O design de interiores surpreende ano após ano com novas tendências de cores, materiais, texturas e padrões que chegam para protagonizar os espaços que habitamos. Manter um diálogo equilibrado, considerando tanto as necessidades a serem atendidas quanto as sensações a serem transmitidas, faz parte da concepção de múltiplos ambientes. Os revestimentos com cerâmicas, mosaicos ou porcelanatos permitem criar ambientes que vão desde os quentes e acolhedores até os elegantes e sofisticados.
No âmbito da Expo OBRA BLANCA 2024, realizada de 15 a 17 de outubro na Expo Santa Fe, na Cidade do México, a Porcelana Corona México e a Ambiance exibiram, com sua marcante presença no setor da construção e do design, suas recentes inovações em louças sanitárias, juntamente com uma ampla gama de produtos voltados para arquitetos/as, construtores/as e distribuidores/as no estande 224 do Pavilhão de Banheiros e Metais.
Na Grécia Antiga e em Roma, as ágoras e os fóruns eram espaços onde mercadores e artesãos exibiam seus produtos. Embora não fossem showrooms no sentido moderno, já funcionavam como cenários voltados ao estímulo visual. O conceito que conhecemos hoje tomou forma séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial, quando as novidades em louças começaram a ser apresentadas em ambientes cuidadosamente projetados. E aí está a chave: projetar. Ao longo do tempo, os espaços dedicados a exibir materiais, móveis e objetos têm sido muito mais do que vitrines; funcionaram como plataformas de exploração e experimentação. O que hoje chamamos de showroom herda esse espírito: espaços onde o design não é apenas observado, mas também tocado e projetado em tempo real, abrindo espaço para ferramentas como os moodboards.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142909/tocar-e-ver-materiais-para-projetar-4-moodboards-sensoriais-criados-a-partir-do-showroomEnrique Tovar
O projeto de banheiros públicos esteve historicamente vinculado à satisfação de uma necessidade comum de higiene, saúde e bem-estar nas comunidades. Condensando diferentes espaços, materiais e elementos de asseio em suas tipologias, a arquitetura dos banheiros públicos vem se adaptando às demandas atuais de higiene, cuidado e estética. Elementos como lavatórios, vasos sanitários e bebedouros, além de sistemas de divisórias, chuveiros, trocadores ou salas de amamentação, protagonizam a dinâmica desses espaços. Seja em aeroportos, parques, clínicas, hotéis ou outros locais, esses componentes buscam proporcionar privacidade e conforto, desenvolver soluções eficientes de limpeza e integrar critérios de acessibilidade com o apoio de ferramentas e tecnologias contemporâneas.
A arquitetura não se improvisa. Pensar muito não é o mesmo que pensar bem. Afinal, uma ideia brilhante, sem clareza e propósito, reduz-se a nada. Projetar sem convicção resulta em mais do mesmo: formas vazias, sem discurso nem alma. O Mestrado em Projeto Arquitetônico (MDA) da Universidad Panamericana não é uma simples pós-graduação: é um convite para retornar à origem do ofício. Aqui, o espaço é pensado como um ato crítico, sensível e vital. Você não vem para impressionar: vem para projetar o que realmente importa. Cada decisão projetual fala sobre você, e aqui você aprenderá a sustentá-la e a transformá-la em arquitetura com propósito.
Ao compreender o papel atual da cozinha como um espaço de convivência, lazer e experimentação na residência, o diálogo entre tecnologia e arquitetura ganha relevância por trazer movimento, adaptabilidade e flexibilidade aos espaços domésticos. Embora as cozinhas representem a essência de diferentes culturas, preservando desde receitas e processos antigos até heranças e tradições, a arquitetura desses espaços abre caminho para a integração de acabamentos de materiais inovadores a tecnologias invisíveis, combinando resistência, eficiência energética e design.
A maneira como percebemos um espaço não depende unicamente de sua escala ou de sua forma, mas de uma série de decisões que, a partir do interior, moldam a nossa experiência. Alguns gestos são determinantes: o pé-direito livre, a organização dos planos verticais ou o tamanho da cama. Outros atuam com maior sutileza, como a incidência da luz, a tonalidade dos materiais ou o uso da cor. Todas essas variáveis influenciam na forma como o espaço se manifesta — se o sentimos aberto ou contido, seccionado ou contínuo. Nessa mesma linha, o uso de pisos em grandes formatos torna-se uma operação fundamental: reduz a fragmentação visual e reforça a continuidade das superfícies.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142642/espacos-sem-juntas-como-os-grandes-formatos-transformam-a-linguagem-arquitetonicaEnrique Tovar
Porcelanatos inspiradas en piedra. Image Cortesía de GILSA
Em sua busca constante por criar espaços funcionais que também estabeleçam uma conexão visual e emocional com quem os habita, a arquitetura encontrou na natureza uma fonte de inspiração. Desde a proporção áurea, presente em estruturas biológicas, até o uso de materiais próprios do contexto, o ambiente natural oferece uma lição de formas e texturas que alimentam o pensamento arquitetônico. Um exemplo emblemático é a Casa da Cascata, onde a pedra atua como elemento de integração entre a construção e o seu entorno. Embora essa obra evidencie o potencial da pedra, sua presença e caráter evoluíram para novos formatos, como o porcelanato, ampliando as alternativas no design e consolidando a importância das texturas e tonalidades pétreas em projetos contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143307/entre-a-pedra-e-o-design-4-texturas-e-tons-que-se-conectam-com-o-entorno-naturalEnrique Tovar
A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.
A arquitetura de hoje está vivenciando um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais curtos e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante desse cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.
Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execução.
A indústria da construção enfrenta uma pressão crescente para adotar práticas mais sustentáveis devido à necessidade de mitigar as mudanças climáticas e proteger os recursos naturais. As construções tradicionais têm um grande impacto ambiental, desde a destruição de ecossistemas até altos níveis de consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a extração e a fabricação de materiais contribuem para a poluição da água ou para a geração de resíduos perigosos. Contudo, surgem produtos que oferecem soluções mais amigáveis ao meio ambiente, sem comprometer a qualidade nem o desempenho, voltados a profissionais de arquitetura que buscam criar projetos sustentáveis.
De fato, uma das maneiras mais eficazes de praticar a construção sustentável é a escolha de materiais adequados que contribuam para a redução do impacto negativo no planeta.
Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.
A pedra, como material de construção, tem sido fundamental desde os primórdios da sociedade humana, estando presente de diversas formas em nosso ambiente. Desde estruturas arquitravadas até robustos muros de pedra seca, sua presença enraizada em nosso entorno e nas primeiras construções sempre foi evidente. Alvar Aalto destacou esse fato ao afirmar que essa arquitetura primitiva poderia ser considerada a "genialidade da descoberta", uma vez que, naquela época, a natureza era a única fornecedora de materiais de construção.
Com o passar do tempo e o aprimoramento dos processos de transporte, manipulação e beneficiamento da pedra, este material tornou-se muito mais nobre e fácil de manusear. Embora preserve suas características fundamentais, hoje é possível ampliar sua aplicação como revestimento — principalmente em banheiros e cozinhas — utilizando pedras de menor tamanho, conhecidas como *pebbles* (seixos). Isso as transforma em um elemento de design que agrega interesse visual e uma nova experiência tátil, adicionando, assim, uma dimensão extra ao seu uso.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140223/malhas-de-pedra-natural-mesclando-tradicao-e-inovacao-no-design-de-interioresEnrique Tovar
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades argentinas, lançamos uma chamada aberta na qual convidamos nossos leitores e leitoras na Argentina a enviar seus projetos de conclusão de curso, difundindo o fruto do trabalho que lhes permitiu se tornarem, recentemente, arquitetos e arquitetas.
Após receber mais de 70 propostas de diferentes faculdades e cidades argentinas, nossa equipe editorial selecionou 10 delas, considerando os projetos que evidenciavam um pensamento crítico em relação às problemáticas, à forma adotada e à sua representação. A seleção não apenas valoriza os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um desenho simples, adequado ao seu contexto, ao seu programa e aos seus usuários e usuárias, mas também aqueles que demonstram uma atenção especial à escala humana, à mediação e transição, e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades.
Confira os nossos 10 projetos de destaque a seguir.
“Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou desgostar, de onde surgem as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban
Durante o último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban foi o tema central da exposição *Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings*, que reuniu cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, presente e futuro de suas cidades favoritas — São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York — além de uma documentação detalhada de cinco projetos construídos (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).
Ao resgatar a história da arquitetura japonesa, pensamos de imediato em estruturas complexas de madeira, telhados inclinados e uma relação próxima com a água. Hoje, o país também desponta como líder em inovação espacial, acumulando conquistas notáveis que vão de arranha-céus e edifícios corporativos a micro-habitações. No entanto, este perfil no Instagram decidiu explorar uma tipologia arquitetônica frequentemente negligenciada: os banheiros públicos.
Com um nome desavergonhadamente direto, o perfil @toilets_a_go_go tem como propósito levar quem o acompanha a "explorar os banheiros do Japão". O conteúdo compartilhado é extremamente variado, indo de quiosques públicos inspirados na arquitetura tradicional japonesa a cabines que remetem ao Metabolismo — as quais utilizam estruturas inovadoras para proporcionar uma escala confortável. Se o nome explícito do perfil ainda puder gerar algum mal-entendido ou sugerir segundas intenções, as publicações logo dissipam as dúvidas. Embora costumemos ignorar essa tipologia ou até nutrir visões negativas sobre ela, as fotografias têm o poder de revelar a beleza dessas estruturas, mostrando que usar um banheiro público pode — e deve — ser uma experiência agradável.
Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.
Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.
No campo da arquitetura, entretanto, essa pergunta ainda permanece relativamente marginal. Muitas vezes sabemos quem projetou um edifício, conhecemos seus acabamentos, o fabricante de suas esquadrias, a marca de seus revestimentos e até mesmo seu desempenho energético mas, quase nunca, nos perguntamos de onde vieram as toneladas de matéria que tornaram sua existência possível.
Nas décadas que se seguiram à independência, alguns dos experimentos arquitetônicos mais ambiciosos do mundo não surgiram em museus, monumentos ou palácios governamentais. Eles surgiram por meio de universidades. No Sul da Ásia e na África, nações recém-formadas transformaram seus campi em campos de teste para maneiras inteiramente novas de conceber a vida coletiva. Esses campi funcionaram como muito mais do que simples instituições de ensino. Tornaram-se territórios onde o Estado testava como organizar a modernidade — espaços voltados para a convivência cidadã, o funcionamento das instituições, a definição da arquitetura a partir do clima e a transformação das realidades locais por ideias importadas.
Em 2025, o mercado global de saúde animal movimentou cerca de 70 bilhões de dólares, e a projeção é de que esse número dobre até 2033. Por trás da cifra, no entanto, há também uma transformação silenciosa no espaço construído, sendo o hospital veterinário um exemplo disso. Esse programa que por décadas ocupou fundos de clínicas improvisadas e anexos de petshops, tem ganhado cada vez mais uma linguagem e identidade próprias. É a consolidação arquitetônica de um vínculo que já dura mais de 15 mil anos.
A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais audaciosa: a de que a arquitetura poderia remodelar não apenas a cidade, mas a própria maneira como as pessoas nela viviam. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema pendente, que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é significativa. Ao longo do século XX, a expansão das cidades transformou a habitação em uma das vias mais evidentes para projetar a mudança urbana, e o modernismo penetrou não apenas em planos e desenhos, mas em apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.
No entanto, uma vez construídos, esses projetos inseriram-se em cidades moldadas pela política, pela memória, pela desigualdade e pelas dinâmicas mutáveis de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer exclusivamente ao plano original, passando a residir nas formas como foram habitados, alterados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é uma mera adaptação, mas sim um atrito: o momento exato em que a arquitetura deixa de ser um modelo idealizado para se deparar com uma cidade que ela não consegue controlar plenamente.
O modernismo é frequentemente vivenciado por meio da forma construída, de fachadas fotografadas, plantas canônicas, manifestos de concreto. Para a maior parte das pessoas, contudo, esse primeiro contato foi muito mais imediato. Foi uma cadeira em um escritório, uma estante em uma sala de estar, um volume compacto que reorganizou o sentar, o guardar ou o dormir. Muito antes de a arquitetura moderna poder ser amplamente encomendada, foi o mobiliário que adentrou o espaço cotidiano, trazendo consigo uma nova lógica de viver. A promessa modernista de transformar a vida era frequentemente cumprida por meio desses objetos menores e replicáveis.
Para compreender essa mudança, o mobiliário precisa ser interpretado como uma forma condensada de arquitetura, e não como mera decoração. Profissionais do design do início do século XX o tratavam exatamente dessa forma. Le Corbusier descreveu o mobiliário como équipement de l'habitation (equipamento da habitação), inserindo-o no sistema operacional do edifício, e não fora dele. Da mesma forma, a Bauhaus abordou cadeiras e mesas como protótipos industriais, incorporando princípios de padronização, eficiência e produção em massa em seus desenhos. Como argumenta a historiadora da arquitetura Beatriz Colomina, a arquitetura moderna não circulava apenas através de edifícios, mas por meio de mídias e objetos que traduziam suas ideias para a vida cotidiana. O mobiliário tornou-se arquitetura em miniatura: portátil, reproduzível e capaz de reorganizar o espaço sem reconstruí-lo.
Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.
Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.
No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.
A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.
Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.