À medida que temperaturas recordes assolam as cidades europeias, profissionais do setor reconhecem que a infraestrutura existente está mal equipada para lidar com os impactos das mudanças climáticas. Diante dessa preocupação, a Roofscapes, uma startup surgida na MIT School of Architecture and Planning, desenvolveu soluções inovadoras para ampliar a resiliência climática urbana. Sua abordagem foca na adaptação estratégica de espaços subutilizados, como as coberturas. Ao enfrentar os desafios imediatos impostos pelo calor extremo, o trabalho da startup exemplifica como a inovação arquitetônica pode contribuir diretamente para atender às necessidades de adaptação climática nas cidades. A empresa foi reconhecida como uma das Melhores Novas Práticas de 2024 do ArchDaily por sua abordagem inovadora no enfrentamento de problemas urbanos, como acessibilidade habitacional, perda de biodiversidade, aumento das temperaturas urbanas e reutilização de espaços.
O A' Design Award está de volta com uma nova seleção de premiados/as e uma chamada para inscrições, expandindo os limites do design criativo com uma mensagem clara: "o bom design merece grande reconhecimento". Este ano, um júri composto por 278 membros avaliou propostas em 185 categorias distintas, que incluem o Good Industrial Design Award, o Good Product Design Award e o Architecture Design Award, destacando o melhor do design global.
Com a valorização crescente do solo nos centros urbanos, observa-se uma forte tendência de deslocar os espaços públicos do nível da rua para posições elevadas, como coberturas ou embasamentos entre edifícios. Do ponto de vista do desenvolvimento imobiliário, maximizar a área útil tornou-se crucial à medida que os ambientes urbanos se expandem. Os espaços no nível do térreo são altamente cobiçados pelo comércio devido à sua localização estratégica, que atrai fluxo de pedestres e potenciais clientes, impulsionando a economia e o desenvolvimento das cidades.
Essa lógica financeira, que frequentemente orienta as atividades construtivas e os rumos dos centros urbanos, contradiz os princípios projetuais defendidos durante a era modernista em prol de melhores espaços públicos ao ar livre, como o conceito de 'liberação do solo'. Arquitetos/as como Le Corbusier defenderam esse conceito em projetos como a Villa Savoye e a Unité d'Habitation. Esses projetos modernistas vislumbravam um futuro em que os edifícios seriam elevados para restituir espaços externos abertos e acessíveis no nível do solo para seus/suas usuários/as. No entanto, pelas razões expostas, muitos projetos contemporâneos buscam, em vez disso, replicar a função dos espaços públicos térreos dentro da própria estrutura do edifício.
Projetos de infraestrutura de grande escala frequentemente buscam conectar locais distantes dentro de áreas urbanas, facilitando o transporte, a logística e as atividades comerciais ao longo de suas rotas. Contudo, embora esses projetos interliguem destinos distantes, sua presença física marcante pode afetar significativamente as comunidades locais. Isso pode resultar no isolamento e no distanciamento de bairros anteriormente conectados, na desestruturação de espaços públicos e, de modo geral, em experiências negativas ao ar livre causadas por ruídos, poluição e pela falta de atenção e manutenção dessas infraestruturas.
Ainda assim, diversos projetos bem-sucedidos no ambiente construído conseguiram reintegrar infraestruturas controversas às comunidades por meio de um desenho urbano cuidadoso de espaços abertos. A Coulée verte René-Dumont, em Paris, desponta como um dos primeiros exemplos, enquanto o High Line de Nova York é um dos mais célebres. O High Line demonstra como intervenções ao ar livre bem concebidas podem mitigar o distanciamento causado por grandes infraestruturas, promover a reconexão comunitária, funcionar como polos culturais e econômicos e, inclusive, impulsionar o desenvolvimento imobiliário de seu entorno, como ocorreu em Hudson Yards.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas sem roteiro, que abrem espaço para reflexões aprofundadas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem Michael Tyre, presidente eleito e diretor de design da Amenta Emma Architects, para conversar sobre seus interesses de infância; formação e início de carreira; neurodiversidade no design; o projeto da sala de aula Young Classroom no Smith College; o modelo de design de variação fixa versus segregação; a transição do design focado no ego para a cocriação; a ressignificação do discurso social para a criação de espaços inclusivos; e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140618/the-second-studio-podcast-uma-entrevista-com-michael-tyre-da-amenta-emma-architectsThe Second Studio Podcast
Selecionado como uma das melhores novas práticas de arquitetura pelo ArchDaily em 2024, o Estudio Rare se define como um espaço experimental interdisciplinar. Sediado na cidade de Córdoba, Argentina, seus três sócios fundadores, Agustín Willnecker, Iván Ferrero e Mateo Unamuno, se conheceram enquanto estudavam na Faculdade de Arquitetura da Universidade Nacional de Córdoba. Com uma trajetória jovem, porém notável, a equipe do Rare oferece uma visão livre e dinâmica do design, da arquitetura e da construção. Suas obras, independentemente da escala ou da encomenda, mostram uma relação estreita com a arte, refletindo os diversos interesses e formações pessoais de cada integrante da equipe e de sua rede de colaboração.
Roberto Burle Marx é frequentemente celebrado como uma figura pioneira na arquitetura da paisagem, especialmente por sua abordagem inovadora de integração da natureza aos ambientes urbanos. Sua obra, caracterizada pelo profundo respeito à flora nativa e pelo compromisso com o equilíbrio ecológico, oferece lições valiosas para profissionais contemporâneos da arquitetura da paisagem. Em um momento em que as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade são preocupações globais urgentes, revisitar os princípios de Burle Marx oferece caminhos para criar espaços urbanos que não sejam apenas funcionais e esteticamente agradáveis, mas também resilientes e sustentáveis.
Das décadas de 1930 a 1990, o trabalho de Burle Marx antecipou muitas das preocupações atuais com a sustentabilidade e o bem-estar urbano. Muito antes de termos como "design sustentável" ou "infraestrutura verde" se tornarem comuns, Burle Marx já defendia o uso de plantas nativas, reconhecendo seu papel na criação de ecossistemas autossustentáveis que exigiam intervenção mínima. Seus projetos frequentemente transformavam áreas urbanas degradadas em espaços vibrantes e ecologicamente equilibrados, que não apenas melhoravam o meio ambiente, mas também elevavam a qualidade de vida dos habitantes das cidades.
A grande maioria dos/as profissionais que conheci ao longo dos anos busca recém-formados/as bem preparados/as, prontos/as para serem produtivos/as desde o primeiro dia de trabalho. No entanto, o ensino de arquitetura precisa ir muito além disso. Michael Monti — que nos últimos 20 anos atuou como diretor executivo da Association of Collegiate Schools of Architecture (ACSA), entidade que representa 5.000 docentes de arquitetura e mais de 30.000 estudantes — enfatiza que o ensino de arquitetura deve se apoiar em uma base sólida de valores compartilhados e ética. Somente assim, segundo ele, os/as egressos/as poderão contribuir de forma significativa para o que define como uma "vida civilizada", promovendo a dignidade, a liberdade, a saúde e o bem-estar das pessoas que interagem diariamente com a arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140371/as-escolas-de-arquitetura-sao-responsaveis-por-educar-o-estudante-como-um-todo-em-conversa-com-michael-montiMichael J. Crosbie
Proposta para a cobertura da Catedral de Málaga. Imagem cortesia de Marina Uno Arquitectos
Assim como uma composição musical, existe uma categoria particular de edifícios cuja história se assemelha a uma sinfonia inacabada. Alternando entre notas altas e momentos de silêncio, essas estruturas constituem narrativas intermitentes que atravessam séculos. Um dos casos mais emblemáticos é a Sagrada Família, que está em construção há mais de um século e tem sua conclusão prevista para esta década. Se cem anos de obras não são pouca coisa, outro edifício desse grupo supera de longe essa marca: a Catedral de Málaga, no sul da Espanha, está em construção há mais de cinco séculos.
Impulsionada por influências renascentistas, a construção da catedral teve início em 1528. Desde então, o projeto passou por diversos períodos de interrupção ao longo de sua história, resultando em um marco inacabado. À catedral ainda falta uma de suas torres, há elementos incompletos na fachada e suas abóbadas estão expostas às intempéries devido à ausência de uma estrutura de cobertura. Ao longo dos anos, várias intervenções foram realizadas—incluindo a recente adaptação do acesso turístico às cúpulas—, mas resta uma grande tarefa: o telhado de duas águas. Proposto originalmente em 1764 por Ventura Rodríguez, seu desenho foi reimaginado e agora será executado utilizando técnicas contemporâneas de construção em madeira.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140296/rumo-a-conclusao-da-catedral-de-malaga-o-papel-da-madeira-no-projeto-da-nova-cobertura-de-duas-aguasEnrique Tovar
Como marco da arquitetura religiosacontemporânea de Portugal, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus opõe-se formalmente aos modelos tradicionais representando uma obra livre de estigmas historicistas. Fruto de um concurso de projeto organizado em 1960, ela se destaca por sua dimensão cívica, pelo papel urbano e pelo seu significado antimonumental e social. Ao integrar-se na malha regular do bairro das Avenidas Novas, este exemplar do Movimento de Renovação da Arte Sacra (MRAR) faz parte de um complexo paroquial maior que passa despercebido ao transeunte. Sua rua exterior cria um espaço público inesperado, convidando à entrada e à integração num adro onde arquitetura e cidade se fundem. Finamente trabalhada em termos de espacialidade, detalhes e luz, a Igreja reserva muitas surpresas a quem nela adentra.
O Córrego Cheonggye, conhecido como Cheonggyecheon (청계천) em coreano, corre em direção ao leste pelo coração de Seul, atravessando 13 bairros em quatro distritos da capital da Coreia do Sul. Ao longo de sua história, o córrego desempenhou diferentes papéis na cidade até ser coberto por uma via expressa elevada na década de 1970. Por mais de 30 anos, essa artéria natural permaneceu oculta. Foi apenas em 2003 que o governo municipal lançou um projeto de restauração para reintegrar esse curso d'água urbano ao tecido da cidade, revitalizar a economia local e resgatar a história e a cultura da região. Os esforços de revitalização foram liderados pelo escritório Mikyoung Kim Design. Desde a conclusão do projeto em 2005, o local tornou-se rapidamente uma das atrações turísticas mais visitadas de Seul. Além disso, transformou-se em ponto focal para extensas pesquisas urbanas, com diversos estudos apresentando avaliações positivas sobre o impacto causado no contexto urbano, econômico e ecológico de Seul.
Em uma era em que passamos grande parte do tempo em espaços fechados, a arquitetura contemporânea oferece uma abordagem inovadora: dissolver as barreiras entre o interior e o exterior. Essa fusão, hoje uma característica marcante de muitos projetos atuais, reflete um desejo crescente de viver em sintonia com a natureza, promovendo uma harmonia que transcende as paredes e restaura a conexão humana com o entorno natural. Grandes aberturas que emolduram as paisagens e o uso de princípios do design biofílico diluem os limites entre o interior e o exterior, criando espaços flexíveis e banhados de luz, nos quais a natureza é incorporada ao espaço arquitetônico. Essa integração surge de decisões de projeto meticulosas, viabilizadas por avanços tecnológicos como vidros de alto desempenho e sistemas inteligentes, que permitem essa conexão sem sacrificar o conforto nem a eficiência energética.
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As coleções de metais da Villeroy & Boch impressionam pelos seus materiais de alta qualidade e são ideais para banheiros exclusivos. Imagem cortesia de Villeroy & Boch
Além de louças com design elegante, mobiliário sofisticado e acessórios práticos, a gama de banheiros da Villeroy & Boch também inclui elegantes metais. Assim como ocorre com todos os produtos da marca, sua ampla variedade oferece qualidade duradoura e funcionalidade confiável, garantindo vida útil prolongada graças aos materiais de alto padrão e ao acabamento meticuloso. Além disso, os metais são perfeitamente coordenados com as coleções de banheiro da própria empresa em termos de design e funcionalidade — o selo Top-Together, apresentado pela Villeroy & Boch, destaca combinações particularmente harmoniosas para profissionais de arquitetura e projetistas de banheiros. Ao todo, estão disponíveis 13 coleções de metais, oferecendo uma ampla gama de estilos, tamanhos e formas.
Na manhã de 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais sequestrados atingiram as Torres Gêmeas em Lower Manhattan, um terceiro avião atingiu o Pentágono e um quarto caiu na área rural da Pensilvânia. Ao todo, 2.977 pessoas perderam a vida nos ataques terroristas. Diante dessa perda sem precedentes, a cidade de Nova York prometeu reconstruir Lower Manhattan como um bairro vibrante, ao mesmo tempo em que honraria e preservaria a memória daquele dia. Teve início, assim, um dos maiores projetos de reconstrução da cidade de Nova York, um processo que continua em andamento hoje, 23 anos após a tragédia.
Resistindo a um contexto adverso e contornando suas restrições, surge o Grupo Finca, um coletivo que investiga a prática da arquitetura a partir de uma dimensão artística e pedagógica em Havana, Cuba. Dada a complexidade da situação política e social do país, a arquitetura informal é prática comum: a escassez de recursos, a dificuldade para obter materiais, os altos custos e a falta de mão de obra qualificada, entre outros, são alguns dos desafios enfrentados por profissionais independentes de arquitetura. Além da ausência de um marco legal regulatório que permita trabalhar em condições formais — tanto no mercado de trabalho quanto na aquisição de materiais e insumos —, a construção da arquitetura contemporânea em Cuba vê-se relegada a processos independentes que consigam, de alguma forma, superar esses obstáculos.
Cortesia de BCT Design Group e Gensler | The Wildset
Planos diretores são estratégias abrangentes de projeto que orientam o desenvolvimento futuro de cidades, distritos ou empreendimentos de grande escala. Sob a perspectiva do projeto e da arquitetura, eles buscam equilibrar a necessidade de flexibilidade, a visão de longo prazo e a integração da infraestrutura com o espaço público. Os temas-chave no planejamento de planos diretores costumam incluir desenvolvimento sustentável, conectividade urbana e integração cultural. Os planos diretores moldam não apenas o ambiente físico, mas também o tecido social das comunidades, ao enfatizarem a caminhabilidade, os espaços de uso misto e a fusão entre os ambientes natural e construído. Essas diretrizes de grande escala demonstram o papel fundamental da arquitetura na modelagem do futuro da vida urbana.
Esta seleção com curadoria de projetos não construídos,enviados pela comunidade do ArchDaily, ilustra uma série de estratégias urbanas visionárias. Seja no renascimento da aldeia de Ad-Damun na Palestina, reconectando-se com um rico passado histórico, ou na ousada reconstrução do Complexo Al-Nouri no Iraque como um polo cultural e espiritual, alguns desses projetos dialogam com narrativas complexas de memória e restauração. Do projeto sustentável de Mokolo Green Scarf City em Camarões ao centro de pesquisa de vida marinha no Iêmen, tais propostas evidenciam diversas abordagens para desafios arquitetônicos, com foco na comunidade, no meio ambiente e na preservação do patrimônio cultural. Ao abordarem contextos regionais singulares, essas propostas refletem um compromisso amplo em repensar como a arquitetura pode promover resiliência e inclusão.
A ascensão da sustentabilidade e da economia circular está transformando a indústria da construção, o que tem gerado uma crescente demanda por novos postos de trabalho especializados. Funções como a de gestor/a de sustentabilidade ou consultor/a em economia circular estão se tornando cada vez mais comuns nos projetos atuais.
Diana - Coleção Arcadia. Imagem cortesia de Glamora
As culturas grega e romana lançaram as bases da civilização moderna, deixando um legado duradouro na filosofia, na literatura, na matemática e na arte. Ainda que suas contribuições nessas áreas sejam significativas, por vezes elas acabam sendo negligenciadas. No entanto, em disciplinas como a escultura e a arquitetura, sua influência permanece praticamente inalterada, profundamente enraizada nos ideais clássicos de beleza. Isso se exemplifica em obras canônicas como o Partenon, o Panteão Romano e o Discóbolo, que continuam a cativar por sua proporção, simetria e riqueza de detalhes. Assim, não surpreende que o classicismo greco-romano continue relevante graças à sua atemporalidade estética, revitalizado ao longo de diferentes épocas, do neoclassicismo a propostas contemporâneas.
Nesse contexto moderno, a mitologia greco-romana, os contos épicos e os conceitos arquitetônicos clássicos inspiram um novo olhar sobre a estética dos interiores. Adotando uma abordagem vanguardista do neoclassicismo, uma nova onda de design de interiores utiliza traços marcantes para definir figuras e detalhes, como pilastras e capitéis, ecoando as sinópias dos afrescos históricos. Esses projetos transformam a monumentalidade em atmosferas acolhedoras e elegantes. Ao mesclar referências históricas e contemporâneas, oferecem soluções figurativas inovadoras que criam espaços poeticamente cenográficos. A coleção Arcadia exemplifica essa abordagem, destacando-se como um tributo ao classicismo e apresentando uma narrativa visual única por meio de seus revestimentos de parede.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140366/interiores-modernos-com-um-toque-historico-revestimentos-de-parede-figurativos-para-espacos-cenograficosEnrique Tovar
Reconhecido como uma prática essencial na arquitetura contemporânea, o retrofit vem ganhando destaque ao combinar os benefícios da revitalização de edifícios existentes — sem a necessidade de demolição — com diversas vantagens econômicas e sociais. Essa abordagem tem se consolidado no campo arquitetônico, tanto por meio de exemplos icônicos quanto por iniciativas públicas e privadas.
Desafios contemporâneos e desenvolvimentos tecnológicos inevitavelmente desencadeiam mudanças na forma como projetamos e construímos nossas cidades. A indústria da construção tradicional sofre com ineficiências que tornam os métodos lentos, caros ou prejudiciais ao meio ambiente. O desperdício excessivo de materiais e os longos prazos de execução impõem desafios significativos aos/às profissionais do ambiente construído, evidenciando a complexidade e a rigidez dos processos convencionais de construção. A otimização do tempo e dos recursos físicos na construção exige métodos inovadores que ampliem a eficiência.
Em um setor no qual a inovação costuma avançar no ritmo de cura da argamassa, a WoHo Systems, uma das Novas Práticas de 2024 do ArchDaily, surge como uma força disruptiva que busca enfrentar os desafios globais de sustentabilidade e acessibilidade à habitação. Nascida das raízes experimentais do Ensamble Studio, esta startup de arquitetura utiliza a pré-fabricação e a sustentabilidade como pilares centrais para redefinir as normas da construção e entregar soluções arquitetônicas adaptáveis. Suas soluções visam acelerar e simplificar o processo construtivo, bem como reduzir custos e minimizar o impacto ambiental.
Como a arquitetura flutuante se relaciona com a natureza? De que maneira os espaços de bem-estar se vinculam aos ambientes naturais? Habitar espaços no entorno da água representa um dos grandes interesses e atrativos para a maior parte da população mundial até os dias de hoje. Embora projetar sobre a água implique levar em consideração uma série de variáveis estruturais, econômicas, construtivas, materiais e tecnológicas, conhecer os aspectos climáticos da região — relacionados a precipitações, correntes, ventos, temperaturas e afins — é fundamental para criar arquiteturas que convivam com o mundo natural e não causem danos graves aos ecossistemas.
O fogo é uma força primordial da natureza, possuindo um poder tanto destrutivo quanto protetor ao longo da história humana. Capaz de devastar paisagens, plantações e cidades inteiras, ele também fornece calor, viabiliza o cozimento de alimentos e é utilizado para gerar energia. Essa dualidade evidencia a importância de equilibrar seu uso e controle, especialmente na construção civil, onde a segurança contra incêndios é crucial. Os códigos de obras voltados para a proteção contra incêndios são rigorosos, frequentemente complexos e restritivos, porém essenciais para garantir a segurança dos/as ocupantes.