Olivia Poston

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Protótipos de arquitetura efêmera: o futuro dos espaços públicos

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Concéntrico regressou a Logroño para sua 12ª edição em junho de 2026, transformando a cidade em um canteiro de trabalho para a arquitetura. Desde a sua fundação em 2015, o festival construiu uma identidade pautada na resistência a uma exposição de design distante e controlada, optando por construir instalações em escala real nas ruas, praças e lotes vazios da cidade. O Concéntrico insere as instalações diretamente na vida cotidiana, engajando moradores/as e visitantes como participantes ativos/as e observadores/as. O programa deste ano reuniu mais de vinte projetos de arquitetos/as, designers e pesquisadores/as atuantes em diferentes geografias e métodos, cada um deles contribuindo para um experimento em escala urbana de reimaginação do espaço público.

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O que é infraestrutura azul? Repensando o papel da água no desenho urbano

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Soluções baseadas na natureza são uma das principais estratégias para a adaptação climática contemporânea e para a resiliência ecológica urbana, adotadas por cidades independentemente de sua geografia ou zona climática. Telhados verdes, florestas urbanas, biovaletas, ampliação da cobertura arbórea, áreas úmidas protegidas e paisagens permeáveis ocupam posição de destaque nos planos municipais de adaptação. Essas intervenções são implantadas nos bairros, distribuídas pelas redes viárias e mensuradas por hectares restaurados, árvores plantadas, águas pluviais retidas ou redução de temperatura. Essa mudança amplia o papel da ecologia nas cidades, estabelecendo elementos ambientais como sistemas de infraestrutura e proporcionando a profissionais de planejamento uma estrutura sólida para integrar sistemas naturais ao desenvolvimento urbano.

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Como o movimento Arts and Crafts ainda molda a arquitetura contemporânea

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O movimento Arts and Crafts costuma ser lembrado como um estilo arquitetônico definido por detalhes artesanais, escala íntima, materiais naturais e pela rejeição ao excesso e à indústria. Sua influência é frequentemente rastreada por meio de características visuais que continuam a aparecer na arquitetura e nos interiores contemporâneos — da madeira exposta e da marcenaria artesanal à ênfase na textura e na permanência —, contudo, reduzir o movimento a um vocabulário estético significa ignorar sua contribuição muito mais significativa. Para William Morris, Philip Webb, John Ruskin e seus contemporâneos, a arquitetura era uma questão de como as coisas eram feitas, quem as fazia e se o processo de feitura poderia cultivar dignidade, significado, cultura e beleza.

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A arte do design de sorveterias

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A sorveteria funciona como um exercício de branding por meio do lúdico em espaços comerciais e de varejo, um pequeno gesto arquitetônico projetado para atrair pessoas que passam pela rua ou pelo parque. De centros urbanos densos a tranquilas cidades litorâneas, profissionais de design recorrem repetidamente a cores, materialidade e à curiosidade infantil como as principais ferramentas para esses espaços. Essa consistência parece persistir independentemente do clima, da cultura ou do contexto, indicando que os fios condutores do design estão interligados pela experiência e pela indulgência.

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Uma linguagem arquitetônica do resfriamento artificial: sombra, névoa e autonomia

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Concéntrico retornou a Logroño em junho para sua 12ª edição, transformando a cidade em um campo de trabalho para a arquitetura. Desde sua fundação em 2015, o festival consolidou sua identidade ao rejeitar a lógica de exposições de design distantes e controladas, construindo instalações em escala real nas ruas, praças e terrenos baldios da cidade, de modo a integrar habitantes e visitantes ao cotidiano urbano. A programação deste ano reuniu mais de vinte intervenções de arquitetos/as, designers e pesquisadores/as que atuam em uma ampla variedade de geografias e métodos, em que cada proposta contribui para um experimento em escala urbana voltado a reimaginar o espaço público.

Nem fazenda, nem hotel: por que o agroturismo precisa de uma tipologia arquitetônica própria

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato de ensaios opinativos sobre questões críticas que moldam nosso campo.

O agroturismo é comumente compreendido como um modelo híbrido, composto pela sobreposição equilibrada entre as indústrias da agricultura e da hospitalidade. Sob essa perspectiva, o agroturismo é valorizado como uma variação de um tema existente, uma atividade complementar sobreposta à produção rural. Essa abordagem já não se sustenta no século XXI, uma vez que a escala e a independência do crescimento do agroturismo o transformaram em um setor econômico distinto — com consequências arquitetônicas que nem a agricultura nem a hospitalidade, de forma isolada, são capazes de abordar.

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Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano

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À medida que as cidades ao redor do mundo se preparam para temperaturas extremas e ondas de calor implacáveis, a arborização urbana surge como uma das melhores soluções para as lideranças combaterem essa realidade. Os benefícios do plantio de árvores para a saúde física, o bem-estar mental e o alívio térmico são amplamente documentados, e uma copa madura pode reduzir a temperatura de um espaço em vários graus em um dia quente. As árvores resfriam o ar por meio da evapotranspiração, filtram poluentes, absorvem as águas pluviais e aumentam a biodiversidade nos espaços urbanos.

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Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima

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A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.

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Paris como Laboratório Vivo: Proximidade, Inclusão e a Escola como Infraestrutura Climática e Social

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O ReGreeneration é um projeto premiado pelo programa Horizon Europe que atua em nove cidades para promover a regeneração urbana por meio de soluções baseadas na natureza, governança participativa e abordagens integradas para a resiliência climática e a equidade social. As nove cidades do portfólio do projeto abrangem uma variedade de tipologias urbanas, escalas e tradições de planejamento, constituindo um laboratório vivo para repensar a transformação urbana sustentável na prática. Cada cidade traz desafios e ambições distintas para a colaboração, e esta série de artigos explora as ações de cada município e o que a comunidade de design em geral pode aprender com elas.

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Escuelita Lochiel: Projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards ressignifica a educação por meio do adobe

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No deserto de altitude do Vale de San Rafael, a poucos quilômetros da fronteira entre os Estados Unidos e o México em Lochiel, Arizona, uma escola de adobe permanece de pé há mais de um século. Construída antes de 1905, antes mesmo de o Arizona se tornar um estado incorporado, a escola atendeu a gerações de estudantes de origem mexicano-americana do Arizona e de Sonora, cultivando experiências culturais compartilhadas, histórias e relações que transcendem fronteiras físicas e políticas. Ao longo de décadas de educação e histórias compartilhadas, o local tornou-se um espaço onde a língua e a narrativa fluíam livremente, mesmo com o aumento contínuo das tensões geopolíticas na fronteira. Hoje, trata-se de uma das últimas escolas de adobe de sala única ainda existentes nos Estados Unidos.

O adobe está entre as tecnologias construtivas mais antigas do sudoeste americano e figura entre as mais exigentes em termos de conservação. Em climas desérticos, as paredes de terra enfrentam um desgaste intenso decorrente de temperaturas extremas, fissuras causadas por variações sazonais e deterioração acelerada após tempestades. Essas vulnerabilidades exigem uma manutenção contínua e especializada ao longo de muitas estações e décadas consecutivas. Após anos de abandono progressivo e ameaças estruturais, um esforço de restauração que durou doze anos — promovido por membros da comunidade local que compreendiam este edifício como uma infraestrutura cultural crucial — salvou a escola da iminente demolição. O fato de a comunidade ter optado por assumir esse esforço, diante de tudo o que a construção em adobe exige de quem dela cuida, é uma afirmação clara do custo que a perda deste edifício representaria. O resultado é uma estrutura que hoje se ergue como um monumento ao patrimônio mexicano-americano e um arquivo vivo da educação rural fronteiriça.

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Sonhar nas ruínas: como um ritual do sono em Logroño propõe uma nova arquitetura cívica

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As cidades são cada vez mais projetadas para mitigar riscos e, para isso, precisam coletar dados sobre o clima, a infraestrutura, a biodiversidade e a fragmentação social, de modo que a linguagem da resiliência se torne parte integrante do planejamento. No entanto, as condições subjacentes que produzem a polarização, o desengajamento cívico e o colapso ecológico muitas vezes não são questionadas. As ferramentas que dominam a prática urbana tendem a abordar apenas um registro da experiência humana, enquanto as dimensões emocionais e imaginativas da transformação não são tratadas como soluções viáveis.

O filósofo Félix Guattari propôs que a transformação ecológica sustentada depende da atenção simultânea a três ecologias distintas: a ecologia da mente, a ecologia da sociedade e a ecologia do meio ambiente. As políticas ambientais hegemônicas tendem a se concentrar em apenas uma ou duas delas, achatando uma condição complexa em um problema delimitado com uma resposta clara. Rituais ancestrais nos lembram que a transformação depende de práticas que engajam simultaneamente o corpo, a comunidade e o meio ambiente.

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Projetando com sistemas vivos: conheça as obras de Yong Ju Lee Architecture

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O que significa praticar a responsabilidade ecológica para além de métricas de desempenho ou cálculos de carbono? Como a fabricação pode se tornar um método de projeto em vez de apenas um resultado final? Fundado em Seul, o Yong Ju Lee Architecture é um escritório liderado pelo arquiteto e pesquisador Yong Ju Lee. Por meio de instalações, propostas baseadas em pesquisa e projetos culturais, o estúdio posiciona a arquitetura como uma disciplina experimental enraizada no fazer: um processo no qual o projeto emerge tanto do comportamento dos materiais, da prototipagem e da lógica de fabricação quanto do desenho ou da representação. Unindo a prática profissional e a academia, seu trabalho constantemente expande o repertório arquitetônico por meio do design computacional, da pesquisa de materiais experimentais e de um compromisso contínuo com a ecologia como responsabilidade e motor de projeto. Em 2025, o estúdio foi selecionado como um dos vencedores do ArchDaily Next Practices Awards.

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Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana

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O projeto ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe liderada pela Inetum e apoiada pelo C40 Cities, pela ARUP, pela Placemaking Europe, entre outros parceiros, atua como uma colaboração ativa entre governos locais, empresas privadas, academia e organizações da sociedade civil na interseção entre regeneração urbana, espaços públicos verdes e desenho em escala de bairro. Sua premissa aborda como as cidades europeias são construídas e mantidas, e de que forma vivenciam as mudanças climáticas, defendendo que os centros urbanos precisam mudar estruturalmente para continuarem habitáveis diante das crescentes pressões climáticas.

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Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço

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Durante séculos, a arquitetura foi definida por uma permanência estática. Presume-se que um edifício seja fixo, com suas paredes e fundações imóveis no espaço. No entanto, um número crescente de arquitetos/as vem questionando essa premissa ao incorporar o movimento na própria essência e nas estruturas tectônicas das edificações.

Quando coberturas se articulam, paredes deslizam e estruturas inteiras respondem a seus/suas ocupantes, algo extraordinário acontece: os espaços arquitetônicos tornam-se componentes ativos dos rituais cotidianos. Esses momentos de abertura, fechamento, deslocamento e transposição espacial ancoram os edifícios no momento presente e exigem um engajamento ativo dos/as usuários/as. A arquitetura deixa de ser apenas um objeto ou monumento para se transformar em uma coreografia de participação.

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Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional

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O futuro dos hubs de transporte nos Estados Unidos não será definido por icônicos terminais aeroportuários metropolitanos e amplas estações ferroviárias centrais. As comunidades rurais concentram a maior parte da malha rodoviária do país, respondem por quase metade de toda a quilometragem percorrida por caminhões e dão origem a dois terços do transporte ferroviário de carga. Essas realidades posicionam os hubs de transporte rurais como pontos vitais de acesso regional e centros de distribuição que moldam a mobilidade nacional fora dos modelos de expansão urbana.

Os hubs de transporte rurais nos Estados Unidos são âncoras cívicas e logísticas essenciais cujo sucesso não pode ser medido a partir de métricas urbanas. Em vez de replicar os hubs de transporte de tipologias urbanas densas, os/as projetistas estão desenvolvendo modelos arquitetônicos que refletem as realidades rurais: populações dispersas, infraestrutura predominantemente voltada à carga, multimodalidade modesta, desafios de segurança e demandas de acesso social. Em muitas regiões rurais, um terminal aeroportuário modesto sustenta a viabilidade econômica, uma estação de transbordo ferroviário conecta indústrias baseadas em recursos naturais aos mercados nacionais e um terminal de ônibus regional garante o acesso a emprego, educação e serviços essenciais.

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Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos

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O Pós-Modernismo nos Estados Unidos transformou a arquitetura em um palco para a memória cultural, a ironia e o patrimônio em um momento no qual o ambiente construído se tornava menos cívico e mais comercial e curado. No final do século XX, o investimento em arquitetura não se centrava mais em instituições públicas monumentais ou no compromisso federal compartilhado com o espaço cívico. O desenvolvimento privado, a expansão corporativa e os ambientes de consumo moldavam cada vez mais as cidades por todo o país. Os edifícios assumiram um novo papel como imagens culturais, dos quais se esperava tanto a comunicação de identidade e significado quanto o atendimento a uma função.

O Pós-Modernismo começou como uma crítica às promessas esgotadas do modernismo. No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, muitos/as designers já não tratavam o modernismo como algo radical ou socialmente redentor. Os projetos de renovação urbana aceleraram a demolição de bairros históricos, e as batalhas pela preservação do patrimônio levantaram questões urgentes sobre o que os Estados Unidos valorizavam e, em última análise, protegiam. A perda de grandes ícones cívicos, incluindo a Penn Station de Nova York, aguçou a consciência pública de que o progresso muitas vezes ocorre por meio do apagamento. Em Chicago, o arquiteto e provocador Stanley Tigerman capturou esse sentimento de ruptura em sua fotomontagem de 1978, The Titanic, que retrata o Crown Hall de Mies van der Rohe afundando no Lago Michigan, uma imagem contundente do colapso simbólico do modernismo. Os/as arquitetos/as pós-modernos/as trabalharam em meio a essa turbulência, moldados/as por choques econômicos, excessos corporativos, transformações na produção cultural e um ceticismo crescente em relação às grandes soluções arquitetônicas.

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The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica

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Em 2023, o/a editor(a)-chefe do ArchDaily conversou com Tarek Qaddumi, Diretor Executivo de Design do The Line na NEOM, no encerramento da Exposição do The Line em Riade. Qaddumi descreveu uma cidade tridimensional em camadas, organizada em torno da ideia de uma "esfera de acesso de cinco minutos": comunidades voltadas para pedestres empilhadas verticalmente, conectadas por trens de alta velocidade, livres de carros e da infraestrutura viária convencional, e projetadas para coexistir de forma simbiótica com a paisagem natural do entorno. Tratava-se de uma visão instigante que, no contexto daquele momento, mostrava-se ao mesmo tempo plausível e atraente. Para arquitetos/as e pensadores/as urbanos/as que enfrentam os fracassos do urbanismo do século XX, as ideias propostas mereciam atenção e planejamento.

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Saúde, habitat e infraestrutura cívica: projetando a cidade como um parque nacional

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Cidades em todo o mundo compartilham um objetivo comum: tornarem-se mais saudáveis e verdes, apoiadas por uma infraestrutura cívica que restaure ecossistemas e fortaleça a vida pública. A questão é como alcançar esse objetivo. Metas climáticas globais, códigos de obras locais e normas municipais orientam cada vez mais os/as profissionais de design e planejamento rumo a melhores escolhas. Contudo, muitas cidades ainda enfrentam dificuldades para traduzir essas diretrizes em conforto cotidiano ao nível da rua e em proteção ecológica de longo prazo. O que acontece se a cidade deixar de ser tratada como uma cidade tradicional e passar a ser vista como um parque nacional?

Os parques nacionais operam por meio de sistemas de proteção que tratam o território como uma rede de relações ecológicas, e não como uma coleção de áreas isoladas. Eles estabelecem uma base comum sobre o que deve ser preservado, mantido e tornado acessível ao longo do tempo. Quando essa lógica é aplicada ao ambiente urbano, o sucesso dessa abordagem pode inspirar orgulho e um senso de responsabilidade compartilhada entre projetistas, formuladores/as de políticas públicas e moradores/as, fomentando um compromisso coletivo com a saúde, o habitat e a infraestrutura cívica.

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