À medida que os projetos de arquitetura se tornam mais complexos e as exigências evoluem, a capacidade de realizar iterações rápidas ganha cada vez mais importância no processo de desenvolvimento. Para a Bellway, uma das maiores incorporadoras residenciais do Reino Unido, a aceleração das etapas de visualização e iteração de projeto tornou-se fundamental para atender a essas demandas. Não se trata apenas de uma forma de apresentar projetos finalizados, mas também de uma ferramenta para testar ideias, comunicar alternativas e tomar decisões em etapas preliminares do processo de desenvolvimento.
O African Futures Institute (AFI) concluiu sua nova sede em Acra, Gana, transformando um antigo galpão de azulejos no bairro de Osu em um centro de ensino de arquitetura, pesquisa, exposições e programas públicos. O projeto preserva a estrutura industrial existente, ao mesmo tempo que introduz espaços para ensino, workshops, performances, exibições e encontros. A conclusão da obra proporciona ao instituto uma base permanente em Acra, após vários anos operando por meio de programas, parcerias e espaços temporários em toda a África e em outros continentes.
O Lucas Museum of Narrative Art abre oficialmente suas portas ao público hoje, 22 de setembro de 2026. A silhueta escultural e curva do museu foi projetada por Ma Yansong, do escritório MAD Architects, com projeto de paisagismo de Mia Lehrer, do Studio-MLA, e a Stantec atuando como arquiteta executiva. A abertura ocorre após uma prévia para membros fundadores realizada de 5 a 11 de setembro, que ofereceu uma visão exclusiva e antecipada das galerias, além de uma noite de inauguração repleta de estrelas no sábado, 19 de setembro, contando com celebridades copresidentes no evento de lançamento do museu, cofundado por George Lucas e Mellody Hobson. A data coincide com o anúncio feito pela instituição há quase um ano, embora o projeto tenha uma trajetória mais longa: aprovado in 2017, com o início das obras no ano seguinte, a inauguração estava originalmente prevista para 2025. O museu está inserido em um terreno de 4,5 hectares (11 acres) no Exposition Park de Los Angeles e compreende uma estrutura de 27.900 metros quadrados (300.000 pés quadrados) com galerias, dois teatros, uma loja, uma biblioteca, um café, um restaurante e espaços para eventos.
Can Gio Pavilions / DE-SO Asia. Imagem cortesia de NS BlueScope
O Steel Architectural Awards ASEAN 2026, apresentado pela BlueScope, anunciou os 12 projetos finalistas selecionados para avançar para a avaliação em nível regional da ASEAN. Representando conquistas marcantes na arquitetura da Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, as propostas finalistas foram selecionadas por meio dos programas nacionais de premiação e agora seguem para a avaliação regional por um júri internacional.
Em sua segunda edição regional, o programa celebra projetos de arquitetura que demonstram excelência em design, inovação, sustentabilidade e na aplicação criativa de soluções em aço revestido. Sob o tema de 2026, "Shaping Resilient Futures: Timeless Design with Coated Steel" (Moldando Futuros Resilientes: Design Atemporal com Aço Revestido), a premiação destaca projetos que respondem de forma significativa ao seu contexto, ao mesmo tempo em que entregam valor duradouro para as gerações futuras.
Colagem de mapas conceituais de Kampala, Cartum e Kinshasa. Ilustração de Maisa Elamein via Wikimedia Commons e fontes de domínio público.
A violência colonial nas cidades africanas transbordou das dimensões políticas para a esfera espacial. Ela se infunde em malhas urbanas, sistemas de posse da terra, infraestrutura de drenagem e zonas residenciais que continuam a estruturar a desigualdade e o deslocamento na atualidade. Kinshasa, Cartum e Kampala carregam, cada uma, essa sobrevida em sua morfologia urbana, agindo simultaneamente como artefatos históricos e estruturas ativas; isso molda quem tem acesso a serviços, quem ocupa áreas inundáveis e catalisa uma profunda instabilidade climática que empurra esse aparato para dimensões inteiramente novas — incluindo as geológicas.
A alvenaria costuma ser percebida por seu peso, profundidade, textura e senso de permanência. No entanto, essas qualidades físicas também trazem diversas implicações para o desempenho do envelope do edifício. Da espessura da junta de assentamento ao peso do material, cada decisão relacionada à alvenaria está vinculada a considerações de durabilidade, estabilidade e desempenho a longo prazo, preservando o caráter material associado à solidez e à permanência.No Summer Street Apartments, os tijolos finos ofereceram uma maneira de manter essas qualidades, ao mesmo tempo em que atenderam aos requisitos de isolamento e envelope de um edifício totalmente elétrico e de energia zero líquida (net-zero). Com igual relevância, a solução ajudou a conferir ao projeto o caráter residencial que a equipe de arquitetura buscava.
Todos os anos, em 21 de setembro, as Nações Unidas celebram o Dia Internacional da Paz, uma data que convida à reflexão global sobre as condições necessárias para cultivar a não violência, a estabilidade social e a dignidade humana. Sob o tema de 2026, "Invista na Paz – Para Todos, em Todos os Lugares, Todos os Dias", o órgão internacional enfatiza que a paz não é estática nem autossustentável. Longe de ser uma condição abstrata definida apenas por acordos diplomáticos, a paz funciona como um processo social contínuo, moldado pela equidade econômica, integridade institucional e pela qualidade da vida cívica nas comunidades.
"Right to Housing! Now and Forever" é uma Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) oficial para exigir habitação acessível, sustentável e justa em toda a União Europeia. A ICE é uma ferramenta de governança que permite que a população proponha novas leis para consideração da Comissão Europeia. As iniciativas devem ser organizadas por um grupo de pelo menos sete cidadãos e cidadãs da UE residentes em sete países diferentes e devem reunir 1 milhão de assinaturas válidas no prazo de um ano a partir do recebimento da aprovação oficial. A coleta de assinaturas para a iniciativa "Right to Housing! Now and Forever" foi lançada em 14 de setembro de 2026, com o objetivo de reunir 1,2 milhão de assinaturas em toda a UE para exigir que a Comissão Europeia responda e se posicione formalmente sobre a proposta. O projeto baseia-se na Iniciativa de Cidadania Europeia HouseEurope!, que focava estritamente na renovação de edifícios e foi encerrada sem sucesso em 31 de janeiro de 2026. Proposta por uma coalizão mais ampla, esta nova iniciativa abrange não apenas a renovação, mas também ferramentas de financiamento e medidas para garantir o acesso.
ONU-Habitat e Oceanix revelam protótipo da primeira cidade flutuante sustentável do mundo. Imagem cortesia de Oceanix e BIG-Bjarke Ingels Group
As cidades dependem de sistemas que já existem ao seu redor. Quando se projeta sobre a água ou além da Terra, esses sistemas deixam de estar disponíveis. Sem um solo firme ou redes próximas de energia, água, transporte e resíduos, a arquitetura precisa assumir funções que, em condições normais, seriam fornecidas pela estrutura urbana mais ampla.
A motivação para ir além do território conhecido também varia de um projeto para outro. Nas Maldivas, construir sobre a água responde à vulnerabilidade das terras existentes. Em Busan, o desenvolvimento flutuante abre uma nova direção para a expansão urbana. Na Lua, por sua vez, o desafio é absoluto: simplesmente não existe infraestrutura prévia à qual se conectar.
O Castelo Animado. Imagem cortesia de Studio Ghibli
Todas as noites, ao voltarmos para casa, realizamos, sem cerimônia, um pequeno ritual. Nós chegamos a uma porta, a abrimos e cruzamos o limite em direção a um espaço que nos pertence de uma maneira que nenhum outro lugar consegue imitar. Trata-se de um ato tão cotidiano que raramente percebemos sua estrutura; e, no entanto, a filosofia e a antropologia dedicaram livros inteiros à descrição dessas estruturas psicológicas. Curiosamente, obras visuais como os mundos animados do Studio Ghibli parecem refletir essa dinâmica, criando cenários com arquiteturas e arranjos espaciais que oferecem uma via de escape ao evocar nossas memórias de forma legível e, ao mesmo tempo, encantada.
Edifícios obsoletos. Imagem cortesia de Matt Van der Velde
A sustentabilidade na arquitetura é frequentemente discutida como se fosse um padrão universal—e, em princípio, deveria ser. Os edifícios são cada vez mais avaliados pelo desempenho energético, pelo carbono incorporado, por sistemas de certificação, pela eficiência de materiais, pela biodiversidade e pelo impacto ao longo de todo o ciclo de vida. No entanto, as regras que determinam o que realmente deve ser feito continuam sendo altamente locais. Um projeto desenvolvido em Londres, Nova York ou Copenhague pode ser moldado por códigos de energia rigorosos, avaliações de impacto ambiental, exigências de transparência de dados, diretrizes de planejamento urbano e metas de descarbonização cada vez mais ambiciosas. Por outro lado, o mesmo escritório, ao atuar em outras regiões, pode se deparar com um panorama regulatório bastante diferente.
Isso levanta uma questão complexa para a arquitetura internacional: quando a sustentabilidade não é imposta por lei com o mesmo rigor, que padrões arquitetos e arquitetas devem levar consigo?
Embora complexo, repleto de significados e categorizado de diversas formas, o conceito de heterotopia, desenvolvido pelo filósofo Michel Foucault, pode ser amplamente compreendido como a manifestação de realidades alternativas. Ao contrário das utopias — não-lugares idealizados e inalcançáveis —, as heterotopias são espaços tangíveis e reais que operam sob uma lógica própria, oferecendo uma alternativa prática aos paradigmas espaciais e culturais dominantes.
O escapismo, sob a ótica da arquitetura, não se resume a uma fuga das realidades convencionais; trata-se de uma ferramenta crítica para reimaginá-las sob diferentes condições culturais, sociais e ambientais. As instalações temporárias funcionam como terrenos férteis para testar essas possibilidades espaciais. Frequentemente concebidas como santuários ou refúgios, essas obras se desvinculam intencionalmente de normas preestabelecidas — seja ao buscar o retorno a um modo de vida primitivo, seja ao provocar transformações perceptivas radicais.
O que um têxtil pode fazer que o vidro, a madeira, o concreto ou o metal não conseguem? Os tecidos compostos arquitetônicos não substituem os materiais de construção convencionais. Em vez disso, eles os complementam e, frequentemente, agregam uma nova camada de desempenho ao envelope do edifício. Sua aplicação varia conforme o contexto. Uma membrana composta pode se transformar em um sistema de sombreamento externo para um conservatório tropical, uma pele interna que molda a acústica e a experiência espacial em um museu, ou parte de uma estratégia de fachada que melhora o desempenho ambiental de um edifício existente.
A equipe liderada pelo grupo de engenharia e tecnologia Sener, em colaboração com o escritório de arquitetura britânico RSHP e o escritório valenciano ERRE, foi selecionada para projetar a nova Estação Central de Valência, na Espanha. A proposta foi escolhida pelo Comitê de Avaliação da Adif Alta Velocidad após um concurso para um novo polo ferroviário intermodal que integrará trens de alta velocidade, trens metropolitanos, metrô, bonde, ônibus, táxis e conexões de mobilidade ativa. A nova infraestrutura será coordenada com o projeto planejado do Parque Central, o projeto do Canal de Acesso e o futuro túnel de passagem. O escopo também inclui a reforma da histórica Estação de Valência-Nord, tombada como Bem de Interesse Cultural, preservando seu patrimônio arquitetônico e urbano.
O Lawson Centre for Sustainability, projetado pelo escritório Mecanoo, é o primeiro novo edifício do Trinity College desde 1979. Apontado como um dos projetos mais aguardados de 2026, o edifício foi concebido para ser um dos complexos acadêmicos e residenciais voltados à sustentabilidade mais avançados do Canadá. O Mecanoo trabalhou em colaboração com o escritório de arquitetura de Toronto RDHA para projetar uma comunidade sustentável e um "laboratório vivo", partindo das tradições do College em torno de refeições compartilhadas e encontros comunitários. Em vez da torre de 14 andares originalmente planejada pelo College, a equipe projetou um edifício de escala peatonal que emoldura o campus existente e cria novas paisagens para a produção de alimentos e interações sociais. A visão mais ampla para o campus integrou alimentação, natureza, uso de materiais locais e aprendizado prático sobre vida sustentável.
Asmara, a capital da Eritreia, está situada a mais de 2.300 metros acima do nível do mar, em um planalto na borda da escarpa do Vale do Grande Rift. Embora localizada em um país pouco conhecido pelo turismo de massa, a cidade ganhou fama por sua arquitetura singular. Em julho de 2017, tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO, inscrita sob o título "Asmara: Uma Cidade Modernista Africana" — o primeiro sítio urbano modernista a ser tombado em sua totalidade no mundo, e o primeiro Patrimônio Mundial explicitamente modernista da África. Seu valor patrimonial resultou de uma complexa convergência de dois aspectos da história da Eritreia: um período de intensa construção colonial, impulsionado pelas ambições imperiais da Itália na África, e um longo período de relativo isolamento que preservou a cidade de remodelações urbanas.
A história do brutalismo foi, em grande parte, escrita a partir de uma perspectiva ocidental. Brutalist Asia, da Blue Crow Media, oferece um ponto de vista diferente, analisando como arquitetos e arquitetas de toda a Ásia adotaram, questionaram e transformaram a linguagem arquitetônica associada ao movimento em resposta a condições políticas, climáticas e culturais radicalmente distintas. Abrangendo 28 países — do Japão e Sudeste Asiático, passando pelo Sul e Centro da Ásia, até o Oriente Médio, Irã e Líbano —, o livro reúne 140 edifícios e mais de 150 fotografias, posicionando obras reconhecidas internacionalmente de arquitetos e arquitetas como Kenzo Tange, Paul Rudolph, Balkrishna V. Doshi, Raj Rewal, Charles Correa, Kim Swoo Geun, Leandro V. Locsin e Le Corbusier ao lado de trabalhos importantes, mas menos conhecidos, que expandem nossa compreensão sobre a arquitetura do pós-guerra no continente.
Dentro dessa geografia mais ampla, uma história singular se desenrola no Líbano, onde as ambições do modernismo se tornaram inseparáveis de um país em profunda transformação social, política e urbana. Leia a seguir um trecho do capítulo escrito por Christele Harrouk, que lidera a redação do ArchDaily, no livro Brutalist Asia, que traça a ascensão do brutalismo no Líbano, os arquitetos e arquitetas e as obras que lhe deram uma expressão local própria, e a ruptura que deixou esse projeto modernista inacabado.
Ben-Avid por Atelier Aveta. Destaque na exposição Central da Bienal. Imagem cortesia de Bienal Internacional de Arquitectura de Buenos Aires
A arquitetura esta semana volta-se para a questão do que o ambiente construído pode tornar possível e do que ele pede em troca. Discussões sobre democracia e espaço público analisam como a arquitetura pode apoiar a participação, a equidade e a vida coletiva, enquanto novos projetos residenciais e culturais exploram como os edifícios podem responder às mudanças nas necessidades sociais por meio da adaptabilidade, do compartilhamento de espaços e do reúso de estruturas existentes. Essas preocupações estendem-se aos espaços de exposição, onde a Bienal de Arquitetura de Tallinn examina os custos menos visíveis da construção e a Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires analisa as diversas formas pelas quais a arquitetura molda o habitar. Diante desses diferentes contextos, a arquitetura surge como uma forma de negociar acesso, recursos, comunidade e o valor a longo prazo do ambiente construído.
Benghazi 2050: Visão e Hub de Planejamento Digital. Cidade Antiga. Imagem cortesia de ZHA
Uma equipe composta por ZHA, A&O TEC, Prior + Partners, Homa, Buro Happold, Systematica e Fichtner apresentou recentemente sua proposta conceitual para o "Next Generation City Plan" (Plano Diretor da Próxima Geração) de Bengasi, na Líbia. O projeto visa integrar as características identitárias da histórica cidade portuária com as tecnologias de planejamento necessárias para orientar seu desenvolvimento até 2050, em um cenário de rápida urbanização. A proposta, desenvolvida para a A&O TEC, inclui uma Visão e Estratégia Espacial — que consiste em uma interpretação do caráter e da memória coletiva da cidade traduzida em uma estrutura adaptável para o desenvolvimento — e um Hub de Planejamento Digital, um modelo baseado em evidências que mapeia a cidade para identificar seu potencial e os fenômenos que moldam seu crescimento.
Jardim Botânico Guangzhou Yunxi / AECOM + Architectural Design & Research Institute of SCUT + Guangzhou Landscape Architectural Design & Research Institute . Imagem cortesia de AECOM
Primeiro Lugar: Helical. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner tem a satisfação de anunciar os resultados da 5ª edição do Architect's Chair Competition, a quinta edição do concurso internacional anual que convida arquitetos/as e designers de todo o mundo a criarem uma cadeira autoral que reflita suas respectivas filosofias de projeto e visões de design.
O design de cadeiras exemplifica o caráter interdisciplinar da arquitetura, reunindo questões de proporção, estrutura, materialidade, ergonomia e artesanato na escala de um único objeto. Os projetos enviados este ano exploraram uma ampla gama de abordagens, desde soluções altamente minimalistas e estruturalmente eficientes até desenhos fundamentados em referências culturais, experimentação material e novos métodos de fabricação.
Em todo o Brasil, a arquitetura continua a tomar forma por meio de diferentes práticas, escalas e relações com o lugar. A seleção deste mês destaca atuações que operam além dos limites convencionais da disciplina, abordagens coletivas que reconectam projeto e construção, e projetos que respondem à paisagem, à memória e à comunidade. Ao lado de edifícios e espaços públicos recém-concluídos, novas intervenções culturais em São Paulo e no Rio de Janeiro evidenciam ainda mais como a arquitetura se cruza com a arte, o patrimônio e o ambiente urbano.