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Arquitetura japonesa: O mais recente de arquitetura e notícia

Kengo Kuma receberá o Prêmio Andrée Putman pelo Conjunto da Obra de 2027

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O arquiteto japonês Kengo Kuma foi selecionado para receber o Andrée Putman Lifetime Achievement Award no 2027 Créateurs Design Awards (CDA). O prêmio, uma das duas distinções da categoria Legacy Awards concedidas pela organização, reconhece uma trajetória que influenciou a arquitetura e o ambiente construído ao longo de gerações e em diferentes contextos geográficos. Kuma receberá a homenagem durante a cerimônia de premiação do CDA, que será realizada no Shangri-La Paris em 16 de janeiro de 2027.

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Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá

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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.

O acabamento carbonizado das 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens de lagos úmidas a florestas densas, a pele carbonizada atua como um escudo resistente contra as mais diversas intempéries. Indo além da mera proteção, estas casas demonstram como a textura do material se transforma sob a exposição à luz, passando de um tom fosco e plano na sombra para uma superfície cintilante, salpicada de prata, sob o sol direto. Os projetos também evidenciam a capacidade da técnica de definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas precisas ou para destacar os vazios na volumetria do edifício, como recuos de entrada e terraços protegidos.

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Exposição “Built Environment: An Alternative Guide to Japan” em Montreal analisa a arquitetura japonesa resiliente

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A exposição Built Environment: An Alternative Guide to Japan no Centre de design da Université du Québec à Montréal (UQAM) ficará em cartaz até 25 de janeiro de 2026. Com curadoria de Shunsuke Kurakata, Satoshi Hachima e Kenjiro Hosaka, a mostra apresenta uma seleção de 80 projetos das 47 províncias do Japão, incluindo obras de renomados/as arquitetos/as japoneses/as, como o/a laureado/a com o Prêmio Pritzker de 2014, Shigeru Ban, Kengo Kuma, o/a autor/a do projeto de reforma do Museu de Arte Moderna de Nova York, Yoshio Taniguchi, o/a célebre paisagista e escultor/a Isamu Noguchi, e o/a laureado/a com o Prêmio Pritzker de 2019, Arata Isozaki. A seleção busca oferecer uma perspectiva renovada sobre o Japão por meio de edifícios inovadores, projetos de engenharia civil e desenhos de paisagem. Organizada em colaboração com a Fundação Japão e apresentada com o apoio do Consulado Geral do Japão em Montreal, a exposição foi concebida como um projeto itinerante que explora a resiliência da arquitetura e da infraestrutura japonesas diante de desastres naturais e das mudanças climáticas.

"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel

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Tsuyoshi Tane é um arquiteto japonês nascido em 1979 em Tóquio e radicado em Paris, onde fundou o ATTA – Atelier Tsuyoshi Tane Architects em 2006. Com atuação em projetos culturais, institucionais e de paisagismo, Tane desenvolveu uma abordagem arquitetônica que posiciona a memória como diretriz fundamental do projeto. Em sua entrevista ao Louisiana Channel, gravada em seu estúdio em Paris, ele reflete sobre a arquitetura como uma disciplina de observação e pensamento, argumentando que o design significativo surge de uma leitura atenta dos vestígios contidos em um terreno. Para ele, a arquitetura não é produzida a partir de uma tela em branco, mas começa com uma investigação sobre o que já existe física, cultural e emocionalmente sob a superfície de um lugar.

"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 1 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 2 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 3 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 4 of 4Um lugar lembra o que aconteceu: Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Mais Imagens+ 3

OMA / Shohei Shigematsu conclui seu primeiro projeto público no Japão no recém-renovado Museu Edo-Tokyo

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O Museu Edo-Tokyo reabriu ao público após uma renovação de vários anos, revelando uma série de intervenções cenográficas e instalações projetadas pelo OMA sob a direção de Shohei Shigematsu. Sendo o primeiro projeto público do escritório no Japão, a comissão faz parte da renovação mais ampla do icônico edifício do museu, projetado pelo/a arquiteto/a metabolista Kiyonori Kikutake. Inaugurada originalmente em 1993 como o primeiro museu dedicado à história de Tóquio, a instituição traça a evolução da cidade desde o período Edo até os dias atuais, e as novas intervenções visam fortalecer sua relação com o público contemporâneo, preservando a identidade da arquitetura de Kikutake.

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Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses

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A arquitetura japonesa contemporânea continua a demonstrar como adaptar as necessidades em constante evolução de seus/suas moradores/as a uma rica tradição construtiva e a um legado artesanal. A madeira sempre foi a alma da arquitetura japonesa. Em muitos projetos residenciais recentes, esse material transcende sua função estrutural para se tornar o principal acabamento de diversas superfícies — de pisos e forros a mobiliários e elementos arquitetônicos. Esses ambientes alcançam um delicado equilíbrio entre elegância e aconchego.

O uso de acabamentos naturais, sem pintura, destaca a honestidade intrínseca da madeira, ao mesmo tempo em que celebra o caráter único de cada peça, seus veios naturais e a diversidade da composição geral. Enquanto algumas casas apresentam madeiras escuras e sóbrias para criar uma atmosfera acolhedora e robusta, outras utilizam espécies mais claras, como o pinus, para promover uma sensação de luminosidade, amplitude e leveza. Essa versatilidade comprova que a madeira pode se adaptar a qualquer estética, do rústico ao ultraminimalista.

Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses - Image 1 of 4Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses - Image 2 of 4Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses - Image 3 of 4Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses - Image 4 of 4Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses - Mais Imagens+ 9

BIG divulga projeto para casas de férias no Japão que combinam arquitetura dinamarquesa e japonesa

O BIG divulgou imagens de seu projeto "Not A Hotel Setouchi" (Não é um Hotel em Setouchi) no Japão. A inspiração para o projeto provém da beleza circundante e das obras de arte paisagísticas japonesas, localizadas no cabo sudoeste da Ilha Sagi, com vista para o Mar Interior de Seto. Composto por três vilas de férias distintas, o Not a Hotel pretende harmonizar influências arquitetônicas japonesas e dinamarquesas.

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O paradoxo da arquitetura sustentável: durabilidade e transitoriedade

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Para transmitir o poder e prestígio de seu império, os romanos construíram uma arquitetura duradoura como símbolo de seu reinado longevo. Os imperadores empregaram grandes obras públicas como afirmações de seu status e reputação. Por outro lado, a arquitetura japonesa há muito abraça ideias de mudança e renovação, evidente na reconstrução ritualística de santuários Xintoístas. Uma prática conhecida como shikinen sengu é observada em Ise Jingu, onde o santuário é propositadamente desmontado e reconstruído a cada vinte anos. Em todo o mundo, filosofias sobre permanência e impermanência permearam as tradições arquitetônicas. Em meio à crise climática, como esses princípios se aplicam ao design arquitetônico moderno?

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Construído para não durar: a tradição japonesa de reconstruir as casas a cada 30 anos

Na maioria dos países do mundo as edificações antigas são valorizadas. Há algo na história, na originalidade e no charme de uma casa antiga que faz com que seu valor às vezes seja superior ao de novos projetos. Mas no Japão, o oposto é quase sempre a preferência. As casas recém-construídas são as mais procuradas em um mercado imobiliário onde as moradias raramente são vendidas e a obsessão por demolir e reconstruir é tanto uma questão cultural quanto uma questão de segurança, colocando as casas de 30 anos em um mercado sem valor.

Após demolição, Nakagin Capsule Tower é preservada no metaverso

A consultoria digital japonesa Gluon planeja preservar no metaverso a Nakagin Capsule Tower em Tóquio, um dos exemplos mais representativos do Metabolismo japonês de Kisho Kurokawa. O "3D Digital Archive Project” está usando uma combinação de técnicas de medição para registrar o icônico edifício em três dimensões e recriá-lo no metaverso. A torre encontra-se em fase de demolição devido ao estado precário da estrutura e à incompatibilidade com as normas sísmicas vigentes, bem como ao estado geral de decadência e falta de manutenção.

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Curso Gratuito - Criação de famílias BIM no Revit

Que tal modelarmos juntos o projeto da Torre de Nakagin, do arquiteto japonês Kisho Kurokawa? Vamos aprender sobre o processo construtivo do projeto, seu contexto histórico, a modelagem das famílias que estão no interior das cápsulas e muito mais.

Arquitetura e mangá: explorando o mundo de Jujutsu Kaisen

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Mangá é um termo genérico para uma grande variedade de histórias em quadrinhos e novelas gráficas originalmente produzidas e publicadas no Japão, e ao contrário das histórias em quadrinhos ocidentais que podemos estar mais familiarizados em ver impressas em cores, são publicadas principalmente em preto e branco. Manga é a palavra japonesa para quadrinhos publicados no Japão, com a palavra em si composta por dois kanji : man (漫) que significa "extravagante" e ga (画) que significa "imagens".

Diferentemente do anime, o mangá é uma mídia impressa, enquanto o anime se destaca como mídia visual desenhada à mão ou digitalmente, combinando arte gráfica, criação de personagens, cinematografia e outras formas de técnicas criativas. É notável que muitos animes são resultado de uma franquia de sucesso que começou como mangá, mas o que sempre uniu o mangá e o anime foi o uso de diversos estilos de arte em várias narrativas que foram construídas para nós consumidores seguirmos.

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Micro espaços no Japão: como otimizar ambientes

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Muitas vezes, ao morar no Japão, seja ocupando uma casa compartilhada ou alugando seu próprio apartamento, você terá uma quantidade limitada de espaço. Isso decorre principalmente da escassez de terrenos no país: 73% das terras disponíveis são montanhosas e outra grande porcentagem das terras planas é usada para agricultura. Além disso, há também a questão da superlotação nas áreas urbanas. Devido a esses fatores, o preço da terra é muito elevado, obrigando a maioria das pessoas a viverem em residências pequenas.

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Projetos brasileiros com inspiração na arquitetura japonesa

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Quarto Suna / OSA Osvaldo Segundo Arquitetos. Image © Fabio Jr

Junho é o mês em que se comemora o dia da imigração japonesa no Brasil, país que guarda a maior colônia fora do Japão, somando mais de 2 milhões de japoneses e descendentes. Desde o século XX, famílias japonesas imigraram para as regiões rurais brasileiras, formando uma colônia sólida no interior de estados como São Paulo, chegando a influenciar muitos aspectos da cultura local.

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Filme "Kochuu" contempla a Capsule Tower de Kisho Kurokawa

"No fundo ainda há uma tradição japonesa invisível", diz Kisho Kurokawa em um trecho do filme Kochuu. Ele coloca ênfase na tradição japonesa, uma tradição arquitetônica que rejeita a simetria apesar do uso de alta tecnologia. Ele contempla a Nakagin Capsule Tower (1972) uma torre residencial e de escritórios de uso misto localizada em Tóquio, Japão. O primeiro projeto da arquitetura de cápsulas metabolista construído para uso permanente.

O filme 'Kochuu' de Jesper Wachtmeister se baseia na influência e nas origens da arquitetura japonesa modernista. Através de visões de futuro, tradição e natureza, amplifica elementos da tradição japonesa e seu impacto no design nórdico. A narrativa nos conta como os arquitetos japoneses contemporâneos se esforçam para unir os caminhos do homem moderno com as velhas filosofias para cria algo novo.

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Arquitetura japonesa em 7 aulas

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A Escola da Cidade compartilhou conosco a série de aulas sobre Arquitetura e Cultura japonesa que integra o programa Estúdio Deriva. Nesta série conta com as seguintes aulas: "A ambiência sem hierarquia: Sanaa e a música eletrônica" com Guilherme Wisnik, "Cultura Contemporânea Japonesa" com Gabriel Kogan, "A atuação profissional dos arquitetos japoneses" com Lourenço Gimenes, "Uma análise gráfica das midiatecas de Toyo Ito" com Marina Lacerda, "Destruir para construir: O impacto dos planos de reconstrução de Tokyo em Akira" com Beatriz Oliveira, "Jidai no nagare, o fluxo das eras: encaixes japoneses em madeira" com Heloisa Ikeda e "A estrada de Tōkaidō: viagens, xilogravuras e cidades do período Tokugawa (1603-1868)" com Fernanda Sakano. Assista aqui todas as aulas.

Arquitetura japonesa e seus reflexos no Brasil

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Nesses 113 anos de comemorações da imigração japonesa, discursos sobre a cultura japonesa ganharam uma atenção considerável. Com o Brasil sendo um dos maiores detentores da comunidade japonesa fora do arquipélago, é nítida a proximidade do país com expressões culturais japonesas. Grande parte das cidades colonizadas pelos japoneses preservam até hoje história e cultura nipônicas, com isso, o campo arquitetônico passou a ser consolidado principalmente por meio de construções que representassem os aspectos políticos e sociais da imigração japonesa atrelados a novas tecnologias e formas de construção. 

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Fronteiras Japão: Sociedade e seus espaços

‘Fronteiras_Japão: Sociedade e seus espaços' visa navegar pelo espaço Nipônico, de maneira introdutória, traçando perspectivas e horizontes novos, enquanto discute sociedade e cultura, arquitetura e cidade, bem como a visão de mundo tão particulares a essa nação. O propósito do momento visava responder, a princípio, ao programa de um grupo de estudantes em prática de projeto, que de início, optaram pelo izakaya como tipo a ser investigado e desenhado. No entanto, visto o interesse coletivo acerca do recorte temático, a ideia ganhou corpo e o escopo democrático e socializado merecido de um ciclo de palestras.