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Projetando o futuro, novamente: o que o retorno da Expo Mundial a Osaka após 55 anos revela

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A Expo Osaka 2025 tem atraído atenção generalizada — não apenas por sua ambição arquitetônica e espetáculo, mas também por quebrar recordes e gerar controvérsias. Seu elemento mais icônico, um anel de madeira monumental projetado por Sou Fujimoto, já ganhou as manchetes como a maior estrutura de madeira do mundo pelo Guinness World Records. Construído sobre a ilha artificial de Yumeshima, o complexo tem despertado elogios e críticas na mesma medida. Para além de sua impressionante circunferência de 2 quilômetros — com trechos que avançam dramaticamente sobre a água —, a estrutura também gerou preocupações, incluindo questões de saúde e segurança, calor extremo e nuvens de insetos que podem afetar a experiência de quem a visita.

Este ano também marca um aniversário significativo: os 55 anos da Expo Osaka 1970, realizada sob condições socioeconômicas drasticamente diferentes. Comparar essas duas exposições — ambas sediadas na mesma cidade — oferece uma oportunidade rara de refletir sobre como a retórica, as propostas curatoriais e as ambições arquitetônicas das exposições mundiais evoluíram ao longo do tempo. De "Progresso e Harmonia para a Humanidade", em 1970, a "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", em 2025, a mudança no foco temático revela transformações nas prioridades globais. Ao mesmo tempo, a escala e a natureza da participação arquitetônica também se transformaram, passando das visões futuristas do Metabolismo japonês para um grupo de profissionais de design e arquitetura mais internacionalizado e disperso, focado em sustentabilidade, tecnologia e engajamento cívico.

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Atenção, arquitetos e arquitetas: o futuro dos estacionamentos é robótico

Diante da rápida urbanização, o espaço tem se tornado um recurso escasso. As cidades estão saturadas, com áreas limitadas tanto para empreendimentos públicos quanto privados. Esse cenário exige uma transição para um planejamento urbano mais eficiente, capaz de aliar estética e alta funcionalidade. O estacionamento robótico da MPSystem surge como a solução ideal ao combinar desempenho prático e liberdade de criação arquitetônica.

Domando a natureza: como a arquitetura está redefinindo sua relação com o meio ambiente

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A integração de elementos naturais ao projeto arquitetônico é, há muito tempo, uma busca fundamental para a criação de ambientes sustentáveis e confortáveis que melhorem tanto o bem-estar individual quanto a relação entre as edificações e seu contexto circundante. Em áreas de paisagens vastas, a incorporação de elementos naturais é essencial para conectar harmoniosamente a arquitetura ao seu local de implantação. Por outro lado, em ambientes urbanos densos e dominados por estruturas construídas, a introdução de áreas verdes torna-se também cada vez mais vital, reintroduzindo a natureza na chamada "selva de pedra".

Contudo, para além dos elementos paisagísticos convencionais — como fontes de água, paredes verdes, jardins ou pátios —, arquitetos e arquitetas estão redefinindo o que significa construir com a natureza. O foco deslocou-se para uma integração profunda da arquitetura com o seu entorno natural, criando experiências espaciais imersivas que atenuam as fronteiras entre o construído e o orgânico — de certa forma, "domesticando" a natureza. Quando executados com sucesso, esses projetos vão além de promover o bem-estar ou um estilo de vida saudável; eles evocam uma sensação profunda de tranquilidade, força e harmonia, transformando a maneira como percebemos e habitamos o espaço.

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De casa a hotel: um comparativo de design em 20 banheiros

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Os banheiros desempenham um papel significativo em nossas vidas diárias, cumprindo múltiplas funções que vão além da higiene básica. Pesquisas destacam sua importância como espaços de relaxamento, introspecção e bem-estar pessoal. O design e o conforto de um banheiro podem influenciar profundamente a maneira como começamos e terminamos o dia, moldando nossas rotinas com uma sensação de tranquilidade ou de desconforto. Ao viajar, os banheiros de hotéis costumam deixar uma impressão duradoura, pois um ambiente bem projetado e executado com esmero pode elevar significativamente a experiência geral de uma estadia.

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O ambiente construído como terceiro educador: o brincar arquitetônico em jardins de infância japoneses e chineses

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No design contemporâneo de escolas de educação infantil no Japão e na China, arquitetos e arquitetas estão transformando os espaços internos, deixando de lado o conceito de mero recipiente para criar um ambiente multissensorial ativo. Essa transição parece acompanhar estudos em psicologia do desenvolvimento que sugerem que a experiência espacial da criança começa com um engajamento sensório-motor, por meio do toque e da manipulação. Dessa forma, esses projetos dão grande ênfase ao uso de materiais e à abordagem do aprender brincando. Arquitetos e arquitetas parecem estar indo além das salas de aula tradicionais, criando ambientes táteis, estimulantes e enraizados em seus contextos específicos. Os próprios edifícios se tornam ferramentas pedagógicas, incentivando as crianças a aprender e explorar por meio do engajamento físico direto.

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Construído para durar — ou para mudar? Em defesa da construção a seco em cidades úmidas

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Em certas partes do mundo, a construção civil ainda é dominada por sistemas úmidos — concreto, alvenaria e materiais cimentícios que são moldados, curados e fixados no local. Embora isso seja considerado a norma há muito tempo em alguns países do Sudeste Asiático, como Cingapura, Tailândia, Malásia e China, a maioria dessas regiões compartilha uma tendência comum: a mão de obra é relativamente barata. Isso explica, em parte, a viabilidade do concreto, já que uma das desvantagens típicas desse material costuma ser o custo intensivo de mão de obra — o que acaba consolidando o concreto como um sistema construtivo mais barato e eficiente nessas localidades.

No entanto, a região ainda dá pouca atenção ao aspecto da sustentabilidade ao utilizar esses materiais de construção úmidos, frequentemente negligenciando as desvantagens significativas de seu ciclo de vida útil e a dificuldade de reciclagem sem perda de qualidade (downcycling) — o que o torna um dos sistemas construtivos menos sustentáveis disponíveis.

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O Pavilhão Argentino na Bienal de Veneza 2025: A sesta como experiência em um espaço carregado de simbolismos

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A proposta dos arquitetos argentinos Marco Zampieron e Juan Manuel Pachué para o Pavilhão Argentino da 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 é clara desde o início: ao entrar no Siestário, quem visita o espaço se vê imerso em um ambiente de luz tênue e sons evocativos, deparando-se — no centro, estendido pela sala e como protagonista indiscutível — com um grande bolsão rosa inflado que convida automaticamente ao repouso. Trata-se de um silo-bolsa, elemento utilizado no campo argentino para armazenar grãos e símbolo da economia de exportação nacional. Nesse contexto, o silo-bolsa não é apenas um gesto espacial, mas também temporal: um convite para pausar e refletir em meio ao percurso da Bienal.

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De Bolonha à Cidade do México: 8 masterplans não construídos que reimaginam comunidades por meio da regeneração e do design

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No discurso arquitetônico contemporâneo, o planejamento urbano é cada vez mais reconhecido como um meio de conciliar o crescimento com prioridades sociais, culturais e ambientais de longo prazo. Para além de organizar edifícios e infraestrutura, essas propostas de grande escala visam regenerar o tecido urbano, adaptar áreas históricas ou subutilizadas e estabelecer diretrizes para comunidades inclusivas e resilientes. Enviados pela comunidade do ArchDaily, os projetos apresentados nesta edição de Arquitetura Não Construída destacam como os planos diretores podem responder aos desafios contemporâneos enquanto preparam as cidades para um futuro incerto.

Abrangendo diversas geografias, da Europa ao Oriente Médio e às Américas, os projetos selecionados reinterpretam complexos industriais, sítios culturais e bairros residenciais por meio de estratégias que priorizam a sustentabilidade, a mobilidade e a identidade coletiva. Muitos compartilham o foco no design regenerativo: a reabertura de canais históricos, a criação de espaços públicos adaptados ao clima e a introdução de corredores verdes e centros comunitários para reconectar as pessoas com seus ambientes. Juntos, eles demonstram como o planejamento urbano vem se consolidando como uma ferramenta fundamental para repensar a maneira como as cidades crescem, se adaptam e sustentam a vida cívica.

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Menos Juntas, Mais Eficiência: O Impacto do Painel de 12” na Instalação de Revestimentos

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O revestimento de fachadas é um elemento essencial na arquitetura, combinando funcionalidade, tecnologia e estética para proteger e valorizar as edificações. Entre os diversos materiais disponíveis, como pedra, madeira e compósitos, o revestimento metálico destaca-se por sua durabilidade, baixa manutenção e flexibilidade de projeto. Além de oferecer resistência às intempéries e segurança contra incêndios, sua capacidade de reciclagem o torna uma solução sustentável e econômica para projetos de todos os portes. Para atender a essas demandas com eficiência e sofisticação, a Parallel Architectural Products oferece uma gama de revestimentos metálicos e outros produtos inovadores projetados para otimizar a instalação, reduzir os custos de mão de obra e garantir acabamentos de alta qualidade.

Redimensionando o limiar: quando a arquitetura comunitária se torna grande demais

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Quando o Hudson Yards foi inaugurado em Manhattan em 2019, prometia um novo bairro urbano construído do zero. Foram erguidas 16 torres com 4.000 unidades residenciais na esperança de criar uma comunidade forte. Apesar de suas comodidades luxuosas e grandiosas praças públicas, um vazio peculiar persistiu. O empreendimento transmitia uma sensação de anonimato, evidenciando uma verdade fundamental sobre a capacidade social humana.

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Vozes do ArchDaily: Enrique Tovar

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Sediado na Cidade do México, Enrique Tovar traz uma abordagem multidisciplinar à arquitetura e ao trabalho editorial, moldada por seu interesse em história, sociedade, arte e artesanato. Suas primeiras experiências em um contexto onde a arquitetura é frequentemente autoconstruída ou negociada lhe proporcionaram uma compreensão refinada do ambiente construído como algo fluido e em constante evolução com o uso. Essa perspectiva o levou naturalmente ao trabalho editorial, que ele vê como uma extensão da prática arquitetônica — capaz de capturar complexidades e tensões que talvez não sejam visíveis nos processos tradicionais de projeto.

Como editor de conteúdo patrocinado no ArchDaily, Enrique explora as interseções críticas entre materiais, sistemas construtivos, tecnologia e softwares. Ele se interessa especialmente por como esses elementos influenciam as práticas arquitetônicas contemporâneas e pelas maneiras como os princípios do desenho universal e inclusivo podem expandir o alcance do campo profissional. Seu foco editorial incentiva ambientes que respondam a diversos corpos, experiências e modos de habitar o espaço, promovendo uma arquitetura que desafia as normas convencionais e abraça preocupações sociais mais amplas.

As cidades podem ser totalmente planejadas? O papel oculto da espontaneidade

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O que é melhor: uma cidade planejada do zero ou uma que se forma espontaneamente? No imaginário popular, existe a crença de que, se uma cidade foi planejada desde o início, ela deve ser melhor ou mais organizada que as outras. Na prática, contudo, isso não garante o sucesso de uma cidade.

Cidades como Tamansourt, no Marrocos, Songdo, na Coreia do Sul, e a King Abdullah Economic City, na Arábia Saudita, servem de alerta sobre o planejamento de novas cidades do zero que, posteriormente, enfrentam dificuldades para atrair o número esperado de moradores. Esses projetos demandaram investimentos significativos (tanto operacionais quanto financeiros) em desenho urbano, espaço e infraestrutura, mas negligenciaram as razões econômicas fundamentais pelas quais as cidades existem.

Grupo 91: O concurso de Dublin que se tornou um ponto de virada para a arquitetura irlandesa

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O veterano crítico de arquitetura irlandês Shane O'Toole comentou certa vez que, ao viajar pela Europa na década de 1970, "o comentário geral era: existe arquitetura moderna na Irlanda? Agora, em menos de 50 anos, passamos a ter um Prêmio Pritzker e dois laureados com a Royal Gold Medal do RIBA em cinco anos." Ele atribui essa mudança de percepção a um concurso de projeto que impulsionou a carreira de vários dos premiados arquitetos e arquitetas da Irlanda de hoje. Tratava-se do concurso para o Plano Diretor do Temple Bar (Temple Bar Framework Plan) de 1991, no centro de Dublin, capital da Irlanda, que foi vencido por um grupo de profissionais ainda na faixa dos 30 anos, sob o nome de Group 91.

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A abóbada núbia: revivendo técnicas ancestrais para soluções modernas

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As casas coloridas de Assuã, no sul do atual Egito, atraem turistas que se aventuram até aquela região do Rio Nilo. Acessíveis por pequenos barcos fluviais, ilhas como Suheil West abrigam comunidades núbias, algumas das quais tiveram que se deslocar após a construção da Grande Barragem de Assuã na década de 1960. Por trás das vistas pitorescas de paredes rebocadas e cobertas por murais e grafismos, empoleiradas em colinas rochosas com vista para o Nilo, esconde-se uma técnica construtiva utilizada localmente há séculos. Ela utiliza materiais de origem local, preserva a natureza e regula a temperatura interna contra o calor do dia e o frio da noite.

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Reuso adaptativo: quantas vidas um edifício pode ter?

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A Unité d'Habitation de Le Corbusier imaginava um "bairro vertical", um edifício capaz de integrar habitação, comércio, lazer e espaços coletivos em um único organismo estrutural. Na mesma época, Jane Jacobs defendia que a diversidade de usos é o que gera segurança, identidade e vida social ao nível da rua. Mais tarde, Rem Koolhaas, em Delirious New York, descreveu o arranha-céu como um experimento pioneiro de "urbanismo vertical", capaz de empilhar programas incompatíveis sob o mesmo teto. Em cidades como Tóquio e Hong Kong, essa ambição amadureceu em edifícios híbridos complexos, onde diferentes usos — como terminais de transporte, comércio, escritórios, hotéis e habitação — coexistem e interagem continuamente.

Mute apresenta o primeiro escritório totalmente adaptável da Europa em Varsóvia

A Mute, fabricante global de soluções de arquitetura adaptável para locais de trabalho modernos, inaugurou sua nova sede no edifício de escritórios Ambassador, em Varsóvia, administrado pela Hines. Com mais de 840 m², trata-se do primeiro escritório na Europa construído inteiramente com um sistema modular — que pode ser livremente reconfigurado sem gerar resíduos de reforma ou emissões de CO₂.

A reconstrução arquitetônica como memória cultural: o paradoxo do patrimônio sempre novo

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A arquitetura — um dos poucos artefatos culturais feitos para serem vividos publicamente, preservados e, muitas vezes, capazes de resistir por séculos — contribui significativamente para a identidade cultural de lugares e povos. Historicamente, os edifícios expressaram atitudes institucionais, influência e poder; são manifestações claras de cultura. No entanto, a longevidade complexifica a preservação: quando uma estrutura é reconstruída, reparada ou totalmente remontada, em que sentido ela ainda é o mesmo edifício?

Há o clássico enigma do Navio de Teseu, de Plutarco: se as tábuas de um navio forem substituídas uma a uma ao longo do tempo, ele continua sendo o mesmo navio? Thomas Hobbes acrescenta um elemento complicador — se as tábuas originais forem remontadas em outro lugar, qual navio é "o original"? O paradoxo põe à prova o que fundamenta a identidade: a matéria física, a continuidade de uso e história, ou o reconhecimento compartilhado. Na arquitetura e na conservação, isso redefine a preservação como uma escolha entre conservar a matéria, manter a forma e a função, ou perpetuar as histórias e práticas que dão significado a um lugar.

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Como os ambientes moldam os espaços para refeições ao ar livre: 24 abordagens arquitetônicas

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Os terraços ao ar livre ocupam um limiar familiar nas cidades de todo o mundo, funcionando como salas sociais situadas entre o espaço interno e o ar livre para acolher os rituais da vida cotidiana. As pessoas se encontram para compartilhar uma bebida, observar o movimento da rua ou fazer uma pausa antes de retornar às suas rotinas. Esses locais funcionam tanto como cenários culturais quanto comerciais, revelando como a hospitalidade e a vida pública se cruzam para moldar o caráter da cidade.

O clima influencia esses espaços de forma mais direta do que quase qualquer outra força de projeto, moldando a função dos terraços e como as pessoas os habitam. Sol, vento, chuva e umidade orientam as decisões sobre implantação, sombreamento, abertura e seleção de materiais. Cada terraço se torna um espaço de negociação entre o conforto humano e a pressão ambiental, e essa negociação pode ser lida em cada fechamento, superfície e limite espacial.

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A ilusão do nível: detalhamento para água na arquitetura “plana”

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Caminhamos sobre superfícies "planas" todos os dias e raramente pensamos a respeito — mas quão plano é esse solo, na verdade? Na cidade, os meios-fios são chanfrados, as calçadas se inclinam em direção às grelhas e as vias são abauladas para escoar a água em sarjetas rasas. Nos subúrbios e em caminhos não pavimentados, o terreno irregular é a norma. Dentro dos edifícios, em contrapartida, buscamos uma horizontalidade quase perfeita — estruturas, lajes e acabamentos são todos disciplinados para criar superfícies de circulação niveladas em nome da segurança e da acessibilidade. No entanto, a planaridade é inerentemente incompatível com a água. Um olhar mais atento revela um repertório sutil de adaptações: pequenos caimentos nas entradas, soleiras elevadas alguns milímetros, áreas molhadas com inclinações quase imperceptíveis. O piso é percebido como plano, mas, na verdade, é cuidadosamente ajustado — microtopografias disfarçadas de plano — para gerenciar a água sem chamar atenção.

Quais são as maneiras comuns pelas quais os/as arquitetos/as "mantêm as coisas planas" enquanto gerenciam a água — a eterna inimiga das edificações? Uma forma útil de analisar isso é focar em três condições recorrentes: decks externos ou de cobertura, banheiros e outras áreas molhadas, e planos de piso externos ao nível do solo. Cada uma depende de um conjunto de ferramentas ligeiramente diferente — sistemas de pedestais sobre impermeabilização inclinada, microinclinações para ralos, drenos perimetrais ocultos, caimentos divididos — para manter a ilusão de uma superfície contínua e nivelada. Estudar essas situações de forma comparativa revela o imenso esforço de projeto necessário para conciliar a percepção de planaridade com a realidade complexa da água.

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Revestimento de Fachada Ventilada em Ardósia Natural: Uma Solução para Casas Passivas

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Inspirada nas casas solares experimentais desenvolvidas após a crise do petróleo dos anos 1970, a certificação Passive House surgiu no final da década de 1980 como uma resposta às crescentes preocupações com a eficiência energética e o impacto ambiental da indústria da construção. Seu objetivo é ao mesmo tempo simples e radical: reduzir as demandas de aquecimento e resfriamento ao mínimo absoluto por meio de estratégias passivas, ventilação mecânica controlada e uma envoltória predial extremamente eficiente — eliminando a necessidade de sistemas complexos ou caros.

A escolha dos materiais de revestimento externo desempenha um papel estratégico para alcançar esse desempenho. Superfícies mal projetadas, pontes térmicas ou falhas de vedação podem comprometer toda a lógica térmica do edifício, especialmente em climas rigorosos. Nesse cenário, os sistemas de fachada ventilada se destacam: ao criarem uma camada de ar ventilada entre o revestimento e a parede estrutural, eles promovem um fluxo de ar contínuo, controlam a umidade e aumentam a estabilidade térmica. Materiais que combinam desempenho, durabilidade e apelo visual são raros — e a ardósia natural da espanhola Cupa Pizarras é uma solução de destaque.

Projetando no limite: 8 projetos conceituais da comunidade ArchDaily onde a arquitetura encontra a natureza

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Em um momento em que a prática arquitetônica está cada vez mais atrelada ao clima e ao contexto, a fronteira entre o construído e o natural tornou-se um território crítico de experimentação. A seleção de projetos não construídos deste mês reúne oito propostas conceituais que trabalham nos limites da paisagem. Em Ramia, do João Teles Atelier, a arquitetura inspira-se diretamente na metáfora de uma semente que rompe a terra, utilizando madeira, concreto e água para criar um percurso sensorial pela ecologia de Tulum. Por sua vez, o Mobius Pier, do X Atelier, projeta-se em uma curva suave sobre a margem do rio, funcionando simultaneamente como infraestrutura e ponto de observação. De forma semelhante, o projeto Il mare degli Umbri aborda esse limiar de outra maneira, restaurando a linha costeira histórica do Lago Trasimeno e reintroduzindo as ecologias de áreas úmidas locais. Cada projeto desta coletânea reflete uma postura singular: alguns tratam o limite como uma experiência espacial, outros como uma linha reguladora e, ainda, outros como um ponto de retorno cultural ou ecológico.

Projetando Cidades Inclusivas: O Papel do Desenho Universal na Criação de Atmosferas Urbanas Acessíveis

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As cidades contemporâneas são vibrantes, complexas e estão em constante evolução. Acima de tudo, são mutáveis, dinâmicas e diversas. Que transformações estão ocorrendo e para onde elas estão nos levando? A urbanização continua a ganhar força em muitas regiões do mundo, gerando transformações visíveis e estruturais. Diante desse cenário, começam a surgir dados sobre a evolução de sua configuração e os desafios que enfrentamos. Segundo o Banco Mundial, a população urbana continuará em trajetória de crescimento, com 90% dos novos moradores urbanos concentrados na África e na Ásia. Esse crescimento levanta questões essenciais: como podemos consolidar uma abordagem de projeto que garanta o acesso equitativo a espaços, recursos e serviços? Como podemos tornar as metrópoles emergentes e consolidadas mais inclusivas e acessíveis?

Narrativas do modernismo sírio: redescobrindo o Centro de Pesquisas Marinhas

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No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.

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Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies

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À medida que a arquitetura avança para além do design centrado no ser humano, novas práticas repensam a coexistência como uma estrutura ética e ecológica. Das infraestruturas políticas aos habitats, essas abordagens nos convidam a imaginar a arquitetura como um sistema vivo compartilhado.

A arquitetura moderna foi, por muito tempo, escrita sob uma ótica antropocêntrica, colocando o ser humano no centro e tornando invisíveis as demais espécies. Contudo, esse paradigma vem se transformando, à medida que profissionais da arquitetura e da pesquisa redefinem o papel do design em mundos mais-que-humanos. Estúdios como Office for Political Innovation, Studio Ossidiana e Husos Architects questionam as narrativas centradas no ser humano e reformulam o design como uma prática compartilhada entre espécies. Nesse contexto, a arquitetura deixa de ser uma ferramenta de controle para se tornar um meio de coexistência, uma disciplina que media a relação entre espécies, ambientes e culturas.

Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies - Image 6 of 4Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies - Image 10 of 4Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies - Image 23 of 4Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies - Image 4 of 4Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies - Mais Imagens+ 23

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