Chicago já abrigou uma enorme passarela elevada conhecida como “pedestrian highway”. Ela conectava edifícios no Campus Leste da Universidade de Illinois em Chicago, criando uma rede multinível de atividade humana. A estrutura foi projetada pelo arquiteto Walter Netsch, também responsável pelo campus da Academia da Força Aérea e sua famosa capela em Colorado Springs. A passarela era gigantesca e monumental, tendo servido inclusive de cenário para o filme de terror Candyman, do início dos anos 1990. Com o tempo, no entanto, ela se deteriorou, levando à decisão de demolir essa peça icônica da infraestrutura urbana.
O Studio-MLA está aplicando as lições aprendidas com o projeto de design do Rio Los Angeles, mostrado aqui, no plano diretor do River-Side Gateway. Imagem cortesia de Studio-MLA
Após uma longa busca, a cidade californiana de Riverside e seu Departamento de Parques, Recreação e Serviços Comunitários selecionaram o Studio-MLA como o escritório responsável pelo projeto do River-Side Gateway Project Suite, uma sequência de nove áreas ao longo de um trecho de 11 quilômetros (sete milhas) do Rio Santa Ana. Financiado pela California Coastal Conservancy, o comitê de seleção buscava uma equipe de projeto capaz de revitalizar, da melhor forma possível, os espaços abertos e trilhas ao longo da margem norte de Riverside, a maior cidade da região de Inland Empire, na Califórnia, com uma população de mais de 300 mil habitantes.
O escritório ODA New York divulgou imagens de seu mais novo projeto, o "Era", o maior edifício residencial em balanço de Manhattan. Localizado no Upper West Side, o condomínio de 20 andares apresenta uma impressionante estrutura em balanço de cerca de 15 metros (50 pés) e a única piscina na cobertura do bairro. O design em balanço singular do projeto proporciona vistas mais amplas à medida que o edifício se eleva, além de amplas áreas comuns, residências imponentes e um espaço de lazer na cobertura.
Com a ascensão das casas compactas e das cidades densas, fomos forçados a abrir mão de uma quantidade significativa de espaço de armazenamento. Ironicamente, nossos hábitos de consumo não mudaram e, com poucos metros quadrados à disposição, arquitetos/as e designers tiveram que desenvolver soluções de armazenamento eficientes para aproveitar ao máximo o espaço limitado. Por outro lado, para quem tem a sorte de ocupar um espaço amplo e desobstruído com um orçamento generoso, as possibilidades de design são infinitas. Neste artigo, analisamos como profissionais da arquitetura e do design encontraram maneiras criativas de guardar pertences em espaços com diferentes funções, escalas e restrições espaciais, variando de armários completamente invisíveis a peças centrais escultóricas.
A Casa Resor foi um projeto crucial para Mies van der Rohe, tanto em sua vida pessoal quanto em sua carreira. Foi sua primeira comissão nos Estados Unidos e, antes de se estabelecer em Chicago, ele viveu por dois meses no terreno da casa, perto de Jackson Hole, no Wyoming. O projeto era singular na trajetória de Mies por sua inserção na paisagem rural e pelas escolhas de materiais, principalmente o revestimento de madeira no exterior e no interior. Embora nunca tenha sido construída devido ao estouro do orçamento, os desenhos técnicos e as maquetes de estudo foram incorporados ao acervo do MoMA, em Nova York, onde a cliente, Helen Resor, fazia parte do Conselho de Administração. Este vídeo apresenta uma reconstrução digital da casa — realizada a partir desses documentos de arquivo — como ponto de partida para uma visita guiada e uma análise aprofundada da obra. Que tipo de descobertas nos aguardam no interior dessa obra-prima não construída?
Ronald McDonald House of British Columbia . Imagem cortesia de reSITE
Em um episódio do Design and the City — podcast da reSITE sobre como tornar as cidades mais habitáveis —, a dupla de arquitetura Michael Green e Natalie Telewiak, sediada em Vancouver, defende construções mais sustentáveis no planeta, com destaque especial para um de seus materiais preferidos: a madeira. Na entrevista, a dupla avalia as vantagens e desvantagens da construção em madeira engenheirada (mass timber), da qual são grandes entusiastas, como demonstra o projeto do T3, um edifício de escritórios de sete andares em madeira com certificação LEED Gold em Minneapolis, Minnesota.
Quatro perfis de escritórios de arquitetura emergentes da Suíça, Alemanha e Espanha foram selecionados pela New Generations, uma plataforma europeia que analisa as práticas emergentes mais inovadoras no continente, proporcionando um novo espaço para intercâmbio de conhecimento, debate, teoria e produção. Desde 2013, a New Generations envolveu mais de 500 escritórios em um programa diversificado de atividades culturais, como festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas em vídeo, workshops e formatos experimentais.
O escritório Jasper Architects venceu recentemente um concurso para projetar uma experiência hoteleira imersiva na paisagem desértica do Kuwait. Com uma estrutura curva que remete às dunas do entorno, o projeto busca recriar um oásis onde os/as visitantes possam contemplar plenamente o ambiente natural. Por meio de suas cores, texturas, do uso de madeira e da taipa de pilão, o conceito emula o entorno. Reiterando a topografia local, uma cobertura circular se eleva e toca o solo, criando uma série de espaços internos e externos alternados.
Após ser adiada por um ano, a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza abriu suas portas ao público em 22 de maio de 2021, revelando uma ampla gama de respostas à pergunta de Hashim Sarkis: "Como viveremos juntos?". Contando com mais de 112 participantes de 46 países, as contribuições foram organizadas em cinco temas: Among Diverse Beings, As New Households, As Emerging Communities, Across Borders e As One Planet. Devido às restrições de viagem, muitos curadores e curadoras não puderam estar presentes fisicamente na abertura do evento, recorrendo a plataformas digitais para entrevistas e apresentações. O ArchDaily teve a oportunidade de visitar a exposição presencialmente e se encontrar com parte das equipes de curadoria para explorar seus pavilhões em detalhes. A seguir, apresentamos 9 entrevistas da playlist do ArchDaily no YouTube que trazem essas conversas exclusivas.
Em todo o mundo, a pandemia de COVID-19 expôs o fato de que as populações mais vulneráveis foram as mais atingidas não apenas pelos impactos do vírus na saúde pública, mas também pelas ondas de choque sociais e econômicas decorrentes dele. Agora, à medida que superamos esse cenário, mas também enfrentamos novas restrições globalmente, profissionais de planejamento urbano e autoridades governamentais começam a perceber que a pandemia revelou outra faceta desigual das cidades: a proximidade de parques e espaços públicos.
Como a principal competição internacional anual de design com júri, o A' Design Awards foi estabelecido para promover e reconhecer os melhores trabalhos de design em todos os países e em todas as disciplinas criativas. O prêmio conta com 100 categorias principais, incluindo algumas das mais populares, como Arquitetura, Design de Edifícios e Estruturas, Design de Espaços Interiores e Exposições e Design de Mobiliário, além de outras relacionadas ao universo da Iluminação, Paisagismo, Materiais de Construção, entre muitas outras. A edição deste ano está com inscrições abertas; designers podem registrar seus projetos aqui.
https://www.archdaily.com.br/pt/1053250/top-20-vencedores-do-a-design-award-bem-estar-e-inovacao-em-materiaisArchDaily Team
"Por mais de uma geração, os incentivos fiscais históricos (HTCs) financiados pelo governo federal têm sido fundamentais para incentivar as incorporadoras a recuperar e reutilizar edifícios históricos, mantendo-os economicamente viáveis em vez de substituí-los por novos empreendimentos reluzentes. Esses incentivos geram empregos, promovem o desenvolvimento responsável e alavancam bilhões em investimentos privados para viabilizar edifícios geradores de receita". Leia a entrevista de Justin R. Wolf com Meghan Elliott, diretora fundadora da New History, empresa especializada em reúso adaptativo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131369/por-que-o-uso-e-a-melhor-forma-de-preservacaoJustin R. Wolf
As joias podem escurecer com o tempo se ficarem expostas ao ar, por isso os estojos de rolo, porta-joias com zíper e caixas da WOLF apresentam seu forro patenteado com tratamento LusterLoc para proteger seu conteúdo por até 35 anos. Imagem cortesia de WOLF
Onde você guarda seus objetos mais valiosos? Com frequência, eles ficam espalhados pela casa, escondidos em caixas ou gavetas — o que torna impossível encontrá-los quando necessário —, ou expostos à vista de todos, tornando-se alvos fáceis para invasores. Mesmo que essas peças não tenham um valor financeiro elevado, é prudente considerar o investimento em um armazenamento adequado que as mantenha em um só lugar e em segurança.
A Aedas revelou seu projeto para o Shirble — The Prime, um novo empreendimento de uso misto que revitalizará a zona industrial de Ba Gua Ling, uma área central de Shenzhen. O projeto apresenta um embasamento comercial do qual se elevam uma torre de escritórios e três residenciais de alturas variadas, conectadas por um parque suspenso a 150 metros do solo. O empreendimento de alta densidade busca atender à demanda habitacional da cidade, ao mesmo tempo em que reúne múltiplos aspectos da vida urbana em um único edifício.
Ao examinar o universo do cinema africano, há poucos nomes mais proeminentes que o do diretor senegalês Ousmane Sembène. Seus filmes “La Noire de...” e “Mandabi”, lançados em 1966 e 1968, respectivamente, narram histórias evocativas sobre os legados do colonialismo, da identidade e da imigração. Embora essas duas obras apresentem um ritmo mais lento, funcionando como crônicas do cotidiano, elas também oferecem uma valiosa crítica espacial do cenário onde se ambientam, fornecendo um referencial importante para compreender as complexidades da cidade africana pós-colonial e o contraste entre as metrópoles africanas e europeias.
Oppenheim Architecture revelou o projeto do Jali Hotel and Residences, um novo complexo de luxo na costa sul da Albânia. O projeto se integrará à paisagem pitoresca e ao litoral da região, oferecendo a visitantes e moradores uma praça pública, comodidades de lazer e acesso a um vibrante clube de praia que homenageia as tradicionais estruturas costeiras albanesas.
Ao longo dos últimos 18 meses da pandemia de COVID-19, proprietários e proprietárias de restaurantes em todo o mundo sofreram perdas contínuas — especialmente os estabelecimentos de pequeno porte e independentes. Se há um vislumbre de esperança para muitos desses negócios, à medida que as diretrizes de saúde pública continuam a evoluir, é o fato de que muitas cidades flexibilizaram suas políticas e permitiram a construção de estruturas temporárias em calçadas e vias públicas para mantê-los em funcionamento. No entanto, no cenário pós-pandemia, como devemos lidar com essas instalações? Deveríamos transformá-las em algo permanente e permitir que as refeições ao ar livre permaneçam?
Decidir onde um edifício deve ser implantado envolve uma negociação complexa entre forças visíveis e invisíveis, objetivas e subjetivas. Arquitetos/as realizam a análise do terreno para identificar e articular todos esses fatores, mas em quais deles se concentram? Este vídeo é um levantamento (com o perdão do trocadilho) do que envolve determinar a localização de um edifício na superfície da Terra. Desde requisitos legais, como limites de lote e recuos, passando por questões de infraestrutura, como pontos de conexão de serviços públicos e fluxos de pedestres, até fatores ambientais, como insolação e topografia, o vídeo aborda como arquitetos/as e construtores/as posicionam as estruturas. Além de examinar regras práticas gerais, o vídeo também apresenta exemplos arquitetônicos importantes, como a Casa Malaparte e o Centro de Estudantes do OMA no IIT, para inspirar abordagens singulares sobre o tema.
Em um momento de questionamento do "novo agora", especialmente diante dos novos desafios da Covid-19, cidades ao redor do mundo defendem mudanças estruturais e ações coletivas. A Berlin questions, uma conferência anual de vários dias que serve como plataforma para o diálogo transdisciplinar, abordou o presente imediato em sua edição de 2021, intitulada “Metropolis: The New Now”, criando um espaço para debate. Dedicado a soluções locais para desafios globais, o evento adotou um formato híbrido — ocorrendo em diversos locais de Berlim e também online —, assemelhando-se ao mundo em que vivemos.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Lesley Lokko, arquiteta, acadêmica e romancista, durante a Berlin Questions, para discutir sua palestra “África como o laboratório para o futuro”, suas visões sobre o futuro do ensino de arquitetura e o futuro das grandes cidades nos âmbitos social, cultural e urbano.
A “Cidade Rainha” do Canadá tornou-se famosa por seu boom imobiliário. Sendo o local mais populoso do país, Toronto é também um dos mercados imobiliários de luxo mais aquecidos do mundo. Polo de artes, negócios e mídia, a cidade situa-se em um planalto inclinado com um sistema singular de ravinas. Embora ostente uma arquitetura incrível e projetos de alto padrão, Toronto corre o risco de uma correção no mercado habitacional. O rápido aumento nos preços dos imóveis, a supervalorização e a construção excessiva têm contribuído para a situação delicada da cidade. Em meio a essas condições instáveis e de incerteza, novos projetos residenciais continuam a ser construídos.
Questionando o "novo agora", especialmente diante dos novos desafios da Covid-19, cidades de todo o mundo vêm defendendo mudanças estruturais e ações coletivas. A Berlin Questions, uma conferência anual de múltiplos dias que funciona como plataforma para o diálogo transdisciplinar, abordou em sua edição de 2021, “Metropolis: The New Now”, o presente imediato, estabelecendo um espaço de debate. Dedicado a buscar soluções locais para desafios globais, o evento adotou um formato híbrido, realizado em diversos locais de Berlim e também online, refletindo o próprio mundo em que vivemos.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a vencedora do Iconic Awards 2021 na categoria Architects of the Year, Dorte Mandrup — arquiteta, fundadora e diretora criativa do escritório Dorte Mandrup Arkitekter — durante o Berlin Questions, para discutir o mais recente projeto do escritório na capital alemã, o Exile Museum, bem como refletir sobre sua carreira e visões.
Embora os processos criativos variem amplamente entre os profissionais, alguns aspectos gerais podem ser encontrados em qualquer método de projeto. De modo geral, podemos dizer que a jornada do/a arquiteto/a pelo processo de projeto consiste em três etapas: Inspiração, Pesquisa e Especificação, e Construção. Em todas elas, a conexão com materiais e produtos de construção é fundamental. Afinal, o objetivo final de arquitetos e arquitetas é materializar suas ideias e dar forma a novos ambientes que resistam ao teste do tempo. Para ampliar seus conhecimentos e aproveitar ao máximo suas capacidades em cada etapa, esses/as profissionais buscam as melhores ferramentas e referências em diversos canais.
A seguir, detalhamos o comportamento dos/as profissionais ao longo dessa jornada criativa e os diferentes pontos de contato com empresas e fabricantes em cada etapa.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130754/jornada-criativa-do-a-arquiteto-a-e-a-conexao-com-as-marcasPola Mora
O coletivo artístico Space Saloon concluiu recentemente o programa inaugural de Residência Artística em Arte Pública e Ecologia na região de Okoboji, no noroeste de Iowa. A partir da observação das paisagens locais e de seus diversos ecossistemas, a equipe desenvolveu uma série de instalações temporárias, esculturas site-specific e performances multiespécies. Realizado em parceria com a Imagine Iowa Great Lakes e o Iowa Lakeside Lab, o processo resultou em uma série de eventos públicos que propõem novas formas de interação com as ecologias regionais.