O escritório OODA acaba de revelar seu projeto para um novo desenvolvimento urbano de uso misto no centro de Tirana, Albânia. Localizado no distrito central de Tirana, na rua Myslym, o edifício Ndarja representa uma nova abordagem para o desenvolvimento de uso misto, incorporando funções residenciais, hoteleiras, corporativas e comerciais em uma única estrutura. O edifício é composto por duas seções distintas posicionadas ao longo de suas faces mais estreitas, criando uma praça central que funciona como ponto de encontro, em contraste com o entorno movimentado.
Há 25 anos, quando nasceu na Suíça o padrão de construção sustentável Minergie, projetado para reduzir o consumo energético e melhorar o conforto nas edificações, era difícil prever que ele se tornaria uma das certificações mais demandadas do país: atualmente, alcançou uma presença significativa, com mais de 50.000 edifícios certificados. Também era difícil imaginar o seu futuro na América Latina de hoje: como um sistema desenvolvido para as exigências de um país poderia responder aos requisitos de outra região com geografia e cultura tão diversas?
Há algum tempo, o ArchDaily vem se dedicando a aprimorar a sua experiência – explorando formas de aprofundar a relação com nosso conteúdo e redefinir a maneira como ele é entregue. Que valor adicional pode ser oferecido tanto a novos(as) quanto a antigos(as) membros da comunidade para potencializar o que o ArchDaily representa?
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A evolução de novas tecnologias, aplicações inovadoras e a transição para soluções sustentáveis são fundamentais na arquitetura hoteleira contemporânea. Esses avanços buscam conscientizar sobre a preservação ambiental, ao mesmo tempo que elevam o conforto interno e o bem-estar. De resorts de grande porte e complexos turísticos a cabanas e refúgios remotos, o projeto de áreas comuns incorpora mobiliário essencial para o desenvolvimento de atividades, equipamentos de climatização adequados e acabamentos de pisos e paredes alinhados a necessidades específicas.
Pavilhões oferecem aos/às profissionais de arquitetura uma oportunidade única de experimentar, servindo como espaços compactos que desafiam os limites do design e dos conceitos espaciais. Livres de muitas das restrições funcionais convencionais, essas estruturas possibilitam a expressão artística e o teste de novas tecnologias. Muitas vezes, os pavilhões funcionam como laboratórios vivos de arquitetura, inseridos em contextos públicos ou culturais. Eles transformam o entorno em experiências interativas e memoráveis, servindo de palco para que os/as profissionais de arquitetura apresentem suas ideias mais inovadoras. Nos últimos anos, a responsividade climática emergiu como um foco crucial no projeto de pavilhões. Ao utilizar estruturas temporárias como campo de testes para práticas mais sustentáveis, projetistas podem experimentar materiais alternativos e abordagens ambientalmente conscientes que enfrentam a crise climática.
O projeto de banheiros públicos e vestiários historicamente atendeu a uma noção generalizada das necessidades das pessoas usuárias, muitas vezes simplificando as complexidades dos requisitos específicos de gênero e deixando de contemplar as necessidades particulares das mulheres. Essas demandas vão além das diferenças biológicas — como a exigência de maior privacidade nas cabines e diferenças de altura e postura corporal — para incluir fatores culturais que influenciam o uso e as expectativas em relação aos banheiros ao longo do tempo.
Por exemplo, as roupas contemporâneas femininas muitas vezes carecem de bolsos adequados, o que gera a necessidade de carregar bolsas, mesmo para itens básicos como celulares e carteiras. Apesar dos esforços em projetos de arquitetura recentes para mitigar essas disparidades, as nuances multifacetadas dos fatores biológicos, culturais e de identidade de gênero apresentam um desafio complexo que resiste a soluções padronizadas.
De 2 a 6 de dezembro, será realizada em Lima, Peru, a XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), sob o tema CLIMA: Ações para o bem viver. Desde 1998, a BIAU — promovida pelo governo da Espanha por meio do Ministério da Habitação e Agenda Urbana (MIVAU), em colaboração com o Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha e com o apoio da Fundação ARQUIA — tem como objetivo difundir boas práticas de arquitetura e urbanismo na Ibero-América, fomentando um espaço de debate em torno dos desafios contemporâneos compartilhados entre a Espanha e a América Latina. Ao construir pontes de conhecimento entre ambos os continentes, a BIAU abre suas portas mais uma vez, agora em Lima.
A Casa de Verão em Højby, por Jeppe Utzon & Camille Pincemin. Imagem cortesia de VELUX
Na arquitetura, frequentemente são os detalhes mais sutis que causam o maior impacto. Ao longo dos séculos, profissionais da arquitetura têm orientado edifícios cuidadosamente para equilibrar função e estética, tendo a luz como princípio norteador. A busca pela iluminação perfeita nas edificações remonta à Idade Média — e essa procura continua. Afinal, simplesmente permitir a entrada de luz em um espaço não é suficiente; são a direção e a qualidade dessa luz que realmente elevam o ambiente.
Este ano, o VELUX Nordic Architecture Competition — apropriadamente intitulado "Daylight from Above" — convidou arquitetos e arquitetas da Dinamarca, Suécia e Noruega a explorar as nuances da luz natural no design residencial. O concurso propôs a criação de espaços onde a luz desempenha o papel principal, esculpindo interiores que se transformam com o passar das horas e das estações. O objetivo? Criar lares onde a luz não apenas ilumine o espaço, mas eleve a experiência de habitar nele.
MVRDV firmou uma parceria com a KLABU, uma empresa social sediada em Amsterdã, para projetar uma sede modular e multifuncional voltada ao apoio a pessoas refugiadas. Essa colaboração, iniciada em 2022, fundamenta-se na crença de que o esporte pode desempenhar um papel crucial em ajudar as pessoas a reconstruírem suas vidas, promovendo alegria, orgulho e esperança. A iniciativa da KLABU envolve a construção de sedes em campos de refugiados/as, assentamentos e áreas urbanas, onde funcionam como centros comunitários que oferecem acesso a equipamentos esportivos, atividades e conectividade por meio de Wi-Fi e transmissões de TV.
A 19ª Bienal de Arquitetura, inaugurada em Veneza em 10 de maio de 2025, apresenta o pavilhão belga transformado pela exposição "Building Biospheres", com curadoria de uma equipe composta pelo/a arquiteto/a paisagista Bas Smets e pelo/a biólogo/a Stefano Mancuso. Idealizada pelo governo flamengo e pelo Flanders Architecture Institute, a instigante mostra explora uma abordagem transformadora da arquitetura sob a perspectiva da inteligência das plantas.
No coração de Tallinn, onde a história se entrelaça em ruas de paralelepípedos e torres antigas, ergue-se o Palácio Ungern-Sternberg — um monumento que une o passado opulento da aristocracia da Estônia ao vibrante mundo acadêmico contemporâneo. Hoje sede da Academia de Ciências da Estônia, este edifício histórico encarna a duradoura dedicação da Estônia ao conhecimento e à preservação cultural. Por meio do Open House Tallinn, evento que destaca o patrimônio arquitetônico da cidade, a relevante história do palácio e seus notáveis detalhes arquitetônicos são apresentados a um público mais amplo, oferecendo uma perspectiva única sobre a resiliência cultural do país.
Construído no século XIX como símbolo do poder aristocrático, o palácio transformou-se de residência privada em um polo nacional de vida intelectual. Seus grandes salões, outrora palco de recepções suntuosas, agora acolhem atividades científicas e acadêmicas, ilustrando como a arquitetura patrimonial pode evoluir junto às transformações sociais.
A arte há muito tempo é percebida como elitista, uma imagem consolidada por seus profundos laços com o poder e a riqueza. Na Antiguidade, as obras de arte eram símbolos de status reservados a governantes e figuras religiosas, ao passo que o Renascimento marcou um período em que patronos abastados, como a família Médici, promoveram a arte como uma ferramenta de prestígio social e político. No século XVII, com a ascensão das academias de arte, estabeleceram-se padrões rígidos para o que era considerado "alta cultura", distanciando ainda mais a arte das massas.
No século XIX, o mercado da arte passou a ser moldado por colecionadores particulares e galerias comerciais que viam a arte como um produto de luxo, o que acentuou sua exclusividade e tornou a acessibilidade uma questão secundária. Movimentos artísticos como o Impressionismo, o Modernismo e a arte urbana desafiaram esse elitismo, ampliando o alcance da arte e questionando sua exclusividade institucional. Embora o sistema contemporâneo continue dominado por colecionadores ricos e por um mercado que prioriza o lucro em detrimento da acessibilidade, ainda existem iniciativas que buscam transformar essa dinâmica.
O Centenary Building, na Universidade de Salford, em Greater Manchester, foi projetado pelo escritório Hodder Associates em 1994-95 para abrigar os cursos de Design Espacial, Gráfico e Industrial da instituição. Um ano após sua inauguração, em 1995, o edifício foi eleito o vencedor do primeiro RIBA Stirling Prize, um dos prêmios mais prestigiados da Grã-Bretanha. Agora, menos de 30 anos após sua conclusão, o edifício premiado está prestes a ser demolido, gerando críticas e debates sobre as atitudes em relação a obras de arquitetura recentes.
Cortesia de HGA | Barabara and Gerson Bakar Research and Academic Building (BRAB)
Os escritórios de arquitetura Snøhetta e HGA acabam de iniciar as obras do Barbara and Gerson Bakar Research and Academic Building (BRAB) na Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF). Com nove pavimentos e cerca de 30.000 metros quadrados (323.000 pés quadrados), a instalação foi projetada para redefinir a abordagem da UCSF em relação à pesquisa biomédica e à colaboração acadêmica. Concebido como um polo de excelência para a investigação científica, o BRAB oferecerá espaços de ponta para pesquisa translacional, promovendo avanços em áreas críticas como câncer, diabetes, microbiologia, imunologia e biologia celular.
No Canadá, a tradição de ter uma segunda residência no campo é um aspecto profundamente enraizado na cultura nacional. Em Ontário e em partes das Províncias Marítimas, essas segundas residências cercadas pela natureza costumam ser chamadas de "cottages". Em Colúmbia Britânica, Alberta e Saskatchewan, o termo "cabin" é mais comum, ao passo que no Quebec, são conhecidas como "chalets". Independentemente do nome, esses refúgios rurais oferecem às pessoas uma fuga da vida urbana, um lugar para reunir amigos e familiares, reconectar-se com a natureza e desfrutar de atividades ao ar livre durante todo o ano.
Nem todas as pessoas compartilham as mesmas rotinas, hábitos ou costumes; no entanto, todos temos as mesmas necessidades fundamentais, independentemente de idade, classe social, gênero, cultura ou religião. Projetar banheiros envolve considerar parâmetros de acessibilidade, tecnologia, limpeza, conforto e durabilidade, ao mesmo tempo em que se oferecem soluções eficientes e sustentáveis que garantam um desempenho ideal. Mas o que realmente significa funcionalidade na arquitetura? Como os padrões de uso evoluem ao longo do tempo? Os produtos da Geberit apresentam várias propostas de design por meio de sua abordagem Mix and Match, que combina mobiliário, lavatórios e outros acessórios de banheiro, todos concebidos para atender às diversas demandas de seus/suas usuários/as.
Em 21 de janeiro de 1958, três mulheres participaram como competidoras em um episódio do popular programa de televisão “To Tell the Truth”, um jogo de perguntas em que se tentava adivinhar quem era cada um dos competidores. O apresentador revela que se trata de uma arquiteta, que ela já projetou um hotel Hilton, é casada e mãe de quatro filhos. Cada uma das mulheres, vestida formalmente com saias lápis e blusas, se apresenta como Natalie De Blois. Enquanto os palestrantes revelam sua falta de conhecimento sobre arquitetura, apenas disparando perguntas sobre Frank Lloyd Wright, pergunta-se “Qual é o nome do prédio que foi demolido para construir a Union Carbide?” A verdadeira Natalie De Blois, na época arquiteta sênior da SOM, responde com firmeza: “Hotel Margery”.
Quando pensamos em mulheres que foram conhecidas como pioneiras da indústria, é surpreendente que muitas vezes falamos sobre aquelas com quem pudemos interagir no cotidiano de trabalho ou com quem tenhamos aprendido algo. Natalie De Blois foi uma pioneira moderna das mulheres arquitetas na força de trabalho e, embora seu legado tenha começado há apenas setenta anos, mudou significativamente a maneira como as mulheres podem participar da profissão hoje.
Projetos acadêmicos podem explorar novos rumos e contribuir para o debate público sobre questões globais e locais? O Prêmio Estudantil Politecnico di Torino 2024 buscou responder a essas perguntas, demonstrando como a pesquisa, a formação e a experimentação em arquitetura podem ser integradas ao currículo acadêmico.
O Politecnico di Torino está classificado entre as 10 melhores escolas de arquitetura da Europa (QS World University Rankings by Subject 2024 - Architecture and Built Environment). Com mais de 3.000 estudantes, o Departamento de Arquitetura e Design oferece graduação em Arquitetura e três programas de mestrado — Architecture for Sustainability, Architecture Construction City e Architecture for Heritage —, todos com percursos dedicados em inglês. O departamento também oferece dois cursos de graduação e um de mestrado em Design.
O Studio Aalto e sua área de jardim acabam de receber proteção oficial do Centro de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Meio Ambiente de Uusimaa. Construído originalmente em 1955 como escritório de arquitetura, com uma ampliação realizada em 1962-63, o local tem grande relevância como o espaço de trabalho onde a aclamada arquitetura de Alvar Aalto foi concebida. Além disso, o Studio reflete a filosofia de projeto de escritórios de arquitetura das décadas de 1950 e 1960. Seus interiores, incluindo camadas de mobiliário acumuladas ao longo de décadas, permanecem intactos e são fundamentais para o status de proteção do local, tornando-o a primeira obra de Aalto na Finlândia a receber esse tipo de tombamento.
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Cortesia do Architecture & Design Film Festival
Uma jornada pelo legado de Eileen Gray e sua casa mais famosa na Riviera Francesa, "E.1027 – Eileen Gray and the House by the Sea", dos diretores Beatrice Minger e Christoph Schaub, convida o espectador a adentrar o complexo legado da pioneira arquiteta irlandesa e sua visão única do modernismo. Projetada no final da década de 1920, a casa não apenas materializa o gênio arquitetônico de Gray, mas também carrega a sombra de uma narrativa desconfortável envolvendo Le Corbusier e Jean Badovici. Através de seu documentário de ficção, Minger e Schaub iluminam a obra inovadora de Gray e criticam as narrativas predominantes de dominância masculina na história do modernismo.
Os estandes dos expositores são apenas uma faceta de uma feira de negócios. Mas o que seria do espetáculo sem uma programação paralela informativa? E… para qual pavilhão você se dirigirá primeiro quando a Heimtextil abrir suas portas em Frankfurt am Main, de 14 a 17 de janeiro de 2025? De fato, não é fácil se situar entre mais de 2.900 expositores espalhados por 16 níveis de pavilhões. Mas nós temos algumas ideias. Use marcas consagradas como pontos de referência e mantenha a curiosidade para descobrir novos, jovens e inovadores talentos em meio a tudo isso. Reserve na sua agenda os debates e visitas guiadas mais interessantes e fique atento/a a certas sinalizações nos estandes. Quais? Nós lhe contamos a seguir.
À medida que as preocupações globais com as mudanças climáticas crescem a cada ano — remodelando nosso cotidiano, cidades e paisagens —, algumas regiões enfrentam um desafio paradoxal: o frio extremo. Nas latitudes mais rigorosas do planeta, projetar edifícios sustentáveis e habitáveis exige mais do que abordagens convencionais; demanda inovação e um profundo respeito pelo meio ambiente local. Este é o compromisso do BIOSIS, um escritório de arquitetura sediado em Copenhague que assumiu o desafio de atuar em alguns dos climas mais extremos da Terra. Especializado em projeto orientado pelo clima (climate-driven design), o escritório adapta cada obra ao seu entorno, respeitando a natureza e colaborando com ela. Para os fundadores Morten Vedelsbøl e Mikkel Thams Olsen, com quem conversamos, essa abordagem representa mais do que resiliência estrutural: é uma forma de harmonizar as edificações com o entorno em regiões onde o frio extremo é uma realidade diária.