Comuna 13 de Medellín via Shutterstock. Imagem cortesia de CityMakers
A CityMakers, Comunidade Global de Arquitetos e Arquitetas que Aprendem com Cidades-Modelo e Seus Criadores, está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. Os autores e autoras são os/as arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas por trás dos projetos que transformaram essas três cidades, conhecidos/as nas "Escolas de Cidades" e "Cursos Documentários" realizados pela CityMakers.
Atualmente, há um amplo consenso sobre a importância do espaço público na cidade. Embora pareça bastante lógico, essa relevância não é tão antiga quanto os assentamentos humanos, que existem há milênios. A Carta de Atenas, escrita há apenas 91 anos, não tratava tanto a cidade como um lugar para se viver, mas como uma máquina funcional. Quase um século depois, o paradigma mudou: a cidade é, acima de tudo, seu espaço público. No entanto, o que acontece quando o espaço público é ameaçado pela proliferação de carros, pela insegurança ou até mesmo pela água?
Na última segunda-feira, embarquei em um voo de Berlim para Doha — uma rota comum, considerando a consolidação do Catar como um importante hub global de conexão entre o Oriente e o Ocidente. Desta vez, no entanto, Doha não era a escala, mas o destino final.
Nas próximas décadas, parece inevitável que os/as arquitetos/as se concentrem cada vez mais em reformas e reabilitações — especialmente em centros urbanos consolidados —, seja para modernizar estruturas obsoletas, seja para adaptá-las a novos usos e demandas da sociedade contemporânea. Um dos principais desafios ao executar esse tipo de projeto é obter uma base de trabalho verdadeiramente confiável, incluindo modelos 3D precisos e realistas. Realizar levantamentos pode ser uma tarefa hercúlea, que exige longas horas ou dias de trabalho em campo e um esforço considerável para organizar e interpretar as informações coletadas, resultando frequentemente em dados sem a precisão adequada.
Para simplificar esses processos, os avanços tecnológicos trouxeram uma solução: levantamentos baseados em nuvens de pontos e escaneamento 3D, que têm o potencial de revolucionar o processo de projeto. Nuvens de pontos são conjuntos de milhões ou bilhões de pontos de medição individuais na superfície de objetos, que podem ser obtidos por meio de scanners a laser, drones ou câmeras 3D. Cada ponto de medição contém coordenadas X, Y e Z, bem como outras propriedades ópticas (refletância, cor). Múltiplas posições de escaneamento são registradas (alinhadas ou "costuradas") para criar nuvens de pontos de um cenário completo, as quais podem ser carregadas em praticamente qualquer plataforma CAD para o trabalho de campo convencional.
O escritório Diller Scofidio + Renfro (DS+R) , com uma equipe liderada por Charles Renfro , iniciou as obras do novo edifício de artes da Rice University, batizado de Susan and Fayez Sarofim Hall. Projetado como um portal de entrada para o campus da universidade, o novo edifício abrigará áreas de exposição, laboratórios, estúdios, oficinas, escritórios para docentes e outras instalações. Para garantir adaptabilidade ao longo do tempo, a estrutura utiliza um sistema pré-fabricado expansível, integrando interdisciplinaridade e experimentação ao projeto. Localizado em Houston, no Texas, o edifício tem previsão de inauguração para o segundo semestre de 2025.
O escritório MVRDV acaba de lançar um novo estudo de projeto que investiga como a habitação compartilhada (co-living) pode ajudar a moldar o futuro da habitação. Desenvolvido em parceria com a incorporadora HUB e com a gestora de investimentos sustentáveis Bridges Fund Management, o trabalho apresenta uma análise abrangente de diversas tipologias com o objetivo de revolucionar a vida comunitária e criar bairros vibrantes. A pesquisa aborda as demandas contemporâneas de moradia, incluindo flexibilidade, sustentabilidade e comunidade, ao mesmo tempo em que enfrenta a crise climática e as questões de acessibilidade financeira. A iniciativa oferece soluções sob medida para diferentes projetos de co-living, atendendo a variados perfis demográficos e estilos de vida.
Diversos acontecimentos moldaram o Marrocos desde sua independência. Um deles é a transição dos/as arquitetos/as, que deixaram de servir ao decadente império francês para atender à recém-independente nação marroquina. Ao conquistar a independência em 1956, jovens arquitetos/as marroquinos/as e estrangeiros/as receberam a tarefa de construir um Marrocos autossuficiente. A demanda por infraestrutura moderna, novos edifícios administrativos e melhores instalações de educação e saúde gerou um boom na construção civil. Esse crescimento acelerado ofereceu a arquitetos/as e urbanistas a oportunidade de expressar sua visão.
Inspirados/as pela popularidade do modernismo na Europa, os/as arquitetos/as experimentaram edificações que incorporavam o brutalismo. Esse estilo arquitetônico não representava apenas uma rebeldia contra a visão colonial de desenho urbano no Marrocos, mas também um símbolo de unidade arquitetônica na paisagem urbana. Foram criados edifícios de diversas tipologias marcados pelo concreto aparente, que evidenciava suas qualidades intrínsecas de resistência, durabilidade e funcionalidade. Essas obras, que podem ser vistas em cidades como Agadir, Casablanca, Tânger e partes de Marrakech, representam um diálogo entre o brutalismo e a cultura, o ambiente e o clima marroquinos.
Entre 4 e 6 de abril, a conferência internacional FABRICATE 2024será realizada na Real Academia Dinamarquesa, em Copenhague. Desde a sua criação em 2011, o FABRICATE consolidou-se como um fórum global para novas possibilidades radicais na arquitetura, acolhendo milhares de participantes da prática profissional, da indústria e da pesquisa.
Neste segundo artigo, apresentamos o/a arquiteto/aIndy Johar, diretor/a da WikiHouse Foundation e CEO e fundador/a do Dark Matters Lab, que trabalha com instituições de todo o mundo, desde o PNUD, a Comissão Europeia para Cidades Neutras em Carbono, a Agência Europeia do Ambiente e diversas agências nacionais e municípios. O texto é um trecho do próximo livro do FABRICATE 2024 e baseia-se em uma entrevista conduzida pelo/a co-coordenador/a Phil Ayres entre Indy Johare o/a professor/a Philippe Block, diretor/a do Instituto de Tecnologia em Arquitetura (ITA) da ETH Zürich. O livro será publicado na noite de abertura da conferência FABRICATE 2024.
Tianjin Library (2012). Photo courtesy of Riken Yamamoto & Field Shop.
A escolha de Riken Yamamoto como vencedor do prestigiado Prêmio Pritzker 2024 é recebida com agradável surpresa. Seu portfólio arquitetônico, caracterizado por um profundo compromisso com o engajamento comunitário e uma percepção aguçada das dinâmicas locais, exemplifica o poder transformador da arquitetura na sociedade. Atendendo às demandas de crianças, adultos e idosos, o trabalho de Yamamoto destaca o impacto profundo que a arquitetura pode ter na vida de indivíduos de todas as faixas etárias. Para conhecer mais a fundo a formação e trajetória profissional do arquiteto, reunimos a seguir 15 fatos e curiosidades sobre Riken Yamamoto.
No cenário em constante evolução da tecnologia e da criatividade, manter-se na vanguarda é fundamental. Durante a recente apresentação virtual Chaos Unboxed Live, participantes como o CEO Christian Lang e o cofundador e chefe de inovação Vladimir “Vlado” Koylazov apresentaram uma série de avanços prontos para redefinir o processo criativo.
No cerne da estratégia da Chaos está o compromisso com três princípios fundamentais: acelerar a criatividade, entregar soluções totalmente interconectadas e garantir a acessibilidade entre plataformas. Por meio de uma integração fluida e de ferramentas de ponta, a Chaos capacita arquitetos/as e artistas, revolucionando indústrias e moldando o futuro do design.
Os anúncios feitos durante a apresentação revelaram inovações capazes de redefinir o campo da visualização — e ir além.
Luxe Lakes Arts Center, Chengdu, China. Imagem cortesia de Wide Horizons Development
O arquiteto, escritor e professor de reconhecimento internacional Antoine Predock faleceu em Albuquerque, Novo México, em 2 de março de 2024, aos 87 anos. Ao longo de sua carreira, Predock desenvolveu um estilo único, atuando fora dos grandes centros urbanos e buscando conectar as paisagens com a experiência humana do espaço. Além de ter lecionado por muitos anos na Universidade do Novo México, ele assina projetos renomados como o Nelson Fine Arts Center, o Tang Teaching Museum and Art Gallery no Skidmore College e o Canadian Museum for Human Rights em Winnipeg, Manitoba.
Com o compromisso de promover projetos urbanos resilientes e de carbono zero, o Reinventing Cities já envolveu mais de 3.500 empresas em todo o mundo, com 40 projetos atualmente em desenvolvimento globalmente. A edição deste ano se destaca por seus ambiciosos objetivos ambientais e sociais, contando com cidades participantes de diversos continentes, incluindo Almere, Bilbao, Bolonha, Bruxelas, Glasgow, Milão, Nova York, Palermo, Renca, Roma, San Antonio, San Francisco, São Paulo, Seattle e Veneza.
Em cartaz de 11 de novembro de 2023 a 10 de março de 2024, a Trienal de Arquitetura de Sharjah celebra inovações no ambiente construído, com foco especial no Sul Global. O objetivo principal da mostra é chamar a atenção para futuros sustentáveis, acessíveis e equitativos, destacando o valor de respostas alternativas à escassez de recursos. Com o encerramento do evento se aproximando, o ArchDaily explora 10 instalações arquitetônicas que respondem ao tema geral por meio de diferentes linguagens.
Com curadoria de Tosin Oshinowo sob o tema “A Beleza da Impermanência: Uma Arquitetura de Adaptabilidade”, a trienal conta com contribuições de 29 arquitetos/as e estúdios de 25 países. Desde o 51-1 Arquitectos, que transforma um terreno antes inacessível em um espaço lúdico dinâmico com jogos de tabuleiro populares de várias regiões, até o Al Borde, que redefine uma área por meio de uma estrutura de sombreamento sob medida feita com materiais naturais, a Trienal de Arquitetura de Sharjah apresenta um conjunto diversificado de intervenções. A mostra do escritório WaiWai destaca três exemplos da arquitetura moderna em Tashkent, no Uzbequistão, evidenciando sua evolução significativa. Já a "Tenda de Concreto" do DAAR combina elementos de uma tenda móvel e de uma casa de concreto, explorando o conceito de "temporariedade permanente". Essas instalações oferecem perspectivas inovadoras sobre adaptabilidade, sustentabilidade e relevância cultural no panorama arquitetônico.
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Esboço do Bonnet Springs Park / Sasaki. Imagem cortesia de Sasaki
“Os/as arquitetos/as paisagistas começaram a debater o carbono incorporado. Há uma conscientização de que não podemos mais ignorar as partes cinzas”, afirmou Stephanie Carlisle, pesquisadora sênior do Carbon Leadership Forum e da Universidade de Washington, durante o primeiro de uma série de webinars organizados pelo Comitê de Biodiversidade e Ação Climática da ASLA.
As partes cinzas são o concreto, o aço e outros produtos manufaturados presentes nos projetos. Essas discussões estão lançando as bases para uma transição que visa reduzir o uso desses materiais. Os/as arquitetos/as paisagistas na liderança da ação climática que impulsionam esses debates propõem caminhos práticos para descarbonizar projetos e especificar materiais de baixo carbono.
Como uma nova plataforma no mundo árabe, o Design Doha 2024 teve sua edição inaugural em Doha, no Catar. Ao promover diálogos entre designers, o evento desafia o equívoco de que o mundo árabe é composto por uma única cultura, evidenciando a diversidade de populações, paisagens e histórias que o integram.
Centrado em "Arab Design Now", um panorama regional que apresenta obras de mais de 70 designers árabes, com 38 peças comissionadas, o Design Doha acontece de 24 de fevereiro a 5 de agosto de 2024. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Rana Beiruti, curadora da exposição principal, durante a abertura do evento, para compreender a importância da bienal e explorar algumas das principais instalações, investigando as histórias por trás dessas intervenções, conhecendo os/as designers envolvidos/as e compreendendo seus processos criativos.
“Estamos à beira de uma das maiores revoluções que nossa indústria enfrentará”, alerta German Otto Bodenbender, gerente de tecnologia de design no BIG Barcelona e docente do ZIGURAT Institute of Technology.
Inicialmente, tivemos a revolução do CAD, com a introdução dos computadores; depois, foi a vez da metodologia BIM, com novos processos e fluxos de trabalho; e agora, quando muitos/as profissionais ainda não se acostumaram a todas essas mudanças, surge a IA. Ela não está apenas afetando a forma como fazemos as coisas, mas revolucionando todo o ciclo de vida dos processos de construção, introduzindo novas capacidades computacionais em cada aspecto da arquitetura, engenharia e construção.
We Caught A UFO! por Xavier Madden e Katja Banovic, Croácia e Austrália. Imagem cortesia de Winter Stations
O Winter Stations, que chega agora ao seu décimo ano, revelou as propostas vencedoras selecionadas a partir de centenas de inscrições enviadas de todo o mundo. Após um concurso internacional de projeto lançado em novembro de 2023, designers, artistas e arquitetos/as contribuíram com propostas ousadas para reimaginar os postos de salvamento ao longo das praias da região leste de Toronto durante o inverno. Criado pela RAW Design, pela Ferris + Associates e pela Curio em 2014, o evento busca reunir uma comunidade internacional de design e arte para participar deste exercício lúdico de repensar os espaços públicos por meio de intervenções temporárias ousadas. Os projetos vencedores foram executados com o apoio da Anex Works, um grupo de fabricação sediado em Toronto, e ficarão em exposição até o final de março.
Para esta edição de décimo aniversário, o tema escolhido para este ano é "Resonance" (Ressonância), com o objetivo de desafiar os/as designers a refletirem sobre o legado artístico e o impacto duradouro do Winter Stations, embarcando em uma jornada de reinvenção e reimaginação. Os projetos foram convidados a recriar e reinventar instalações de edições anteriores do Winter Stations, oferecendo momentos de contemplação e memória. O evento também dá continuidade à tradição de incorporar as estruturas dos postos de salvamento, convidando os/as designers a integrá-las em seus projetos sem alterar sua estrutura de nenhuma forma.
O escritório de arquitetura GRAFT Architects acaba de vencer o concurso para projetar o novo Campus de Música Carl Bechstein. Localizado na região central de Berlim, o principal objetivo da Fundação Carl Bechstein com o campus é criar um polo cultural inteiramente dedicado à música de piano. Como ponto de convergência para a marca Bechstein — fundada em 1853 e conhecida por sua variedade de pianos —, o campus também funcionará como a nova sede da fundação.
Quatro anos após o início da pandemia de COVID-19, seus reflexos ainda são sentidos nos setores de construção e imobiliário nos Estados Unidos. A aceleração do trabalho remoto e dos modelos híbridos tem provocado uma queda acentuada na demanda por espaços corporativos tradicionais nas cidades do país. Em grandes metrópoles como Nova York e São Francisco, as taxas de ocupação despencaram, o valor dos imóveis diminuiu e os aluguéis caíram significativamente. Enquanto os/as arquitetos/as projetam o futuro do trabalho, o mercado imobiliário divide-se sobre a viabilidade de se investir no crescente estoque de edifícios de escritórios vazios do país.
A manipulação e a combinação de materiais são buscas constantes na arquitetura. Isso não apenas ampliou as possibilidades construtivas, mas também permitiu a criação de formas e estéticas singulares a partir de uma mesma materialidade. Um exemplo disso é o cimento Portland, elemento essencial na mistura de água e agregados que compõem o concreto, que viabiliza a criação tanto de elementos estruturais quanto decorativos. Paralelamente, como resultado da pesquisa por materiais inovadores, o fibrocimento surgiu (inventado por Ludwig Hatschek) no final do século XIX, combinando cimento Portland, materiais de origem mineral e fibras de celulose.
Atualmente, o fibrocimento — caracterizado por qualidades técnicas fundamentais como esbeltez, leveza, durabilidade e flexibilidade estética — destaca-se em diversas aplicações ligadas ao design, que vão do mobiliário a sistemas de fachadas. É nestas últimas que o material assume expressões notáveis, graças às suas texturas, incombustibilidade, resistência à chuva e maleabilidade. Por esse motivo, elaboramos um guia de projeto que aborda o uso do fibrocimento, explorando os princípios a serem considerados no detalhamento de fachadas, no que diz respeito à sua materialidade, dimensões, paginação, detalhes e aplicações especiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140445/guia-de-projeto-trabalhando-com-fachadas-de-fibrocimentoEnrique Tovar
Imagem aérea de Los Angeles. Imagem via trekandshoot / Shutterstock
Várias cidades nos Estados Unidos estão sofrendo com a falta de milhões de unidades habitacionais. Agravada por outros fatores, essa escassez está aumentando radicalmente o custo tanto para alugar quanto para comprar casas. Los Angeles não é exceção; com 74% do seu território destinado exclusivamente à casas unifamiliares, a construção de habitações multifamiliares é limitada a uma área extremamente pequena da cidade, tornando a construção de novas habitações acessíveis muito difícil. Além disso, processos complexos de aprovação, que duram vários anos, muitas vezes tornam esses projetos ainda menos viáveis.
Por isso, em dezembro de 2022, a prefeita Karen Bass tomou uma decisão drástica ao declarar estado de emergência para acelerar a aprovação de projetos de habitação acessível, permitindo aos investidores acelerar projetos que contemplariam um sistema de aluguel estável por meio de permissões rápidas e isenções de regras de zoneamento. A Executive Direction (ED1) gerou um aumento nas solicitações para construção de habitações acessíveis, surpreendentemente, não apenas de investidores que usam dinheiro público, mas também de particulares.
Nos últimos anos, a Índia testemunhou o ressurgimento do interesse em materiais de construção naturais, impulsionado pelo aumento das preocupações ambientais e um crescente desejo de resgatar estilos de vida tradicionais. De Mumbai, com suas movimentadas ruas, às tranquilas aldeias de Kerala, arquitetos, construtores e comunidades estão se unindo para explorar o potencial da terra, do bambu, da cal e de outros materiais orgânicos na criação de estruturas que sejam relevantes para cada contexto e que também incorporem os ideais contemporâneos do país. Essa mudança em direção ao uso de materiais naturais e recursos vernaculares reflete um movimento em prol da sustentabilidade e de uma conexão mais profunda com a natureza.