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Qual camada permanece? Restauro, identidade e design contemporâneo na Espanha

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O teórico André Corboz, conhecido por suas contribuições para a leitura crítica do território, propõe que as cidades devem ser compreendidas como um palimpsesto. Ou seja, uma superfície continuamente reescrita, onde vestígios de camadas anteriores permanecem visíveis mesmo após sucessivas intervenções. Para ele, a cidade não é uma entidade estática, mas um organismo em constante transformação, no qual camadas históricas, funcionais e simbólicas se sobrepõem. Por essa razão, trabalhar em projetos de restauração ou reabilitação de edifícios históricos é algo particularmente complexo, que exige uma reflexão cuidadosa sobre a abordagem a ser adotada: as ampliações e reformas devem buscar total coerência com a linguagem original ou se afirmar como expressões arquitetônicas de seu próprio tempo?

Entre matéria e gesto, arquiteturas que pensam através dos detalhes

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Um projeto pode ser desenhado em linhas gerais, mas é construído nos detalhes. Por mais simples que pareça, uma escada envolve um nível significativo de engenharia. Algumas são visivelmente mais cansativas ou difíceis de subir e descer. Para solucionar isso, no século XVII, o arquiteto François Blondel propôs uma fórmula para garantir a proporção ideal entre espelho e piso — uma equação que, quando respeitada, proporciona um percurso confortável. No entanto, há outro fator igualmente decisivo: todos os degraus devem ser idênticos. Isso pode soar trivial e lógico, mas executar qualquer coisa com precisão é sempre um desafio construtivo. Nosso corpo se adapta rapidamente às dimensões dos degraus, e qualquer variação (mesmo mínima) pode causar tropeços sucessivos ou passos em falso. Um detalhe aparentemente insignificante, quando mal resolvido, pode comprometer o bem-estar e a segurança de um edifício inteiro.

A economia da autenticidade: preservação do patrimônio em Mumbai como modelo de negócios

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Preservação do patrimônio e viabilidade econômica há muito são tratadas como prioridades conflitantes no desenvolvimento urbano. Profissionais de arquitetura geralmente enfrentam uma escolha drástica: projetar para a continuidade da comunidade ou projetar para o retorno financeiro. Projetos contemporâneos em Mumbai mostram que essa oposição é falsa. Por meio de programação estratégica, escolhas de materiais e organização espacial, esses projetos viabilizam edifícios que geram receita sustentável ao mesmo tempo em que fortalecem, em vez de desestruturar, as comunidades existentes.

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Sem caixilho é mais: como as janelas minimalistas moldam as atmosferas arquitetônicas

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Desafiar convenções tem sido uma constante na produção artística ao longo da história, sempre buscando ressignificar limites estabelecidos. No século XX, transformações sociais, históricas e tecnológicas criaram o contexto ideal para uma profunda reconfiguração arquitetônica. Nesse processo, o modernismo introduziu novas ideias sobre funcionalidade, rompendo com a ornamentação do passado. No entanto, partindo dessa base, o minimalismo refinou ainda mais a redução da forma à sua essência. Ao focar na relação entre espaço, sobriedade e luz, o movimento minimalista transformou a arquitetura contemporânea e o design de interiores, convertendo as janelas em um recurso fundamental para a percepção sensorial e a interação com a atmosfera e o espaço, abrindo um campo de exploração introspectivo, sensível e refinado.

Arquitetando a circularidade com alumínio reciclado

A reciclagem de alumínio desempenha um papel significativo na redução de emissões e na preservação de recursos no ambiente construído. Com o lançamento do Loop 80, uma liga certificada composta por 80% de material reciclado, a Alumil dá continuidade aos seus esforços para mitigar o impacto ambiental dos materiais arquitetônicos.

Após o lançamento, em 2023, do Loop 60 — o primeiro alumínio certificado com 60% de conteúdo reciclado para sistemas arquitetônicos —, o Loop 80 representa um avanço na eficiência de materiais. Certificado pela TÜV AUSTRIA, o aumento no teor de reciclagem reflete tanto o progresso técnico quanto um alinhamento mais robusto aos princípios da economia circular no desenvolvimento de produtos.

World Architecture Festival 2025: Anunciados os vencedores do primeiro dia

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Os primeiros vencedores do World Architecture Festival (WAF) 2025 foram anunciados, após o primeiro dia do maior evento internacional de arquitetura com julgamento ao vivo do mundo, realizado no Miami Beach Convention Center, na Flórida.

No total, ao longo dos três dias de festival, serão apresentadas mais de 460 defesas de projetos ao vivo pelos finalistas de 2025, diante de um júri internacional composto por mais de 160 profissionais. Hoje, os projetos selecionados de diversas partes do mundo competiram em 22 categorias de prêmios divididas entre Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os escritórios premiados estão o WOW Architects, o BIG-Bjarke Ingels Group, o Batlleiroig e o Perkins&Will.

Dos símbolos à arquitetura: em conversa com EXTUDIO, ENORME Studio e Smart and Green Design, autores do Pavilhão da Espanha na Expo Osaka 2025

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Desde sua inauguração em abril, a Expo de Osaka recebeu milhões de visitantes de todo o mundo, constituindo uma verdadeira vitrine de inovação, arquitetura e design. Entre seus destaques está o Grande Anel, obra do arquiteto japonês Sou Fujimoto, considerada la maior estrutura arquitetônica de madeira do mundo. Sob o lema da Expo 2025 —Designing Future Society for Our Lives—, mais de 150 países, por meio de seus pavilhões, abordaram temas fundamentais para a arquitetura contemporânea, como a circularidade na construção, a memória cultural e a inovação e tecnologia orientadas ao futuro do ambiente construído e sustentável.

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Como a SCI-Arc prepara arquitetos/as para prosperar em constante mudança

A arquitetura está sendo remodelada pela inteligência artificial, pelas mudanças climáticas e pelas transformações nas estruturas sociais. Na SCI-Arc, estudantes aprendem a enfrentar esses desafios de frente, utilizando o design como ferramenta para moldar um mundo em rápida mutação.

Neste semestre, os Ateliês Verticais (Vertical Studios) de nível avançado da SCI-Arc trazem o mundo para dentro da sala de aula. Cada um é liderado por um/a arquiteto/a atuante no mercado e na vanguarda da profissão — desde a fabricação experimental até o design urbano e ambiental. A partir de projetos reais e de sua experiência profissional, o corpo docente desafia os/as estudantes a se engajarem com as realidades do presente e a projetarem com precisão, empatia e imaginação.

Da Ficção de Design aos Futuros do Design: O Papel em Transformação da Arquitetura na Produção Cultural

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Quando o Archigram publicou sua visão fanática de cidades pneumáticas e megaestruturas móveis na década de 1960, parecia estar projetando edifícios. Sob a superfície, os vanguardistas impulsionavam a cultura por meio de alternativas radicais de estilos de vida e formas de organização na cidade. Laboratórios se revelavam entrelinhas nos textos de revistas como Domus ou Casabella, com propostas que funcionavam como verdadeiros projetos para as civilizações do futuro. Da Bauhaus de Gropius em 1919 aos experimentos no deserto de Arcosanti na década de 1970, a arquitetura operava como uma forma de profecia cultural. A forma construída era o argumento. O desenho era a visão. Hoje, vivemos em um mundo que se assemelha notavelmente ao que os/as "starchitects" do século XX imaginaram — construção modular, cidades digitais interconectadas e sistemas automatizados. No entanto, a arquitetura contemporânea raramente propõe cultura com a mesma confiança totalizadora.

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Patrimônio na Síria: Grupos independentes que documentam a arquitetura histórica do país

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É comum que os países disponham de legislação e instituições para proteger seu patrimônio edificado. Também é frequente a existência de lacunas nas próprias leis ou em sua aplicação, ao passo que certas circunstâncias podem expor o patrimônio de uma nação a vulnerabilidades específicas. Diante disso, paralelamente às instituições estatais, arquitetos/as e pesquisadores/as locais vêm estabelecendo iniciativas independentes para documentar e preservar aspectos de seu patrimônio construído. A Síria é um exemplo de lugar com uma vasta história de monumentos e edifícios de interesse, além de abrigar grupos ativos de restauradores/as e conservadores/as independentes.

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Um projeto que reúne mobilidade urbana, tecnologia cerâmica e arte pública

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© Joanne Ly

A nova Estação Arden, em Melbourne, vai além de seu papel funcional como polo de transporte. Inaugurada como um componente fundamental do projeto Metro Tunnel, a estação expande a infraestrutura ferroviária da cidade ao aliviar a pressão sobre outras linhas e melhorar a frequência dos serviços, ao mesmo tempo em que se estabelece como um elemento determinante na transformação urbana das zonas norte de Melbourne. Localizada em uma antiga área industrial em processo de revitalização, a estrutura ancora o desenvolvimento futuro de um novo distrito projetado para abrigar até 34.000 residentes e 15.000 postos de trabalho nas próximas décadas.

Dos poços de alcatrão de Los Angeles às florestas da Finlândia, descubra 8 projetos conceituais de museus da comunidade do ArchDaily

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Os museus e centros culturais ocupam uma posição única na sociedade como espaços de aprendizado, comunidade e conexão. Eles servem como plataformas para preservar a história e engajar o público com novas ideias e perspectivas. A arquitetura desempenha um papel fundamental na formação dessas experiências, proporcionando a estrutura física e emocional que aprimora a forma como as pessoas interagem com a arte, a cultura e entre si. De estruturas monumentais a projetos mais íntimos, esses edifícios culturais têm o potencial de refletir identidades locais, defender a sustentabilidade e inspirar visitantes, ao mesmo tempo que criam marcos culturais duradouros.

De Los Angeles a Turku e Vinh Long, esta seleção de projetos conceituais de museus e centros culturais enviados pela comunidade do ArchDaily destaca a diversidade e a criatividade de propostas não construídas. Todos os meses, a equipe editorial do ArchDaily seleciona um conjunto de projetos conceituais focados em um tema ou programa específico, enviados por arquitetos e arquitetas de todo o mundo. Nesta seleção, as propostas variam desde a expansão de um museu infantil nos Estados Unidos até um museu agrícola sustentável no Vietnã, demonstrando como a arquitetura pode responder a contextos locais distintos ao mesmo tempo que promove temas universais de educação, ludicidade e descoberta. Seja celebrando o patrimônio arqueológico no Chipre ou reimaginando espaços públicos na Finlândia, esses projetos exploram como os museus podem funcionar como polos culturais que engajam e transformam suas comunidades.

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Arquitetos(as) Globais, Contextos Locais: Navegando pela Identidade nos Marcos Culturais do Golfo

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Nos últimos anos, a região do Golfo emergiu como um polo global de desenvolvimento cultural e arquitetônico, contratando arquitetos/as de renome internacional para projetar seus museus e instituições de maior visibilidade. Esses projetos, que vão do Louvre Abu Dhabi, de Jean Nouvel, ao Museu de Arte Islâmica em Doha, de I. M. Pei, são frequentemente concebidos por arquitetos/as estrangeiros/as, mas buscam se inserir em seu contexto por meio de estratégias que fazem referência à paisagem, ao clima e às tradições arquitetônicas da região. Isso levanta uma questão fundamental: o que define a arquitetura local no século XXI?

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Do Japão à Arábia Saudita: 8 projetos de hospitalidade não construídos que redefinem o futuro de hotéis e resorts

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Na arquitetura contemporânea, o projeto de hotéis já não é definido unicamente pelo luxo e pela hospedagem. Em vez disso, está se tornando uma plataforma para explorar questões de identidade, ecologia e significado cultural. Mais do que oferecer quartos e comodidades, os hotéis de hoje buscam criar experiências imersivas que conectam viajantes a tradições, paisagens e comunidades locais. Nesta seleção com curadoria de projetos de hotelaria não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, propostas especulativas e vencedoras de concursos oferecem um vislumbre do futuro do setor, no qual a sustentabilidade e a narrativa são tão fundamentais quanto o conforto e o estilo.

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Globalização e Arquitetura: A Dependência de Talentos Estrangeiros no Sul Global

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Durante o período pós-guerra no século XX, o Sul Global esteve sob forte influência de profissionais de arquitetura do exterior, frequentemente convidados por governos locais para aportar sua expertise e visão inovadora. Vistos como símbolos de modernidade, edifícios projetados por "starchitects" elevaram a imagem dessas nações. Décadas mais tarde, mesmo com o avanço na capacidade das indústrias locais, o desejo pelo talento estrangeiro persiste. Trata-se de um resultado natural da globalização ou a presença contínua de escritórios internacionais no Sul Global reflete uma dependência persistente?

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Conheça os projetos vencedores do Prêmio Obra do Ano 2025 do ArchDaily em Espanhol

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Uma semana atrás, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano do ArchDaily em Espanhol, que celebra a melhor arquitetura da América Latina e da Espanha, convidando nossos leitores e leitoras a atuar como júri e escolher seus projetos favoritos entre os publicados ao longo do ano. Hoje, finalmente, chegou o momento de conhecer os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2025.

Tirana Reimaginada: Projetos de arquitetura que transformam a capital da Albânia por meio do engajamento público

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Tirana, capital da Albânia, está passando por uma transformação notável, impulsionada por uma visão ambiciosa de futuro delineada no Plano Diretor Tirana 2030 (TR030). O plano, elaborado pelo renomado arquiteto italiano Stefano Boeri, visa a remodelar a cidade em um polo urbano sustentável, verde e inclusivo, com foco no adensamento e na melhoria da qualidade de vida de seus/suas habitantes. No centro dessa visão estão projetos como a criação de uma "floresta orbital" com dois milhões de árvores, a revitalização de rios com corredores verdes e o redesenho de espaços públicos como a Praça Skanderbeg, que se tornou a maior área de pedestres dos Bálcans. De acordo com o The Guardian, essas iniciativas buscam reverter o caos do crescimento urbano desordenado que se seguiu à queda do comunismo e acomodar uma população que quadruplicou desde 1992, ao mesmo tempo em que priorizam a qualidade de vida e a acessibilidade.

No centro da transformação de Tirana está um foco renovado na arquitetura como ferramenta de conexão, combinando identidade cultural e design contemporâneo para criar espaços que convidam à interação e ao engajamento público. Projetos recentes anunciados por arquitetos/as de renome e escritórios internacionais, como Coldefy, OODA, Oppenheim Architecture e CHYBIK + KRISTOF, mostram um fio condutor comum: a reimaginação da cidade rejuvenescida para o público. Essas propostas enfatizam a sustentabilidade social, referências culturais e espaços públicos acessíveis, redefinindo a forma como moradores/as e visitantes vivenciam a malha urbana de Tirana. De vilas verticais de uso misto e ruas voltadas para pedestres a campi ecologicamente conscientes e centros cívicos, esses novos empreendimentos destacam coletivamente a ambição da cidade de se posicionar como um modelo progressista de renovação urbana nos Bálcans.

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Expansão do Four Winds Field destaca o uso de tijolos finos em projeto de estádio moderno

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Desde sua inauguração em 1987, o Four Winds Field — casa do time da Minor League AA, o South Bend Cubs — passou por diversas transformações. Em cada uma delas, o tijolo permaneceu como um elemento arquitetônico central, evocando tradição, permanência e um caráter urbano marcante. Agora, com uma grande expansão em andamento, o estádio reafirma esse legado ao mesmo tempo em que adota técnicas construtivas inovadoras, com destaque para a integração do tijolo em plaqueta (thin brick) como uma solução contemporânea que honra o passado sem comprometer o desempenho técnico.

O verdadeiro custo de economizar na construção: um estudo de caso de uma biblioteca em Nova Jersey

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No setor da construção civil, a busca por economia imediata durante as fases de projeto ou execução — seja pela contratação de profissionais menos qualificados/as, pelo uso de materiais de baixa qualidade ou pela modificação de sistemas construtivos sem embasamento técnico — pode resultar em prejuízos financeiros e retrabalho futuro, comprometendo o desempenho e a durabilidade do edifício. A Franklin Township Library, em Somerset, Nova Jersey, é um exemplo claro das consequências de escolhas inadequadas de materiais, especialmente no que diz respeito à eficiência energética e à pegada de carbono.

Durante sua construção em 2005, os painéis translúcidos de polímero reforçado com fibra de vidro (PRFV) da Kalwall originalmente especificados para a cobertura foram substituídos por painéis de policarbonato, visando uma economia inicial de US$ 90.000. Essa decisão, aparentemente inofensiva, logo se mostrou problemática, resultando em desafios operacionais significativos.

Tecnologia e fluxos de trabalho com IA: como estão transformando a prática arquitetônica?

A arquitetura de hoje está vivendo um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais apertados e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante deste cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.

Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execuçao.

Um tipo diferente de ruralidade: projetos para a transformação do patrimônio pós-industrial

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Nos territórios rurais da América do Norte e da Europa Ocidental, vestígios da indústria do passado permanecem incorporados à paisagem: moinhos enferrujando em pastagens, chaminés que pontuam cenários urbanos pacatos, os esqueletos de economias outrora prósperas. Durante décadas, esses locais simbolizaram o declínio por meio dos remanescentes de uma era extrativista que moldou o meio ambiente e a identidade local. Os desafios da remediação frequentemente abrangem aspectos técnicos, ambientais e culturais que exigem criatividade, precisão e sensibilidade.

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Seleção dos Curadores do ArchDaily 2025: Uma retrospectiva de 12 análises de projetos marcantes

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Nos últimos anos, a equipe de curadoria do ArchDaily vem revisitando obras arquitetônicas que merecem um olhar mais atento. Por meio de um post no Instagram chamado "Project Review", descreve-se o que se considera o principal atributo da obra. Ao mergulhar nas histórias dos projetos e nos elementos que os tornam verdadeiramente inspiradores, a curadoria destaca iniciativas que, de outro modo, poderiam passar despercebidas, estudando-as de perto e com atenção à localidade e ao contexto. O resultado é um conjunto de obras diversas, muitas vezes localizadas em áreas rurais ou suburbanas, que possuem uma função pública ou significado histórico.

Embora algumas casas façam parte da lista, a maior parte das análises se volta para centros culturais, bibliotecas, espaços de trabalho ou ambientes comerciais. Destaca-se também o fato de que muitas dessas obras são provenientes da Ásia, incluindo alguns projetos fundamentais na China rural. As escolhas são bastante diversas em termos de materialidade e linguagem de projeto; no entanto, todas propõem soluções arquitetônicas inovadoras e narrativas cativantes.

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Projetando com a umidade: como a arquitetura se adapta aos climas mais úmidos do mundo

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Ambientes úmidos apresentam alguns dos desafios mais complexos no projeto arquitetônico. Desde o período de monções tropicais no Sudeste Asiático ao calor equatorial da África Central, esses contextos exigem soluções que considerem a umidade intensa, as altas temperaturas e o combate constante ao mofo, à deterioração e à estagnação do ar. No entanto, há séculos, as comunidades dessas regiões desenvolvem técnicas arquitetônicas que não lutam contra a umidade, mas trabalham em harmonia com ela, aproveitando materiais locais, design responsivo ao clima e técnicas de resfriamento passivo para criar espaços sustentáveis e habitáveis. Ao considerar a atmosfera como um fenômeno sensorial e climático, arquitetos e arquitetas criarão espaços que não são apenas evocativos, mas também responsivos, adaptáveis e sustentáveis.

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Tectônica em madeira: 10 projetos que repensam a construção em madeira na China contemporânea

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Em grande parte da China, o concreto continua sendo o material de construção predominante. Apesar das crescentes preocupações com seu impacto ambiental, o concreto segue alinhado às prioridades de incorporadores e clientes — por ser rápido, econômico e altamente durável. Como resultado, a maioria das tipologias edilícias na China ainda depende fortemente desse material. Essa dependência é ainda mais reforçada pela posição do país como o maior produtor mundial de cimento Portland. Uma cadeia de suprimentos profundamente consolidada, enraizada na fabricação de matérias-primas e na infraestrutura econômica, garante que o concreto continue sendo a escolha padrão do setor da construção.

Historicamente, contudo, a arquitetura chinesa se desenvolveu sobre uma rica tradição de construção em madeira. A Cidade Proibida é um excelente exemplo: além de ser emblemática para o patrimônio arquitetônico do país, ela abriga uma das maiores e mais bem preservadas coleções de estruturas de madeira antigas do mundo. Esse legado levanta uma questão crucial: a construção em madeira tem um futuro viável e significativo na indústria contemporânea da construção na China?

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