Ao longo dos anos, a arquitetura de cinemas tem se reinventado continuamente. De experiências cinematográficas que aguçam múltiplos sentidos a tecnologias materiais que reinterpretam a estética de eras passadas, o conceito da sala de cinema tem viabilizado a recuperação, a revitalização e a renovação de inúmeros espaços obsoletos, em ruínas ou mesmo protegidos pelo patrimônio histórico. Assim como o Majestic Cinema reflete uma importante função comunitária em Zanzibar, na Tanzânia, muitos edifícios do século XX encontraram no reuso adaptativo uma oportunidade para restaurar e preservar culturas, memórias e tradições que permanecem significativas para suas comunidades.
Em Hong Kong, onde interiores e edifícios de pequena escala são rotineiramente encurralados entre dois extremos — acabamentos de "luxo" de alto brilho, por um lado, e a rusticidade industrial de baixo custo, por outro —, uma terceira postura surge a partir da calibração de ambos: uma execução singularmente precisa, pertinente e materialmente honesta que não depende do orçamento. Trata-se da crueza calibrada. A crueza calibrada descreve uma arquitetura que preserva o caráter direto da matéria e da materialidade — concreto, metal, blocos de alvenaria, estrutura exposta, instalações aparentes —, submetendo-os a um controle rigoroso.
O "cru" não é um mero disfarce, e o "refinado" não significa polimento; trata-se de uma disciplina de execução precisa, que produz espaços equilibrados e ponderados, sem nunca parecerem artificiais ou excessivos. O Studio 1:1 demonstra essa postura de forma consistente em todo o seu portfólio — e sua próxima publicação, Architecture under the Radar: Three Projects in Asia (com prefácio de Nader Tehrani), oferece uma estrutura oportuna para compreender esse ethos não apenas como estética, mas como um método arquitetônico replicável.
Em uma tarde quente de maio, quando o ar sobre o oeste da Índia se torna metálico pelo calor, ninguém se lembra da composição da fachada. Lembram-se de onde a sombra se projeta. Lembram-se de qual corredor respirava. Lembram-se da casa que era mais fresca que a rua. O que permanece na memória é o conforto para além da forma. A preferência térmica repetida se estabiliza em uma configuração espacial e, com o tempo, essas configurações se tornam tipologias edilícias.
Jardim Botânico Guangzhou Yunxi / AECOM + Architectural Design & Research Institute of SCUT + Guangzhou Landscape Architectural Design & Research Institute. Imagem cortesia de Yunxi Botanical Garden
Embora a vida humana dependa fortemente das plantas para medicamentos, materiais de construção e combustíveis, elas também desempenham um papel vital em diversos processos ecológicos. Da regulação climática por meio da absorção de dióxido de carbono à fertilidade do solo e purificação do ar e da água, a diversidade vegetal oferece oportunidades para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes deste século, incluindo a segurança alimentar, a disponibilidade de energia, as mudanças climáticas e a degradação de habitats. Nesse contexto, os jardins botânicos atuam como refúgios vivos que fomentam a inovação, a adaptação e a resiliência humana. Mas o que a prática arquitetônica pode aprender com a botânica e seus métodos?
Nos últimos anos, a alimentação assumiu um papel renovado na arquitetura, não apenas como um programa ou tipologia, mas como uma prática espacial compartilhada. Para além do design de restaurantes ou de espaços de refeição, as áreas destinadas ao comer coletivo são cada vez mais compreendidas como ambientes onde a presença, o ritual e o tempo se cruzam, permitindo que as pessoas se reúnam, permaneçam e coexistam. Nesses contextos, o ato de comer não ocorre apenas dentro de um espaço; ele o molda ativamente, transformando temporariamente ambientes comuns, emprestados ou improvisados em locais de troca.
Essa mudança é visível em uma ampla gama de projetos construídos, instalações e espaços comunitários que utilizam as refeições coletivas como meio de aproximar as pessoas. Iniciativas como o Fondo Supper Club estruturam o ato de jantar como uma plataforma social, usando a comida para conectar artistas, designers e comunidades locais por meio do diálogo e da colaboração. Da mesma forma, a sit.feast, apresentada durante a Semana de Design de Milão de 2024, abordou a mesa como uma instalação espacial na qual sentar-se e comer juntos se tornaram os meios primordiais para a produção coletiva do espaço.
O pátio é frequentemente lembrado como uma figura do passado, um espaço voltado para o interior, permeado de nostalgia, cultura e rituais domésticos. No entanto, essa abordagem ignora seu papel primordial. Antes de ser simbólico, o pátio era operacional. Ele organizava o fluxo de ar, controlava a luz e absorvia o calor. Não se tratava de um elemento decorativo, mas sim do que tornava a arquitetura habitável. Na habitação contemporânea, tais funções são normalmente delegadas a sistemas mecânicos instalados após a definição da forma. Nas casas com pátio, ao contrário, essas questões são resolvidas espacialmente, antes mesmo de se erguer qualquer parede.
O que aparenta ser uma tipologia recorrente em várias regiões é, na verdade, um conjunto de respostas altamente específicas ao clima. O pátio no Egito não se comporta como o pátio no Marrocos, tampouco como o da Índia. Cada um deles é calibrado para responder a um desafio ambiental distinto, utilizando o mesmo dispositivo espacial. Interpretá-los como um tipo único significa reduzir sua inteligência. Compará-los, por outro lado, permite compreender como o clima pode ser incorporado diretamente à forma arquitetônica.
Ruídos altos, o zumbido contínuo de equipamentos, mudanças abruptas de luz ou reflexos intensos costumam passar despercebidos. Para pessoas neurodivergentes, esses estímulos podem provocar desconforto significativo ou mesmo reações físicas e cognitivas intensas. O termo "neurodivergente" refere-se a pessoas cujo funcionamento neurológico difere do que é considerado típico, abrangendo condições como autismo, TDAH e dislexia, uma vez que seus cérebros processam informações de maneira diferente, particularmente em relação aos estímulos sensoriais, à atenção e à regulação emocional.
No entanto, a luz não é apenas visual; ela é neurológica. A forma como ela entra em um espaço, move-se pelas superfícies e muda ao longo do tempo pode afetar profundamente o conforto cognitivo. Contrastes extremos, ofuscamento, penetração direta de raios solares e variações rápidas de brilho exigem um ajuste constante do sistema visual e, para pessoas com maior sensibilidade sensorial, esse esforço pode se traduzir em fadiga, distração ou desconforto.
Se as redes elevadas revelam uma cidade que caminha cada vez mais acima da rua, o pódio-torre é a tipologia que frequentemente faz com que essa condição pareça inevitável. Em todo o Sudeste Asiático, os projetos de pódio-torre tornaram-se uma das linguagens dominantes do crescimento metropolitano: um sistema que concentra habitação, postos de trabalho, comércio e conexões de transporte público em lotes altamente legíveis e administrados. Sob a perspectiva do planejamento urbano, o modelo pode ser incrivelmente eficaz — absorvendo o congestionamento, formalizando a circulação e gerando densidade rapidamente. No entanto, à medida que se dissemina, a tipologia também levanta uma questão mais sutil: o que ela otimiza e o que ela corrói — especialmente no nível da rua, onde a vida urbana deveria ser negociada, e não curada?
Em termos simples, o pódio-torre é uma estrutura híbrida composta por um pódio de baixa altura e alta taxa de ocupação, que serve de apoio a uma ou mais esbeltas torres verticais. O pódio geralmente carrega o peso logístico e comercial do empreendimento — lojas, estacionamento, carga e descarga, áreas de embarque e desembarque, serviços de apoio e, muitas vezes, terraços de lazer —, enquanto a torre sobrepõe os programas privados acima, sejam eles residenciais, corporativos, hoteleiros ou de uso misto. A promessa é dupla: maximizar a densidade urbana mantendo uma fachada ativa em escala humana, e separar a logística complexa da vida urbana do domínio mais reservado do morar e do trabalhar.
A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.
Sylphy por Boss Design x Okamura. Imagem cortesia de Boss Design
Apesar de toda a experimentação espacial no espaço de trabalho contemporâneo, uma condição permanece praticamente inalterada: as pessoas continuam sentadas. Estudos sugerem que profissionais de escritório passam até 89% de sua jornada de trabalho em posição sentada — o que equivale a quase 36 horas por semana —, a despeito de décadas de conscientização ergonômica. À medida que os espaços de trabalho se tornam mais flexíveis, sociais e focados em design, essa contradição se torna cada vez mais difícil de ignorar.
O escritório já não se organiza em torno de um único modo de operação, tampouco por uma lógica espacial rígida. O trabalho tornou-se multifuncional, alternando entre colaboração e concentração, trocas coletivas e foco individual. Em resposta, a arquitetura e o design de interiores se afastam de layouts uniformes e repetitivos em direção a ambientes que refletem a variabilidade do comportamento humano.
O desenvolvimento costeiro em grandes cidades há muito tempo se configura como um terreno de oportunidades e disputas—moldado, a um só tempo, pela busca por capital (vistas privilegiadas, escassez de terras e a promessa de aterros), pelas demandas cívicas por acesso público e por uma vida coletiva à beira-mar, e pelas aspirações contemporâneas de sustentabilidade e de uma identidade urbana marcante. Justamente porque essas agendas raramente se alinham, extrair o potencial máximo de áreas de orla nunca é uma tarefa simples.
Contudo, em Nova York e em Hong Kong, é possível traçar as ambições de cada cidade—a despeito de suas diferentes estratégias, prioridades e lógicas políticas—por meio de um conjunto de projetos fundamentais que ancoram suas linhas costeiras. Lidos em conjunto, esses projetos revelam não apenas o que cada cidade escolhe valorizar, mas também do que está disposta a abrir mão para construir no limite.
Em 23 de dezembro de 1972, Manágua, capital da Nicarágua, foi atingida por um terremoto de magnitude 6,3. Em questão de minutos, seu núcleo urbano, que por décadas funcionara como um centro político e econômico compacto, ruiu abruptamente. No processo de reconstrução que se seguiu, as autoridades buscaram não apenas reconstruir, mas reorganizar. O objetivo era descentralizar a cidade e evitar uma paralisia futura ao dispersar as funções por múltiplas zonas. Entre os resultados arquitetônicos mais significativos dessa mudança esteve a nova Catedral Metropolitana. Sua linguagem modernista simbolizava tanto a continuidade institucional quanto a transformação urbana. Com isso, ela personificou a transição de Manágua de uma malha urbana centralizada, de estilo espanhol, para uma metrópole contemporânea e descentralizada.
Vila dos Atletas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (HARUMI FLAG). Imagem via Wikimedia Commons CC 2.0
Com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano–Cortina 2026 em andamento, vale a pena analisar como a Vila Olímpica evoluiu de uma solução puramente funcional para um projeto urbano estratégico. De complexos habitacionais improvisados a peças-chave de regeneração urbana, as Vilas Olímpicas têm funcionado repetidamente como experimentos em grande escala sobre como partes de uma cidade podem ser construídas em um curto espaço de tempo.
Projetados sob intensa pressão de tempo e para uma população altamente específica, esses ambientes revelam transformações nas ideias de habitação, vida coletiva e no legado urbano de megaeventos. Ao longo de diferentes edições, a Vila Olímpica reflete as maneiras mais amplas pelas quais eventos, habitação e cidades se cruzam em condições de urgência.
Na tradução da realidade tridimensional para um plano bidimensional, a axonometria se consolida como um dos sistemas gráficos de representação que fundamentam a linguagem utilizada por profissionais de arquitetura e design. Ao lado de plantas, cortes e elevações, suas vistas explodidas frequentemente se destacam pela capacidade de estudar as múltiplas camadas que compõem um projeto. Embora a axonometria também seja empregada em outras disciplinas, como a engenharia e o planejamento urbano, ela demonstra constantemente sua capacidade de funcionar como algo que vai além de uma mera ferramenta de representação. Com isso, ela não apenas reforça a compreensão dos processos construtivos, materiais e sistemas estruturais de uma obra, mas também amplia a comunicação das ideias e processos de projeto que a moldam.
Lu Wenyu—cofundadora do Amateur Architecture Studio com o laureado com o Pritzker Wang Shu—moldou muitas das obras mais emblemáticas do escritório na China, incluindo o Museu de História de Ningbo e o Campus Xiangshan da Academia de Arte da China em Hangzhou. Trabalhando frequentemente fora dos holofotes, sua liderança é inequívoca na disciplina da execução e nas funções que assumiu: em 2003, junto com Wang Shu, fundou o Departamento de Arquitetura da Academia de Arte da China, onde também atua como diretora do Centro de Construção Sustentável. Sua prática e ensino formam um ciclo de reciprocidade: as pesquisas realizadas nos estúdios da Academia de Arte da China alimentam continuamente as estratégias de construção no canteiro de obras, ao passo que as lições aprendidas em campo retornam à sala de aula como inteligência material, e não como teoria abstrata.
Em uma era dominada por telas e imagens digitais, o caráter pleno de um objeto de design muitas vezes permanece oculto. Apenas no encontro presencial com um objeto é que se pode sentir sua textura, notar como ele interage com a luz ou até mesmo perceber seu aroma sutil. Essas qualidades sensoriais — tão difíceis de transmitir online — revelam por que as feiras de design continuam a ser relevantes. Cada vez mais, esses eventos se consolidam como espaços de experimentação no design contemporâneo, onde ideias sobre materiais, colaboração e responsabilidade social são exploradas publicamente. Programas curatoriais, exposições e instalações experimentais transformam esses encontros em ambientes onde designers, fabricantes e pesquisadores(as) testam novas possibilidades para o ambiente construído.
Como uma das principais propulsoras do consumo de recursos naturais, do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, a indústria da construção civil causa um impacto significativo no meio ambiente, consumindo 32% da energia global e contribuindo para 34% das emissões mundiais de CO₂. Os materiais de construção desempenham um papel crucial na definição do ambiente construído. Por meio dos princípios da economia circular, de soluções renováveis e autossuficientes e de inovações tecnológicas, a análise do desempenho ambiental de cada material evidencia a oportunidade de revisar e avaliar as diferentes etapas de seu ciclo de vida.
Ao estabelecer uma estrutura comum para medir e gerenciar o impacto ambiental dos materiais de construção, a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) surge como uma abordagem fundamental. Essa metodologia oferece uma avaliação abrangente dos impactos ambientais associados a produtos, processos ou atividades ao longo de todo o seu ciclo de vida. Desde a extração da matéria-prima, fabricação e transporte até a construção, o uso e o tratamento de fim de vida, a análise considera as cargas ambientais vinculadas a cada etapa. No contexto dos materiais de construção, a ACV oferece uma abordagem holística e sistemática para avaliar o desempenho ambiental e identificar oportunidades de otimização de projeto, entre outras melhorias. Dessa forma, ela quantifica impactos como as emissões de carbono, o consumo de energia, o uso de água, a poluição do ar, a geração de resíduos e o esgotamento dos ecossistemas.
A arquitetura há muito tempo é atraída para cima. Em O Ar e os Sonhos, Gaston Bachelard escreve sobre uma imaginação moldada pelo movimento; pelo desejo de subir, flutuar, escapar da atração do solo. O ar, para ele, convida a imaginação a distorcer, inventar e ir além do que é dado, em vez de simplesmente reproduzi-lo. Nesse sentido, a leveza não é apenas uma condição física, mas um sentimento: o desejo de transcender o peso da terra e avançar em direção a algo menos tangível. Esse impulso pode ser rastreado nas contínuas tentativas da arquitetura de se erguer, desde os pilotis e grandes vãos até sistemas suspensos e membranas tensionadas. Construir de forma leve, portanto, não é apenas uma ambição técnica, mas também cultural — uma maneira de alcançar o céu.
Hoje, essa busca pela leveza ganha uma urgência renovada. À medida que as preocupações ambientais, os riscos climáticos e os avanços tecnológicos remodelam o ambiente construído, construir de forma leve deixa de ser apenas uma ambição estética ou estrutural; passa a ser cada vez mais visto como um imperativo ecológico e ético.
A arquitetura costuma tratar o design ecológico como se fosse uma descoberta recente. Corredores de biodiversidade, paisagens regenerativas, cidades-esponja e o urbanismo mais-que-humano são apresentados como respostas emergentes às crises ambientais contemporâneas. No entanto, na Índia e na região SWANA (Sudoeste Asiático e Norte da África), paisagens moldadas por práticas religiosas há muito tempo estruturam as relações entre pessoas, água, vegetação e animais. Muito antes de o desempenho ecológico se tornar uma métrica de projeto, os reservatórios dos templos armazenavam as águas das monções, os bosques sagrados protegiam a biodiversidade e os assentamentos em oásis sustentavam a vida em alguns dos ambientes mais áridos do mundo. Poucos desses lugares surgiram de agendas ambientais explícitas; pelo contrário, formaram-se a partir de práticas culturais e espirituais. Ainda assim, sua lógica ambiental continua extremamente relevante hoje. Diversas condições que hoje são discutidas sob o conceito do design mais-que-humano já existiam há séculos em paisagens que arquitetos e arquitetas raramente estudam como infraestrutura ecológica.
Nos últimos anos, a construção com terra tem despertado um interesse renovado na arquitetura. Materiais como o adobe, a taipa de pilão e os blocos de terra comprimida, outrora associados principalmente a tradições vernáculas, vêm sendo cada vez mais explorados por arquitetos e arquitetas contemporâneos. Longe de representar um simples retorno ao passado, esse interesse renovado reflete uma revisão mais ampla de como a arquitetura se relaciona com os materiais, os recursos locais e as condições ambientais.
Durante séculos, a construção com terra fez parte do cotidiano construtivo de diversas regiões do mundo. Técnicas como o adobe, a taipa de pilão, o cob e outros sistemas à base de terra desenvolveram-se gradualmente por meio da adaptação ao clima, aos recursos disponíveis e às práticas construtivas locais. Esses métodos respondiam diretamente às condições ambientais ao mesmo tempo em que moldavam modos culturais de construir. Esse conhecimento circulava através de práticas coletivas, e não por meio do ensino formal de arquitetura, permitindo que as técnicas evoluíssem a partir de uma experimentação contínua.
Na Light + Building 2026, em Frankfurt, a OPPLE Lighting celebrou seu 30º aniversário com uma proposta arquitetônica, em vez de uma retrospectiva. Sob o tema "Hi Light!", a empresa revelou a Light as Cloud, um estande projetado pelo OMA. A instalação também serviu como plataforma de estreia internacional para a OLL, a nova marca de design de alto padrão da OPPLE. Longe de funcionar como uma exposição convencional de produtos, o projeto posicionou a luz como um sistema espacial — capaz de moldar a arquitetura, a circulação e a percepção.
Vencedor da Categoria Pequena Escala + Vencedor Estudantil: Architecture as Resilient Machine. Imagem cortesia de Buildner
Buildner lançou o Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um prêmio total de € 100.000. Paralelamente, foram anunciados os resultados do Unbuilt Award 2025, marcando a segunda edição de uma série que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. A iniciativa oferece uma plataforma global para que arquitetos/as e designers apresentem seus projetos não construídos mais impactantes — sejam eles conceituais, publicados, inéditos ou totalmente desenvolvidos.
A Heimtextil Colombia 2026 reúne uma oferta internacional e uma agenda de conhecimento que evidenciam o deslocamento de valor para as categorias de casa e hospitalidade, onde designers da Colômbia e de toda a América Latina estão expandindo seu DNA criativo para escalar a pirâmide, diversificar receitas e competir em mercados globais.