Sunlight House / HEIN-TROY Architects. Imagem cortesia de VELUX
A arquitetura pode moldar o conforto antes mesmo que os sistemas mecânicos entrem em cena? Em um cenário no qual os edifícios respondem por quase 40% do consumo global de energia e as pessoas passam cerca de 90% do tempo em espaços internos, o conforto térmico tornou-se uma das preocupações mais urgentes da arquitetura. No entanto, embora seja frequentemente associado a índices de isolamento, classificações energéticas ou sistemas mecânicos, o desempenho térmico começa com decisões espaciais tomadas muito antes da introdução de equipamentos técnicos. Orientação, fluxo de ar, luz natural e a implantação de aberturas influenciam diretamente como um edifício absorve, retém e dissipa calor ao longo do dia.
O desempenho térmico não se resume a reduzir a demanda de energia, mas também a manter condições internas confortáveis em resposta ao clima. Estritamente ligado ao conforto térmico — a maneira como os/as ocupantes vivenciam a temperatura, o fluxo de ar, a umidade e o calor radiante —, ele influencia a saúde, o bem-estar e a produtividade na mesma medida em que afeta a eficiência operacional. Pesquisas sugerem que ambientes internos saudáveis podem melhorar a capacidade de aprendizado e a produtividade em até 15%, reforçando a relação cada vez mais evidente entre desempenho ambiental, resiliência e qualidade espacial.
Com 48 leitos psicogeriatras e 68 apartamentos acessíveis para cadeirantes, acomodações para cuidadores/as informais e espaço para cuidados domiciliares, o edifício De Keyzer foi inaugurado em Amsterdã em 2011. Seu programa havia sido concebido inteiramente para pessoas idosas que necessitam de assistência, mas, logo após a conclusão da obra, o edifício foi vendido a um fundo de investimento e os apartamentos começaram a ser alugados para famílias jovens com crianças.
Para os/as arquitetos/as do projeto, Tom Frantzen e Karel van Eijken, o episódio poderia ter sido interpretado como uma falha de previsão. Em vez disso, tornou-se uma confirmação. "Isso mostrou, com muita clareza, que os edifícios podem acabar sendo usados de maneiras completamente diferentes das originalmente planejadas", lembra Frantzen. A transformação só foi possível porque os apartamentos eram generosos e porque a estrutura permitia usos mais diversos do que os previstos no programa original. Caso o edifício tivesse sido projetado exclusivamente para sua função inicial, a mudança de uso provavelmente exigiria uma reforma destrutiva ou, em caso extremo, a demolição.
Barcelona é a primeira cidade na história do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA a sediar o evento duas vezes. A edição de 1996, Presente e Futuros: Arquitetura nas Cidades, aconteceu em um momento de forte efervescência, quando a cidade pós-olímpica consolidava um modelo urbano que se tornaria um dos mais estudados e contestados do urbanismo contemporâneo, e quando a arquitetura aprendia a pensar a grande metrópole como seu principal campo de investigação. Trinta anos depois, a mesma cidade retoma a questão sob uma condição distinta: aquela em que o ambiente construído não pode mais ser compreendido como um objeto autônomo, mas apenas por meio dos sistemas ecológicos, materiais e políticos mais amplos que o sustentam. O tema do Congresso de 2026 — Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição — não abandona as preocupações urbanas de 1996; ele as reabre a partir de uma escala planetária.
A equipe de curadoria por trás desta edição, formada por Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres, aborda a arquitetura como uma ferramenta crítica e transformadora enraizada no território, atuando na intersecção entre prática profissional, pesquisa e ensino. Seu programa estrutura o Congresso em torno de seis linhas temáticas interconectadas (Devir Mais-que-humano, Devir Circular, Devir Incorporado, Devir Interdependente, Devir Hiperconsciente e Devir Sintonizado) e o distribui por três locais de características bastante distintas — Les Tres Xemeneies del Besòs, o Disseny Hub em Glòries e o CCIB —, cada um escolhido tanto pelo que representa quanto pelo que pode abrigar.
De sistemas de revestimento acústico e térmico a blocos de alvenaria e tecidos produzidos a partir de resíduos agrícolas, a experimentação com materiais de base biológica continua a impulsionar soluções sustentáveis para a indústria da construção civil. Diante da necessidade urgente de repensar como concebemos e interagimos com os materiais que moldam o ambiente construído, profissionais, pesquisadores/as e educadores/as vêm abordando diferentes escalas de projeto e fases de planejamento, reconhecendo a importância de reduzir as emissões de carbono e o impacto ambiental do setor. Em parceria com o Projeto Bagaceira, o protótipo de painel acústico e térmico Sugarcrete®, desenvolvido pela University of East London (UEL), demonstra como o design de baixo carbono pode transformar resíduos agrícolas em materiais de construção de alto desempenho.
Conceito de banheiro Waterway por Haihua Zhang e a coleção de banheiro AXOR Archivio por Barber Osgerby. Imagem cortesia de AXOR
A água sempre ocupou uma posição singular na arquitetura: elementar, mas elusiva; funcional, mas simbólica. Trata-se tanto de um material quanto de um meio que molda cidades, estrutura rituais e influencia a percepção do espaço. Em diferentes culturas, a água é compreendida não apenas como fonte de vida, mas também como portadora de significados, associada à purificação, à renovação e à continuidade. Sua presença no ambiente construído frequentemente vai além da utilidade prática, tornando-se um recurso por meio do qual a arquitetura estimula os sentidos e constrói atmosferas.
Em 2026, Barcelona se tornará o epicentro mundial da arquitetura ao ser nomeada Capital Mundial da Arquitetura pela UNESCO e pela UIA. Esse reconhecimento reforça o papel da cidade como laboratório urbano de inovação, sustentabilidade e design contemporâneo. Nesse contexto, estudar um mestrado em arquitetura em Barcelona representa uma oportunidade para arquitetos, arquitetas e profissionais do setor que buscam se especializar e se conectar com as tendências que estão transformando a disciplina.
Para compreender plenamente o patrimônio arquitetônico de uma cidade, é preciso olhar além de seus marcos tombados e edifícios icônicos. Para muitas pessoas, entender o tecido urbano de uma cidade e o que a faz pulsar também significa descobrir edifícios preservados de menor escala, valorizados localmente, e espaços de encontro populares. Isso é ainda mais evidente nas movimentadas cidades vietnamitas, cujas peculiaridades arquitetônicas só podem ser apreciadas quando compreendemos suas múltiplas inspirações e camadas históricas. Essas camadas combinam elementos tradicionais vietnamitas, modernismo, materialidade local e soluções de projeto adaptadas ao clima, mas se revelam, sobretudo, nas soluções encontradas para as restrições dos lotes através das estreitas casas-tubo (tube houses) e edifícios de baixa altura.
Esses estilos e movimentos arquitetônicos fundamentais costumam ser mantidos e até destacados quando arquitetos e arquitetas dão uma segunda vida a edifícios deteriorados ou abandonados, transformando-os em cafeterias populares. Desse modo, revitalizam patrimônios de menor escala ao promover sua restauração e uso regular pela comunidade, incentivando as pessoas que os frequentam a reconhecer a relevância histórica do espaço enquanto o desfrutam.
O design orienta o uso ou o uso orienta o design? Estudantes lutam para manter o foco, profissionais se esquivam sob iluminação artificial agressiva e ocupantes se afastam de espaços rígidos, muitas vezes em resposta a condições ambientais que só se tornam visíveis quando o espaço passa a ser habitado. A luz que atravessa um ambiente, a reverberação do som, a textura das superfícies ou o ritmo da circulação podem favorecer a concentração, trazer calma ou inspirar a criatividade, mas cada um desses elementos também pode, inadvertidamente, intensificar o estresse e a distração. Arquitetos/as e designers estão investigando e questionando: como as decisões de projeto são fundamentadas e de quem é o conhecimento considerado essencial na hora de moldar o espaço?
Vista aérea de colinas verdes exuberantes e casas tradicionais em Cauca, Colômbia, destacando a natureza e o turismo rural. Imagem por Jhampier Giron M, via Shutterstock
Antes que um edifício possa ser habitado, muitos outros processos precisam ocorrer. A água deve chegar, a energia deve ser gerada, o alimento precisa ser cultivado ou transportado e os resíduos devem ter uma destinação. Esses processos geralmente são tratados como algo alheio à arquitetura, embora moldem as condições mais básicas da vida cotidiana.
Por essa razão, a ideia de comunidades autossuficientes é mais complexa do que parece à primeira vista. Ela pode sugerir um lugar que provê a maior parte de suas necessidades: energia, água, alimento, abrigo e gestão de resíduos. Contudo, em muitos contextos latino-americanos, a autonomia não significa uma separação completa do mundo, mas sim uma forma de aproximar os sistemas da vida cotidiana das pessoas que os utilizam, mantêm e cuidam deles.
O que define a atmosfera de uma casa? Para além das paletas de materiais e da luz natural, o som desempenha um papel decisivo na forma como os espaços são percebidos e habitados. A reverberação dos passos sobre a pedra, a calmaria atenuada de um cômodo revestido de tecidos ou a maneira como a música se propaga por um interior em plano aberto moldam a identidade sensorial do espaço doméstico. A arquitetura não é vivenciada apenas visualmente, mas também acusticamente.
O conceito de "paisagem sonora" descreve essa relação entre as pessoas, o som e o ambiente construído. Na arquitetura residencial, o som vai além do ruído de fundo ou do desempenho técnico; ele influencia a privacidade, a concentração, o descanso e o conforto emocional. A geometria e a materialidade atuam como os principais condutores acústicos: enquanto o concreto, o vidro e a pedra refletem e amplificam, a madeira e os estofados suavizam e absorvem. Alturas de pé-direito, fluxos de circulação e proporções dos cômodos moldam ainda mais a maneira como o som se propaga e se dissipa pelo espaço.
A tradição filosófica ocidental há muito coloca a cultura em oposição à natureza. Esse pensamento dualista moldou os cânones das ciências e das humanidades, e a arquitetura não ficou de fora. Sob essa lógica, tudo o que não é humano existe para ser explorado e recebe o nome de "recurso natural". Essa mentalidade extrativista moldou o desenvolvimento de muitas partes do mundo nos últimos séculos, deixando marcas profundas — às vezes irreparáveis — no planeta. No entanto, outras formas de viver sempre existiram. Das práticas religiosas da África Ocidental baseadas no animismo aos saberes herbais de mestres e mestras da Jurema Sagrada no Brasil; das comunidades indígenas na Índia, cujo ritmo de vida reflete as monções, aos Inuit do Ártico, capazes de enxergar dezenas de tons de branco: entre seres humanos e natureza não há distinção; o que existe é a vida.
Autores e autoras contemporâneos trazem essa discussão para os campos da filosofia e, mais especificamente, da arquitetura. Donna Haraway, Antônio Bispo dos Santos, Achille Mbembe e Beatriz Colomina são apenas alguns dos nomes cujas obras ajudam a expandir a estreita perspectiva ocidental, lançando luz sobre formas alternativas de coabitação — com outros humanos e mais-que-humanos — neste planeta.
O contexto da guerra em andamento marca o lugar da Ucrânia na consciência internacional. A arquitetura, no entanto, frequentemente transcende a duração de uma vida humana e, por isso, pode ser uma ferramenta para imaginar o futuro. A prática do projeto de arquitetura, seja ela especulativa, conceitual ou prática, funciona como um meio de dar vida a formas de viver e interagir que vão além das nossas realidades atuais. Nesta seleção de projetos conceituais enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, vemos estratégias materiais, espaciais e simbólicas que buscam responder a contextos contemporâneos nos setores residencial, educacional e comercial.
Como a linha de conflito tem se mantido relativamente estática desde o final de 2023, as cidades ucranianas continuam a receber novos projetos de desenvolvimento arquitetônico e urbano. Neste artigo, compilamos uma seleção de propostas não construídas nas cidades de Vinnytsia, Lviv e Kyiv. A seleção inclui projetos residenciais, comerciais e de uso misto, além de um complexo educacional. Dois projetos residenciais também foram concebidos como protótipos sem uma localização específica, funcionando como uma resposta potencial à perda de infraestrutura e às condições de instabilidade na região.
Profissionais de arquitetura estão acostumados a receber o crédito por suas obras muito tempo após o término da construção. Seus nomes permanecem vinculados aos projetos por meio de fotografias, publicações e registros históricos, muitas vezes décadas após a elaboração dos desenhos originais. Os edifícios, por sua vez, raramente permanecem fiéis a essa narrativa por muito tempo. As famílias crescem, as tecnologias mudam, novos negócios surgem e a vida cotidiana impõe demandas que nenhum plano é capaz de prever por completo. Com o passar do tempo, a arquitetura acumula modificações, reparos, acréscimos e improvisações que gradualmente a distanciam de sua forma original.
A conversão de templos religiosos desativados por meio de programas culturais constitui uma das estratégias de reuso adaptativo mais instigantes no planejamento urbano contemporâneo. Essa compatibilidade funcional parece decorrer das características específicas das próprias igrejas: suas naves centrais oferecem plantas livres de grande escala e cortes monumentais que acomodam facilmente as exigências volumétricas de museus, teatros ou centros comunitários. Além disso, as propriedades acústicas inerentes aos seus tetos abobadados, combinadas com uma iluminação natural intencional filtrada por vitrais ou cúpulas, criam as condições espaciais para atividades que vão das artes cênicas à exibição de artefatos culturais. Ao assumirem um papel público e cultural, esses edifícios não apenas evitam a demolição ou o abandono físico, mas também preservam seu status de marcos urbanos e de identidade no tecido da cidade, revitalizando seu entorno imediato sem descaracterizar seu significado histórico.
O que acontece quando a materialidade se torna a força motriz do design? Como uma infraestrutura cultural pode expressar sua própria identidade? O Pavilhão de Design da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 reúne a inovação criativa do país para enfrentar desafios contemporâneos por meio de uma releitura do legado arquitetônico de Gaudí. Concebido como uma infraestrutura cultural reversível, o projeto ativa o espaço público ao mesmo tempo que amplia o debate sobre o uso de materiais, a circularidade e o reúso. Em vez de reproduzir formas históricas, o pavilhão adota uma abordagem contemporânea e operacional, destacando a colaboração entre a indústria, o design e a cultura espanhola aoexplorar princípios estruturais e construtivos enraizados na geometria, na eficiência material e na relação entre forma e sistema.
A arquitetura há muito se sente atraída pela ideia de leveza. Desde os primeiros experimentos modernistas que buscavam preservar as paisagens, elevar as edificações tem sido compreendido como uma forma de poupar o solo e manter a continuidade do terreno. Volumes são erguidos sobre pilares, infraestruturas descolam a circulação da superfície e programas inteiros são suspensos acima do chão.
Isso foi formalizado no início do século XX por meio do conceito de pilotis de Le Corbusier, que propunha a liberação do pavimento térreo de qualquer fechamento. Ao elevar as edificações sobre pilares, buscava-se manter a continuidade com o terreno, permitindo que o movimento, a vegetação e o uso coletivo se desenvolvessem sob os volumes construídos. O edifício ocuparia o ar, enquanto o chão permaneceria aberto, acessível e compartilhado.
Quem tem direito à cidade? Os escritos de Henri Lefebvre questionam as estruturas que controlam o espaço urbano e, em vez disso, colocam a população no centro das tomadas de decisão. Suas ideias influenciaram a maneira como a arquitetura e o desenho urbano são praticados, impulsionando a participação comunitária e o co-design. Estes têm sido alguns dos temas mais proeminentes no Utopian Hours 2026, o festival de desenvolvimento urbano, cuja primeira parte foi realizada na cidade holandesa de Roterdã para marcar sua edição de décimo aniversário.
Um monumento costuma ser a edificação mais conservadora encomendada por um Estado. Espera-se que ele estabilize a memória, torne a história legível e dê forma pública a uma narrativa compartilhada. O século XX no Leste Europeu produziu, do Báltico aos Bálcãs, um corpo de obras inteiro que resistiu justamente a essas expectativas, desafiando a relação convencional entre monumento, memória e representação. Comumente agrupados sob a denominação de spomeniks, esses exercícios arquitetônicos são talvez os exemplos mais conhecidos de uma paisagem muito mais ampla de arquitetura memorial que emergiu na região. Tratava-se de sociedades que emergiam de ocupações, conflitos civis ou revoluções, e nenhuma delas possuía uma linguagem simbólica única capaz de abarcar a complexidade de suas histórias. Em vez de buscar novos heróis ou novos ícones, muitos/as arquitetos/as e artistas voltaram-se para o próprio espaço como o meio através do qual a lembrança poderia ser construída.
Esses monumentos ocupam uma posição incomum entre escultura e arquitetura. Em certa escala, são lidos como composições abstratas deliberadas, dispostas com a clareza de um desenho de Kandinsky. Em outra, parecem menos resolvidos, como se testassem os limites de uma linguagem espacial ainda em formação. Suas formas muitas vezes parecem suspensas entre a certeza e a experimentação: o mesmo monumento pode ser interpretado tanto como um objeto geométrico controlado quanto como uma busca em aberto sobre como a memória coletiva poderia habitar o espaço. Contudo, essas leituras coexistem e conferem a muitas dessas obras sua duradoura ambiguidade.
Ao migrar da prancheta para a tela do computador, a digitalização de desenhos e documentações marcou a primeira fase da transformação digital nos escritórios de arquitetura. A segunda introduziu o BIM, conectando as informações do projeto por meio de plataformas em nuvem e fluxos de trabalho colaborativos. Hoje, surge uma nova fase, definida pela inteligência artificial, pela automação e por ecossistemas de software mais especializados. O paradoxo é que, enquanto as fases anteriores eram dominadas por um pequeno número de ferramentas, o cenário atual oferece uma abundância de soluções altamente especializadas, potencializadas por IA e frequentemente sobrepostas, que disputam a atenção dos profissionais. Embora a aquisição de novos softwares seja frequentemente a parte mais simples da transformação digital, o maior desafio reside em alterar fluxos de trabalho e comportamentos consolidados — razão pela qual muitas ferramentas novas enfrentam dificuldades para alcançar uma adoção duradoura.
Sob o tema Common Ground, a ICFF 2026 reuniu a comunidade internacional de design por meio de um foco compartilhado na excelência artesanal e na inovação. De 17 a 19 de maio de 2026, a ICFF (International Contemporary Furniture Fair) retornou ao Javits Center para uma edição histórica que celebrou a comunidade global de design durante o NYCxDESIGN.
A cozinha evoluiu de um espaço puramente funcional para um ambiente compartilhado e o coração de muitos lares. Servindo de cenário para os rituais diários de inúmeras famílias — e até mesmo para práticas coletivas na vida urbana —, a comida aproxima as pessoas, tornando o projeto de espaços que atendam a essas necessidades essencial para a vida cotidiana. Para além dos diversos layouts, estéticas e configurações de cozinha, a integração de eletrodomésticos e equipamentos desempenha um papel fundamental no suporte ao armazenamento, à conservação e ao uso diário exigidos pelo ato de cozinhar. De tecnologias inovadoras a materiais avançados, esses elementos moldam os espaços de cozinhas contemporâneas, unindo costumes e culturas de diferentes origens.
As coberturas dos edifícios estão avançando por meio de um processo de otimização multidimensional que abrange inovações tecnológicas, novos materiais, eficiência energética e métodos construtivos mais rápidos. De coberturas verdes e sistemas de captação de água da chuva a painéis solares, profissionais da arquitetura contemporânea buscam equilibrar estética, desempenho, durabilidade e impacto ambiental em seus projetos. A reforma de coberturas não apenas prolonga a vida útil dos edifícios, mas também reflete um compromisso ecológico ao melhorar a eficiência e a sustentabilidade.
Selecionado como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório NAAW representa uma nova geração de estúdios de arquitetura que estão remodelando a prática contemporânea na Ásia Central. Fundado em 2019 por Elvira Bakubayeva e Aisulu Uali, o estúdio atua na interseção entre pesquisa, colaboração interdisciplinar e experimentação espacial, posicionando a arquitetura como uma ferramenta de reflexão e um agente ativo na construção da identidade cazaque contemporânea.
A revitalização de centros históricos tem se tornado uma estratégia recorrente nas cidades centro-americanas que buscam reafirmar a relevância simbólica, econômica e funcional de seus núcleos tradicionais. Esses processos frequentemente combinam reabilitação física, investimento institucional e um controle mais rígido sobre o espaço público. San Salvador oferece um caso recente e instrutivo, que permite compreender como as intervenções em espaços cívicos herdados equilibram a melhoria da infraestrutura com a conservação do patrimônio e a regulação social. Além disso, possibilita avaliar como essas escolhas ecoam em debates mais amplos sobre a transformação urbana na região.