Nos últimos meses, dois acontecimentos causaram mais danos à "marca" da arquitetura perante a percepção pública do que qualquer outra coisa que presenciei nos meus 40 anos de profissão.
Primeiro, houve a grande inauguração do Hudson Yards, em Nova York, um empreendimento colossal de 20 bilhões de dólares no extremo oeste de Manhattan. Esta primeira fase foi aberta após sete anos de obras e incluiu uma reunião obrigatória de arquitetos/as de "classe mundial" — Kohn Pedersen Fox, Diller Scofidio + Renfro, SOM, The Rockwell Group —, além de uma *folly* do designer Thomas Heatherwick.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas idealizado pelo Itinerant Office que convida arquitetos/as renomados/as a compartilharem suas perspectivas sobre o mundo em constante evolução da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os/as entrevistados/as discutem suas reflexões e experiências em arquitetura sob cada uma dessas perspectivas. O primeiro episódio do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, ao passo que o Episódio II reúne entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo da série é investigar esses escritórios de sucesso e buscar compreender seus métodos e abordagens. Com a expectativa de traçar um panorama mais claro do que significa ser arquiteto/a no século XXI, os vídeos também servem de inspiração para a próxima geração de novos/as arquitetos/as e estudantes que ingressam na área.
Andrés Jaque é arquiteto, diretor acadêmico e autor, tendo fundado o escritório internacional de arquitetura Office for Political Innovation em 2003. Premiado, o OFFPOLINN tem sedes em Nova York e Madri, e desenvolve projetos em diferentes escalas e mídias, cruzando design, pesquisa e práticas ambientais críticas. Paralelamente à sua carreira na arquitetura, Jaque dirige o Advanced Architectural Design Program na Graduate School of Architecture, Planning and Preservation da Columbia University, além de atuar como professor visitante na Princeton University e na The Cooper Union. O arquiteto é reconhecido por sua abordagem transecional do projeto de arquitetura, "praticando a arquitetura como uma intervenção em compostos complexos de relações, onde sua agência é negociada com a agência manifestada por outras entidades".
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver — quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (Urban Interactions), o ArchDaily colabora com os curadores da seção "Olhos da Cidade" (Eyes of the City) na Bienal para estimular o debate sobre como as novas tecnologias — e a Inteligência Artificial em particular — podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler a declaração curatorial de "Eyes of the City" por Carlo Ratti, o Politecnico di Torino e a SCUT. Caso tenha interesse em participar da exposição na UABB 2019, envie sua proposta para a Convocatória Aberta de "Eyes of the City" até 31 de maio de 2019: www.eyesofthecity.net
Vivemos em um mundo repleto de produtos eletrônicos e somos profundamente influenciados por eles, especialmente por aqueles com telas digitais, como celulares, computadores e TVs. Usamos computadores para trabalhar e redes sociais como o Twitter e o WeChat para nos conectar com outras pessoas; usamos a Mobike para deslocamentos de curta distância, o Dianping para nos guiar até um bom almoço e, em seguida, o Alipay para pagar a conta. Ao final de um longo dia, costumamos passar o restante do tempo assistindo à TV ou jogando online para finalmente relaxar. Esses produtos eletrônicos trazem conveniência para as nossas vidas, mas, ao mesmo tempo, as sequestram. O uso excessivo nos submerge em um mundo virtual e afasta as pessoas. Estamos perdendo a comunicação face a face e deixando de lado o prazer da vida real. Atualmente, as pessoas passam mais tempo no celular do que nunca. De acordo com um relatório publicado pela Aier em 2018, o tempo médio de tela na China é de 6 horas por dia, e uma pessoa média usa seu celular 108 vezes ao dia. Essa dependência móvel está deixando nossas vidas cada vez mais fragmentadas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071029/um-dia-rastreado-com-alegria-ying-long-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Ying Long
“Past, Present, Future” (Passado, Presente, Futuro) é uma série de entrevistas em vídeo realizada pelo Itinerant Office que convida arquitetos/as renomados/as a compartilharem suas perspectivas sobre o constante processo de transformação do campo da arquitetura. Cada entrevista divide-se em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo desse percurso, os/as entrevistados/as expõem suas ideias e experiências práticas a partir de suas próprias trajetórias. A primeira edição da série contou com a participação de 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reúne 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo do projeto é compreender a atuação de escritórios de destaque global, investigando suas metodologias e filosofias de projeto para alcançar uma compreensão mais clara sobre "o que significa ser arquiteto/a no século XXI". A série serve também de inspiração para a nova geração de arquitetos/as e estudantes que iniciam suas carreiras no setor.
Andrés Jaque é arquiteto, educador e escritor, tendo fundado o escritório internacional de arquitetura Office for Political Innovation (OFFPOLINN) em 2003. Com sedes em Nova York e Madri, o premiado escritório OFFPOLINN atua em projetos de diversas escalas e suportes, no design interdisciplinar, na pesquisa acadêmica e no ativismo ecológico crítico. Paralelamente à prática de projeto, Jaque atua como diretor do programa de Mestrado em Advanced Architectural Design na Graduate School of Architecture, Planning and Preservation da Universidade Columbia, além de ser professor visitante na Universidade de Princeton e na Cooper Union. O arquiteto é amplamente reconhecido por sua abordagem "transsecional" (transectional approach) do projeto, defendendo que "os projetos arquitetônicos são intervenções em uma série de relações complexas, nas quais as negociações entre diferentes agências podem envolver outras associações nelas contidas".
A seguir, assista aos vídeos e leia os principais trechos da entrevista com Andrés Jaque.
Segundo o anúncio publicado no site da UNESCO, a Lista do Patrimônio Mundial é um legado fundamental de monumentos, belezas naturais e riquezas culturais de importância excepcional que pertencem a toda a humanidade. Os sítios nela inscritos funcionam como marcos do nosso planeta, simbolizando a consciência de povos e regiões sobre o significado do lugar e da riqueza comum, além de transmitirem essa herança compartilhada para as futuras gerações.
Espera-se que, nas próximas décadas, a Terra não tenha absolutamente mais nada a oferecer a quem ou ao que for capaz de sobreviver nela. Embora a humanidade seja a única responsável pelos danos causados ao planeta, uma tênue esperança ainda se vislumbra caso realizemos mudanças radicais na maneira como vivemos e como sustentamos o planeta.
Como os/as profissionais de arquitetura e design carregam a responsabilidade de construir um futuro viável, reunimos uma lista de A a Z de todos os termos de sustentabilidade com os quais você pode se deparar. A cada semana, um novo conjunto de letras será publicado, ajudando você a se manter a par de tudo o que se refere à arquitetura e ao design sustentáveis. Apresentamos a seguir os termos que começam com as letras G, H e I.
A série Open More Doors é uma nova colaboração entre o ArchDaily e o MINI Clubman que, por meio de entrevistas em vídeo instigantes e ensaios fotográficos exclusivos, leva você aos bastidores dos escritórios de arquitetura mais inovadores do mundo.
O The Midnight Charetteé um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pela dupla de designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz uma variedade de profissionais das áreas criativas em conversas improvisadas e em formato longo que proporcionam reflexões aprofundadas e discussões mais pessoais. Com honestidade e bom humor, os episódios abordam uma ampla gama de assuntos: enquanto alguns trazem dicas úteis para designers, outros apresentam resenhas de projetos, entrevistas ou simplesmente explorações do cotidiano e do design. The Midnight Charetteestá disponível gratuitamente no iTunes, YouTube, Spotify e em todos os outros agregadores de podcast.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070854/dicas-e-taticas-para-superar-a-concorrencia-ao-se-candidatar-a-uma-vagaThe Second Studio Podcast
Biosphere no Treehotel / BIG. Imagem Cortesia de BIG
Atualmente, a população vive em cidades grandes, vibrantes e, por vezes, caóticas. Por isso, ao escolher um lugar para descansar das responsabilidades e da rotina diária, as opções mais procuradas envolvem a fuga para cenários naturais, como florestas remotas, selvas tropicais ou praias intocadas. Para quem busca se desconectar completamente da vida urbana sem deixar de manter uma forte conexão com a natureza, hotéis de pequena escala, cabanas e refúgios são excelentes opções. Seja uma casa de veraneio privada ou um hotel de cabanas, essas acomodações são projetadas para fazer de seu entorno natural o seu maior atrativo, permitindo que as edificações se integrem perfeitamente à paisagem.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas idealizado pelo Itinerant Office, que convida profissionais de renome da arquitetura a compartilhar suas perspectivas sobre um campo em constante evolução. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os/as entrevistados/as debatem suas reflexões e vivências na arquitetura sob cada uma dessas lentes. O primeiro episódio do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto o Episódio II reúne entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo da série é investigar a trajetória desses escritórios de sucesso e buscar compreender seus métodos e abordagens. Ao construir um panorama mais claro sobre o que significa ser arquiteto/a no século XXI, os vídeos também buscam servir de inspiração para a próxima geração de estudantes e novos/as profissionais que ingressam na área.
Este projeto é uma iniciativa da Itinerant Office, com curadoria de GIANPIERO VENTURINI e vídeos de Luca Chiaudano. (Tradução: Lu Yang)
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas da Itinerant Office que convida arquitetos/as de destaque a compartilhar suas perspectivas sobre o mundo em constante evolução da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três vídeos: passado, presente e futuro. Em cada seção, os/as entrevistados/as discutem suas visões e experiências profissionais. A primeira edição do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reúne entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
Em seu novo projeto de habitação estudantil, Walshe's Yard, o escritório Urban Agency priorizou a integração do edifício ao seu contexto, ao mesmo tempo em que proporciona uma alta qualidade de vida para os/as estudantes. Localizado em Carlow, na Irlanda, o edifício situa-se na transição entre a periferia urbana mais dispersa e o centro histórico denso da cidade. O projeto de 3.800 metros quadrados contará com 125 vagas distribuídas em 32 “casas estudantis” para 3, 6 ou 8 estudantes, além de estúdios para pós-graduação no último andar.
Herman Miller GreenHouse (interior), William McDonough, Holland, Michigan, 1995. Imagem cortesia de Herman Miller Archives
Enquanto o setor de construção sustentável nos Estados Unidos ainda caminhava a passos lentos no início dos anos 1990, a Herman Miller, conhecida por sua experimentação arquitetônica, decidiu construir uma nova instalação para a Simple, Quick, Affordable (SQA) — uma empresa que comprava móveis de escritório usados para reformá-los e vendê-los a negócios de menor porte. Para viabilizar a iniciativa, a empresa optou por construir de forma sustentável, uma abordagem projetual que ainda não era adotada na região.
Projetado pelo arquiteto nova-iorquino William McDonough, o edifício de 295.000 pés quadrados (aproximadamente 27.400 m²) foi construído em Holland, no estado do Michigan, em 1995. Os atributos de projeto do complexo, como o manejo de águas pluviais, os sistemas de filtragem de ar e as 66 claraboias, ajudaram a definir os parâmetros para a certificação LEED do U.S. Green Building Council.
Claraboia linear no edifício de escritórios da DSV
Publicada no final de 2018, a nova Norma Europeia EN 17037 trata da iluminação natural em edifícios. Trata-se da primeira norma de âmbito europeu dedicada exclusivamente ao projeto e à provisão de luz natural. A EN 17037 substitui um conjunto fragmentado de normas em diferentes países europeus ou estabelece uma diretriz comum onde antes não havia nenhuma norma vigente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118884/existem-normas-de-projeto-de-iluminacao-natural-conheca-a-primeira-norma-europeiaSponsored Post
No Deserto de Negev, em Israel, o escritório SAGA Space Architects está colaborando com a D-MARS para construir um Habitat Laboratório de Marte que simulará as condições de vida em um espaço confinado na perigosa superfície do planeta vermelho. A estrutura laboratorial projetada é uma adição ao habitat de simulação de Marte já existente da D-MARS e fará parte de um experimento mais amplo. Este habitat servirá como protótipo para uma missão mais longa programada para 2020.
Apresentar seu modelo com diversos assets pode proporcionar ao/à cliente uma melhor compreensão e visão de como tudo ficará na realidade. Não há necessidade de modelar objetos 3D por conta própria ou gastar muito dinheiro com eles. Por exemplo, quem possui uma licença do Enscape tem acesso a vários tipos de modelos 3D, como pessoas, mobiliário, vegetação, elementos urbanos, veículos e outros acessórios. Com um simples "arrastar e soltar", é possível inserir os assets no modelo e dimensioná-los na escala necessária.
Em alguns casos, usuários/as experientes seriam capazes de criar conteúdos semelhantes usando seu próprio software CAD ou importá-los de outras fontes — mas, mesmo assim, esses elementos exigiriam muito mais recursos do sistema. Afinal, ao utilizar geometrias excessivamente complexas ou externas no CAD, esses assets consumiriam muito processamento, tornando as visualizações 3D significativamente mais lentas. O conteúdo do Enscape, por outro lado, é representado por um marcador (placeholder) simples no programa CAD (Revit, SketchUp, Rhino ou ArchiCAD) e substituído por esses componentes de alta qualidade no ambiente de renderização em tempo real do Enscape. A biblioteca online é atualizada regularmente.
Se uma pintura pode despertar as emoções de quem a observa com apenas um olhar, imagine o impacto de um mural do tamanho de um edifício em uma cidade inteira.
A dupla de artistas de Baltimore, Jessie Unterhalter e Katey Truhn, encontrou uma maneira de melhorar a vida das pessoas por meio da arte, levando ludicidade visual aos espaços públicos. Desde 2012, vêm desenvolvendo esculturas e murais em grande escala que dobram as esquinas dos edifícios e se espalham pelo chão. A dupla explora temas de movimento e simetria ao experimentar combinações cromáticas ousadas, padrões da natureza e texturas têxteis.
Confira alguns dos vibrantes murais criados por Jessie e Katey que transformam espaços públicos em experiências coloridas.
Uma equipe composta por estúdios e profissionais locais e internacionais — Agence Ter, rootoftwo, Akoaki e Harley Etienne — foi selecionada recentemente para revitalizar a área de 83 acres.
Ao longo do século XX, sob diferentes administrações e contextos econômicos, Midtown Detroit tornou-se um dos maiores (ou mais densos) distritos culturais dos Estados Unidos, abrigando mais de 12 grandes instituições, como o Detroit Institute for the Arts (DIA) e o College for Creative Studies. Contudo, quem passa por lá mal percebe isso: a área de nove quarteirões e 83 acres é uma mistura desordenada de estilos que vão do Beaux-Arts ao modernismo e ao brutalismo, transmitindo uma certa falta de identidade espacial. O local parece arquitetonicamente desconexo, ilegível e não consegue traduzir o dinamismo de cada instituição para o espaço público de forma ampla.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas idealizado pelo Itinerant Office que convida arquitetos e arquitetas de renome a compartilharem suas perspectivas sobre o mundo da arquitetura em constante evolução. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os/as entrevistados/as discutem suas reflexões e trajetórias profissionais sob a ótica de cada um desses recortes temporais. O primeiro episódio da série contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto o Episódio II traz entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
Bancas, avaliações, 15 minutos de inferno... não importa o nome que se dê, uma banca é sempre um momento agonizante. Por mais confiante que você esteja em relação à sua proposta e por mais que tenha dedicado reflexão e esforço a cada detalhe, pelo menos uma pessoa da banca fará questão de encontrar algo do que reclamar.
Para ajudar na preparação para as suas próximas apresentações, a artista Chanel Dehondilustrou 12 passos para se ter uma banca bem-sucedida (ou, pelo menos, sobreviver a ela).
Escola Intermediária de Burlingame. Imagem cortesia de Hamilton + Aitken Architects.
“Quando começamos, nosso objetivo era mudar o mundo, fazer algo que realmente fizesse a diferença na vida das pessoas”, afirmou Chad Hamilton, AIA LEED AP BD+C, arquiteto sócio-diretor da Hamilton + Aitken Architects (H+AA). “E a educação é um dos fatores que realmente determina como as pessoas viverão o resto de suas vidas. Portanto, para nós, é um sentimento maravilhoso melhorar os espaços educacionais das crianças.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1071557/design-de-escolas-sustentaveis-como-o-escritorio-hamilton-plus-aitken-architects-maximiza-a-luz-natural-utilizando-o-vectorworksSponsored Post
McHarg promovendo seu livro em 1969. Imagem cortesia dos Arquivos de Arquitetura, Universidade da Pensilvânia
Passaram-se cinquenta anos desde a publicação, em 1969, do livro Design With Nature, do influente arquiteto paisagista Ian McHarg. Nos Estados Unidos, um movimento ambientalista estava em curso, e a obra de McHarg foi lançada diretamente no centro desse cenário. As décadas de 1970 e 1980 foram marcadas por legislações históricas voltadas às preocupações ecológicas, e McHarg defendia que a arquitetura de paisagem era a única disciplina capaz de integrar as diversas e distintas áreas envolvidas.
Os/as arquitetos/as competem, e a internet proporciona oportunidades ilimitadas de concorrência para todos/as os/as que desejam submeter seus trabalhos à avaliação. Nada disso é novidade. No entanto, houve uma mudança tanto nas expectativas quanto na etiqueta em relação a essas propostas.
No início deste mês, recebi o convite para participar de dois pequenos concursos. Como eu já havia realizado projetos bem-sucedidos alinhados ao foco de cada concurso, decidi aceitar. Confirmamos que nossas propostas cumpriam os critérios e prazos; sabíamos o dia das deliberações do júri e a data de divulgação do resultado. Como de costume, perdemos (o sucesso só vem para quem está disposto/a a aceitar o fracasso); também como de costume, o veredicto para nós e para todos os demais concorrentes foi o silêncio.