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IA e o Ambiente Construído: Unindo Tecnologia, Design e Identidade Cultural

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A inteligência artificial (IA) está reconfigurando o cenário arquitetônico, oferecendo ferramentas que potencializam a criatividade, otimizam fluxos de trabalho e redefinem os processos de projeto. Desde o auxílio no planejamento urbano até a conceituação de residências e criação de visualizações, a IA abre novas possibilidades para arquitetos/as, designers e até mesmo pessoas leigas. No entanto, à medida que os resultados gerados por IA se tornam mais frequentes, surgem preocupações quanto à possibilidade de gerar projetos com aparência genérica ou ao desaparecimento de habilidades tradicionais de projeto. Esses desafios nos levam a examinar criticamente como a IA complementa a criatividade humana e as implicações éticas em torno da autoria, originalidade e direitos de propriedade intelectual nesta era digital em rápida evolução.

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O visual do vidro com baixo teor de ferro ao seu alcance: Guardian Crystalclear™

Para quem busca o visual refinado do vidro com baixo teor de ferro, o vidro Guardian CrystalClear™ oferece uma opção avançada para diversas aplicações arquitetônicas. Combinando uma clareza aprimorada e uma neutralidade de cor que superam o vidro incolor padrão a um preço mais acessível do que o do vidro convencional com baixo teor de ferro, esse substrato foi desenvolvido para atender tanto a requisitos estéticos quanto funcionais no projeto.

Direitos aéreos explicados: equilibrando o ganho privado com o bem público

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As transações de direitos sobre o espaço aéreo tornaram-se fundamentais no desenvolvimento urbano, permitindo que as cidades cresçam verticalmente ao mesmo tempo em que preservam recursos de solo limitados. Tipicamente definidos como o direito de usar ou vender o espaço acima de uma propriedade, esses direitos permitem que proprietários/as de imóveis transfiram o coeficiente de aproveitamento (FAR) não utilizado para lotes vizinhos, gerando maior densidade e oportunidades de ganho financeiro. Contudo, essa definição pode variar de acordo com a localidade e a região, uma vez que cada país interpreta de maneira distinta os direitos sobre o espaço aéreo e a capacidade de construí-lo ou transferi-lo. À medida que os centros urbanos enfrentam pressões crescentes devido à escassez de terras e ao crescimento populacional, esses direitos continuam a oferecer uma solução criativa que fomenta a inovação arquitetônica e a eficiência econômica.

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Ricardo Greene: “Talvez o tédio defina as cidades não metropolitanas”

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Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com o sociólogo chileno e acadêmico da Universidade San Sebastián Ricardo Greene, editor do histórico livro "Ciudad Fritanga", publicado pela Editorial Bifurcaciones em 2014.

Em "Ciudad Fritanga⁠", estão reunidas 34 crônicas sobre cidades chilenas não metropolitanas como Arica, Talca e Punta Arenas, sob o olhar de poetas, artistas e escritores/as como Lina Meruane, Jorge Baradit, Marcelo Mellado e María José Navia.

"Quando se escreve sobre cidades, escreve-se sobre Londres, Berlim e Nova York.  Essa é a crônica urbana. No entanto, as cidades não metropolitanas também são cidades", comenta Greene nesta entrevista.

Navegando por sistemas de apoio para arquitetos/as emergentes: analisando o caso dos EUA e de Hong Kong

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Como as sociedades apoiam e incentivam arquitetos/as em início de carreira? Jovens arquitetos/as são profundamente influenciados/as por sua educação formal e pelo contato inicial com o setor. Diferentes sistemas organizacionais em cada região — sejam passivos, por meio de fatores contextuais, ou ativos, mediante benefícios tangíveis — existem para ajudá-los/as a ingressar no mercado. No entanto, cabe questionar com que frequência refletimos sobre esses sistemas de apoio estabelecidos. Seriam eles eficazes em formar profissionais completos/as ou, sem querer, acabam reforçando certos vieses na prática da arquitetura?

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Betina Rincón: "O Sul Global não é a região que mais polui, mas será a mais afetada"

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta venezuelana Betina Rincón, coordenadora de pesquisa do ⁠re:arc institute⁠, sobre o trabalho da organização filantrópica dinamarquesa no apoio e financiamento de soluções comunitárias para enfrentar a crise climática em todo o mundo.

Studio Weave lidera o projeto dos novos pavilhões de visitantes do Museu Britânico em meio a iniciativas mais amplas de seu plano diretor

O British Museum anunciou o Studio Weave como a equipe líder selecionada para projetar seus novos pavilhões de boas-vindas aos visitantes e o pátio de entrada, como parte de uma iniciativa mais ampla de redesenvolvimento. O projeto é uma das principais etapas do abrangente Masterplan do museu, que visa modernizar o icônico terreno no centro de Londres ao mesmo tempo que preserva sua importância histórica. A proposta vencedora foi escolhida por meio de um concurso organizado no âmbito da estrutura de Arquitetura e Urbanismo da Greater London Authority, que prioriza a diversidade e a sustentabilidade no design.

COP29 começa em Baku, Azerbaijão, para debater financiamento climático e resiliência

A 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP29) acontece entre os dias 11 e 22 de novembro em Baku, no Azerbaijão. O evento propõe um encontro global de lideranças empresariais, governos e sociedade civil com o objetivo de adotar medidas eficazes para limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Como o setor da construção civil é responsável por aproximadamente 37% das emissões globais, a conferência é de particular interesse para arquitetos/as, urbanistas e pesquisadores/as da área.

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Uma cultura de reúso: 5 museus europeus inseridos em seus contextos históricos

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Ao longo de sua história relativamente recente, os museus evoluíram para condensar aspectos específicos de uma cultura e apresentá-los de forma coerente e unificada. Desse modo, a relação entre a arquitetura e a exposição torna-se crucial, pois cabe ao/à arquiteto/a desenhar não apenas o suporte e o plano de fundo das obras de arte ou artefatos expostos, mas também se responsabilizar pelo percurso do/a visitante, aliando o enriquecimento cultural com a experiência espacial vivenciada ao percorrer as salas de exposição. Contudo, nem todos os museus foram originalmente construídos para essa finalidade.

Por toda a Europa, museus estão sendo instalados ou se expandindo a partir de monumentos históricos e edifícios que perderam sua função original. Frequentemente em estado de deterioração, a decisão de convertê-los em espaços culturais interrompe essa degradação e preserva a matéria histórica, agregando uma nova camada de complexidade às exposições planejadas. O papel do/a arquiteto/a passa a ser o de introduzir uma ordem e um sistema capazes de equilibrar o patrimônio do local com as demandas de funcionalidade modernas, garantindo a preservação da essência da estrutura original enquanto atende às necessidades das exposições contemporâneas e do engajamento do público.

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Documentando vozes femininas na arquitetura: “Women in Architecture” retorna em seu segundo capítulo

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"Pensamos que somos diversos e que temos igualdade, mas será que esse é realmente o caso?"

Destacando as histórias de mulheres na arquitetura que moldam o ambiente construído, o documentário "Women in Architecture", dirigido por Boris Noir, retorna para seu segundo capítulo. Iniciada pela Sky-Frame, em colaboração com o ArchDaily, esta nova edição da série documental aprofunda-se nas trajetórias de Dorte Mandrup e Tosin Oshinowo, traçando um paralelo entre suas vidas e focando em seus caminhos e desafios singulares. Fique atento/a para a exibição online em 12 de novembro, às 7h30 EST / 12h30 CET no ArchDaily.

A promessa da acessibilidade: os sistemas modulares podem contribuir para democratizar o processo de projeto?

No alvorecer do Modernismo, na busca fervorosa por sistemas construtivos inovadores, eficientes e econômicos, a ideia da construção modular oferecia exatamente essa promessa: um sistema industrializado composto por elementos prontos para montagem, de fácil configuração, excelente relação custo-benefício e controle de qualidade garantido. Embora a ideia não tenha ganhado tanta força quanto o esperado inicialmente, ela continuou sendo uma premissa atraente para arquitetos/as e designers. Atualmente, novos avanços no setor têm gerado um interesse renovado no assunto, à medida que a habitação modular surge como uma alternativa eficaz em diversos campos, desde a habitação acessível até abrigos de emergência, ou mesmo como plataformas para colaboração interdisciplinar, participação e codesign. O artigo a seguir explora essa promessa de acessibilidade, criatividade e viabilidade econômica que se tornou parte integrante do debate sobre a arquitetura modular.

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Cabanas do Sanderling Beach Club, de Paul Rudolph, na Flórida, são destruídas por furacão

Em 27 de setembro de 2024, o Paul Rudolph Institute of Modern Architecture anunciou que o Sanderling Beach Club, complexo de edifícios à beira-mar projetado por Paul Rudolph em 1952 em Sarasota, Flórida, foi completamente destruído pelo furacão Helene. A forte tempestade tropical, um furacão de categoria 4, causou um impacto devastador em comunidades nos estados da Flórida, Geórgia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Virgínia.

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Pátios contemporâneos, mas tradicionais: qualificando os espaços de morar em 10 projetos residenciais chineses

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Há muito tempo, os pátios constituem um aspecto fundamental da arquitetura tradicional chinesa, atuando como espaços centrais em torno dos quais a vida doméstica se organiza. Esses locais desempenham um papel vital na criação de um ambiente residencial harmonioso, oferecendo benefícios que vão desde a regulação da temperatura interna até o estímulo às interações sociais e a promoção de uma estreita conexão com a natureza.

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Resíduos que constroem: uma escola na Índia feita de bagaço de cana-de-açúcar

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A indústria da construção civil, tradicionalmente dependente do uso intensivo de materiais naturais não renováveis, encontra-se em um momento decisivo para reavaliar seus processos e mitigar seu significativo impacto ambiental. Como atender à crescente demanda por infraestrutura, habitação, saúde e educação sem esgotar os recursos naturais? Embora as iniciativas de reciclagem estejam ganhando força, elas ainda se mostram insuficientes. Nesse cenário, surgem soluções mais inovadoras, que propõem o aproveitamento de resíduos agrícolas, como o bagaço da cana-de-açúcar, para criar alternativas sustentáveis e disruptivas para o setor.

O reposicionamento de edifícios de escritórios: criando experiências repletas de comodidades nos Estados Unidos pós-pandemia

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A tipologia dos edifícios de escritórios surgiu da necessidade de reunir milhares de pessoas em um ambiente de trabalho relativamente rígido. Nas grandes cidades, essas estruturas se concentraram em Distritos Centrais de Negócios (CBDs), que se tornaram bairros dedicados a abrigar o comércio e as empresas. No entanto, a pandemia de COVID-19 interrompeu esse modelo, impulsionando a ascensão do trabalho remoto e híbrido. Hoje, quase quatro anos depois, as taxas de ocupação nesses centros urbanos continuam abaixo dos níveis pré-pandemia, sinalizando uma mudança de longo prazo no ambiente de trabalho. Para enfrentar esse desafio, incorporadores/as têm buscado cada vez mais o "reposicionamento" de seus projetos, procurando redefinir sua imagem ao adaptá-los às demandas contemporâneas. Essa tipologia considera a malha urbana circundante, visando expandir o uso do edifício para além de seu propósito original e atrair as pessoas de volta aos CBDs.

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Um complexo cultural no Iraque e um claustro urbano na Índia: 10 masterplans não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

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Planos diretores são estratégias abrangentes de projeto que orientam o desenvolvimento futuro de cidades, distritos ou empreendimentos de grande escala. Sob a perspectiva do projeto e da arquitetura, eles buscam equilibrar a necessidade de flexibilidade, a visão de longo prazo e a integração da infraestrutura com o espaço público. Os temas-chave no planejamento de planos diretores costumam incluir desenvolvimento sustentável, conectividade urbana e integração cultural. Os planos diretores moldam não apenas o ambiente físico, mas também o tecido social das comunidades, ao enfatizarem a caminhabilidade, os espaços de uso misto e a fusão entre os ambientes natural e construído. Essas diretrizes de grande escala demonstram o papel fundamental da arquitetura na modelagem do futuro da vida urbana.

Esta seleção com curadoria de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, ilustra uma série de estratégias urbanas visionárias. Seja no renascimento da aldeia de Ad-Damun na Palestina, reconectando-se com um rico passado histórico, ou na ousada reconstrução do Complexo Al-Nouri no Iraque como um polo cultural e espiritual, alguns desses projetos dialogam com narrativas complexas de memória e restauração. Do projeto sustentável de Mokolo Green Scarf City em Camarões ao centro de pesquisa de vida marinha no Iêmen, tais propostas evidenciam diversas abordagens para desafios arquitetônicos, com foco na comunidade, no meio ambiente e na preservação do patrimônio cultural. Ao abordarem contextos regionais singulares, essas propostas refletem um compromisso amplo em repensar como a arquitetura pode promover resiliência e inclusão.

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Sobre a nova vida dos edifícios: conceitos, reflexões e projetos de reúso adaptativo de 2024

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Falar sobre reutilização adaptativa envolve explorar múltiplos campos de atuação e disciplinas, interpretar perspectivas e opiniões contrapostas de diferentes atores, e até mesmo impulsionar a reativação ou revitalização de certos espaços em prol das comunidades. Embora nos últimos anos tenham surgido notáveis projetos de conversão de fábricas e galpões industriais, bem como transformações de estruturas industriais em escritórios modernos, a reutilização adaptativa de edificações existentes continuou a evoluir e a se expandir com cada vez mais intervenções em nível global ao longo de 2024, buscando melhorar a qualidade de vida dos habitantes e, além disso, contribuir para a preservação do meio ambiente.

Sobre a nova vida dos edifícios: conceitos, reflexões e projetos de reúso adaptativo de 2024 - Imagem 1 de 4Sobre a nova vida dos edifícios: conceitos, reflexões e projetos de reúso adaptativo de 2024 - Imagem 2 de 4Sobre a nova vida dos edifícios: conceitos, reflexões e projetos de reúso adaptativo de 2024 - Imagem 3 de 4Sobre a nova vida dos edifícios: conceitos, reflexões e projetos de reúso adaptativo de 2024 - Imagem 4 de 4Sobre a nova vida dos edifícios: conceitos, reflexões e projetos de reúso adaptativo de 2024 - Mais Imagens+ 19

O que são os espaços performativos na arquitetura segundo Rodrigo Tisi?

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Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com o arquiteto chileno Rodrigo Tisi sobre seu livro ⁠Objetos e espaços performativos⁠ (Ediciones ARQ), uma pesquisa que examina momentos-chave para observar, explicar e estabelecer as possibilidades de certas práticas de performance na academia e em ambientes de disciplinas criativas.

Sumayya Vally sobre a incorporação de saberes diversos na arquitetura contemporânea: o tema do Obel Award 2024

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Sumayya Vally, arquiteta, curadora e fundadora do escritório de arquitetura Counterspace, passa a integrar o júri do Obel Award 2024. Este prêmio internacional de arquitetura, organizado pela Henrik Frode Obel Foundation, homenageia projetos que causam um impacto significativo nas pessoas e no planeta. O tema de 2024, "Architecture WITH" (Arquitetura COM), propõe repensar a profissão, enfatizando processos colaborativos e de cocriação que integram saberes diversos no cerne do projeto. A perspectiva de Vally sobre a redefinição dos papéis na arquitetura se alinha ao foco do tema em abordagens não hierárquicas e cocriativas.

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Rumo à conclusão da Catedral de Málaga: o papel da madeira no projeto da nova cobertura de duas águas

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Assim como uma composição musical, existe uma categoria particular de edifícios cuja história se assemelha a uma sinfonia inacabada. Alternando entre notas altas e momentos de silêncio, essas estruturas constituem narrativas intermitentes que atravessam séculos. Um dos casos mais emblemáticos é a Sagrada Família, que está em construção há mais de um século e tem sua conclusão prevista para esta década. Se cem anos de obras não são pouca coisa, outro edifício desse grupo supera de longe essa marca: a Catedral de Málaga, no sul da Espanha, está em construção há mais de cinco séculos.

Impulsionada por influências renascentistas, a construção da catedral teve início em 1528. Desde então, o projeto passou por diversos períodos de interrupção ao longo de sua história, resultando em um marco inacabado. À catedral ainda falta uma de suas torres, há elementos incompletos na fachada e suas abóbadas estão expostas às intempéries devido à ausência de uma estrutura de cobertura. Ao longo dos anos, várias intervenções foram realizadas—incluindo a recente adaptação do acesso turístico às cúpulas—, mas resta uma grande tarefa: o telhado de duas águas. Proposto originalmente em 1764 por Ventura Rodríguez, seu desenho foi reimaginado e agora será executado utilizando técnicas contemporâneas de construção em madeira.

Do Conceito ao Objeto: A contribuição do Studio PRACTICE para a nova onda da arquitetura coreana

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O PRACTICE é um estúdio sediado em Seul, fundado em 2020 pela dupla de designers Sisan Lee e Sehou Ahn, e uma das escolhas do ArchDaily's 2024 Best New Practices. Com formação em arquitetura e design de interiores, a dupla explora uma ampla variedade de campos criativos, desde o design de espaços e exposições até mobiliário sob medida, objetos de arte e experimentação de materiais. O estúdio ganhou destaque no ano passado por sua abordagem ágil de projeto, que "dialoga com as rápidas transformações no dinâmico polo global de moda e design". O estúdio confere uma profundidade singular a cada projeto ao criar elementos, móveis e objetos personalizados que refletem suas diversas habilidades criativas. As peças que integram seus projetos são concebidas a partir de uma compreensão profunda de sua função e materialidade, demonstrando o compromisso do estúdio com um design reflexivo e íntegro.

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Acústica que une desempenho e estética: Por que a escolha de materiais importa

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Ao longo da história, a inegável inter-relação entre som e arquitetura moldou a experiência de usuários/as. De auditórios a escritórios, centros culturais e escolas, a acústica na arquitetura pode se manifestar de duas maneiras: como um elemento determinante da forma da estrutura e como material. No debate sobre a estética, este último aspecto é particularmente relevante, pois qualquer elemento que componha um espaço deve dialogar de forma coesa com o restante do projeto.

Integrar a acústica por meio dos materiais representa um desafio significativo, já que atributos como cor, textura ou dimensões podem dificultar a harmonização com o design geral do espaço. Isso pode desequilibrar a experiência do ambiente, pois, embora a acústica seja aprimorada, a atmosfera interna é afetada negativamente. Tal cenário evidencia a importância de selecionar o material correto, capaz de otimizar o desempenho acústico sem comprometer a coerência do projeto.

Dakar, uma cidade em constante reinvenção

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Dakar é uma cidade em constante desenvolvimento. Desde o período colonial, a capital do Senegal tem passado por profundas transformações em sua definição social, o que, por sua vez, afetou seu tecido urbano e arquitetônico. Desde o mandato francês, que de certa forma forçou a transição das tradições habitacionais locais para um estilo de vida mais "europeu", as engrenagens da mudança foram postas em movimento. Posteriormente, uma notável tentativa pós-colonial de redefinir Dakar tornou-se inevitável. Essa redefinição manifestou-se de diversas maneiras, ainda visíveis hoje, e moldou uma cidade de linguagens arquitetônicas híbridas que desafia as expectativas da maioria dos visitantes. 

Embora o renomado modernismo de meados do século africano estivesse certamente presente nos anos que se seguiram à independência do Senegal em 1960, isso se deveu principalmente à sua popularidade entre profissionais de arquitetura atuantes na região, e não à sua relevância para os esforços de reconstrução da capital.  A abordagem modernista, observada principalmente em edifícios públicos, institucionais e culturais, e que persiste hoje sob um estilo contemporâneo mais indefinido, sempre teve como objetivo projetar Dakar para o mundo. No entanto, ela não refletia a realidade do desenvolvimento da cidade nem o modo de vida de seus habitantes. 

Em um esforço para trazer o foco de volta a Dakar, algumas das coberturas mais recentes do ArchDaily destacaram as diversas iniciativas de desenvolvimento e projeto que buscam proporcionar melhores condições de vida aos seus habitantes. 

Guia de Arquitetura de Dakar: 10 obras modernas e contemporâneas que refletem a identidade em evolução da cidade

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Uma cidade que desafia as expectativas: é o que muitos/as visitantes costumam dizer sobre a capital senegalesa, Dakar. Como a cidade portuária mais ocidental da África, que conquistou sua independência da França em 1960, Dakar é um polo regional de diversidade e cultura. Embora seja frequentemente descrita como uma cidade inesperadamente elegante e "moderna", com seus edifícios monolíticos característicos e por vezes coloridos, Dakar está, na verdade, em constante desenvolvimento, e cada um de seus distritos tende a refletir um estilo e foco diferentes, dependendo de sua população e das funções predominantes.

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