Hoje conhecemos R. Buckminster Fuller principalmente por sua obra de objetos e ideias icônicos criados ao longo de uma vida de quase 90 anos. Nascido na última década do século XIX, Fuller viveu o suficiente para conviver com Steve Jobs. Ele é descrito de variadas formas: como um "pensador de sistemas", talvez o primeiro "futurista", um visionário, engenheiro, geômetra e arquiteto (ele recebeu a Medalha de Ouro do AIA em 1970). No entanto, "inventor" é provavelmente a descrição mais precisa. A biografia de 2022 escrita pelo historiador e escritor Alec Nevala-Lee, apropriadamente intitulada Inventor of the Future: The Visionary Life of Buckminster Fuller (Dey St. Books), narra uma história detalhada e sutil do homem conhecido pelas cúpulas geodésicas; estruturas espaciais; "Nave Espacial Terra" (Spaceship Earth); o mapa, a casa e o carro Dymaxion; e conceitos como tensegridade, sinergia e "efemeralização" ("fazer tudo com absolutamente nada", como ele definia).
https://www.archdaily.com.br/pt/1138494/a-invencao-mais-complexa-de-bucky-fuller-pode-ter-sido-ele-mesmoMichael J. Crosbie
Na ilha de Jeju, na Coreia do Sul, o arquiteto espanhol Fernando Menis desenvolverá o projeto para o Museu de Arte Contemporânea dedicado ao legado do artista coreano Park Seo Bo. Inspirando-se tanto em sua obra e coleção introspectiva quanto na natureza vulcânica do terreno onde se insere, o edifício propõe fundir-se com o entorno por meio do uso de materiais locais, sendo em sua maior parte subterrâneo. Luz natural e sombra se combinam, definindo a essência de seus espaços interiores.
Quando elementos transparentes de fachada se transformam deliberadamente a partir do curso do sol, podemos explorar um fascinante movimento lento em forte contraste com a agitação da vida urbana ao nível da rua. O designer francês Pierre Brault, em particular, responde ao ritmo acelerado de nossa sociedade com instalações de fachada que combinam o princípio do relógio de sol com um design pop colorido. Suas obras tridimensionais, feitas de acrílico colorido reciclado, hipnotizam por meio de movimentos simples, porém dramáticos, de sombras coloridas. Na entrevista, Brault explica sua inspiração, sua abordagem experimental e seu interesse em trabalhar de forma responsável com os materiais.
“O mundo está repleto de aeroportos obsoletos e abandonados. Aeroportos de múltiplos hectares, vazios, em localizações centrais, que precisam ser refuncionalizados. Há cidades que adotaram essa medida de forma muito bem-sucedida: São Francisco, Berlim, Caracas. A grande pergunta é: o que Mendoza fará com o seu grande caso?”. Essas palavras do arquiteto e urbanista Felipe Vera introduzem uma das transformações urbanas mais importantes da Cidade de Mendoza nos últimos tempos. No Ex-Aeroparque, foi apresentado oficialmente, no dia 22 de março, o novo projeto de refuncionalização promovido pelo BID e pelo governo da cidade, que busca reutilizar o terreno vago de 72 hectares para a exploração e o desenvolvimento de três visões: uma cidade mais aberta, inclusiva e carbono neutro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138499/cidade-do-futuro-o-projeto-para-transformar-o-antigo-aeroparque-de-mendozaFabian Dejtiar + Paula Pintos
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Casa no Restelo / Pedro Domingos Arquitectos. Imagem cortesia de FritsJurgens
A terceira e última parte de "Stories of Lisbon's Light" foca em uma residência familiar robusta e de contraste ousado, situada entre as sete colinas de Lisboa, a "cidade da luz". Descubra como o arquiteto Pedro Domingos projetou uma casa onde a luz natural e o rio Tejo assumem o papel principal. Voltada para o sul, a residência exigiu decisões arquitetônicas radicais para que a luz pudesse fluir por todos os seus espaços.
Hoje chegou o dia de conhecer os finalistas do ODA2023: o prêmio de melhor arquitetura em espanhol. Nosso júri de especialistas — ou seja, vocês, nosso público leitor — selecionou 15 de seus projetos favoritos entre quase 1.000 obras de arquitetura construídas na América Latina e na Espanha.
Este prêmio se tornou uma verdadeira tradição que, este ano, chega à sua décima quinta edição. É um convite estendido a todo o nosso público leitor para que reconheça as obras publicadas durante o ano de 2022 que serviram de inspiração e que representam a identidade de seus contextos locais, em um planeta globalizado, marcando a forma de fazer arquitetura a partir da América Latina e da Espanha, em um mundo cada vez mais heterogêneo e multicultural.
O Danish Architecture Center (DAC) anunciou que a primeira exposição permanente sobre arquitetura dinamarquesa será inaugurada em 24 de março de 2023, em Copenhague. A mostra, intitulada “So Danish!”, conta a história da evolução da arquitetura no país, desde a Era Viking até os dias atuais. Ao apresentar essa trajetória, o objetivo é ajudar o público a compreender o papel e a influência da arquitetura na sociedade democrática dinamarquesa.
O novo Centro Museológico Aalto2, projetado pelo escritório A-Konsultit Architects, apresentará o legado cultural da arquitetura e do design do renomado arquiteto Alvar Aalto. O museu abrirá as portas ao público em 27 de maio de 2023, realizando o desejo do arquiteto de estabelecer um espaço para a fusão de diferentes mídias e formas de arte no parque Ruusupuisto, em Jyväskylä, na Finlândia Central.
O Centro Museológico Aalto2 é composto por três edifícios: o renovado Museu Alvar Aalto, o Museu da Finlândia Central e o novo anexo do centro Aalto2 que se une a eles este ano. O Museu Alvar Aalto original abrirá suas portas após passar por reparos estruturais e adaptações em suas instalações para atender ao novo conceito do Aalto2. O projeto do Aalto2 conecta ambos os museus e baseia-se em um concurso internacional realizado em 2015, que atraiu quase 700 propostas de todo o mundo, demonstrando o apelo internacional do estilo arquitetônico de Aalto.
O Museu Jumex apresenta a mostra "O design de Cartier: um legado vivo", uma exposição que percorre a história da Maison por meio de uma seleção de suas joias mais icônicas, em cartaz até 14 de maio de 2023. Com mais de 160 peças da lendária Coleção Cartier, além de coleções particulares e documentos de arquivo, a exibição convida o público a mergulhar na evolução do estilo Cartier, na linguagem característica da Maison, em seu design e savoir-faire. A curadoria ficou a cargo de Ana Elena Mallet, enquanto a museografia foi realizada pela arquiteta mexicana Frida Escobedo. O espaço analisa o design de Cartier, assim como seu artesanato, apresentando uma visão contemporânea sem perder de vista seu rico e complexo passado.
Até que ponto um espaço pode ser estreito sem perder sua condição de habitabilidade? Quais são as dimensões mínimas que uma habitação deve ter para garantir o conforto de seus habitantes e o correto desenvolvimento de suas atividades cotidianas?
Formado nos Estados Unidos (Princeton e Cornell), o jovem arquiteto mexicano Isidoro Michan-Guindi estabeleceu seu estúdio na Cidade do México há apenas 4 anos, em 2019. Embora Michan-Guindi seja relativamente desconhecido na cena arquitetônica mexicana, seu estúdio funciona como um complexo laboratório onde coexiste uma infinidade de projetos materializados por meio de protótipos de papelão, maquetes de concreto pigmentado, peças eletrorrobóticas e moldes de alumínio; todos esses elementos se transformam em propostas arquitetônicas inteligentes, que vão de objetos cotidianos, como maçanetas, a edifícios residenciais.
Cortesia de Play-Time, Art Gallery of Ontario, Diamond Schmitt, Selldorf Architects e Two Row Architect.
A Art Gallery of Ontario (AGO) anunciou um projeto de expansão projetado pelos escritórios Diamond Schmitt, Selldorf Architects e Two Row Architect. O projeto da Dani Reiss Modern and Contemporary Gallery aumentará a área expositiva do museu em 40.000 pés quadrados, com 13 novas galerias distribuídas em cinco pavimentos.
A fachada externa da extensão complementará de forma sutil o ambiente construído existente da AGO, respeitando a escala do bairro no entorno. Localizada um pavimento acima da atual doca de carga da AGO, a Dani Reiss Modern and Contemporary Gallery ficará inserida entre a AGO e a OCAD University. O novo volume conectará as galerias existentes a partir de quatro pontos, melhorando significativamente a circulação de visitantes dentro e fora do museu.
Uma escolha de confiança para arquitetos e designers de interiores, as ferragens e acessórios da Buster + Punch agora fazem parte dos lares e hotéis mais elegantes, restaurantes com estrelas Michelin e salas de concerto. Imagem cortesia de Buster + Punch
Em 2013, a marca de design de interiores Buster + Punch surgiu em uma garagem no leste de Londres, com uma abordagem inovadora para detalhes e ferragens do dia a dia que os elevou ao status de peças de desejo altamente contemporâneas.
O fundador da marca, Massimo Buster Minale, era conhecido por trabalhar como arquiteto durante o dia e construir motocicletas personalizadas à noite — estas últimas vendidas em uma garagem a poucos metros de seu apartamento em Londres. Seus clientes de motocicletas começaram a encomendar peças exclusivas de mobiliário e detalhes sob medida para suas casas. Minale, que sempre tivera dificuldade para encontrar ferragens e acabamentos de alto padrão para seus projetos de arquitetura nos escritórios de Richard Rogers e Foster & Partners, viu ali uma clara lacuna no mercado.
Em 2021, o arquiteto espanhol Fernando Menis venceu o concurso público para realizar a construção dos dois Edifícios de Serviços Essenciais das Ilhas Canárias, localizados nas duas maiores ilhas do arquipélago, Santa Cruz de Tenerife e Gran Canaria. Com a execução de um projeto focado não apenas na segurança das operações, mas também na hiperconectividade, na flexibilidade funcional, no bem-estar de seus colaboradores e colaboradoras e na regeneração ambiental do entorno, o Governo das Ilhas Canárias planeja aumentar a segurança pública, a prevenção de riscos e a gestão de emergências, buscando dar resposta a possíveis desastres naturais, mudanças climáticas e outros eventos como pandemias, ciberataques ou terrorismo.
Por meio da proposta de Menis, que engloba dois edifícios idênticos porém autônomos, espera-se alcançar maior sustentabilidade econômica, graças a custos de manutenção e operação reduzidos a longo prazo. Eficientes do ponto de vista energético e adaptáveis a fatores externos, os Edifícios de Serviços Essenciais (ESE) serão capazes de prestar serviços de atendimento à população durante todo o ano.
Ir a uma agência bancária de rua para descontar um cheque, sacar dinheiro ou mesmo abrir uma conta são tarefas que ficaram no passado. Com quase todos os serviços financeiros agora disponíveis on-line e as transações digitais conquistando uma fatia de mercado cada vez maior (passando de 28% para 41% entre 2019 e 2022), cada vez mais agências físicas estão fechando suas portas.
No entanto, a complexidade dos mundos da tecnologia e das finanças continua a gerar confusão e receio em muitos clientes — o que talvez explique por que a presença acolhedora de uma agência física, com pessoas reais, ainda tenha espaço. Esses novos interiores de agências bancárias remetem a um tempo nostálgico em que sabíamos o nome do gerente local, mas agora trabalham em conjunto com a tecnologia para oferecer serviços financeiros híbridos e um atendimento mais personalizado, em ambientes confortáveis e acolhedores.
Estudos revelam que passamos cerca de 90% do nosso tempo em espaços fechados e, mesmo quando nos aventuramos ao ar livre, muitas vezes continuamos conectados à tecnologia — com fones de ouvido, um smartphone na mão ou ambos. Para enfrentar esse desafio, arquitetos/as e designers têm buscado métodos inovadores para incorporar a natureza aos nossos espaços de convivência. Depois de já terem adotado paredes verdes, áreas integradas entre interior e exterior de transição fluida e iluminação natural estratégica, tudo indica que o próximo passo é explorar o universo do som.
É aí que entra a música das plantas, a última tendência impulsionada por um dispositivo chamado PlantWave, que está conquistando as redes sociais. Este dispositivo singular, desenvolvido pela Data Garden, nos convida a vivenciar a natureza de uma maneira totalmente nova, com apenas um toque.
Há uma semana, anunciamos os 15 projetos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2023 — um reconhecimento ao melhor da arquitetura em espanhol. Nosso júri de especialistas — ou seja, vocês, leitores e leitoras — realizou uma primeira seleção de 15 projetos entre quase 1.000 obras de arquitetura construídas na América Latina e na Espanha, para depois seguir com uma votação final que resultou em 3 projetos representantes do melhor dessa arquitetura que nos inspira, nos identifica e nos marca.
Hoje chegou o dia de conhecer os vencedores do ODA2023!
George Smart é um preservacionista improvável, quase acidental. Fundador e diretor executivo da USModernist, uma organização sem fins lucrativos dedicada à preservação e documentação de residências modernistas, Smart trabalhou por 30 anos como consultor de gestão. “Eu fazia planejamento estratégico e treinamento organizacional”, conta. “Minha esposa se refere a todo este outro projeto como um surto de 16 anos.” Recentemente, conversei com Smart sobre seus dois sites, o podcast, as visitas guiadas que sua organização realiza e por que a documentação é uma ferramenta de preservação tão poderosa.
A prática artística de Bosco Sodi inaugurou um novo espaço na Cidade do México que abriga seu novo ateliê e funciona, por sua vez, como uma extensão da Fundación Casa Wabi. Este espaço, chamado Sabino 336, foi apresentado pela primeira vez durante a Semana de Arte de 2023, em paralelo com a exposição "Alabanzas", de Sodi, na Galería Hilario Galguera. A exibição, com curadoria de Dakin Hart, apresentou obras da coleção do artista.
O RAMA Estudio desenvolveu a proposta vencedora do concurso de anteprojetos organizado pelo Ministério de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Miduvi) para transformar edifícios públicos em habitações de interesse social. Trata-se da "Casa Cevallos", que busca dar uma nova cara ao edifício Miduvi Tungurahua, situado em frente ao Parque Cevallos, em Ambato, Equador, incorporando 16 apartamentos para 45 habitantes por meio de 7 tipologias adaptáveis.
Desde o fogo nas cavernas até a iluminação pública nas cidades, a iluminação tem evoluído de forma constante junto aos avanços da tecnologia — e, nos últimos anos, começou a mudar de maneira ainda mais significativa devido à crescente conscientização sobre seu impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas. Hoje em dia, já não é incomum encontrar LEDs de acendimento automático em espaços de trabalho e residências, tanto para melhorar a eficiência energética quanto o bem-estar e o conforto. Ao mesmo tempo, praças e ruas estão cada vez mais integradas a sensores e configurações de software que permitem melhorar a segurança e a mobilidade. E, com a estimativa de que a população mundial vivendo em cidades crescerá para 68% até 2050, sem dúvida a iluminação urbana se tornará um fator ainda mais importante a ser considerado.
No entanto, para aproveitar ao máximo essas oportunidades, precisamos pensar na iluminação como parte de uma visão integral e trabalhar em conjunto para criar soluções melhores. Qual será o futuro da iluminação? Lançamos essa pergunta aos nossos leitores e leitoras e, após revisar uma imensa quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar tantas convergências e visões sobre a importância de ir um passo além do atual, sem aumentar a poluição luminosa — e sendo mais amigável com todos os seres vivos. Conheça os principais pontos de vista a seguir.
Como parte de um projeto de pesquisa do Gensler Research Institute (Instituto de Pesquisa da Gensler), realizou-se a primeira Pesquisa da Gensler sobre Espaços de Trabalho no México no final de 2022. O objetivo do estudo consistiu em destacar o papel fundamental que o escritório desempenha ao facilitar um espaço para reuniões presenciais com colegas de equipe e clientes. Os resultados apresentados a seguir revelam algumas lacunas nos ambientes de trabalho corporativos. Além disso, promovem uma melhor compreensão sobre as características que os tornam eficientes, adequados e atraentes para repensar o design de experiências para as pessoas usuárias. Isso representa uma grande oportunidade para aprimorar tanto o trabalho individual quanto o coletivo.
Organizado pelo Colégio de Arquitetos da Província de Córdoba (CAPC) e promovido pela Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA), foi realizado o Concurso Provincial de Ideias para o Parque Central Freyre, no antigo terreno da Ferrovia Central Argentina, na localidade de Freyre, em Córdoba, Argentina.
Primer Premio. Image Cortesía de FARO Arquitectura
O Governo da Província de Neuquén, a Regional 1 do Colégio de Arquitetos da mesma província (CAN) e a Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA) decidiram lançar um Concurso Nacional de Ideias e Anteprojetos para viabilizar o Parque da Memória e Identidade Neuquina, a ser implantado na área que compreende os quatro lotes do terreno federal pertencente ao Exército Nacional Argentino, localizado nesta região da Patagônia Argentina.