
Em novembro de 2022, a cidade costeira de Sharm El Sheikh, no Egito, sediou a 27ª edição da Conferência das Partes das Nações Unidas, conhecida como COP27. Desde a assinatura do Acordo de Paris em 2015, a conferência, que ocorre quase anualmente, ganhou força como um fórum global de liderança no compartilhamento de conhecimento e no desenvolvimento de diretrizes para mitigar as mudanças climáticas em todo o mundo. Enquanto a mais recente COP28, realizada em Dubai em 2023, concentrou-se nos debates sobre produção de energia, esta edição anterior focou nos contextos urbanos e na necessidade urgente de incorporar perdas, danos e reparações climáticas aos planos de ação climática. Passados dois anos desde a COP27, torna-se fundamental revisitar essas discussões e cobrar dos órgãos governamentais a responsabilidade pelas promessas feitas e pelas metas estabelecidas para a mitigação das mudanças climáticas. Um dos planos mais ambiciosos da COP27 joga luz sobre um debate urgente em nossos ambientes urbanos: como definiremos perdas, danos e reparações climáticas no século XXI?
A criação do Fundo de Perdas e Danos na COP27 é um exemplo claro do progresso alcançado no enfrentamento dos impactos climáticos. Na expectativa pela próxima COP29, que ocorrerá em Baku, no Azerbaijão, em novembro de 2024, espera-se que o evento dê continuidade a esses esforços com o lançamento de um novo fundo climático. Esta iniciativa visa manter o ritmo da COP27 e da COP28, moldando ainda mais a forma como a comunidade internacional enfrenta os complexos desafios de perdas, danos e reparações climáticas.












