A cada doze anos, as margens do Ganges em Prayagraj tornam-se uma das maiores cidades da Terra — e depois desaparecem. O Maha Kumbh Mela atrai mais de 400 milhões de pessoas em peregrinação ao longo de seis semanas, exigindo a construção de uma infraestrutura urbana completa: pontes flutuantes, hospitais de campanha, quilômetros de vias temporárias e uma malha de cidades de tendas visível do espaço. Ao final do festival, tudo é inteiramente desmontado. Nenhum encontro na história da humanidade produz uma arquitetura do movimento tão completa; construída para a chegada, projetada para a transitoriedade e concebida para não deixar vestígios permanentes. O Kumbh Mela é excepcional em escala, mas não em condição: o movimento se tornou um desafio espacial definidor deste século.
Este mês, o ArchDaily explora Arquiteturas do Movimento: Território, Fronteiras e a Política de Pertencimento, um tema que examina como a mobilidade reformula a relação da arquitetura com o território, a propriedade e a identidade. O assunto não aborda o movimento como uma crise a ser gerida, mas como uma lente fundamental para reconsiderar o papel de edifícios, cidades e fronteiras na prática: quem acolhem, quem excluem e o que tornam permanente.
Da iluminação e dos materiais às cores, texturas e formas, cada decisão de projeto molda a maneira como as pessoas percebem, vivenciam e interagem com a arquitetura. Nos interiores contemporâneos, essas escolhas já não são compreendidas como meramente estéticas ou funcionais, influenciando o conforto, o comportamento, o humor e até mesmo a forma como quem utiliza o espaço avalia sua qualidade. O design de banheiros, em particular, cria hoje ambientes cuidadosamente concebidos e com uma identidade marcante, nos quais cada elemento contribui para a experiência espacial como um todo.
Como o design de banheiros influencia os sentimentos de quem o utiliza? Que intervenções ou inovações técnicas podem transformar a experiência de uso final?
Sob as superfícies, atrás das estruturas ou mesmo entre as instalações, inúmeros sistemas de fixação e elementos adesivos compõem as conexões necessárias em fachadas, acabamentos e fechamentos de nossos edifícios. À medida que o passar do tempo evidencia a idade das construções e as tendências se modificam em ritmo acelerado, a atualização dos edifícios exige atenção ao seu desgaste, manutenção e melhoria de desempenho. Independentemente de suas metodologias de instalação, tecnologias ou ferramentas, os sistemas de fachadas ventiladas continuam transformando, hoje, a maneira de abordar o projeto e a estética dos edifícios.
Quando se conta a história arquitetônica de Hong Kong, ela é frequentemente reduzida a um punhado de ícones. Muitos lembram de imediato de I.M. Pei—laureado com o Prêmio Pritzker e arquiteto da Bank of China Tower em Central (1990), além de obras globais como o Le Grand Louvre em Paris e o Miho Museum em Shiga. Ampliando o olhar, também se encontra uma longa linhagem de arquitetos/as britânicos/as e internacionais cujas marcas moldaram a silhueta institucional da cidade: das obras cívicas de Ron Phillips—com destaque para o antigo Murray Building (1969), hoje The Murray Hotel, e a Prefeitura de Hong Kong (1962)—aos monumentos corporativos e de infraestrutura de Norman Foster, incluindo a torre do Hongkong and Shanghai Banking Corporation (HSBC) (1986) e o Aeroporto Internacional de Hong Kong (1998) e, mais recentemente, o edifício The Henderson (2024), do escritório Zaha Hadid Architects.
No entanto, no mesmo período de Pei e Foster, arquitetos/as locais também produziam edifícios de relevância duradoura—obras que carregavam o legado da Bauhaus, mas o traduziam para uma linguagem nitidamente calibrada para o clima, a densidade e a vida cívica de Hong Kong. Embora esses projetos nem sempre se configurem como ícones comercialmente proeminentes, eles costumam demonstrar um senso mais agudo de responsabilidade social e agenda pública. Entre as figuras mais importantes dessa linhagem está o falecido arquiteto Tao Ho, cujo trabalho e papel público formaram uma vertente mais discreta—mas não menos fundamental—no patrimônio moderno da arquitetura de Hong Kong.
Alguns tipos de trabalho só se tornam visíveis quando deixam de ser realizados. São discretos, repetitivos, raramente celebrados, mas sustentam silenciosamente o funcionamento de qualquer operação. Na arquitetura, essa dimensão raramente aparece nas imagens que circulam. Ao pensarmos na disciplina, evocamos renders sedutores, perspectivas cuidadosamente iluminadas, plantas precisas, desenhos que prometem futuros possíveis ou até utópicos. No entanto, a camada que sustenta esses gestos formais não se encontra na imagem, mas na especificação, no detalhamento e na documentação.
Desde que a inteligência artificial passou a ocupar o centro do debate arquitetônico, a discussão tem sido amplamente pautada por sua capacidade de gerar formas e atmosferas em segundos. Simulações estilísticas, variações conceituais e experimentações visuais passaram a simbolizar o avanço tecnológico na área. Há algo compreensível nesse fascínio: a arquitetura sempre se relacionou com a representação como uma forma de imaginar o que ainda não existe.
Outrora um assentamento najdi definido por muralhas de tijolos de adobe e casas com pátio, Riade passou por uma das transformações urbanas mais radicais dos séculos XX e XXI. A descoberta de reservas de petróleo, a consolidação do poder político e a rápida expansão da infraestrutura remodelaram a cidade, transformando-a de uma capital regional em uma metrópole em expansão em praticamente uma única geração. Como consequência, a malha urbana de Riade é marcada por descontinuidades, onde fragmentos de arquitetura vernacular coexistem com o modernismo institucional de meados do século e um skyline contemporâneo em rápida evolução.
Nas últimas décadas, essa condição estratificada foi ainda mais intensificada por estratégias de desenvolvimento em grande escala e programas de investimento cultural que posicionam a arquitetura como uma ferramenta para redefinir a identidade nacional. Escritórios internacionais desempenharam um papel decisivo na configuração de importantes instituições, infraestruturas e marcos urbanos, ao passo que estúdios locais contribuem cada vez mais com projetos que reinterpretam o clima, a materialidade e o espaço social dentro de uma perspectiva contemporânea.
Panorama ao pôr do sol de um grande condomínio fechado residencial (Aparna’s Elixir) visto das colinas de Khajaguda, Índia. Foto de iMahesh. Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional
Aprende-se a se comportar muito antes de chegar em casa. No portão, você desacelera e aguarda. Sob vigilância, recebe autorização para passar. Um crachá é verificado, uma cancela se eleva, uma câmera pisca. Nada de dramático acontece, e esse é precisamente o objetivo. O impacto mais profundo dos condomínios fechados não é provocado por seus muros, mas sim pela coreografia de acesso que, silenciosamente, ensina a quem ali habita o que esperar, em quem confiar e a qual lugar pertence.
Das grandes coberturas e galerias industriais do século XIX aos átrios contemporâneos de museus e edifícios públicos, o vidro tem sido um material recorrente na configuração de espaços internos amplos e monumentais. Mais do que uma solução tecnológica ou de engenharia, esses planos horizontais envidraçados introduzem uma qualidade luminosa singular: a luz que vem de cima. Diferente da luz natural lateral que penetra pelas fachadas, a luz zenital distribui-se de forma mais uniforme, suaviza sombras marcadas e confere aos espaços uma sensação de continuidade e amplitude difícil de alcançar por outros meios.
Empoleirado sobre as falésias da Crimeia, o Sanatório Termal Druzhba assemelha-se menos a um edifício e mais a uma espaçonave que acabou de pousar. Suas formas circulares, deques suspensos e rampas em espiral evocam uma cena de Solaris (1972), de Andrei Tarkovsky, onde arquitetura e psicologia se fundem em uma única paisagem. Construído entre 1978 e 1985 por Igor Vasilevsky, o complexo foi concebido como um balneário termal para profissionais da indústria petrolífera, integrando a vasta rede de sanatórios da União Soviética dedicados à saúde e ao lazer.
Para além de sua função como local de recuperação, o Druzhba (cujo nome significa "amizade") personificava uma ambição política e estética mais ampla. O projeto buscava fundir a proeza tecnológica com os ideais restaurativos da modernidade socialista, traduzindo o bem-estar coletivo em forma concreta. Erguendo-se sobre uma encosta costeira íngreme com vista para o Mar Negro, sua estrutura maciça desafia a gravidade, sustentada por um núcleo central de concreto do qual se projetam alas radiais como as pás de uma enorme engrenagem. Visto à distância, o conjunto parece simultaneamente mecânico e orgânico, um híbrido entre infraestrutura e paisagem.
Mais um ano, mais uma edição de sucesso do ArchDaily China Building of the Year Awards! Mais uma vez, a premiação se consolida como o maior prêmio de arquitetura baseado na opinião do público. Por meio de uma escolha coletiva, os projetos mais relevantes do ano foram indicados e selecionados pelo nosso público leitor.
O 2026 China Building of the Year Awards acontece graças ao apoio da Dornbracht, marca reconhecida por seu design de ponta voltado à arquitetura, presente em cozinhas e banheiros de todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093833/vencedores-do-premio-archdaily-china-obra-do-ano-2026韩爽 - HAN Shuang
É uma tarde de verão, e a nave da Sagrada Família está saturada de cores quentes. Feixes de âmbar e carmesim varrem o piso de pedra, mudam de posição conforme uma nuvem passa sobre Barcelona e, em seguida, ganham intensidade novamente. Ao seu redor, os/as visitantes desaceleram o passo sem perceber. Alguns elevam seus celulares — não para registrar a arquitetura, mas para entrar na própria luz, posicionando-se sob uma projeção laranja ou dourada como se as cores fossem algo que pudessem vestir.
Estão, sem saber, fazendo exatamente o que Gaudí pretendia: entregando-se, ainda que por um breve instante, à sensação de serem banhados por algo maior do que si.
O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:
Vencedor da Categoria Pequena Escala + Vencedor Estudantil: Architecture as Resilient Machine. Imagem cortesia de Buildner
Buildner lançou o Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um prêmio total de € 100.000. Paralelamente, foram anunciados os resultados do Unbuilt Award 2025, marcando a segunda edição de uma série que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. A iniciativa oferece uma plataforma global para que arquitetos/as e designers apresentem seus projetos não construídos mais impactantes — sejam eles conceituais, publicados, inéditos ou totalmente desenvolvidos.
Em novembro de 2025, o ArchDaily lançou a primeira edição do seu Student Project Awards. A decisão de criar esta nova premiação surgiu de um sentimento de esperança; esperança nas próximas gerações de arquitetos/as, em seu talento e visão, e na importância de lhes dar visibilidade e reconhecimento. Afinal, o futuro da arquitetura está sendo moldado agora mesmo, em salas de aula, estúdios e oficinas por todo o mundo, e é fundamental apoiar quem o está moldando. A resposta foi extraordinária, com projetos enviados por estudantes de todos os continentes, demonstrando uma riqueza e amplitude de pontos de vista, soluções e visões.
Cinco meses após o lançamento da convocatória — e após o anúncio de uma lista longa de 104 projetos e de uma lista final de 20 semifinalistas —, nosso júri externo de arquitetos/as e profissionais do setor revisou cuidadosamente as propostas para selecionar os/as três vencedores/as e as quatro menções honrosas do ArchDaily Student Project Awards. Analisando cada proposta com cuidado, o júri olhou além dos resultados finais, concentrando-se nas ideias, questionamentos e posicionamentos que guiaram o trabalho. O resultado é uma seleção de projetos premiados que reflete tanto o espírito do prêmio quanto a mudança de prioridades que molda a arquitetura contemporânea.
A Heimtextil Colombia 2026 reúne uma oferta internacional e uma agenda de conhecimento que evidenciam o deslocamento de valor para as categorias de casa e hospitalidade, onde designers da Colômbia e de toda a América Latina estão expandindo seu DNA criativo para escalar a pirâmide, diversificar receitas e competir em mercados globais.
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Metais Dornbracht Madison para o Brenners Park-Hotel & Spa em Baden-Baden. Imagem cortesia de Dornbracht
Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.
A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários.
E se as sobras industriais não fossem resíduos, mas o ponto de partida do projeto de arquitetura? Na sede da Rieder em Maishofen, na Áustria, mais de 1.300 metros cúbicos de madeira, 180 elementos de teto e centenas de fragmentos reciclados de concreto reforçado com fibra de vidro se unem em um edifício moldado tanto pelo reúso quanto pelo planejamento. O novo pavilhão de produção, projetado pelo escritório Kessler² Architecture, trata as sobras de materiais como recurso de projeto. Desenvolvido como parte de um investimento de longo prazo em manufatura sustentável, o edifício híbrido de madeira e concreto introduz uma técnica de fachada que inverte os fluxos de trabalho convencionais da arquitetura: em vez de projetar primeiro para depois produzir os componentes, o envelope do edifício é gerado a partir dos resquícios de materiais já disponíveis no local, estabelecendo uma nova linguagem para a arquitetura industrial.
A arquitetura frequentemente recorre à história de um lugar, traduzindo narrativas locais em formas, materiais e experiências espaciais contemporâneas. Localizado na estância termal de Bad Orb, perto de Frankfurt, o ALEA RESORT HIDEAWAY segue essa premissa, inspirando-se no histórico de extração de sal da região.
Projetado pelo escritório PLAJER + FRANZ, o projeto de hospitalidade de 5.200 m² faz referência à geometria dos cristais de sal por meio de sua linguagem arquitetônica, ao mesmo tempo em que utiliza soluções de iluminação da OLEV para moldar a atmosfera de seus espaços internos. Nesta entrevista, o arquiteto Alexander Plajer discute a relação do projeto com seu contexto, o processo de concepção e o papel da iluminação.
Ao compreender o brincar como um transformador social e fator de influência na definição do espaço público, a vida urbana se vê atravessada por múltiplos sujeitos de diferentes idades, culturas, ideologias, afinidades, classes e grupos sociais. Pensar em como o brincar habita as cidades é pensar em todas as gerações, e na necessidade de construir espaços públicos com equipamentos urbanos pensados para durar e se manter ao longo do tempo.
O desempenho das estruturas lúdicas convida a revisar as diferentes etapas de seu ciclo de vida, juntamente com o seu impacto na configuração do ambiente urbano. Analisar o ciclo de vida dos brinquedos urbanos implica conhecer desde os materiais, durabilidade e manutenção até o papel das certificações e das tecnologias aplicadas em seu processo de produção, visando ambientes mais conscientes de seu impacto ambiental.
Vencedor do Prêmio de Melhor Apresentação. Imagem cortesia de Buildner Unbuilt Award
Em um setor definido por códigos de obras, pela urgência climática e pelas pressões do mercado imobiliário, os concursos de arquitetura tornaram-se, de forma discreta, um dos espaços mais geradores da disciplina. Livres de orçamentos, clientes ou regulamentações municipais, as propostas enviadas a concursos permitem que arquitetos e arquitetas pensem no limite do que o ambiente construído poderia ser. Cada vez mais, esse trabalho especulativo é levado a sério como uma contribuição cultural e intelectual por si só. O Buildner's Unbuilt Award, atualmente em sua segunda edição, é uma dessas iniciativas, ao tratar o projeto não construído como uma plataforma para que profissionais de arquitetura e design compartilhem conceitos que desafiam fronteiras e inspiram possibilidades futuras. Desse modo, premiações como essa permitem que estudantes e profissionais da área apresentem ideias e visões que, mesmo sem serem executadas, refletem o espírito de exploração e engenhosidade na arquitetura.
O que acontece quando se escolhe o reuso em vez da demolição? Em Østbirk, na Dinamarca, um antigo galpão de madeira de 30 anos foi transformado em um hub de inovação de referência internacional, com 14.000 metros quadrados, voltado para a equipe de quase 500 profissionais da VELUX. Este artigo explora como o projeto da LKR Innovation House desafia as práticas convencionais de construção, preserva o legado dos materiais e oferece lições práticas para profissionais de arquitetura que trabalham com estruturas existentes. Um novo livro documenta esse processo por meio de ensaios, entrevistas e fotografias.
Em Gabrovo, na Bulgária, o município convida arquitetos e arquitetas a projetar o Centro de Arte Contemporânea Christo e Jeanne-Claude, transformando, adaptando e modernizando a antiga Escola Técnica Têxtil e seu terreno adjacente. Com cofinanciamento da União Europeia, um orçamento definido, um júri de especialistas e uma estrutura em duas fases, este concurso reflete o próprio espírito da prática artística de Christo and Jeanne-Claude: uma criação artística audaciosa e acessível. Mais do que a encomenda de um edifício cultural, a iniciativa exige uma proposta projetual que compreenda o caráter específico de sua obra, agregando uma dimensão curatorial ao que, de outro modo, seria um simples projeto de reuso adaptativo.