Por volta de 1949, a cidade de Buenos Aires liderava a construção do Sexto Panteão no bairro da Chacarita. De caráter monumental e estilo brutalista, esta necrópole subterrânea revelou-se a primeira e maior experimentação de arquitetura moderna no âmbito funerário. Projetada por Ítala Fulvia Villa, uma das primeiras arquitetas e urbanistas argentinas, além de pioneira do modernismo sul-americano, juntamente com sua equipe formada por Leila Cornell, Raquel S. de Días, Gunter Ernest, Carlos A. Gabutti, Ludovico Koppman e Clorindo Testa, esta obra foi investigada por Léa Namer, que desenvolveu um profundo trabalho de estudo e análise, refletindo sobre o legado de uma utopia moderna e de uma releitura feminista da história.
A forma como percebemos o espaço é uma dimensão crucial na arquitetura e no design de interiores, influenciando profundamente a nossa interação com o entorno. Desse modo, a percepção espacial é determinada por aspectos como a organização do mobiliário, a iluminação, o uso das cores e os materiais selecionados. Este último componente adquire uma relevância particular, considerando que um mesmo material pode ser empregado de múltiplas maneiras e, consequentemente, propiciar atmosferas com caráter próprio.
Um exemplo do potencial das variações no uso da materialidade são os revestimentos ripados. Trata-se de superfícies de MDF fresadas com um padrão linear para ambientar paredes e forros internos, aplicáveis em uma variedade de superfícies, sempre em áreas não expostas à umidade. O sistema destaca-se por sua capacidade de acentuar o espaço por meio de diferentes configurações que, dependendo de sua disposição e tipo de ripado, podem modificar a experiência espacial, destacando, direcionando, envolvendo e alcançando um equilíbrio visual em residências, escritórios, espaços comerciais, entre outros.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140192/como-utilizar-revestimentos-ripados-em-paredes-internasEnrique Tovar
As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.
No cenário em constante evolução do design de ambientes de trabalho e da arquitetura corporativa, os limites da criatividade e da funcionalidade estão sendo constantemente expandidos. De arranha-céus futuristas a espaços de coworking, o futuro dos ambientes de trabalho responde às necessidades dinâmicas das empresas modernas e de seus colaboradores e colaboradoras. A seleção com curadoria desta semana de Arquitetura Não Construída foca em edifícios de escritórios, espaços de trabalho e edifícios administrativos enviados pela Comunidade ArchDaily.
O campo da arquitetura corporativa é uma oportunidade para designers inovarem e influenciarem as culturas de trabalho. Desde o arranha-céu Sinuating Flow em Chongqing, na China, que busca inspiração nas montanhas e vales vizinhos, até a sede parisiense da GRDF, que reimagina os escritórios urbanos como pequenos distritos da cidade. O ABS Workspace integra elementos marítimos ao design do espaço de trabalho, enquanto a torre FUTURA em Kyiv rompe com as normas convencionais por meio de formas artísticas e esculturais e do uso da cor preta. Juntos, esses projetos demonstram a diversidade na arquitetura corporativa, cada um atuando em seu próprio contexto para oferecer soluções singulares para ambientes de trabalho sustentáveis.
O Terraco EIFS oferece um método de excelente custo-benefício para obter paredes externas termicamente eficientes, reduzindo significativamente o consumo de energia e os custos operacionais. Imagem cortesia de Terraco
Na indústria da construção civil atual, alcançar eficiência energética, sustentabilidade e segurança, sem abrir mão da estética, são objetivos essenciais para arquitetos/as e consultores/as. Os Sistemas de Isolamento Térmico pelo Exterior (EIFS, na sigla em inglês) são soluções versáteis e de alto desempenho que atendem a esses requisitos, tanto em novas construções quanto em reformas. Esses sistemas multicamadas de isolamento externo melhoram significativamente o desempenho térmico e oferecem uma economia de energia de até 50%, proporcionando, ao mesmo tempo, flexibilidade projetual.
De acordo com o relatório da Markets and Markets sobre o "Mercado de Sistemas de Isolamento Térmico pelo Exterior (EIFS) - Previsão Global até 2028", o crescimento desse setor é impulsionado principalmente pela necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e pelo aumento no desenvolvimento de edifícios verdes, impulsionado pela introdução de normas rigorosas de eficiência energética em alguns países. Diante disso, defende-se amplamente a importância de utilizar sistemas EIFS certificados de acordo com as regulamentações locais.
Há uma presença crescente de edifícios abandonados em muitas cidades africanas, e o Limbo Accra — um escritório de design espacial — fundamenta sua atuação na experimentação de seu reparo, reuso e transformação. O escritório enxerga esses edifícios como uma tipologia arquitetônica singular que engloba marcos urbanos fundamentais, desde a abandonada Independence House em Lagos até a torre inacabada do aeroporto em Accra, entre outros. O coletivo os vê como grandes oportunidades para o espaço público moderno e como espaços simbólicos para a justiça espacial. Por meio de técnicas como a fotogrametria, o Limbo Accra vem criando um arquivo digital dessas edificações e colaborando com artistas e designers para propor novas perspectivas para elas. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Dominique Petit-Frère, cofundador/a do Limbo Accra, sobre o caráter coletivo desses edifícios, a abordagem do escritório para sua transformação e como enfrentar os desafios no reuso adaptativo dessas estruturas.
O júri do International VELUX Award selecionou dez vencedores regionais entre os 468 projetos inscritos, provenientes de 220 escolas de arquitetura de todo o mundo. O prestigiado júri, composto por Song Yehao (CN), Jenni Reuter (FI), Ewa Kurylowicz (PL) e Kent Holm, da VELUX A/S (DK), reuniu-se em Copenhague.
LaGuardia Terminal B Arrivals and Departures Hall / HOK. Producto utilizado: Moldeados arquitectónicos CASTWORKS GRG. Image Cortesía de LaGuardia Gateway Partners
Atualmente, considerando a infraestrutura urbana hiperconectada a que temos acesso, praticamente não existe cidade onde aeroportos e estações não sejam essenciais para a sua dinâmica diária. Além disso, esses locais recebem um fluxo intenso de pessoas e são tão complexos funcionalmente que contêm múltiplos microambientes onde convergem diversos usos: circulações, áreas de permanência, salas de espera, restaurantes, salas VIP, entre outros. Essa justaposição resulta em estruturas com uma dualidade extremamente interessante.
Sob uma perspectiva urbana, aeroportos e estações constituem um elemento potente na paisagem que, por vezes, só pode ser percebido a partir de um olhar distante. Por outro lado, considerando os aspectos técnicos e funcionais que se desenvolvem em seu interior, esses espaços adquirem novas dimensões. Neles, torna-se necessário projetar atmosferas onde o conforto seja um eixo central, e a acústica desempenhe um papel fundamental. Nesse cenário, é fundamental conhecer os princípios básicos para incorporar sistemas de forros adequados, impactando positivamente na estética, na experiência do público e na qualidade ambiental.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140840/projetando-espacos-de-transito-4-estrategias-para-forros-em-estacoes-aeroportos-e-areas-de-esperaEnrique Tovar
Christopher Alexander (1936–2022) e Joseph Rykwert (n. 1926) foram dois gigantes da teoria da arquitetura do século XX que iniciaram seus trabalhos na Inglaterra e, eventualmente, deixaram legados duradouros em duas grandes escolas de arquitetura estadunidenses: a Universidade da Califórnia em Berkeley (Alexander) e a Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (Rykwert). Suas trajetórias não apenas coincidiram com um período crítico de pesquisa social e cultural entre designers e urbanistas, mas, de diversas formas, continuam a inspirar a atual geração de críticos/as engajados/as contra o desenvolvimento capitalista tardio em nosso planeta ameaçado. No entanto, para muitas pessoas, eles ainda são pouco conhecidos.
No contexto da implementação de projetos de infraestrutura verde para a gestão da água na Bacia do México a partir de espaços públicos existentes, o Parque Hídrico La Quebradora surge como a primeira proposta de acupuntura hidrourbana. O projeto da equipe do Instituto de Pesquisas Sociais da UNAM, coordenado por Manuel Perló Cohen e Loreta Castro Reguera Mancera, propõe converter a infiltração do terreno em um marco de boa gestão da água, geração de espaço público e fortalecimento do tecido social a partir de quatro níveis: infraestrutura, parque, cidade e mirante. Ao resolver parte dos problemas hídricos e sociais enfrentados pelo território, a proposta transforma a infraestrutura urbana em um espaço público e recreativo para a comunidade, em uma área de alta densidade demográfica e escassez de espaços públicos.
Os concursos de arquitetura são ferramentas valiosas de aprendizado, oferecendo a arquitetos e arquitetas uma oportunidade única de experimentar e expandir seus limites criativos. Ao enfrentar desafios do mundo real e receber retornos críticos, os e as participantes adquirem experiência prática e uma compreensão mais profunda da profissão. Sejam conceituais ou não, as competições estimulam a inovação, incentivando profissionais de design a pensar de forma inovadora. A seleção desta semana apresenta propostas vencedoras de concursosenviadas pela comunidade do ArchDaily, proporcionando a profissionais e estudantes de arquitetura novas perspectivas e inspiração para suas próprias práticas, sejam em trabalhos de conclusão de curso, habilitações profissionais ou encomendas de projetos.
De um parque urbano imersivo em Seul, na Coreia do Sul, a um campus educacional rural na Amazônia, ou um porto reformulado na Córsega, esta seleção destaca projetos que se sobressaíram em concursos ao redor do mundo. Embora algumas das propostas tenham sido desenvolvidas por escritórios consolidados, incluindo KAAN Architecten, ArchiWorkshop, Studio Akkerhuis ou Richez Associés, essas competições também se provaram uma oportunidade para que designers emergentes demonstrem sua criatividade e capacidade de resolução de problemas.
No competitivo mercado da arquitetura e do design, dominar a arte da visualização é tão crucial quanto gerar ideias inovadoras. Seja utilizando modelos 3D do SketchUp, gerando imagens por inteligência artificial com o Diffusion [Labs] ou empregando programas externos de renderização como o V-Ray, escolher a técnica de visualização ideal pode impulsionar significativamente a sua trajetória profissional.
A seguir, apresentamos em detalhes os dez principais benefícios da visualização arquitetônica, ilustrados por casos de sucesso reais do setor.
CUPACLAD® 201 VANGUARD. Imagem cortesia de Cupa Pizarras
A ardósia é uma rocha metamórfica natural composta por minerais argilosos, como mica e clorita, que lhe conferem uma textura laminada e tonalidades predominantes de cinza, preto e verde. Amplamente utilizada na indústria da construção, destaca-se por sua durabilidade e elegância singular, oferecendo um acabamento atemporal e sóbrio para coberturas e paredes externas. Com sua textura única, é capaz de transformar o aspecto de qualquer estrutura por meio do uso de peças retangulares—ou de outros formatos. Além disso, trata-se de um material altamente resistente às intempéries, ao fogo e aos poluentes ambientais, garantindo desempenho de longo prazo com manutenção mínima. Seu processo de produção ecológico, que envolve apenas a extração da matéria-prima e um processamento mínimo, reduz as emissões de CO₂, tornando-a a escolha ideal para a arquitetura contemporânea sustentável.
Todo projeto começa com um programa de necessidades que esboça os espaços, áreas e requisitos essenciais para dar início ao processo de projeto. Este documento fundamental orienta profissionais de arquitetura a compreenderem as demandas do cliente, distribuírem o espaço de forma eficiente e garantirem que a proposta atenda aos requisitos funcionais do projeto.
No entanto, converter manualmente esses dados tabulares de uma planilha para dados espaciais em sua ferramenta de volumetria é uma tarefa incrivelmente tediosa e demorada. Ferramentas como o Snaptrude foram desenvolvidas para ajudar profissionais de arquitetura a realizarem iterações mais rápidas e a tomarem decisões de projeto mais fundamentadas.
Costuma-se dizer que Roma não foi construída em um dia, e o mesmo certamente se aplica a uma das cidades mais proeminentes e deslumbrantes do mundo: a magnífica Paris. Pode até parecer que as duas cidades, de reputação lendária, são de certa forma equivalentes. Ambas foram idealizadas por um imperador que queria transmitir uma mensagem política de inovação, grandeza e opulência. Em ambos os casos, essas grandes reformas urbanas e reconstruções massivas encobriram qualquer luta ou resistência popular com uma beleza ofuscante e uma estrutura de entretenimento de massa (de gladiadores a dançarinas de cancan e *brasseries*). E assim surgiu a Paris que conhecemos hoje, uma cidade de divertimento que atrai mais de 30 milhões de turistas por ano.
Mas também é fascinante compreender como uma cidade inteira em crescimento foi tratada como um projeto de massa único, quase experimental. Por mais de vinte anos, de 1853 a 1870, Paris foi um canteiro de obras ininterrupto. Com a implementação de novas tecnologias e novos padrões de desenho, o resultado não foi apenas uma estética diferente, mas uma ordem social, uma expansão urbana e um modo de vida completamente novos.
No cenário em constante evolução da arquitetura e do desenho urbano, os envelopes bioclimáticos e biogênicos apresentam uma visão instigante para as cidades do futuro. A Dra. Arta Yazdanseta, Doutora em Design com foco em energia e ambientes, investiga a interseção entre projeto, desempenho predial e ecologia biofísica vegetal. Com foco nos envelopes bioclimáticos e biogênicos, a Dra. Yazdanseta examina como essas tipologias podem aprimorar os sistemas socionaturais ao potencializar sua capacidade de auto-organização. A trajetória acadêmica da Dra. Yazdanseta inclui a obtenção dos títulos de Doutora em Design e Mestra em Design em Energia e Ambientes pela Harvard Graduate School of Design.
Suas contribuições como pesquisadora no Harvard Center for Green Buildings and Cities incluem o desenvolvimento de estratégias de design ambiental e análises de desempenho para o projeto de retrofit de baixo carbono HouseZero. Nesta entrevista, a Dra. Yazdanseta explora o conceito de envelopes bioclimáticos e sua interação com os princípios do projeto arquitetônico passivo. Com o potencial de revolucionar os ambientes urbanos, a conversa traz reflexões sobre suas pesquisas, os benefícios dos materiais de origem vegetal e o futuro da arquitetura sustentável, enfatizando a conexão fundamental entre a saúde humana e a ambiental.
À medida que cresce a conscientização sobre o desenvolvimento sustentável, o bambu desponta como uma alternativa atraente aos materiais de construção tradicionais. Esse material inovador vem ganhando espaço significativo na construção de instalações esportivas, demonstrando como práticas sustentáveis podem moldar um futuro mais verde.
O bambu se destaca como um substituto ecológico para a madeira, o concreto e o aço. Sua aplicação na construção de instalações esportivas reduz significativamente o impacto ambiental e promove a sustentabilidade. O uso de bambu de origem local em certas regiões diminui ainda mais as emissões de carbono associadas ao transporte. As vantagens do bambu, no entanto, vão além dos benefícios ambientais. Além de resistente e durável, o material é leve e flexível, tornando-se ideal para as demandas da construção moderna.
Cortesia de Saint-Gobain Architecture Student Contest
Mais de 224 universidades de 29 países participaram da final internacional da 19ª edição do Saint-Gobain Architecture Student Contest. Estudantes de todo o mundo conceberam projetos para transformar um distrito de Helsinque, na Finlândia. Os nomes vencedores acabam de ser anunciados em um evento realizado pela Saint-Gobain na capital finlandesa, entre os dias 10 e 12 de junho de 2024.
Incorporadores/as costumam fazer parecer que seu mais recente edifício de escritóriosLEED Platinum reverterá, sozinho, as mudanças climáticas. A triste realidade é que poderiam passar a vida inteira projetando e construindo todas as suas obras de acordo com os padrões ambientais mais rigorosos, mas isso não irá resolver o problema. O planeta ficará mais quente, os mares subirão e as tempestades se intensificarão. Um século de queima de combustíveis fósseis já consolidou o aquecimento global na atmosfera para o resto de nossas vidas.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com Marie Combette e Daniel Moreno, a dupla franco-equatoriana por trás do La Cabina de la Curiosidad e do livro “Los caminos del agua”, publicado pela Arquine em 2023.
Em “Los caminos del agua”, desdobra-se uma série de viagens em diferentes escalas que trazem informações objetivas, contundentes e detalhadas sobre o surgimento dos fluxos de água na geografia da América Latina. O desenho à mão, lento, paciente e rigoroso das bacias hidrográficas propõe uma assimilação consciente das riquezas naturais deste território.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140453/la-cabina-de-la-curiosidad-tal-como-a-agua-para-desenhar-e-preciso-deixar-fluirArchDaily Team
No desenho, as linhas são elementos fundamentais de composição. Elas delineiam o espaço, esboçam estruturas e definem limites. Quando se trata de mapas e fronteiras, a linha adquire um significado particular, pois essa "simples" expressão gráfica marca uma divisão poderosa entre regiões, estabelecendo o início ou o fim de um território. Essa linha tem um significado profundo no limite entre o México e os Estados Unidos, onde ela constantemente se dissolve e questiona a própria fronteira. Nesses locais, o multiculturalismo é uma vivência cotidiana, com uma negociação contínua de limites presente em todos os aspectos da vida. A dinâmica dessas fronteiras envolve o design e a geração de uma complexa rede de interações e colaborações.
Em vez de se dividir entre tijuanenses de um lado e habitantes de San Diego de outro, essa região singular se destaca como uma comunidade cuja essência se harmoniza com um profundo legado de colaboração transfronteiriça, distanciando-se da ideia de cidades separadas por uma linha física. Sendo a primeira indicação binacional na história do programa Capital Mundial do Design (WDC, na sigla em inglês), a região de Tijuana-San Diego compartilha um interesse comum em enfrentar questões urbanas, sociais e econômicas por meio do design. Assim, por meio de conferências, cúpulas de políticas públicas e workshops, a região busca potencializar a catalisação de ideias a partir desse título.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140730/de-linhas-de-fronteira-a-limites-difusos-san-diego-tijuana-como-a-capital-mundial-do-design-2024Enrique Tovar
A noção de bem-estar vai muito além da ausência de doenças. Ela abrange aspectos físicos, emocionais, mentais e sociais, refletindo um estado de harmonia e equilíbrio em todas essas esferas. A busca pelo bem-estar é um processo contínuo que exige atenção e cuidado integrais com o corpo e a mente, no qual o contato com a natureza e os rituais de autocuidado desempenham um papel fundamental. De fato, no mundo acelerado de hoje, dominado por dispositivos digitais e pela vida urbana — onde desconectar-se de verdade é um grande desafio —, encontrar momentos de paz e conexão consigo e com a natureza tornou-se cada vez mais essencial. Integrar práticas de bem-estar a ambientes externos surge como uma solução atraente, que combina os benefícios terapêuticos dos cenários naturais com tecnologias de ponta voltadas à saúde. O resultado é um refúgio holístico que nutre o corpo e a mente, convidando as pessoas a relaxar e a se reconectar com o mundo ao seu redor.
“Em diversas regiões do planeta, a natureza impõe condições adversas ao corpo humano. Nesses locais, projetar um edifício é quase como criar uma vestimenta: um artefato que protege e oferece conforto. Esse desafio exige um desempenho tecnológico que deve estar aliado à estética. Fazer o ser humano sentir-se bem envolve mais do que apenas atender às noções de conforto e segurança; é também uma questão de trabalhar os espaços em suas dimensões simbólicas e perceptivas.” Este é o início da descrição para o projeto da Estação Antártica Comandante Ferraz, do Estúdio 41, localizada na Península Keller, onde o mar ao redor congela por cerca de seis a sete meses do ano, em que tudo e todos chegam por avião ou navio e a loja de ferragens mais próxima está a dias de distância. Se projetar uma edificação já apresenta inúmeras complexidades, não é difícil imaginar os desafios adicionais ao desenvolver algo em um ambiente extremo, como temperaturas muito altas ou baixas, ou em locais suscetíveis à corrosão, radiação, entre outros. Neste artigo, vamos explorar as dificuldades, as principais soluções e os materiais utilizados nesses contextos.