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Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais

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No sul da China, existe um mito urbano recorrente — especialmente em Hong Kong, Shenzhen e Guangzhou — sobre a importância de escolher um imóvel que evite a luz poente. Ao longo de décadas, o sol voltado para o oeste tem se mostrado uma condição particularmente difícil de conviver: seu ângulo baixo no fim da tarde, seu agressivo ganho de calor (especialmente no verão) e a maneira como penetra profundamente nos interiores. Com o aquecimento global e as estações cada vez mais quentes e longas, aquele tão romantizado "brilho do entardecer" é cada vez menos vivenciado como romance e mais como ofuscamento, calor e fadiga. Embora essa sabedoria circule como uma regra prática popular, ela carrega uma inegável clareza arquitetônica sobre a orientação dos edifícios: evitar a luz poente não diz respeito apenas ao conforto térmico, mas também a evitar a forma mais forte e intrusiva de iluminação direta — uma luz que incide no ângulo mais implacável, lavando superfícies, achatando a profundidade e transformando os ambientes em campos de desconforto de alto contraste.

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Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras

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A Honduras é o segundo maior país da América Central, tanto em território quanto em população. Hoje, sua malha urbana continua fortemente influenciada por princípios modernistas da década de 1970, que priorizavam corredores arteriais de alta velocidade e uma mobilidade "ponto a ponto" dependente do automóvel. Além disso, o país enfrentou muitos desafios em relação à segurança pública durante os anos 2010, o que contribuiu para a criação de um espaço urbano caracterizado por fachadas cegas, muros altos e condomínios fechados projetados para isolar o interior da esfera pública.

Tivemos a oportunidade de conversar com Alejandra Ferrera, arquiteta hondurenha criada em Danlí, uma cidade no leste de Honduras. Com mais de 15 anos de atuação profissional passando por Brasil, Holanda e Austrália, ela defende que, embora o projeto focado na segurança tenha sido uma necessidade funcional de sua época, ele resultou em uma experiência urbana fragmentada, na qual a rua funciona apenas como um vazio de trânsito, em vez de um local de encontro social. Para a arquiteta, mesmo que esse isolamento tenha sido uma medida de segurança justificada, ele gerou um distanciamento entre as pessoas e a cidade. Ela também argumenta que, de modo geral, a situação da segurança pública contribuiu para a criação de uma identidade nacional fragilizada, que frequentemente busca referências de qualidade no exterior, desconsiderando o potencial de seu próprio contexto.

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Buildner lança o Unbuilt 2026 e revela os projetos vencedores do Unbuilt 2025

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A Buildner lançou o Buildner's Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um fundo de prêmios de 100.000 EUR.

A Buildner também anunciou os resultados do Buildner's Unbuilt Award 2025, a segunda edição do concurso que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. Com um expressivo fundo de prêmios de 100.000 EUR, a iniciativa oferece uma vitrine global para que arquitetos/as e designers apresentem suas propostas não construídas mais instigantes, sejam elas conceituais, publicadas, inéditas ou totalmente desenvolvidas.

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá

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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.

O acabamento carbonizado das 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens de lagos úmidas a florestas densas, a pele carbonizada atua como um escudo resistente contra as mais diversas intempéries. Indo além da mera proteção, estas casas demonstram como a textura do material se transforma sob a exposição à luz, passando de um tom fosco e plano na sombra para uma superfície cintilante, salpicada de prata, sob o sol direto. Os projetos também evidenciam a capacidade da técnica de definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas precisas ou para destacar os vazios na volumetria do edifício, como recuos de entrada e terraços protegidos.

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Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome

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Sediado na Cidade do México, o Estudio Ome, fundado por Susana Rojas Saviñón e Hortense Blanchard, é um escritório de arquitetura e paisagismo que atua em florestas, terrenos vulcânicos, fragmentos urbanos e antigos sítios industriais. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio desenvolve projetos a partir da observação contínua das condições ecológicas e territoriais, em que as decisões de projeto decorrem diretamente do comportamento do solo, da água, da vegetação e do relevo.

Cada projeto começa com encontros sucessivos. O primeiro contato com o terreno se dá por meio de caminhadas e da observação prolongada, permitindo que os padrões de drenagem, a erosão e as variações sazonais se tornem legíveis antes de qualquer medição formal. Essas visitas constituem a base para interpretar tanto as camadas visíveis quanto as subterrâneas — a hidrologia e as transformações históricas que continuam a exercer influência sobre a superfície.

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Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026

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"Quero começar agradecendo à própria arquitetura." Com essas palavras, o arquiteto chileno Smiljan Radić, o 55º laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura, abriu seu discurso de aceitação na Cidade do México. Ao refletir sobre o que chama de "distrações", ele agradeceu pelos muitos encontros que o acompanharam ao longo de sua vida e prática profissional: da arte, cidades, materiais, estruturas e composições a paisagens, poesia, natureza, formas, histórias e memórias. Ele falou sobre o que, dentro de tudo isso, o instigou e sobre as marcas deixadas em sua imaginação arquitetônica.

Da luz negra em Chandigarh e do interior de San Salvatore em Rialto aos amontoados de pedra na ilha croata de Brač; das colunas caídas do Templo de Poseidon e dos vilarejos abandonados espalhados pelo Chile a People Meet in Architecture, a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010 de Kazuyo Sejima, o circo itinerante chileno e o silêncio da água nas cisternas de Santa Sofia, seu discurso se desdobrou como um tributo a momentos, encontros e distrações. Uma colagem de memórias e impressões que, juntas, moldaram o arquiteto que ele se tornou.

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Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural

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A abertura da nova Fondation Cartier pour l'Art Contemporain em Paris, em outubro passado, despertou novas discussões sobre o papel, a forma e o futuro dos museus. Diante da contínua proliferação de instituições culturais pelo mundo nesta era digital, o próprio museu parece necessitar, cada vez mais, de uma redefinição. Em vez de propor um modelo ou solução única, Architecture for Culture: Rethinking Museums, escrito pela historiadora da arquitetura e curadora Béatrice Grenier, defende uma compreensão mais contextual e plural do que um museu pode ser: uma instituição moldada por seu entorno, por seu público e pelas questões culturais específicas que busca abordar.

O ArchDaily teve a oportunidade de discutir essas ideias com a autora no contexto da recém-inaugurada sede da Fondation Cartier na Rue de Rivoli. Instalado em um edifício haussmaniano restaurado que outrora abrigou os Grands Magasins du Louvre, o espaço foi radicalmente reinventado por Jean Nouvel como uma arquitetura dinâmica e transformável.

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Ver e Prever: Pesquisa Arquitetônica em Quatro Cidades do Sudeste Europeu

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As cidades do Sudeste Europeu não esperam para ser lidas. Elas acumulam, camada sobre camada, o planejamento socialista, a ruptura pós-socialista e o trabalho mais silencioso e menos legível de cidadãos e cidadãs que reconstroem o espaço a partir do zero. Aqui, o espaço e o legado impõem suas próprias condições. O que acontece com a pesquisa em arquitetura quando as cidades que observamos parecem já saber algo que nossa disciplina ainda não aprendeu a enxergar? 

A realidade técnica da habitação em madeira engenheirada: cinco estudos de caso europeus

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Nos últimos anos, tem-se observado uma mudança de paradigma na arquitetura residencial multifamiliar, com um número crescente de novos projetos construídos em madeira engenheirada, especificamente madeira laminada cruzada (CLT) e madeira laminada colada (MLC). Devido à leveza da madeira, esses sistemas conseguem reduzir as cargas permanentes e aliviar as exigências sobre as fundações, o que se mostra especialmente útil em terrenos com baixa capacidade de carga ou sobre infraestruturas existentes. Sob a ótica da sustentabilidade, a madeira retém carbono ao longo da vida útil do edifício e frequentemente reduz o carbono incorporado em comparação com os sistemas convencionais de concreto e aço. No projeto de segurança contra incêndios, elementos estruturais de grande porte podem ser dimensionados para carbonizar a uma taxa previsível, permitindo que o núcleo estrutural permaneça protegido por um tempo determinado, desde que detalhados adequadamente.

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Paredes espessas e aberturas profundas: quando a arquitetura redescobre a massa

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Durante grande parte do século XX, a cultura arquitetônica foi moldada pela busca da leveza. Estruturas de aço e peles de vidro reduziram o envelope edificado a uma fina camada que separa o interior do exterior, enquanto as fachadas se tornaram superfícies lisas e contínuas onde as janelas eram recortadas como aberturas precisas em um plano abstrato. No entanto, durante séculos, os edifícios foram concebidos como corpos de massa; as paredes possuíam profundidade, as janelas eram recuadas em alvenarias espessas e o espaço era frequentemente vivenciado como algo esculpido a partir da solidez da construção. Nos últimos anos, diversos projetos contemporâneos parecem revisitar essa antiga lógica espacial, reintroduzindo a espessura como uma condição arquitetônica por meio de aberturas profundas, volumes monolíticos e envelopes pesados.

Essa transição não implica uma rejeição das tecnologias construtivas modernas, tampouco representa um retorno nostálgico a formas históricas. Em vez disso, reflete um interesse renovado na relação fundamental entre material, massa e vazio. Ao reintroduzir a espessura no vocabulário arquitetônico, essas obras reconectam a prática contemporânea a tradições consagradas em que o espaço era indissociável do peso e da profundidade da construção.

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Cerâmica Forjada na Luz: Uma Tradução Espacial de Processos Materiais Circulares

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Um dos materiais mais antigos da arquitetura ainda pode influenciar a forma como a sustentabilidade e a manufatura são abordadas hoje? O que muda quando a cerâmica é vista para além de sua superfície, como um processo moldado pela luz, pela água e pela argila? Na Semana de Design de Milão 2026, a VitrA, marca que produz soluções para banheiros e superfícies cerâmicas, atuando nos segmentos de louças sanitárias e revestimentos, e o escritório internacional de design Snøhetta exploram essas questões por meio de Ceramics Forged in Light, uma instalação imersiva criada para a exposição INTERNI MATERIAE. Inserido em um debate mais amplo sobre experimentação de materiais e produção circular, o projeto trata a cerâmica como um material arquitetônico definido pela transformação contínua, moldado pela luz, água, calor, reflexão e reutilização.

A argila queimada tem sido utilizada na construção há mais de 9.000 anos, evoluindo do artesanato vernacular para um dos materiais mais aplicados no ambiente construído. Sua durabilidade, resistência à água, desempenho térmico e adaptabilidade a tornaram um elemento essencial para fachadas, louças sanitárias, pisos, superfícies arquitetônicas e sistemas estruturais. Hoje, novas tecnologias de fabricação expandem essas possibilidades à medida que profissionais da arquitetura e fabricantes enfrentam as implicações ambientais da extração e produção de materiais.

Paisagens Logísticas: A Arquitetura da Cadeia de Suprimentos 24 Horas

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Nos limites da maioria das cidades, para além dos anéis viários e entroncamentos, um outro tipo de arquitetura está ganhando forma. Ela não foi projetada para ser vista, visitada ou lembrada. Não reúne pessoas; move coisas. Em seu interior, milhares de encomendas circulam continuamente, sendo triadas, içadas, escaneadas e despachadas com o mínimo de interrupção. Esses edifícios raramente entram no debate arquitetônico, mas figuram entre os espaços com maior impacto de nosso tempo. A tipologia que define o século XXI é, cada vez mais, o galpão logístico.

A escala dessa transformação é difícil de mensurar porque se desdobra horizontalmente, ao longo de territórios e não em silhuetas urbanas. A área global destinada a galpões logísticos agora ultrapassa dezenas de bilhões de pés quadrados, expandindo-se rapidamente junto com a ascensão do e-commerce. Durante a pandemia de COVID-19, a demanda por infraestrutura logística acelerou o equivalente a vários anos, comprimindo o crescimento futuro em um presente já tensionado. Na Índia, o setor de armazenagem continua crescendo a taxas de dois dígitos, reconfigurando terras periurbanas em corredores de estocagem e distribuição. A logística não é mais um sistema de bastidores; tornou-se uma condição territorial.

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Christian de Groote: cinco décadas de arquitetura moderna

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Nicolás Valencia conversa com os arquitetos chilenos Emilio de la Cerda e Paulette Sirner sobre ⁠Arquivo Christian de Groote: cinco décadas de arquitetura⁠, uma publicação detalhada sobre a vasta produção de um dos principais arquitetos chilenos da segunda metade do século XX.

Construindo na Lua: A estratégia arquitetônica da NASA para a habitação lunar permanente

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Após o retorno da Artemis II à Terra, a NASA revelou um novo plano em fases para estabelecer uma base lunar. Embora a maior parte da atenção da mídia tenha se voltado para foguetes, orçamentos e competição geopolítica, uma questão mais sutil pairava em segundo plano para profissionais de arquitetura: como um ser humano pode realmente viver na superfície da Lua e por quanto tempo? O estabelecimento de uma presença humana permanente na Lua marca uma mudança fundamental na exploração espacial que exige um novo paradigma arquitetônico. Em sua apresentação, representantes da NASA sugeriram que a estratégia deixará de lado ambientes altamente restritos e dependentes de veículos em direção a estruturas autônomas, adaptáveis ao local e, eventualmente, permanentemente habitáveis.

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Guia de soluções para construir com madeira contralaminada (CLT)

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No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando diversos desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais de arquitetura e design. Para além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira laminada cruzada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.

De resíduos de pedra ao bambu: arquitetos/as indianos/as exploram o futuro do design regenerativo

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O episódio de estreia da série do podcast Room For Dreams, produzida em colaboração com a INDX|GLOBAL, apresenta um painel de discussão envolvente focado em materializar o futuro sob a perspectiva da arquitetura indiana e do design. Gravada ao vivo na Milan Design Week 2026 e moderada por Claire Broadka, do designboom, a conversa reúne três nomes visionários da arquitetura: Rachna Agarwal, responsável pelo Studio IAAD e Zoera; Vaibhav Dimri, sócio-fundador da Anagram Architects; e Dinesh Panwar, da Urbanscape Architects.

Ampliando o significado de acessibilidade: projetando para o cuidado assistido no espaço público

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Como um direito humano fundamental, a inclusão exige que todas as pessoas — independentemente de sua origem, habilidades ou circunstâncias — sejam reconhecidas e respeitadas, com igual acesso aos mesmos recursos e oportunidades. Para muitas pessoas com deficiência e seus cuidadores e cuidadoras, os banheiros acessíveis ainda deixam de oferecer o que há de mais essencial: um local seguro, privado e digno para a troca assistida. Embora muitas instalações cumpram as normas de acessibilidade da ADA e do ICC, os layouts de banheiros convencionais frequentemente não acomodam usuários e usuárias que necessitam de mais espaço, tempo e apoio de assistência. Essa lacuna tem contribuído para a crescente adoção de trocadores para adultos, instalações que expandem a acessibilidade para além dos requisitos convencionais de banheiros e respondem a necessidades que os equipamentos padrão não conseguem atender.

Rumo ao Leste: O que o Festival Bread & Heart de Tirana revela sobre arquitetura e paisagem

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Algo tem acontecido em Tirana para o qual o mundo da arquitetura ainda não encontrou uma linguagem adequada. Em questão de poucos anos, uma cidade com menos de um milhão de habitantes, em um dos países menos conhecidos da Europa, tornou-se o cenário de uma extraordinária concentração de ambição arquitetônica — um lugar onde escritórios que raramente trabalham na mesma cidade, quanto mais na mesma década, estão construindo simultaneamente, e onde as questões que preocupam a arquitetura contemporânea parecem surgir com uma urgência incomum.

A segunda edição do Bread & Heart Festival, realizada em Tirana de 3 a 5 de junho, reuniu mais de duzentos/as arquitetos/as, urbanistas, incorporadores/as e profissionais de toda a Europa, Américas, Ásia e outras regiões para discutir as "Paisagens de Abundância" (Landscapes of Abundance), um tema estruturado em torno da premissa curatorial de passar do retrato à paisagem, do edifício individual ao território como um todo. O público reunido ali seria difícil de replicar em qualquer outro momento do calendário da arquitetura: Francis Kéré, Jeanne Gang, Sumayya Vally, Pierre de Meuron, Bjarke Ingels, Reinier de Graaf, Stefano Boeri, Kersten Geers, Benedetta Tagliabue, Ma Yansong, entre outros/as.

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Arquitetura como Construção da Nação: Modernismo e Independência na África

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Lançada em setembro de 2024, a série Redescobrindo o Modernismo na África somou-se a um interesse global crescente sobre o tema. Anteriormente sub-representada nos debates arquitetônicos, a produção de arquitetos/as e pesquisadores/as no continente e no exterior tem se dedicado a contar a história dessas obras modernas de alta qualidade. Esses edifícios representam o esforço de projetistas em criar uma arquitetura adaptada ao contexto local a partir de conceitos e tecnologias globais, coincidindo com grandes transformações políticas à medida que a maioria dos países africanos conquistava sua independência.

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Projetando com sistemas vivos: conheça as obras de Yong Ju Lee Architecture

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O que significa praticar a responsabilidade ecológica para além de métricas de desempenho ou cálculos de carbono? Como a fabricação pode se tornar um método de projeto em vez de apenas um resultado final? Fundado em Seul, o Yong Ju Lee Architecture é um escritório liderado pelo arquiteto e pesquisador Yong Ju Lee. Por meio de instalações, propostas baseadas em pesquisa e projetos culturais, o estúdio posiciona a arquitetura como uma disciplina experimental enraizada no fazer: um processo no qual o projeto emerge tanto do comportamento dos materiais, da prototipagem e da lógica de fabricação quanto do desenho ou da representação. Unindo a prática profissional e a academia, seu trabalho constantemente expande o repertório arquitetônico por meio do design computacional, da pesquisa de materiais experimentais e de um compromisso contínuo com a ecologia como responsabilidade e motor de projeto. Em 2025, o estúdio foi selecionado como um dos vencedores do ArchDaily Next Practices Awards.

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Hotéis, balneários e trens: a arquitetura do turismo do século XX com Macarena Cortés

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Macarena Cortés, autora de ⁠Turismo y Arquitectura Moderna en Chile⁠, um olhar sobre a arquitetura que permitió tornar o Chile um país turístico desde meados dos años trinta por meio da publicidade ferroviária.

Mediação Material e Patrimônio Arquitetônico

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Preservar edifícios históricos exige responder simultaneamente a demandas técnicas, ambientais e regulatórias, mantendo a continuidade material, cultural e simbólica do que já existe. À medida que se consolida o entendimento de que o edifício mais sustentável é aquele que já está de pé, e de que a preservação envolve também o saber construtivo, as tradições materiais e as redes sociais de onde surgiram, essas mesmas edificações são cada vez mais confrontadas com parâmetros contemporâneos rigorosos. Eficiência energética, segurança, redução de emissões de carbono e conformidade normativa tornaram-se referências incontornáveis, colocando a arquitetura diante de uma tensão central: como atualizar o que já existe sem romper a continuidade que sustenta seu valor patrimonial.

9 m³ de Sobrevivência: Por Dentro da Espaçonave Orion e a Arquitetura das Viagens Espaciais

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Era julho de 1969 e os habitantes do planeta Terra estavam prestes a presenciar um momento histórico para a humanidade: a primeira vez que um ser humano pisaria na superfície da Lua a bordo da missão Apollo 11. Após esse marco, a NASA pousou na superfície lunar mais cinco vezes, sendo a última com a Apollo 17, em 1972. Desde então, a humanidade não tentou retornar à Lua — até este ano de 2026, quando lançará a nave espacial Orion como parte da Missão Artemis II. Com lançamento planejado entre fevereiro e abril de 2026, a Orion ainda não levará pessoas para pousar na Lua; em vez disso, fará um voo de sobrevoo para testar softwares e sistemas. Esse teste servirá de base para um pouso humano real no Polo Sul da Lua como parte da Artemis III, previsto para ocorrer entre 2027 e 2028, inaugurando, em última análise, uma nova era no projeto arquitetônico extraterrestre.

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Banquete Urbano no Meio-Fio: A Gastronomia do Terceiro Espaço em Hong Kong

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Em cidades de todo o mundo, a arquitetura se desdobra continuamente na escala das pessoas e das comunidades — não apenas por meio de novos edifícios, reformas ou obras monumentais. Os "terceiros espaços" são especialmente reveladores. Considere o universo culinário à beira da calçada: a forma como sentar-se, servir e permanecer ocupa o limite da rua frequentemente revela os códigos culturais e os hábitos espaciais de uma cidade. Que formas de alimentação e habitação surgiram em resposta ao clima local, às regulamentações e aos costumes sociais — e como elas evoluíram ao longo do tempo?

Em partes da Europa, por exemplo, o al fresco na Itália e o en terrasse na França denominam formas culturalmente específicas de comer em público, trazendo a refeição para o campo urbano — em sintonia com o clima, o ar livre e a sociabilidade passiva de observar quem passa. Desde a COVID-19, Nova York expandiu de forma semelhante as refeições ao ar livre, refletindo um desejo impulsionado pela comunidade de interagir com a paisagem da rua enquanto se come — um "terceiro lugar" cotidiano, ao nível da rua, inserido em uma metrópole densa.

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