Buildner anunciou os resultados do seu concurso Hospice - Home for the Terminally Ill, o terceiro de uma série de desafios de ideias arquitetônicas focados na criação de espaços humanizados para pessoas que enfrentam doenças terminais. O concurso incentivou arquitetos/as a irem além dos modelos médicos tradicionais, projetando ambientes que priorizam o conforto, a dignidade e o senso de comunidade.
A linha tênue entre arte e ofício, criatividade e funcionalidade, expressão pessoal e demandas sociais ou industriais é um limite que a arquitetura navega com extremo cuidado. Essa dualidade é cada vez mais moldada pela necessidade urgente de enfrentar os desafios ambientais. Na vanguarda dessa evolução estão os materiais e sistemas construtivos, os blocos de construção essenciais do projeto e da execução. Historicamente, a arquitetura dependia de matérias-primas naturais como madeira, pedra e metais, que definiam os espaços construídos, mas frequentemente sobrecarregavam os ecossistemas. Hoje, a disciplina parece passar por uma transformação profunda, indo além da mitigação de impactos negativos para promover ativamente a regeneração do planeta.
De materiais regenerativos que integram biologia e engenharia a princípios de economia circular que redefinem o uso de recursos, passando por abordagens híbridas que mesclam métodos tradicionais com tecnologia de ponta, essas inovações estão redesenhando as bases do ambiente construído. Neste artigo, recapitamos os principais avanços do ano em materiais e sistemas construtivos, mostrando como estão conduzindo a arquitetura em direção a um futuro sustentável. Seja por meio de materiais que sequestram carbono, de sistemas projetados para desmontagem e reutilização, ou de tecnologias que fundem a natureza à engenharia, esses desenvolvimentos ressaltam o papel essencial que os materiais e sistemas construtivos desempenham na criação de um mundo regenerativo, resiliente e consciente de seus recursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140443/adaptar-respirar-regenerar-vislumbrando-um-novo-capitulo-nos-materiais-arquitetonicosArchDaily Team
Por que demolir quando se pode ressignificar? Uma colaboração entre o ArchDaily e o ICEX destaca as obras mais marcantes de reforma, reutilização, ampliação e renovação construídas recentemente na Espanha. Este concurso enfoca como a arquitetura espanhola valoriza a revitalização de edifícios e centros históricos, recuperando estruturas existentes para promover um desenvolvimento urbano mais equilibrado. Na Espanha, antigas casonas tornam-se joias boutique, e fábricas como o Matadero de Madri se transformam em refúgios culturais—uma mistura inteligente de tradição e estilo moderno. Afinal, o bom design não é construído do zero—ele é construído sobre o que já existe.
Em 2024, a arquitetura continua a evoluir em resposta aos desafios globais, com um foco cada vez maior na sustentabilidade, no contexto cultural e na responsabilidade social. As entrevistas do ArchDaily com arquitetos/as de destaque, como Kengo Kuma e Anne Lacaton, destacam como o design está se voltando para soluções ambientais e centradas na comunidade. Essas conversas também lançam luz sobre vozes emergentes do Sul Global, onde práticas inovadoras enfrentam desafios sociopolíticos e ambientais singulares. Arquitetos/as de regiões como a África, Ásia e América Latina oferecem novas perspectivas, expandindo os limites da arquitetura tradicional para refletir suas diversas narrativas culturais e contextos locais.
Com o fim de 2024, um ano dinâmico que questionou saberes, tradições e inovações, analisamos como os acontecimentos e tendências globais influenciaram o design de espaços internos. No ano passado, a prática da arquitetura suscitou debates globais, desafiando normas e tradições ao mesmo tempo que valorizou regiões antes negligenciadas. O design de interiores, por outro lado, adotou uma postura mais reservada e modesta, priorizando a simplicidade e a individualidade. Um ano depois, os temas gerais da arquitetura e do design de 2023 permanecem os mesmos — ou melhor, reforçados —, mas agora incorporam "experimentações artesanais" por meio de intervenções sutis, semelhantes à acupuntura.
A Rotatória Aebayah projetada pelo ARCHMA Studio. Imagem cortesia de Mujassam Wattan
As cidades são ambientes vibrantes onde a arquitetura, os espaços públicos e a arte se entrelaçam para moldar a experiência humana. Esculturas e marcos urbanos são componentes essenciais do desenho urbano, pois criam conexões culturais e aprimoram tanto a funcionalidade quanto a estética. Essas intervenções definem a identidade de uma cidade, ao mesmo tempo em que estimulam a interação comunitária e o orgulho cívico.
Em Al Khobar, na Arábia Saudita, a arte pública tem desempenhado um papel transformador na reconfiguração da paisagem urbana, com projetos como Alarda, Alkhobar Memory, a Rotatória Aebayah e a Rotatória Albairaq. Essas iniciativas, muitas das quais impulsionadas pelo concurso Mujassam Wattan (MW Award), destacam o profundo impacto da integração da arte ao desenho urbano.
A história dos materiais na construção é uma trajetória de inovação e adaptação às necessidades do entorno. Em suas formas mais rudimentares, por exemplo, os primeiros adesivos eram fabricados a partir de fontes naturais, como misturas de resinas de árvores, cal e água. Posteriormente, culturas como a egípcia refinaram esses métodos, utilizando amido e caseína (proteína do leite) para unir elementos em suas edificações. Essa evolução atingiu um marco com a Revolução Industrial, quando a industrialização e a introdução de compostos sintéticos lançaram as bases para os produtos avançados que conhecemos hoje. Os métodos de produção desses materiais transformaram a construção, otimizando processos e promovendo avanços significativos em prol da sustentabilidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140208/adesivos-arquitetonicos-uma-trajetoria-de-inovacao-rumo-a-um-futuro-sustentavelEnrique Tovar
Estação Ferroviária de Salford Central, Manchester. Imagem cortesia de Pilkington
A infraestrutura compreende os serviços essenciais que as áreas urbanas devem fornecer para garantir o acesso a padrões fundamentais de saúde e bem-estar, tais como saneamento básico, energia, vias públicas, transporte e comunicação. Mais do que uma rede funcional, ela desempenha um papel transformador na maneira como as pessoas vivem, trabalham e se conectam. As estações de trem, por exemplo, vão além de suas funções de mobilidade para se tornarem centros de interação social, polos econômicos e símbolos de desenvolvimento sustentável. Seu projeto reflete um equilíbrio delicado entre funcionalidade, segurança e valor arquitetônico, ilustrando como a infraestrutura pode aprimorar e transformar as experiências urbanas.
Ao longo do ano, a equipe de curadoria do ArchDaily se dedica em abastecer e expandir nossa biblioteca de projetos. Distribuídas por todo o mundo, cada curadora analisa cuidadosamente os melhores projetos provenientes de suas respectivas regiões, em um esforço para alcançar uma representação diversificada das mais inspiradoras e inovadoras obras construídas. A equipe está sempre buscando por práticas emergentes, novas tecnologias e o resgate de técnicas de construção tradicionais. Ao promover tanto iniciativas de cunho social, bem como grandes obras de arquitetos renomados, procuramos oferecer uma visão holística atual do ambiente construído, que é transmitida por meio da retrospectiva anual de projetos.
O ambiente construído impacta significativamente a saúde pública; no entanto, seu potencial como ferramenta de promoção da saúde ainda é pouco reconhecido. Historicamente, profissionais de arquitetura e urbanismo têm explorado as conexões entre design e saúde, identificando fatores fundamentais que melhoram o desempenho de um edifício em termos de saúde. Profissionais do ambiente construído dispõem de evidências contundentes de como intervenções espaciais podem melhorar os resultados de saúde, mas profissionais da área da saúde frequentemente carecem dessa perspectiva. Romper esses silos é essencial para a criação de espaços que promovam o bem-estar dos/as ocupantes.
A probabilidade de que sua próxima partida de basquete favorita aconteça sobre um piso de vidro personalizável e interativo é relativamente alta. Mais do que isso, as chances de que essa maravilha de vidro seja fabricada pela ASB GlassFloor são significativamente maiores. No mundo em constante evolução da arquitetura esportiva e corporativa, elementos de design inovadores ganham cada vez mais protagonismo. Um desses marcos que vem chamando a atenção é o piso de vidro—um recurso que, embora pareça uma novidade recente, tornou-se um elemento essencial em arenas de grande prestígio ao redor do mundo. Mas, além de iluminar quadras esportivas, a ASB GlassFloor tem muitas cartas na manga para surpreender o mercado. A entrada no segmento corporativo é apenas um desses movimentos estratégicos.
Em 2024, uma ampla variedade de temas foi explorada em profundidade, com foco específico em detalhes arquitetônicos e sistemas construtivos. Esses artigos trazem reflexões valiosas sobre os aspectos técnicos e funcionais da arquitetura, frequentemente negligenciados. Ao desviar a atenção da estética, dos materiais e da volumetria espacial, os textos revelam a relevância de minúcias complexas e dos sistemas construtivos que sustentam a visão arquitetônica mais ampla de projetos contemporâneos.
A execução desses elementos aparentemente pequenos é fundamental para moldar como a arquitetura é percebida e vivenciada. Especificar e desenhar um detalhe bem planejado assemelha-se a determinar o parafuso correto na fabricação de um carro — o passo de sua rosca, seu material e seu comprimento —, podendo influenciar drasticamente não apenas o sucesso de um projeto arquitetônico, mas também a qualidade da experiência humana que ele proporciona. Tais detalhes, embora frequentemente vistos como triviais e não figurem entre os elementos mais visíveis de grandes obras, impactam profundamente a coesão e a funcionalidade dos projetos.
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Imagens do conceito de design "airPure" (renderizações 3D). Imagem cortesia de Johnson Controls-Hitachi Air Conditioning
Os primeiros sistemas de ar-condicionado foram criados pelo engenheiro eletricista Willis Carrier em 1902 para resolver um problema de uma gráfica no Brooklyn, em Nova York, onde a umidade ameaçava arruinar o papel. Desde então, o ar-condicionado evoluiu de um sistema revolucionário de conforto térmico para um elemento essencial em residências e locais de trabalho. Inicialmente, as unidades eram grandes e centralizadas, ocultas devido à natureza de seus sistemas de dutos. No entanto, essa abordagem está mudando rapidamente, à medida que aparelhos de ar-condicionado sem dutos, mais eficientes energeticamente, tornam-se mais integrados aos interiores contemporâneos.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais.
Diversos temas são abordados com franqueza e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem as responsabilidades e os papéis do/a Arquiteto/a de Design e do/a Arquiteto/a de Registro (AOR), também conhecido/a como Arquiteto/a Executivo/a, ao trabalharem em conjunto em cada etapa do projeto — desde o pré-projeto ao estudo preliminar, anteprojeto, desenvolvimento do projeto, detalhamento técnico, licitação e obra. A dupla também aborda responsabilidades legais, diferenças de honorários, a sobreposição de conhecimentos e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143139/the-second-studio-podcast-as-funcoes-de-arquiteto-a-executivo-a-e-arquiteto-a-de-concepcao-explicadasThe Second Studio Podcast
Com a passagem do Dia de Ação de Graças e a chegada de dezembro, as festas de fim de ano se aproximam rapidamente. Essa época do ano traz celebrações, férias e planos de viagem a todo vapor. Particularmente no Hemisfério Norte, há uma forte associação entre as festividades de fim de ano e o clima frio e com neve.
Entre as muitas tradições que celebram a estação, uma das mais desafiadoras em termos de logística e arquitetura é a instalação da gigante árvore de Natal do Rockefeller Center, em Nova York. Esse espetáculo de mover uma árvore com mais de 20 metros de altura e cerca de 10 toneladas para um dos centros urbanos mais movimentados do mundo continua a cativar o público e a evocar o espírito natalino todos os anos.
Ao longo dos anos, por meio de projetos como a Green School e as residências do Green Village, o bambu tem se tornado um material cada vez mais popular em Bali, na Indonésia. Embora escritórios de design na região, como o IBUKU, tenham trabalhado majoritariamente com o bambu em sua forma roliça (colmo inteiro), avanços e testes realizados nos últimos anos buscam expandir o uso de vigas de bambu ripado no campo da construção.
Local Comunal San Martín de Orúe, en La Balanza, Comas. Image Cortesía de BIAU
Em meio ao dinamismo e à velocidade que caracterizam a nossa vida no mundo contemporâneo, especialmente em relação às nossas cidades e ambientes construídos, torna-se inevitável reconhecer a importância de preservar espaços de pausa e reflexão, essenciais para abordar e debater os temas fundamentais da arquitetura e do urbanismo de que a nossa sociedade necessita com urgência hoje. A última edição da XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo, realizada de 2 a 6 de dezembro em Lima, no Peru, propiciou um encontro único para esse tipo de reflexão e diálogo. Sob o lema 'CLIMAS: Ações para o bem viver', o evento reuniu arquitetos/as e referências do setor, que durante uma semana participaram de mesas-redondas e palestras, nas quais a discussão se concentrou nos desafios do habitar contemporâneo global, especialmente naqueles compartilhados entre a Espanha e a América Latina, atuando, assim, como uma ponte de conhecimento entre ambos os contextos.
Salzburgo, na Áustria, situada às margens do rio Salzach, é uma cidade onde a história e a arquitetura se fundem de forma harmoniosa. Dominado pelo imponente Castelo M, seu centro histórico reflete um rico patrimônio barroco. Marcos urbanos como a Catedral de Salzburgo, projetada por Santino Solari, e o elegante Palácio Leopoldskron revelam um passado marcado pela imponência e influência cultural. Quem visita a cidade pode percorrer séculos de evolução arquitetônica por suas ruas, desde fortalezas medievais até o esplendor barroco, tudo isso em um sítio declarado Patrimônio Mundial da UNESCO. A cada inverno, esse cenário acolhe o Mercado de Natal de Salzburgo, reconhecido como um dos mercados de Advento mais antigos da Europa, com origens que remontam ao "Tandlmarkt" do século XV.
No entanto, Salzburgo também se revela uma cidade de contrastes. A arquitetura moderna deixou sua marca, integrando-se de forma equilibrada ao cenário histórico. Projetos modernos como o Stadt Park Lehen e o Paracelsus Bad & Kurhaus destacam o design contemporâneo, enquanto o Instituto de Farmácia e a Extensão Gusswerk trazem um novo frescor ao tecido urbano local. Esse equilíbrio entre o antigo e o novo define Salzburgo, onde cada camada arquitetônica contribui para a narrativa dinâmica e em constante evolução da cidade.
As janelas são um elemento arquitetônico essencial cuja função básica, embora simples, continua vital. Projetadas primordialmente para permitir a entrada de luz natural e facilitar a circulação do ar, elas desempenham um papel constante no cotidiano, apresentando uma dualidade interessante. Sob a perspectiva artística, pintores como Johannes Vermeer e Henri Matisse as utilizaram como ferramentas expressivas, explorando sua capacidade de emoldurar vistas e contar histórias. Em contrapartida, em sua dimensão arquitetônica contemporânea e minimalista, as janelas transcenderam as escalas e os desenhos tradicionais, criando conexões espaciais fluidas entre o interior e o exterior. Para além da inovação formal e estilística, essa evolução encontra eco nos conceitos e tratados fundamentais que orientam a arquitetura desde o passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140551/como-emoldurar-uma-vista-que-vale-a-pena-emoldurar-principios-vitruvianos-e-a-janela-idealEnrique Tovar
A cada ano, a equipe de Curadoria de Projetos do ArchDaily rememora a vasta gama de obras publicadas ao longo desse período, apresentando retrospectivas que permitem não apenas identificar tendências e variações na produção arquitetônica, mas também reconhecer de que forma impactam a nossa audiência. No ArchDaily Brasil, a seleção anual de melhores casas – que ano após ano, segue permanecendo como nossa categoria de projeto mais popular – representa uma amostra das variadas soluções, estratégias, técnicas e materiais encontrados na arquitetura residencial dos países de língua portuguesa.
A Catedral de Notre-Dame foi reaberta em 7 de dezembro de 2024, recebendo visitantes pela primeira vez desde o incêndio de 2019. A restauração da Catedral de Notre-Dame foi um empreendimento monumental, liderado pelo arquiteto-chefe Philippe Villeneuve, com a assistência de Rémi Fromont e Pascal Prunet. O projeto envolveu aproximadamente 2.000 artesãos e artesãs, 250 empresas e cerca de 900 milhões de dólares, demonstrando a escala imensa e a complexidade dos trabalhos executados sob um prazo apertado. Apesar do marco histórico da reabertura antes do fim do ano, as obras de restauração ainda não foram concluídas, estando programadas para continuar até 2026.
No cenário atual da arquitetura e do design, já não basta apresentar plantas ou desenhos técnicos a clientes — o desejo é visualizar o produto final antes mesmo do início da construção. É justamente nesse contexto que entram em cena os estúdios de visualização 3D. Ao oferecer renderizações fotorrealistas, passeios virtuais e configuradores interativos, esses estúdios facilitam a comunicação de ideias por parte de arquitetos/as, deixando uma impressão duradoura em seu público. Com o auxílio dessas ferramentas de última geração, arquitetos/as podem criar apresentações impressionantes que de fato proporcionam o efeito "uau" em todas as etapas do projeto. Veja a seguir como o estúdio DEGO render alcança esse resultado com suas soluções singulares.
Um olhar sobre a maioria das cidades da América Latina revela semelhanças impressionantes entre os países, do México à Argentina: a maior parte das cidades possui uma área bem definida conhecida como "El Centro" (O Centro), articulada em torno de uma praça principal (Plaza Mayor), ladeada por uma igreja de um lado e edifícios institucionais fundamentais, como a prefeitura, de outro. Isso não é mera coincidência, mas sim o resultado de um sistema de planejamento urbano estabelecido durante a colonização espanhola das Américas nos séculos XVII e XVIII. Esse sistema forneceu diretrizes padronizadas para o desenho urbano em todos os seus vice-reinados. Ao contrário das colônias francesas e inglesas, os assentamentos espanhóis seguiam regulamentações estritas que contribuíram para o surgimento de uma identidade urbana compartilhada, resultando em cidades com lógica espacial e coesão arquitetônica semelhantes, independentemente de suas diferentes escalas e contextos.