O trabalho artístico do destacado arquiteto chileno Alberto Cruz (1917-2013), vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura em 1975, será exposto na AA Gallery, pertencente à Architectural Association de Londres. A mostra estará em exibição de 11 de novembro a 10 de dezembro de 2022 e abrangerá la obra gráfica do arquiteto e acadêmico sob o título “Observação, Ato e Forma”.
“Historia de las villas en la ciudad de Buenos Aires. De los orígenes hasta nuestros días” é o livro de Valeria Snitcofsky que reconstrói os antecedentes históricos das villas na cidade de Buenos Aires. Fruto de uma pesquisa iniciada em 2003, cujos avanços se materializaram em uma monografia de graduação e em uma tese de doutorado, a obra propõe um percurso que se inicia no final do século XIX. O trabalho se alinha ao objetivo da Fundación Tejido Urbano, focado em promover a pesquisa e a produção de conhecimento sobre a problemática do hábitat e da habitação.
A Autoridade de Redesenvolvimento de Roosevelt Roads (LRA) de Porto Rico lançou uma chamada de propostas (RFP #2022-004) por meio de um concurso de projeto. O objetivo desta licitação é selecionar empresas de arquitetura e engenharia qualificadas para fornecer serviços integrados e completos (incluindo estudos preliminares, projeto, design sustentável, obtenção de licenças, entre outros) para o futuro projeto do Centro de Pesquisa e Inovação em Operações Marítimas (MBRIC). O local do projeto está situado na região leste de Porto Rico, especificamente no antigo píer da Guarda Costeira em Roosevelt Roads, no município de Ceiba. Além disso, o projeto será desenvolvido pela Bluetide Puerto Rico em parceria com a LRA, definindo conjuntamente os requisitos e necessidades para o desenvolvimento do MBRIC, cabendo também à Bluetide supervisionar a operação e manutenção das instalações.
Movimentos artísticos históricos e suas características visuais pavimentaram consideravelmente o caminho para a arquitetura moderna. Ao longo dos anos, arquitetos e arquitetas vêm adotando técnicas e abordagens estilísticas para criar suas próprias composições, fundindo ambas as disciplinas. O cubismo, um dos estilos mais influentes do século XX, e bastante criticado por sua experimentação com uma abordagem artística não representacional, é talvez a inspiração arquitetônica mais significativa. Assim como esse movimento artístico radical rejeitou o conceito então enraizado de que a arte deveria imitar a natureza, profissionais da arquitetura também seguiram essa tendência, projetando estruturas que se apropriaram das características vanguardistas do cubismo para criar edifícios que, até hoje, permanecem como marcos icônicos da profissão.
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Cena de Boxed Life por Miranda Namicheishvili
Múltiplas experiências urbanas são apresentadas no impressionante Mosaico de Filmes do Copenhagen Architecture Festival (CAFx) — desde vivências que afirmam a vida e mostram as cidades como espaços potenciais, se não reais, de lazer, dança, intercâmbio social e construção de comunidade, até experiências claustrofóbicas de uma existência encurralada e sufocante. Para os/as autores/as deste breve ensaio reflexivo, uma série de filmes que retratam essa última perspectiva causou um forte impacto. Cineastas de países tão diversos quanto Azerbaijão, Geórgia, Canadá, Uruguai, Tunísia, Reino Unido e Espanha oferecem expressões artísticas de como as pessoas na vida urbana contemporânea podem se ver impossibilitadas de prosperar, de se diferenciar, de encontrar enraizamento, calma, sanidade ou segurança.
Mobiliário interno nos escritórios da Coromandel | Andreu World. Imagem cortesia de Andreu World
Contar com um espaço físico de trabalho traz inúmeros benefícios intrínsecos, como reunir as equipes em um ambiente colaborativo e oferecer às empresas a oportunidade de consolidar sua cultura e identidade. No entanto, com a ascensão do trabalho híbrido e remoto no início da pandemia, muitos se questionaram se isso significaria o fim do escritório físico. Hoje, decorridos dois anos, a tendência se mostra evidente: em vez de serem completamente substituídos pelo modelo remoto, os escritórios físicos foram adaptados por muitas empresas para atender às novas necessidades de seus colaboradores e colaboradoras. A opção tem sido por espaços integrados, confortáveis e flexíveis que estimulam a criatividade, a colaboração e a produtividade.
Para muitas equipes de projeto, acessar múltiplos aplicativos diariamente para obter informações BIM é a norma. No entanto, esses dados costumam ficar isolados em silos em cada plataforma, o que dificulta a tomada de decisões embasadas, a colaboração e o compartilhamento de informações entre as equipes.
Trata-se de um componente essencial do processo de projeto, no qual as ideações espaciais são traduzidas em forma construída – o desenvolvimento do protótipo. Projetos de arquitetura, ao longo da história e na prática contemporânea, recorrem a protótipos para realizar testes técnicos e estéticos, permitindo compreender melhor a integridade da proposta. É a fronteira difusa entre o experimental e o prático.
Em março de 2021, a ACO e a AIT-Dialog lançaram com sucesso um tour virtual pelos sete continentes do mundo, convidando arquitetos/as, urbanistas, engenheiros/as e arquitetos/as paisagistas a fazerem parte do "beyond.aco | architecture across continents". Agora, a jornada continua: participe do próximo evento ao vivo em 8 de novembro de 2022 e assista a palestras inspiradoras de palestrantes internacionais.
Jim Polshek, que faleceu aos 92 anos na semana passada, foi um premiado arquiteto (Medalha de Ouro do AIA, 2018), designer, defensor público e educador (diretor da faculdade de arquitetura de Columbia de 1973 a 1987). Nascido em Akron, Ohio, no Meio-Oeste americano, ele abriu seu próprio escritório em 1963, fundando o James Stewart Polshek Architects. Com o tempo, o escritório ganhou reconhecimento internacional como Polshek Partnership Architects. Em 2010, os sócios rebatizaram a empresa como Ennead Architects, na qual ele continuou atuando como consultor de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135301/james-stewart-polshek-reflexoes-sobre-uma-vida-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
Como parte do festival de design de 14 dias realizado na Cidade do México, o SPACE10 apresentou a mostra “Deconstructed Home”, com o objetivo de levá-la a diferentes regiões do país. O projeto contou com a participação de cinco designers que, ao longo de seis semanas intensas de pesquisa e experimentação prática, identificaram e exploraram novas possibilidades e usos para o biomaterial de sua escolha.
Realidades Alternativas | AR 2022. Imagem cortesia de Charette _ Por Lau Yee Mu, Ang Hui Yi, Melissa Ho Er Shwen _ Chia Hui Yen - Primeiro Prêmio
Além de diversos outros fatores fundamentais, o sucesso de um projeto de arquitetura depende muito de como ele é comunicado a seus/suas usuários/as e construtores/as. A maioria dos/as arquitetos/as opta por renderizações realistas geradas por computador para apresentar seus projetos, enquanto outros/as preferem explorar diferentes técnicas, traduzindo suas narrativas arquitetônicas por meio de colagens de fotos, esboços, animações, modelos em miniatura hiper-realistas, passeios virtuais, diagramas e, ocasionalmente, roteiros.
A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que são apresentados por meio de diferentes mídias. De um esboço feito à mão para uma requalificação costeira na Noruega a uma composição abstrata de fotografia e desenhos arquitetônicos na Polônia, esta seleção de projetos não construídos apresenta diversas tipologias arquitetônicas e suas visualizações singulares. O artigo também inclui projetos dos Países Baixos, Hungria, Polônia, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina respondem à pergunta: “Devo fazer faculdade de arquitetura?” Ambos abordam a relevância do ensino superior, a experiência no curso de arquitetura, se é necessário estudar a área para exercer a profissão, se ter um diploma ajuda a conseguir emprego, a preparação para o curso, a escolha da formação ideal, os custos da faculdade de arquitetura e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135283/podcast-the-second-studio-devo-fazer-faculdade-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
SUPERTOMATO é uma empresa de serviços focada em design corporativo. Centrados no cliente, oferecemos soluções de design de escritórios eficazes, sustentáveis e voltadas para o futuro.
A SUPERTOMATO está constantemente explorando as formas como as pessoas trabalham, buscando criar, por meio do design, ambientes de trabalho que reflitam a cultura de marca das empresas. Acreditamos que tais espaços são capazes de estimular e aumentar a produtividade, além de promover a saúde física e mental de forma dinâmica.
A SUPERTOMATO auxilia seus clientes a otimizarem seus investimentos em espaços corporativos de maneira inteligente, entregando ambientes que aliam estética e funcionalidade como retorno de valor.
Além de participar do desenvolvimento do Centro de Serviços ao Cidadão de Xiong'an — um projeto de escala nacional —, a equipe da SUPERTOMATO também conta com projetos realizados em Hong Kong, nos Estados Unidos, na Índia, entre outras regiões.
A SUPERTOMATO busca novos impulsos por meio de um constante questionamento interno:
No início dos anos 1980, quando assisti pela primeira vez ao filme The Social Life of Small Urban Spaces e, logo depois, li o livro, ambos de autoria de William H. Whyte, aquilo me fascinou. Eu já conhecia Holly — como era carinhosamente chamado — desde a minha época de repórter no New York Post nos anos 1970, e costumávamos ter ótimas conversas sobre a cidade de Nova York, os erros cometidos por planejadores/as urbanos/as e o descaso de incorporadores/as imobiliários/as. Nos anos 1980, eu já trabalhava em meu primeiro livro, The Living City: Thinking Small in a Big Way, e conversava frequentemente com Jane Jacobs, que viria a se tornar uma grande amiga e mentora. Jacobs validava os pequenos esforços comunitários de base (de baixo para cima) em Nova York que eu vinha observando e que seriam os estopins — tantas vezes ignorados — para impulsionar o lento e constante renascimento da cidade. Minhas observações eram categoricamente rejeitadas — e até ridicularizadas — por profissionais de planejamento e de desenho urbano, mas foram celebradas e incentivadas tanto por Whyte quanto por Jacobs, e hoje fazem parte do consenso geral.
Finanças bem gerenciadas podem ser o caminho para o sucesso de um escritório, mas, se não forem mantidas sob controle, rapidamente se transformam em um assassino silencioso. Por quê? Como nós, arquitetos/as, não recebemos muita formação em negócios na faculdade, um dos problemas mais comuns acaba sendo a má gestão financeira.
Equipo Pilares, puntales y vigas. Image Cortesía de Colegio de Arquitectos del Perú - Regional Lima
Foi realizada a premiação do Concurso de Anteprojetos para a ampliação do Country Club Villa – sede Chorrillos, Lima. O Colégio de Arquitetos do Peru - Regional Lima foi convidado pela instituição para organizar o concurso, que foi o primeiro a ser realizado seguindo as diretrizes do Regulamento Nacional de Concursos. Com 489 propostas inscritas, 48 formalmente apresentadas, 3 finalistas e 2 menções honrosas, o concurso busca oferecer à instituição propostas para seus novos ambientes de academia, restaurante e serviços, em consonância com as demandas do clube e altos padrões de qualidade arquitetônica.
Nova Orleans foi projetada em 1721 a partir de uma malha cartesiana. Você a conhece como o famoso French Quarter ou Vieux Carré. Essas malhas ortogonais recebem esse nome em referência ao sistema de coordenadas cartesianas que aprendemos nas aulas de álgebra ou geometria, com eixos perpendiculares X e Y, usados para medir unidades de distância em um plano. Fruto da mente de René Descartes (1596–1650), essas malhas refletem seu racionalismo: a visão de que a razão, e não a experiência empírica ou corporal, é a única fonte e o critério seguro do conhecimento. William Penn utilizou uma malha semelhante em 1682 ao promover a Filadélfia como um paraíso urbano onde a indústria prosperaria em meio à natureza selvagem recém-ocupada. E assim como as construções colossais da arquitetura racionalista italiana (ou seja, fascista) expressam o controle autoritário, as malhas cartesianas também transmitem, implicitamente, a mesma mensagem: Alguém está no comando aqui. Está tudo sob controle. Confiem em nós.
Em parceria com a editora gestalten, publicamos recentemente nosso primeiro livro: The ArchDaily Guide to Good Architecture. Uma pausa para olhar para os mais de 40.000 projetos curados durante os últimos 15 anos, extrair suas contribuições e responder a uma pergunta ambiciosa: O que é boa arquitetura?
Quisemos que vocês — nossos queridos leitores — também enfrentassem essa questão com uma chamada aberta de opiniões. Após ler uma imensa quantidade de comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar de forma generalizada convergências no entendimento de que, antes de tudo, a boa arquitetura não esquece por que e para quem existe. Leia algumas das principais respostas a seguir.
Como uma bela pintura, as janelas revelam os interiores e emolduram paisagens que conectam as pessoas ao mundo exterior, direcionando nosso olhar para o que realmente importa. Contudo, além de emoldurar vistas e facilitar a comunicação visual, as janelas desempenham múltiplas funções essenciais que as tornam componentes vitais em qualquer projeto. Elas iluminam as casas com os raios solares, proporcionam ventilação natural, filtram a luz, isolam contra o frio e o calor, barram a água e garantem proteção. Como a maioria dos/as profissionais de design concordaria, o fechamento em vidro também desempenha um papel estético crucial; seus materiais, estilo e dimensões certamente fazem uma diferença significativa na aparência de fachadas e espaços.
Em 27 de agosto de 1883, o vulcão Krakatoa, nas ilhas da Indonésia, entrou em erupção. Cinzas e rochas foram lançadas a quilômetros de altitude. Barômetros oscilaram três vezes e meia ao registrar a onda de pressão atmosférica circundando o globo. O estrondo foi ouvido do outro lado do Oceano Índico e na Austrália. Durante anos, pequenas partículas de cinza flutuaram na atmosfera, difundindo a luz do sol e dispersando cores pelo mundo.
CHINAS CHINAS é um projeto de pesquisa realizado por FLORA. Consiste em um percurso pela cidade de Buenos Aires, Argentina, a partir da análise tipológica de supermercados chineses. Tem o objetivo de reconhecer e explorar os modos de apropriação e as microescalas domésticas que neles ocorrem, evidenciando que a arquitetura da cidade é moldada a partir das banalidades cotidianas. É assim que a arquitetura ganha sentido quando as condições de vida são dadas pelas próprias pessoas. Habitar (para além do funcional) tem a ver com isso.
Como ocorreu em ocasiões anteriores, o Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio do Chile organizou a montagem de Testimonial Spaces, o mais recente pavilhão nacional apresentado na Bienal de Veneza 2021, no hall do Museu de Arte Contemporânea do Parque Forestal (Santiago) para que possa ser visitado pelo público local.
Embora a chamada que o ministério costuma realizar para a convocatória de cada edição da bienal seja focada no projeto de um pavilhão, o edital especifica que o/a curador/a selecionado/a será responsável pela elaboração de um conceito curatorial e de uma proposta arquitetônica. Certamente, no contexto contemporâneo, a noção de pavilhão é uma categoria amplamente maleável, razão pela qual não deixa de ser interessante essa diferença estabelecida nas próprias bases da convocatória: embora seja evidente que o conceito curatorial deva estar associado a alguma instância arquitetônica relevante, ele não é, necessariamente por si só, uma proposta arquitetônica.