O que implica uma mudança de uso e/ou escala nos edifícios? Como uma igreja ou capela pode se transformar em habitação? Embora a arquitetura de numerosos espaços sagrados contemporâneos demonstre uma grande capacidade de adaptação e evolução, os limites da criatividade de profissionais da área se estendem para além de sua concepção apenas como estruturas de espiritualidade ou culto. Em nível global, a reconversão de grandes igrejas e pequenas capelas em residências particulares revela um amplo campo de intervenção e exploração, capaz de preservar, restaurar, adaptar e/ou renovar o caráter de espaços concebidos para outros usos e escalas que, por diversas razões, foram abandonados, tornaram-se obsoletos ou demandam uma transformação.
O que é arquitetura? Para alguns, seu papel tradicional consiste em reunir imaginação, conhecimento técnico e resolução de problemas, permitindo a arquitetos e arquitetas projetar e construir equilibrando ideias e os meios para viabilizá-las. Da pedra e da madeira das primeiras edificações ao aço e concreto do século XX, cada época exigiu não apenas a compreensão da forma, mas também das propriedades e do potencial dos materiais em uso. Esse domínio da matéria sempre foi parte fundamental do processo criativo, embora seu alcance estivesse limitado pelos conhecimentos práticos e tecnologias disponíveis na época.
Com o tempo, esse equilíbrio começou a mudar. Arquitetos e arquitetas deixaram de apenas utilizar materiais para projetá-los ativamente, aplicando princípios científicos e experimentando com processos biológicos, químicos e computacionais. Essa evolução expandiu as possibilidades da disciplina, promovendo a intersecção entre natureza, tecnologia e arte, ao mesmo tempo em que impulsionou o papel de arquitetos e arquitetas rumo a uma dimensão mais experimental e científica, na qual a manipulação e a criação de materiais passam a ser o cerne do ato criativo, e não apenas um meio para viabilizar formas ou estruturas.
Pouco se escreveu sobre a obra de Abdelmoneim Mustafa, um dos nomes mais respeitados da arquitetura em sua terra natal, o Sudão, e pioneiro da profissão em meados do século XX. Esra Akcan, que realizou uma pesquisa aprofundada sobre seu trabalho com uma equipe no Sudão durante uma breve janela de oportunidade entre 2019 e 2021, lamenta essa falta de reconhecimento da seguinte forma: "Como alguém tão talentoso quanto Moneim Mustafa… autor de alguns dos edifícios modernistas de meados do século mais instigantes do mundo, pôde ser tão negligenciado, tão ignorado fora do Sudão, a ponto de, até hoje, não haver nenhuma publicação de circulação internacional em seu nome?" Os escritos de Akcan, somados ao blog pessoal de Hashim Khalifa, que se formou sob a tutela de Mustafa, lançam luz sobre seu vasto legado.
Como o design de interiores contemporâneo cria experiências diferentes de acordo com seus materiais? Como a adaptabilidade e a reutilização de certos materiais permitem gerar atmosferas contrapostas e/ou complementares dentro de um mesmo espaço? Alinhada às texturas, proporções, cores ou propriedades de cada material, a arquitetura de interiores compreende atualmente a oportunidade de criar ambientes onde a materialidade desempenha mais do que um papel estético. Prestando atenção especial à experiência final de seus usuários e usuárias, o El Equipo Creativo se propõe a combinar projetos em que a paisagem, a natureza, a cultura e a arte se destacam em composições de interiores que acolhem amplos programas e públicos.
Comayagua é uma cidade no centro de Honduras situada em um vale de mesmo nome. A cidade ocupa um lugar central na história do país, tendo servido como sua capital colonial e do início do período republicano por mais de 300 anos. No entanto, quando a capital foi transferida para Tegucigalpa em 1880, a expansão urbana de Comayagua estagnou, o que acabou por preservar, involuntariamente, um rico e vasto patrimônio. No início da década de 1990, grande parte do legado arquitetônico da cidade encontrava-se em estado de deterioração. Diante da necessidade urgente de protegê-lo, os governos de Honduras e da Espanha iniciaram um esforço conjunto com o objetivo de lançar um programa de restauração de longo prazo, criando uma estrutura de diretrizes políticas que garantisse a preservação do centro histórico da cidade para as gerações futuras.
A perspectiva arquitetônica de Olivia Poston está profundamente enraizada em sua infância e juventude nos cenários pós-industriais no sopé das montanhas do Tennessee, onde desenvolveu um fascínio precoce pela complexa relação entre ecologia e ambientes urbanos. Essa experiência formativa moldou sua visão da arquitetura não apenas como o ato de construir, mas como uma lente para explorar sistemas sociais, culturais e ambientais em constante transformação. O trabalho de Olivia conecta pesquisa, escrita e prática editorial, concentrando-se em como cidades de diversos climas evoluem e se adaptam em resposta aos crescentes desafios ambientais.
Ela se interessa de forma especial por estratégias de projeto colaborativas que integram perspectivas de arquitetos/as, urbanistas e engenheiros/as para promover a resiliência e a equidade no ambiente construído. Sua abordagem editorial prioriza projetos que dialogam criticamente com o risco climático, mantendo, ao mesmo tempo, um senso de otimismo e possibilidade. Valoriza conteúdos que ofereçam tanto reflexão quanto caminhos práticos para o futuro, servindo como uma plataforma para destacar respostas inovadoras às demandas urgentes da sustentabilidade.
O noticiário de arquitetura deste mês destaca uma onda global de reuso adaptativo, infraestrutura de grande escala e transformação do espaço público. De expansões aeroportuárias a reconfigurações de museus, profissionais de arquitetura de todo o mundo estão repensando como os espaços cívicos atendem às comunidades no século XXI. Entre as novidades de destaque, os escritórios Sasaki, SLA e MVVA foram selecionados como finalistas para reimaginar o Aeroporto Downsview de Toronto como um corredor público voltado para pedestres, enquanto o HOK projetou a expansão de 2,8 milhões de pés quadrados (cerca de 260 mil metros quadrados) do Aeroporto Internacional de Dulles para acomodar o crescimento futuro, respeitando a visão original de Saarinen. Em Melbourne, o Fraser & Partners obteve aprovação para a reurbanização focada no patrimônio histórico do distrito da Boiler House, enquanto o COLL-BARREU ARQUITECTOS concluiu uma sutil reconfiguração do acesso público no Museu Reina Sofía, em Madri. Por fim, no Canadá, o Knight Architects revelou o projeto "Motion" para a substituição da Ponte Alexandra, uma estrutura em arco moldada por referências ecológicas e focada no espaço público inclusivo. Continue lendo para conhecer as atualizações mais recentes que moldam a arquitetura atual.
A tranquilidade é essencial ao selecionar metais sanitários para um projeto comercial. Como líder global em metais e acessórios arquitetônicos premium, a ABI Interiors tem o compromisso de entregar soluções sustentáveis e pautadas pelo design que atendem às necessidades práticas e criativas de arquitetos/as em empreendimentos comerciais, residenciais e de grande escala.
A rápida urbanização, impulsionada pelo crescimento populacional, está entre as grandes megatendências que transformam a maneira como as cidades são construídas. O mundo ganha uma nova cidade do tamanho de Madri a cada semana — e essa tendência persistirá pelas próximas décadas. Para atender a essa demanda de forma sustentável, é necessária uma abordagem colaborativa e baseada no pensamento sistêmico para a construção.
Um lugar de renascimento, a cidade de Muharraq, no Bahrein, passou por uma visionária transformação cultural e urbana, emergindo como um modelo pioneiro de regeneração impulsionada pela cultura no mundo árabe, particularmente na região do Golfo. Outrora a capital da indústria de pérolas do país, Muharraq preservou, reinterpretou e reintegrou seu legado histórico em sua malha urbana em constante evolução.
Diante do desafio de redefinir seu futuro — marcado por um traçado urbano intacto, mas com estruturas arquitetônicas em deterioração — Muharraq vislumbrou uma narrativa urbana linear, tecendo a memória da indústria por meio de uma sequência de edifícios-chave. A cidade propôs-se a conectar as propriedades individuais ligadas ao seu passado perlífero, tais como as casas de mergulhadores/as, capitães de barcos e comerciantes de pérolas.
No projeto de arquitetura de alto padrão, os fixadores tradicionais para painéis de acesso, como parafusos aparentes e fechos magnéticos, costumam comprometer a estética e a funcionalidade. Esses métodos obsoletos podem afrouxar com o tempo, carecem de durabilidade ou exigem molduras visíveis, tornando-os inadequados para espaços premium. Seja para acessar sistemas elétricos, componentes de climatização (HVAC) ou instalações hidráulicas, a escolha do método de instalação correto é crucial para uma integração perfeita ao ambiente.
As primeiras soluções ocultas, como as mãos-amigas (French cleats) e os clipes em Z (Z-clips), melhoraram a aparência, mas trouxeram novos desafios. Esses sistemas exigem a remoção sequencial dos painéis e folgas adicionais, o que dificulta a manutenção — especialmente em áreas que demandam acesso frequente. A fresta inevitável que surge no topo dos painéis também compromete o apelo estético, assim como a necessidade de recortar seções do painel para tomadas de parede.
O conceito de guarda-roupa cápsula, popularizado nos anos 1970 por Susie Faux, propõe um exercício de síntese: um conjunto compacto de peças versáteis, capazes de se combinar de inúmeras maneiras para se adaptar a diferentes ocasiões. Na cultura visual, existem algumas metáforas para isso: em desenhos animados como Doug Funnie ou O Laboratório de Dexter, abrir o armário revelava fileiras de roupas idênticas, prontas para simplificar a vida (e, no caso de quem desenhava, o próprio trabalho). No mundo real, personalidades como Steve Jobs transformaram essa lógica em método ao adotar um uniforme diário, eliminando a pequena — mas recorrente — decisão de "o que vestir?" e poupando tempo e energia para questões mais importantes.
Para outras pessoas, no entanto, essa escolha está longe de ser um fardo. Escolher o que vestir é um momento de prazer, capaz de definir o tom do dia e influenciar o humor. Sob essa perspectiva, o guarda-roupa também se torna uma extensão da identidade, um espaço onde as escolhas práticas e simbólicas se encontram. Não por acaso, expressões como "sair do armário" ou "ter um esqueleto no armário" estão profundamente enraizadas na linguagem, revelando a dimensão cultural desse elemento doméstico. No design de interiores contemporâneo, essa noção ganha novas camadas: o armário pode definir o caráter de um espaço, guiar a circulação, influenciar a percepção e até moldar a atmosfera de um ambiente.
Nos dias 23 e 24 de abril de 2025, no Campus ACCIONA, a segunda edição do NEXT IN Summit, organizada pela ACCIONA Living & Culture, reuniu líderes globais em museologia, arquitetura e arte. Inaugurado com a presença do prefeito de Madri, José Luis Martínez Almeida, o evento destacou as melhores práticas em projeto, gestão e inovação de espaços culturais. Figuras de destaque, como o arquiteto David Chipperfield, Glenn D. Lowry, diretor do MoMA, o artista digital Rafael Lozano-Hemmer e Mariët Westermann, diretora e CEO do Solomon R. Guggenheim Museum, lideraram as discussões sobre o futuro das instituições culturais.
À medida que as cidades continuam a se desenvolver, observamos abordagens cada vez mais bem planejadas, meticulosamente executadas e rigidamente regulamentadas para moldar os centros urbanos e seus espaços adjacentes — para o bem e para o mal. Conforme os códigos, restrições e diretrizes se aprimoram e se tornam mais rigorosos, os ambientes urbanos tornam-se mais seguros, equilibrados e menos propensos a surpresas. No entanto, o outro lado dessa moeda é que distritos altamente controlados podem tender a uma ordem excessiva e à higienização, desfazendo-se do caráter informal e cumulativo que outrora gerava becos, espaços residuais e sequências inesperadas de movimento — condições muitas vezes nascidas da constante improvisação comunitária nas zonas cinzentas da regulamentação.
Em resposta a isso, um número crescente de iniciativas em todo o mundo propõe instalações urbanas temporárias que testam futuros alternativos para as cidades. Essas intervenções buscam provocar um diálogo entre o que a cidade é e o que ela poderia oferecer às suas comunidades por meio de práticas espaciais reflexivas e específicas de cada contexto. Um exemplo notável é o Concéntrico, festival internacional em Logroño, Espanha, concebido como um laboratório de inovação urbana. Comemorando sua décima edição, o festival está prestes a publicar Concéntrico: Urban Innovation Laboratory, um livro que traça um panorama de uma década de desenho urbano e transformação coletiva moldados ao longo de suas sucessivas edições. O lançamento é acompanhado por uma turnê internacional voltada a compartilhar uma década de aprendizados sobre transformação e design coletivos.
À medida que as cidades em todo o mundo lidam com prioridades sociais, ambientais e culturais em constante evolução, anúncios recentes de projetos revelam como a arquitetura tem sido cada vez mais concebida tanto como infraestrutura cívica quanto como catalisadora da identidade coletiva. Desde o novo projeto de estádio do escritório Populous em Tessalônica, que atenua as fronteiras entre o esporte e a vida urbana, até o palco cultural transparente do HENN em Augsburg, que convida à participação comunitária, essas propostas ilustram a ampliação do papel da arquitetura para além de sua função imediata. Em Luxemburgo, o trabalho do Schmidt Hammer Lassen para o Banco Europeu de Investimento reinventa os espaços institucionais por meio da sustentabilidade e do patrimônio, enquanto a nova comunidade insular do SLA e da GHD em Toronto impulsiona um urbanismo adaptado ao clima e baseado na natureza. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode promover um impacto ecológico, cultural e cívico de longo prazo.
Como os/as profissionais da arquitetura podem transformar a atmosfera de uma estrutura? Que intervenções são capazes de transcender a reutilização adaptativa para modificar a percepção dos espaços? Ao reutilizar as arquiteturas ao longo do tempo, novos usos e necessidades surgem entre os espaços e seus usuários. Embora as estruturas dos edifícios antigos mantenham viva a memória das comunidades, a introdução de uma nova vida a partir de estufas, habitações, comércios, escritórios ou centros culturais traz consigo a concepção de novas atmosferas onde a luz, la ventilação, a incorporação da natureza e outros aspectos transformam as experiências interiores.
Hoje, as cidades estão sendo reimaginadas como organismos vivos e em constante evolução, combinando inteligência digital, sistemas ecológicos e novos materiais para moldar futuros radicais. Na bienal de Carlo Ratti, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective.", mais de 750 participantes desafiam as fronteiras estabelecidas entre arquitetura, paisagem e tecnologia. Vários projetos conceituais apresentados na exposição principal questionam os limites convencionais entre arquitetura, paisagem e tecnologia. De sistemas urbanos bioadaptativos e assentamentos hídricos marcianos a sinfonias imersivas de dados de satélite, essas obras envisionam, coletivamente, novos modelos de coabitação, resiliência e consciência planetária.
A seleção de Projetos Não Construídos deste mês apresenta seis propostas especulativas, exibidas como parte da exposição da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025, como provocações para repensar o futuro das cidades e dos assentamentos humanos. Enquanto algumas propostas transformam a arquitetura em infraestruturas vivas e autossustentáveis, outras exploram como dados e interfaces sensoriais podem redefinir nossa relação com os ambientes natural e urbano. Juntos, os projetos oferecem um panorama de como profissionais de arquitetura e design utilizam obras não construídas para imaginar novas possibilidades de vida na Terra e fora dela.
Entre costas, rios, lagos e cordilheiras, o ambiente natural da Espanha apresenta uma grande variedade de climas, topografias e espécies de vegetação. Com o objetivo de impulsionar o reconhecimento global do impacto da construção sobre o meio ambiente e a importância de enfrentar as mudanças climáticas a partir de novas formas de fazer arquitetura, diversos escritórios de arquitetura e equipes de pesquisa propõem o desenvolvimento de cabanas ou protótipos de acomodação de pequenas dimensões. Ao mesmo tempo em que são capazes de se integrar harmoniosamente ao seu contexto natural circundante, esses projetos demonstram estratégias de autossuficiência, aproveitamento de recursos e maximização dos espaços, além de uma ampla aplicação de tecnologias de inovação e soluções materiais adequadas a cada região.
A Arábia Saudita passa por uma transformação notável, guiada pela Vision 2030, com investimentos em turismo, cultura, tecnologia e sustentabilidade que remodelam a identidade do Reino. Como parte dessa evolução cultural, o Mujassam Watan Urban Sculpture Challenge, organizado pela Buildner em parceria com a Mujassam Watan Initiative (uma iniciativa da Al Fozan Social Foundation), convida arquitetos/as e artistas a moldar os espaços públicos em evolução da Arábia Saudita por meio do design escultórico contemporâneo.
Para profissionais de arquitetura e especificação, selecionar o sistema de revestimento correto é um ato tanto técnico quanto criativo, conectando a ciência dos materiais à intenção arquitetônica. Mais do que simples envoltórios visuais, as fachadas hoje são sistemas de alto desempenho que equilibram proteção, isolamento e expressão. Como a primeira barreira entre o exterior e o interior, o sistema de revestimento adequado pode definir como um edifício se comporta e envelhece ao longo do tempo, afetando seu conforto térmico, desempenho acústico, segurança contra incêndio e durabilidade geral.
Entre os materiais de fachada mais utilizados estão a madeira, as chapas metálicas, os compósitos e os sistemas de alumínio. Nessa gama de opções, os painéis metálicos de face simples (single-skin) e os painéis de alumínio extrudado se destacam especialmente por sua combinação de resistência, precisão e apelo arquitetônico. Embora ambos se beneficiem da leveza inerente e da resistência à corrosão do alumínio, eles diferem significativamente em sua lógica estrutural, características de desempenho e aplicações ideais. Empresas como a Parallel Architectural Products — especializada em sistemas de revestimento de alumínio extrudado e acabamentos arquitetônicos — têm desempenhado um papel fundamental no avanço dessas tecnologias, combinando engenharia de precisão, flexibilidade estética e fabricação local.
Terraço jardim entre as duas fases. Imagem cortesia de NEUF architect(e)s
Com a medicina moderna, pode ser difícil para muitos hoje imaginar a devastação causada pela tuberculose (TB) há cerca de 100 anos. Associada inicialmente a condições insalubres e de superlotação, apenas no Canadá a doença causava a morte de aproximadamente 8.000 pessoas anualmente no final do século XIX. Nessa época, antes da descoberta de tratamentos mais avançados, as prescrições médicas envolviam luz solar, ar puro e repouso. Como resposta, sanatórios foram criados. Eram locais onde os pacientes podiam ser isolados da comunidade para tratar a enfermidade. Um testemunho desse legado ergue-se no coração de Montreal: o antigo Royal Edward Laurentian Institute, mais tarde conhecido como Montreal Chest Institute. Nascido de uma crise, o local tornou-se desde então um símbolo de resiliência, transformação e inovação, deixando de ser um espaço de isolamento para se transformar em um polo próspero de pesquisa e empreendedorismo nas ciências da vida.
Após duas semanas de indicações na 16ª edição do Prêmio Obra do Ano 2025, nossa comunidade avaliou mais de mil projetos e selecionou os 15 finalistas. A premiação deste ano celebra a excelência em design, inovação e sustentabilidade, especificamente na região da América Latina e Espanha, destacando uma seleção excepcional de projetos entre os finalistas. Por se tratar de um prêmio baseado na participação do público, orgulha-nos afirmar que suas escolhas refletem de forma autêntica o estado atual da arquitetura, e a qualidade dos finalistas deste ano evidencia ainda mais a excelência e a diversidade presentes no campo profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142926/conheca-os-15-projetos-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
Na Mongólia antiga, pastores e pastoras desmontam sua iurta — uma tenda circular portátil feita de feltro ou pele de animal — em busca de novas terras para criar seu rebanho. Não muito longe dali, um/a nômade digital em Bali prepara sua próxima mudança para um espaço de co-living na cidade de Ho Chi Minh. Embora separadas por vastas distâncias e abismos culturais, essas pessoas estão unidas por um desejo humano atemporal: a busca por mobilidade e espaços de vida adaptáveis. Diante de mudanças geopolíticas e de novos estilos de vida, a demanda por uma arquitetura residencial flexível se intensifica. Nesta era de maior mobilidade, basta que apenas as pessoas se desloquem ou os edifícios do amanhã também precisarão acompanhá-las?