Artigos
Ring (do/undo/redo): Uma instalação temporária de Brut Deluxe e Imagen Subliminal para o Lichtfest Leipzig 21
Os/as profissionais envolvidos/as nos melhores projetos de 2021

A cada ano, a equipe de curadoria do ArchDaily publica milhares de novos projetos de arquitetura. Com base nessa experiência, sabemos que ninguém constrói sozinho e que essas obras não teriam sido possíveis sem a colaboração de diversos/as outros/as profissionais, cujo envolvimento é tão decisivo quanto o dos/as próprios/as arquitetos/as e designers.
ODA imagina o futuro das ruas de Nova York, apresentando espaços públicos/privados e uma nova experiência para pedestres
O escritório ODA acaba de lançar seu projeto mais recente, uma visão urbana para o futuro das ruas de Nova York. O projeto, intitulado Beyond the street- Reimagining the flower district, propõe transformar a quadra urbana de fora para dentro, alterando a experiência de pedestres e introduzindo novas mudanças de zoneamento que concederiam aos/às proprietários/as de lotes direitos aéreos ou créditos fiscais em troca da cessão de seus pátios internos para serem transformados em espaços público-privados.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Eran Chen, sócio/a-fundador/a e diretor/a executivo/a do ODA, sobre a proposta singular do escritório que busca melhorar o nosso ambiente urbano. Confira a entrevista e assista ao vídeo explicativo do ODA.
A tendência de forros contínuos de madeira: aconchego e textura em ambientes internos e externos

Diversos profissionais e teóricos da arquitetura moderna priorizavam amplas plantas livres, grandes panos de vidro e, por meio de ambos os recursos, uma conexão desimpedida com a natureza. Para tanto, muitos edifícios modernistas icônicos utilizavam coberturas em balanço que se estendiam além das peles de vidro, incluindo a Casa Farnsworth, de Mies van der Rohe, e a Case Study House #22, de Pierre Koenig. No entanto, nos anos que se seguiram à popularização dessa tendência, surgiu um desafio aparentemente de nicho, mas bastante complexo: a continuidade dos forros de madeira.
Rumo a uma globalização das paisagens da água?

Citymakers está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com diferentes agentes da coprodução da cidade, que estão por trás do Citymakers Barcelona Lab 2021, programa que retornará a Barcelona entre os dias 8 e 12 de novembro de 2021.
CityMakers é a plataforma global de especialistas em boas práticas de coprodução urbana que busca conectar co-produtores e co-produtoras de cidades a líderes influentes de diferentes partes do mundo, para que inspirem uns aos outros e promovam a transformação em suas cidades.
Nesta contribuição, Albert Santasusagna del Riu – IdRA – Barcelona Water Research Institute, apresenta o seu artigo "Rumo a uma globalização das paisagens da água? O contexto é importante!".
A Arquitetura dos Espaços Liminares
Os espaços liminares estão por toda parte — seja no sentido literal, seja como um tema de grande interesse no Reddit e em outras plataformas de compartilhamento de imagens. A publicação de fotos de espaços vazios e deteriorados, acompanhada por lembranças coletivas de experiências de infância, tem se tornado uma atividade bastante popular ultimamente. Em algum momento do passado, os espaços retratados nessas imagens inquietantes pareceram uma boa ideia, uma solução útil para abrigar multidões em trânsito ou em atividades comerciais. A arquitetura também desenvolveu termos específicos para essas áreas, definindo-as por meio de teorias que explicavam seu papel em nossa cultura. Neste vídeo, docente de arquitetura Stewart Hicks apresenta como os/as arquitetos/as pensam os espaços liminares, o que os constitui, por que existem e por que alguns/as arquitetos/as e artistas ainda trabalham para produzir esse efeito.
Um retrofit no Reino Unido e um edifício administrativo na Coreia do Sul: 9 projetos de escritórios não construídos enviados ao ArchDaily

A tipologia dos edifícios de escritórios vem evoluindo em direção a projetos mais fluidos, espacialmente diversos e flexíveis, a fim de acomodar as necessidades das novas gerações de profissionais e dos novos modelos de negócios. A seleção com curadoria desta semana de arquitetura não construída foca em projetos de escritórios e edifícios comerciais e administrativos enviados pela comunidade do ArchDaily, mostrando como profissionais da arquitetura em todo o mundo visualizam os ambientes de trabalho e sua contribuição para o ambiente urbano.
Desde o retrofit de um edifício de escritórios desatualizado em Londres até um projeto comercial e administrativo moldado como um passeio arquitetônico no Irã, passando pelo jogo de cheios e vazios em um edifício corporativo na Turquia, os projetos a seguir apresentam algumas das ideias que moldam a tipologia de escritórios. Essas preocupações incluem a necessidade de atualizar o parque edificado existente, uma maior conexão entre áreas internas e externas ou o distanciamento da planta de escritório genérica.
Brunnsparken / Bornstein Lyckefors
O que é arquitetura? A perspectiva de quatro arquitetos/as renomados/as

De forma simples, mas de substância complexa, "o que é arquitetura?" continua sendo uma questão instigante para muitos estudantes de arquitetura e jovens profissionais da área. Com o objetivo de definir essa questão em constante evolução e apresentar diferentes pontos de vista, a série especial WIA – What is architecture? adota o formato de curtas-metragens de entrevistas para propor quatro perguntas diretas a arquitetos/as e teóricos/as de destaque global: "O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é o seu posicionamento em relação à arquitetura? Qual é o seu método de projeto?", revelando suas visões sobre a essência e o potencial da disciplina.
Em uma colaboração entre o ArchDaily e a WIA, publicamos quatro vídeos curtos por semana, convidando o público a aceitar o desafio de responder a essas mesmas perguntas. Este artigo destaca as reflexões e visões sobre essas quatro questões trazidas por Odile Decq (Studio Decq), Kjetil Thorsen (Snøhetta), Florencia Pita e Jackilin Hah Bloom (do escritório de arquitetura Pita & Bloom, de Los Angeles) e pelo crítico e teórico de arquitetura norte-americano Jeffrey Kipnis.
Projetando para a companhia: Reimaginando a vida urbana com animais de estimação

Humanos e animais de estimação há muito compartilham um vínculo profundo e inseparável — e, hoje, a forma como vivemos ao lado deles assume uma importância cada vez maior. Mais do que oferecer companhia, os pets hoje são frequentemente considerados parceiros de vida, proporcionando um forte apoio para a saúde mental e o bem-estar emocional. No entanto, não é apenas a conexão emocional que importa: a maneira como projetamos e curamos os espaços para a coabitação desempenha um papel fundamental na construção de relações espaciais significativas entre os seres humanos e seus companheiros animais.
Seja por meio de móveis sob medida ou de soluções integradas de forma mais fluida, como nichos embutidos e cavidades nas paredes, dedica-se cada vez mais atenção a como podemos coexistir melhor com os animais de estimação em nossas casas. Essa mudança reflete mais do que mera prosperidade financeira ou a posse de um animal; ela sinaliza uma evolução mais ampla do conceito de companhia — enraizada no apoio mútuo, na saúde emocional e em ambientes compartilhados.
Da Ficção de Design aos Futuros do Design: O Papel em Transformação da Arquitetura na Produção Cultural

Quando o Archigram publicou sua visão fanática de cidades pneumáticas e megaestruturas móveis na década de 1960, parecia estar projetando edifícios. Sob a superfície, os vanguardistas impulsionavam a cultura por meio de alternativas radicais de estilos de vida e formas de organização na cidade. Laboratórios se revelavam entrelinhas nos textos de revistas como Domus ou Casabella, com propostas que funcionavam como verdadeiros projetos para as civilizações do futuro. Da Bauhaus de Gropius em 1919 aos experimentos no deserto de Arcosanti na década de 1970, a arquitetura operava como uma forma de profecia cultural. A forma construída era o argumento. O desenho era a visão. Hoje, vivemos em um mundo que se assemelha notavelmente ao que os/as "starchitects" do século XX imaginaram — construção modular, cidades digitais interconectadas e sistemas automatizados. No entanto, a arquitetura contemporânea raramente propõe cultura com a mesma confiança totalizadora.
Patrimônio na Síria: Grupos independentes que documentam a arquitetura histórica do país

É comum que os países disponham de legislação e instituições para proteger seu patrimônio edificado. Também é frequente a existência de lacunas nas próprias leis ou em sua aplicação, ao passo que certas circunstâncias podem expor o patrimônio de uma nação a vulnerabilidades específicas. Diante disso, paralelamente às instituições estatais, arquitetos/as e pesquisadores/as locais vêm estabelecendo iniciativas independentes para documentar e preservar aspectos de seu patrimônio construído. A Síria é um exemplo de lugar com uma vasta história de monumentos e edifícios de interesse, além de abrigar grupos ativos de restauradores/as e conservadores/as independentes.
Espólios modernos: recuperando materiais de construção em locais de demolição

A economia circular, o que inclui o reúso de materiais de construção, está se tornando rapidamente um componente fundamental na luta contra as emissões de carbono. Isso pressupõe projetar para minimizar resíduos e utilizar materiais que possam ser reaproveitados ao final da vida útil da edificação. Em contrapartida, o reúso de componentes provenientes de edifícios parcial ou totalmente demolidos também pode reduzir o desperdício e evitar as emissões de carbono que seriam geradas pela produção de materiais virgens. Para além das questões de sustentabilidade, o reaproveitamento de materiais de construção tem uma história secular, motivado tanto por razões simbólicas quanto por pura necessidade.
Seleção dos Curadores do ArchDaily 2025: Uma retrospectiva de 12 análises de projetos marcantes

Nos últimos anos, a equipe de curadoria do ArchDaily vem revisitando obras arquitetônicas que merecem um olhar mais atento. Por meio de um post no Instagram chamado "Project Review", descreve-se o que se considera o principal atributo da obra. Ao mergulhar nas histórias dos projetos e nos elementos que os tornam verdadeiramente inspiradores, a curadoria destaca iniciativas que, de outro modo, poderiam passar despercebidas, estudando-as de perto e com atenção à localidade e ao contexto. O resultado é um conjunto de obras diversas, muitas vezes localizadas em áreas rurais ou suburbanas, que possuem uma função pública ou significado histórico.
Embora algumas casas façam parte da lista, a maior parte das análises se volta para centros culturais, bibliotecas, espaços de trabalho ou ambientes comerciais. Destaca-se também o fato de que muitas dessas obras são provenientes da Ásia, incluindo alguns projetos fundamentais na China rural. As escolhas são bastante diversas em termos de materialidade e linguagem de projeto; no entanto, todas propõem soluções arquitetônicas inovadoras e narrativas cativantes.
Projetando com a umidade: como a arquitetura se adapta aos climas mais úmidos do mundo

Ambientes úmidos apresentam alguns dos desafios mais complexos no projeto arquitetônico. Desde o período de monções tropicais no Sudeste Asiático ao calor equatorial da África Central, esses contextos exigem soluções que considerem a umidade intensa, as altas temperaturas e o combate constante ao mofo, à deterioração e à estagnação do ar. No entanto, há séculos, as comunidades dessas regiões desenvolvem técnicas arquitetônicas que não lutam contra a umidade, mas trabalham em harmonia com ela, aproveitando materiais locais, design responsivo ao clima e técnicas de resfriamento passivo para criar espaços sustentáveis e habitáveis. Ao considerar a atmosfera como um fenômeno sensorial e climático, arquitetos e arquitetas criarão espaços que não são apenas evocativos, mas também responsivos, adaptáveis e sustentáveis.
O verdadeiro custo de economizar na construção: um estudo de caso de uma biblioteca em Nova Jersey

No setor da construção civil, a busca por economia imediata durante as fases de projeto ou execução — seja pela contratação de profissionais menos qualificados/as, pelo uso de materiais de baixa qualidade ou pela modificação de sistemas construtivos sem embasamento técnico — pode resultar em prejuízos financeiros e retrabalho futuro, comprometendo o desempenho e a durabilidade do edifício. A Franklin Township Library, em Somerset, Nova Jersey, é um exemplo claro das consequências de escolhas inadequadas de materiais, especialmente no que diz respeito à eficiência energética e à pegada de carbono.
Durante sua construção em 2005, os painéis translúcidos de polímero reforçado com fibra de vidro (PRFV) da Kalwall originalmente especificados para a cobertura foram substituídos por painéis de policarbonato, visando uma economia inicial de US$ 90.000. Essa decisão, aparentemente inofensiva, logo se mostrou problemática, resultando em desafios operacionais significativos.
Tecnologia e fluxos de trabalho com IA: como estão transformando a prática arquitetônica?

A arquitetura de hoje está vivendo um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais apertados e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante deste cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.
Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execuçao.
Um tipo diferente de ruralidade: projetos para a transformação do patrimônio pós-industrial

Nos territórios rurais da América do Norte e da Europa Ocidental, vestígios da indústria do passado permanecem incorporados à paisagem: moinhos enferrujando em pastagens, chaminés que pontuam cenários urbanos pacatos, os esqueletos de economias outrora prósperas. Durante décadas, esses locais simbolizaram o declínio por meio dos remanescentes de uma era extrativista que moldou o meio ambiente e a identidade local. Os desafios da remediação frequentemente abrangem aspectos técnicos, ambientais e culturais que exigem criatividade, precisão e sensibilidade.
Modernismo na África: Lançando luz sobre o rico patrimônio de edifícios educacionais da Nigéria

No final de 2024, uma importante contribuição somou-se à crescente literatura sobre a arquitetura moderna na África. "Modernism in Africa: The Architecture of Angola, Ghana, Mozambique, Nigeria, Rwanda, South Africa, Sudan, Tanzania, Uganda" foi publicado pela Docomomo International e pela Birkhäuser, lançando luz sobre diversos edifícios até então inéditos. Embora aborde outros tipos de edificações, o livro foca na arquitetura educacional. Entre as obras destacadas estão vários edifícios universitários na Nigéria, que exploramos a seguir. Assim como outras obras modernas no continente, esses edifícios ilustram narrativas históricas de independência, decolonialidade, relações internacionais e formação em arquitetura.
Rama Estudio: “Ter completado 10 anos de arquitetura no Equador é digno de comemoração”

Nicolás Valencia conversa em Quito com as arquitetas equatorianas Carolina Rodas e Carla Chávez e o arquiteto Felipe Donoso, fundadores do premiado escritório Rama Estudio, sobre o livro "Los primeros diez años. Crítica de obra", publicado em 2024 pela Flap.
Para além da resposta a desastres: a evolução do superadobe em estruturas permanentes em Ormuz, Irã

A Ilha de Ormuz, localizada no Irã, era um porto de grande importância estratégica no Golfo Pérsico, caracterizado por sua paisagem de montanhas coloridas. Apesar de seu apelo turístico, a ilha enfrenta sérios problemas socioeconômicos, com a população local historicamente submetida a dificuldades financeiras. Em resposta a isso, o Complexo Majara, projetado pelo escritório ZAV Architects, foi concebido não apenas como uma edificação, mas como uma intervenção arquitetônica deliberada, planejada para transferir controle, oportunidades e benefícios econômicos diretamente para a comunidade local. Para tanto, o projeto canalizou investimentos nos recursos humanos locais e priorizou técnicas construtivas acessíveis, abrindo caminho para a geração de riqueza na própria região. Esse posicionamento permitiu ao Complexo Majara consagrar-se como um dos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura em 2025.
Mais que estacionamentos: 12 projetos para retomar o espaço urbano

Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.
Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.
Modernismo e Tradição: A Influência da História de Milão nos Projetos de Gio Ponti

A arquitetura é, por excelência, uma prática vinculada ao lugar. A quantidade de conhecimento local necessária para projetar um edifício faz com que os/as profissionais da arquitetura, mesmo com obras amplamente distribuídas, concentrem seus projetos construídos em cidades específicas. Giovanni "Gio" Ponti, nascido e criado na cidade italiana de Milão, é um desses profissionais. Seus projetos fora de Milão incluem o Denver Art Museum, nos EUA, e a Villa Planchart em Caracas, Venezuela, além de edifícios universitários em Pádua e Roma, e a Catedral de Taranto. No entanto, suas obras em sua cidade natal, como a Torre Pirelli, são as que melhor registram a evolução de sua arquitetura e sua contribuição para o design de produto e o mercado editorial.
Vozes do ArchDaily: Maria-Cristina Florian

Nascida e sediada na região da Transilvânia, na Romênia, Maria-Cristina aborda a arquitetura sob uma perspectiva rica e multifacetada, moldada por uma trajetória acadêmica e profissional diversa. Mestre pela UTCN e pela KU Leuven, ela concilia uma formação arquitetônica rigorosa com uma ampla curiosidade que abrange tanto os aspectos criativos quanto analíticos da disciplina. No início de sua carreira, trabalhou em escritórios de arquitetura de pequeno e médio porte, adquirindo uma valiosa experiência prática antes de migrar para o trabalho editorial no ArchDaily em 2022. Desde então, assumiu o cargo de Editora-Chefe, ao mesmo tempo em que cursa o doutorado em estudos arquitetônicos e atua como professora assistente, refletindo seu profundo compromisso tanto com a prática quanto com a pesquisa acadêmica.
A abordagem de Maria-Cristina em relação à arquitetura fundamenta-se na compreensão de sua complexidade e diversidade. Ela vê a arquitetura não como uma definição estática, mas como um campo em constante evolução, no qual estruturas, física, materiais, estética, filosofia e a experiência humana se entrelaçam. Seu interesse pelo trabalho editorial surgiu dessa visão de mundo, ao descobrir que a escrita e o projeto compartilham paralelos: ambos envolvem a construção de ideias que se conectam e se apoiam mutuamente, de forma muito semelhante aos elementos de um edifício. Sob essa ótica, ela encontra satisfação em elaborar ensaios que comunicam ideias complexas de forma clara e simples, enfatizando a singularidade dos conceitos em detrimento das palavras.













