência". Embora as demandas espaciais das pessoas com impedimentos auditivos não sejam tão marcadas como espaços para cegos ou para aqueles com mobilidade reduzida, a redução da capacidade auditiva implica uma maneira específica de experenciar o ambiente. É possível aprimorar essa experiência através do projeto de interiores?
O artesanal está de volta. Uma reivindicação dos ofícios frente à produção industrial em massa que caracterizou o século XX, refletida em uma nova sensibilidade às matérias-primas, na recuperação de técnicas locais e na defesa dos pequenos comércios. Materiais como a terra e a cerâmica, os têxteis e a madeira têm sido revalorizados por designers, artistas e arquitetos ao redor do mundo, em busca de seu próprio estilo e da representação da nostalgia coletiva.