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Vozes do ArchDaily: Christele Harrouk

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A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.

Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais. 

Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China

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O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.

Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.

Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.

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Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão

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Discussões federais recentes nos Estados Unidos sobre a reclassificação da arquitetura como uma graduação que não confere mais habilitação profissional intensificaram a necessidade de articular o propósito e a estrutura dos programas credenciados. Esse cenário político gerou um momento no qual a coerência interna dos currículos de arquitetura se cruza com questões mais amplas de bem-estar público, responsabilidade técnica e os deveres éticos que definem a competência profissional. O ensino de arquitetura nos Estados Unidos exige uma análise que reconheça sua lógica pedagógica interna e as pressões externas que moldam sua recepção contemporânea.

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Osaka: Ambiguidade arquitetônica no tecido urbano

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"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.

Playgrounds inclusivos: todos os corpos podem brincar por meio da arquitetura

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O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.

Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar

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A Milan Design Week 2025 é um dos eventos mais importantes do mundo do design, ocorrendo de 8 a 13 de abril. Seguindo a tradição dos anos anteriores, a cidade de Milão abrigará uma variedade de exposições, instalações e debates em seus diversos distritos, cada um oferecendo uma atmosfera única e um foco temático próprio. Paralelamente ao consagrado Salone del Mobile 2025, no amplo centro de exposições Rho Fiera, haverá inúmeras atividades e iniciativas coordenadas sob a agenda do Fuorisalone. Este artigo serve como um guia para navegar pelos diversos eventos, destacando os principais locais e instalações, desde a grande feira até os vibrantes distritos de design e espaços singulares, como pátios históricos e áreas industriais revitalizadas.

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De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial

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Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.

Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.

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A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México

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A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.

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Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico

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Historicamente — a exemplo de outras formas culturais — a arquitetura tem sido documentada, compartilhada e promovida principalmente pela mídia impressa. Livros, periódicos e revistas veiculavam os argumentos e as imagens da disciplina e, como a prática arquitetônica depende fortemente da comunicação visual, os periódicos impressos criavam uma ponte entre as publicações acadêmicas e as revistas comerciais. Ao longo das décadas do pós-guerra, volumes belamente produzidos estabeleciam um ponto de vista coletivo, sinalizando o que o campo profissional amplamente considerava digno de discussão ou exemplar.

Nos principais centros culturais, um punhado de publicações moldava esse discurso: suas perspectivas eram tipicamente sofisticadas, profissionais e cuidadosamente editadas — sintetizando uma produção global difusa em uma pequena constelação de projetos notáveis. É indiscutível que o sistema privilegiava certas práticas e geografias, mas ele também ampliava o alcance da arquitetura para públicos mais amplos. Os edifícios começaram a se fixar no imaginário popular; o turismo cultural — viagens realizadas expressamente para vivenciar a arquitetura — deixou de ser uma raridade para se tornar um ritual.

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Fachada cerâmica sob medida da Faveker traz personalidade e eficiência à nova Escola Secundária de Muskiz

O novo edifício da Escola Secundária de Muskiz (Biscaia), projetado pelo escritório BAT Architecture, tornou-se um símbolo de referência em arquitetura sustentável para centros educacionais. Projetado de acordo com os critérios Passivhaus e construído com madeira laminada cruzada (CLT), o projeto alia inovação e conforto ao cuidado ambiental.

Nessa equação, a fachada ventilada cerâmica da Faveker, projetada sob medida tendo como base seu sistema GA16, desempenha um papel fundamental. Essa pele cerâmica precisa e luminosa melhora a eficiência energética do edifício e confere-lhe uma personalidade arquitetônica única que se harmoniza com o entorno natural.

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© Aitor Estévez
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Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão

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O patrimônio arquitetônico e artístico do Uzbequistão reflete uma história multifacetada, moldada por séculos de intercâmbio cultural ao longo da Rota da Seda. Dos conjuntos monumentais de Samarcanda e Bucara às instituições científicas e educacionais da era timúrida, a arquitetura tem sido, há muito tempo, um vetor de identidade e conhecimento em toda a região. No século XX, Tashkent emergiu como um novo laboratório urbano, onde os ideais modernistas se encontraram com as tradições artesanais locais e o pragmatismo ambiental. A reconstrução da cidade após o terremoto de 1966 tornou-se um momento decisivo, fundindo o urbanismo soviético com a estética regional para produzir uma expressão de modernidade tipicamente central-asiática, que traduziu a continuidade cultural em concreto, vidro e luz.

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Vozes do ArchDaily: Jonathan Yeung

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A trajetória na arquitetura de Jonathan Yeung começou a partir de seu profundo apreço pela experiência física e corpórea de se mover por espaços minuciosamente detalhados. Tendo crescido e estudado em diferentes lugares—Hong Kong, Kyoto, Cambridge e Berkeley—, ele desenvolveu uma sensibilidade para a forma como a arquitetura reverbera culturalmente, muitas vezes de maneiras que transcendem explicações simples. Para Jonathan, a arquitetura evoluiu de uma experiência incorporada para uma poderosa forma de expressão, abrangendo projeto, construção e escrita. O trabalho editorial tornou-se, naturalmente, uma extensão dessa exploração, oferecendo-lhe uma plataforma para refletir sobre ideias arquitetônicas sob múltiplas perspectivas.

Ele aborda a curadoria editorial com foco em questões de relevância persistente—temas que convidam a discussões complexas e multifacetadas, fundamentadas em dilemas sociais, culturais ou arquitetônicos. Busca projetos marcados por intencionalidade e excelência: obras que desafiam limites, refinam o cotidiano em algo excepcional ou revelam nuances espaciais e materiais sutis que moldam nossa experiência do ambiente construído. Seu interesse pelo detalhamento arquitetônico destaca-se como um tema recorrente, evidenciando o ofício e a precisão que contribuem para espaços duradouros e atemporais, muitas vezes negligenciados no discurso mais amplo.

Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados

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A Ciência das Cidades, uma profissão em rápida expansão, é o estudo científico e a engenharia dos sistemas urbanos. A área utiliza tecnologias avançadas, big data e a física de sistemas complexos para enfrentar desafios como descarbonização, mobilidade e habitabilidade. Em sua essência, a ciência das cidades baseia-se em soluções orientadas por dados. Ela emprega estatística, modelagem e inteligência artificial para revelar as dinâmicas ocultas das cidades, desde o consumo de energia até o movimento humano. Além disso, adota estratégias que reduzem as emissões de carbono, aumentam a eficiência e promovem ambientes urbanos mais sustentáveis e resilientes.

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Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento

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Nas variadas geografias da Índia, dos canais costeiros às cidades-fortaleza no deserto, a arquitetura evoluiu com uma conexão profunda e instintiva com o clima. Não se tratava de tradições artesanais isoladas, mas de sistemas ecológicos completos nos quais os ciclos de materiais, o conforto térmico e o conhecimento comunitário eram interdependentes. À medida que a COP30 direciona a atenção global para as conexões entre patrimônio e resiliência climática, as práticas vernáculas da Índia surgem menos como artefatos históricos e mais como tecnologias climáticas refinadas ao longo de séculos.

As tradições construtivas de madeira, cal, terra e bambu da Índia compartilham um fio condutor: baseavam-se em materiais locais, resfriamento passivo e sistemas de construção projetados para serem reparados, renovados e reutilizados. Em uma era dominada pelo cimento, pelo aço e pelo desenvolvimento urbano baseado em demolições, essas antigas culturas materiais demonstram uma circularidade silenciosa que volta a parecer radical.

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De Acapulco a Copenhague: 8 projetos exibidos na Bienal de Veneza 2025 que reivindicam a arquitetura existente para cidades regenerativas

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Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora a regeneração como um processo deliberado e inteligente, enraizado nas condições específicas de cada lugar. Há décadas a Bienal funciona como um campo de testes para as ideias mais urgentes da arquitetura, permitindo que designers, pesquisadores/as e instituições apresentem visões que respondem a desafios ambientais, culturais e sociais em constante evolução. Os projetos deste ano revelam que a regeneração — seja de uma cidade costeira inteira, de uma área industrial desativada ou de um espaço público negligenciado — exige mais do que simplesmente substituir o antigo pelo novo. Ela demanda uma leitura precisa dos contextos existentes, a preservação do conhecimento incorporado e a integração cuidadosa das necessidades contemporâneas.

As oito obras selecionadas mostram que a regeneração pode surgir de múltiplos pontos de partida: a reativação do patrimônio por meio do reuso adaptativo, a restauração de sistemas ecológicos como parte do planejamento urbano, o desenvolvimento de estratégias abertas e modulares para a renovação de habitações de interesse social ou a sobreposição de inovações tecnológicas a práticas historicamente enraizadas. Embora a escala da intervenção varie, cada projeto demonstra sensibilidade em relação ao que já existe no local — sejam recursos materiais, padrões urbanos ou a memória cultural — e a disposição de trabalhar com esses ativos como catalisadores de transformação. Juntos, eles sugerem que a regeneração precisa começar em algum lugar, e que seu sucesso reside no equilíbrio entre a inovação e a inteligência do que já existe.

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Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia

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Apontado como a nova era da construção, o Building Information Modeling (BIM) conquistou a atenção global com sua promessa de coordenação fluida, orçamentos reduzidos e novos patamares de eficiência. No entanto, no cenário da construção civil na Índia, a adoção dessa tecnologia revela uma história mais complexa, marcada por barreiras culturais e limitações técnicas.

"A maior barreira não é a tecnologia, mas sim a cultura de planejamento", explica Rahul Bahl, Diretor Executivo da Krishna Buildestates Pvt Ltd, destacando o que talvez seja o desafio mais fundamental do BIM na Índia. "O BIM exige que cada detalhe seja definido antes do início da construção, desde a localização dos interruptores elétricos até os acabamentos finais. Na Índia, costumamos iniciar as obras apenas com a estrutura bruta resolvida e passamos os meses seguintes aplicando engenharia de valor ao longo do processo."

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Projetando com fumaça: a chaminé como instrumento arquitetônico e ambiental

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As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.

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O papel da tecnologia no design do futuro: perspectivas do SCI-Arc na Bienal de Veneza

A 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza conta com uma presença marcante da comunidade da SCI-Arc, incluindo estudantes, ex-alunos/as e docentes. Seus trabalhos estão presentes em diversos contextos—desde pavilhões nacionais até instalações independentes e projetos de pesquisa—, dialogando criticamente com o tema deste ano, Intelligens. A mostra se consolida como uma plataforma instigante para explorar questões fundamentais da pedagogia da SCI-Arc: o futuro do design, o papel da tecnologia e as possibilidades da experimentação arquitetônica.

A Cidade como Interface: Como as Cidades Legíveis Repensam o Wayfinding Através do Design de UX

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Disciplinas de design, como o de experiência do usuário (UX), evoluíram para se destacar na criação de experiências que tornam as interfaces digitais navegáveis. Elas alcançam esse objetivo por meio de uma compreensão profunda das necessidades do público usuário e pelo mapeamento de suas jornadas com atenção meticulosa aos detalhes. A cidade representa uma interface física vivenciada por uma diversidade de público — habitantes, turistas, pessoas de várias idades e gêneros, cada qual experimentando-a de forma única. Em uma época em que as interfaces digitais são projetadas para proporcionar experiências fluidas e sem atrito, por que muitas cidades continuam difíceis de navegar?

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Vozes da ArchDaily: Mohieldin Gamal

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Nascido no Sudão e atualmente sediado em Londres, Mohieldin Gamal traz uma perspectiva única para a arquitetura, moldada por sua profunda conexão tanto com sua terra natal quanto com a prática global. Seu fascínio precoce pela arquitetura começou em 1995, durante a construção de sua escola primária, onde ele percebeu pela primeira vez a importância da materialidade, do design climático e do contexto histórico. Essas experiências formativas lançaram as bases para sua abordagem multifacetada da arquitetura, atuando tanto na prática profissional quanto na escrita.

Mohieldin estudou arquitetura na Universidade de Nottingham e adquiriu uma experiência valiosa trabalhando em renomados escritórios no Reino Unido. Em 2021, retornou ao Sudão para lecionar na Universidade de Cartum e ajudou a fundar a seção sudanesa do Docomomo, reforçando seu compromisso com a preservação e a promoção do patrimônio arquitetônico do país. Seu trabalho se concentra em explorar arquiteturas pouco documentadas e as complexas forças históricas, políticas e econômicas que moldam as práticas construtivas na África e em outras regiões.

Madri: Uma confluência vibrante de história, modernidade e regeneração urbana sustentável

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É quase impossível falar de Madri, a capital espanhola, que, além de seu evidente apelo turístico e de sua liderança como a cidade mais visitada do país — seguida por Barcelona —, é indissociável de sua longa história e evolução até os dias atuais. Em 2024, Madri recebeu mais de 11,2 milhões de visitantes, o que representou aproximadamente 11,9% do total de turistas que chegaram à Espanha naquele ano. Grande parte da identidade da cidade, a singularidade de cada um de seus bairros e as novas áreas desenvolvidas ao longo dos anos estão profundamente ligadas a um crescimento que, embora planejado e modernizado em muitos aspectos, conseguiu preservar o caráter diverso que define sua essência urbana.

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De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick

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Do Scalo Farini em Milão ao centro de Chicago, e do interior da Toscana às iniciativas de retrofit no Reino Unido, anúncios recentes demonstram como a arquitetura está evoluindo em resposta às metas climáticas, à identidade cultural e à transformação urbana. A nova sede da UniCredit, projetada por Herzog & de Meuron, ancorará uma das maiores áreas de requalificação urbana da Europa, com foco em sustentabilidade e inovação nos espaços de trabalho. Ao mesmo tempo, o projeto de estádio do Gensler para o Chicago Fire FC busca redefinir a experiência de dia de jogo nos EUA, integrando-se a um grande empreendimento na orla. Na Toscana, o Pavilhão Sapaio, do escritório Alvisi Kirimoto, mescla produção agrícola com sensibilidade arquitetônica, enquanto no Reino Unido, o RIBA e a The King's Foundation promovem o retrofit como uma agenda nacional. Paralelamente, finalistas como MVRDV, Heatherwick Studio e Mecanoo avançam em um concurso internacional para criar um marco climático destinado a inspirar mudanças comportamentais em grande escala. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode gerar impactos ecológicos, culturais e cívicos de longo prazo.

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‘Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium’: A proposta para o Pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

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Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium é a proposta apresentada para o Pavilhão da Espanha na 19ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza. Com curadoria dos arquitetos galegos Roi Salgueiro Barrio e Manuel Bouzas Barcala, o projeto exibido na sala central do pavilhão tem como objetivo "explorar estratégias-chave para a descarbonização da arquitetura na Espanha."

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Cultivando apartamentos verdes: um guia para integrar a natureza em pequenos espaços urbanos

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A vida urbana tornou-se sinônimo de espaço limitado e soluções criativas para apartamentos compactos. À medida que as cidades se tornam cada vez mais dominadas por concreto e aço, observa-se um aumento empolgante, embora não surpreendente, no interesse pelo cultivo de plantas, mesmo sob as restrições de um ambiente urbano denso. Esse interesse não visa apenas atender a gostos estéticos, uma vez que estudos mostram consistentemente que a exposição à natureza reduz o estresse, melhora o foco e aumenta o bem-estar geral. Contudo, em ambientes urbanos densos, o desafio reside em encontrar maneiras inovadoras de tornar essa visão realidade em apartamentos onde cada centímetro importa.

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