Edifícios tombados são importantes testemunhos arquitetônicos da rica e diversa história de uma sociedade. O reconhecimento formal dessas edificações protege seus elementos arquitetônicos mais significativos contra alterações e demolições, ao mesmo tempo que cria caminhos socioeconômicos para viabilizar sua conservação. No entanto, essas estruturas também correm o risco de se distanciarem de novos materiais e sistemas construtivos modernos que lhes permitiriam funcionar de maneira ideal hoje em dia.
Integrar novos materiais e instalações prediais sem descaracterizar a essência original do edifício é um desafio singular de projeto. Seja ao adicionar novos componentes durante reformas estruturais ou ao integrar sistemas modernos de prevenção e combate a incêndios, exige-se sensibilidade e equilíbrio. Essa premissa se aplica a diversos elementos das edificações tombadas — como paredes, pisos, coberturas e fachadas —, garantindo que estejam preparadas para o futuro com uma vida útil prolongada.
Sofá Hot Hot por Jun Wang. Imagem via A' Design Award & Competition
Comenta-se nos bastidores que os últimos vencedores do A'Design Award deixaram as convenções de lado. Como não poderia deixar de ser, apresentamos aqui algumas das propostas mais ousadas que se destacaram nesta edição.
Imagine o cenário: um palco voltado para a criatividade, onde as mentes mais brilhantes do design mundial se reúnem para apresentar seus melhores trabalhos. O A'Design Award é exatamente isso — uma grande vitrine internacional que celebra o talento de designers, arquitetos/as e inovadores/as de todos os cantos do planeta. Não se trata de apenas mais um prêmio, mas sim de uma oportunidade de projetar seu trabalho em escala global.
Este artigo é o texto vencedor do Epistle Writing Prize 2024, uma competição anual dedicada a reconhecer trabalhos de escrita excepcionais sobre design, arquitetura e meio ambiente.
Podemos estar na era da nuvem digital — por mais celestial ou etérea que ela pareça —, mas ela não apenas é incontestavelmente material, como também constitui uma poderosa força ecológica. Atualmente, os data centers são usinas gigantescas das indústrias modernas de informação, comunicação e tecnologia, abrigando servidores colossais que armazenam e processam dados. Embora sua proliferação seja, de certa forma, uma consequência de nossos padrões de consumo, à medida que a demanda global pelo meio digital cresce, a pegada ecológica dos data centers expande-se na mesma proporção.
É evidente que a infraestrutura educacional é fundamental para qualquer comunidade. Quanto melhor for a qualidade desses espaços, melhor será o aprendizado de quem os utiliza. No entanto, esses estabelecimentos frequentemente desempenham uma função muito mais abrangente do que a meramente educativa. Em comunidades do Sul Global, em países como Peru ou Vietnã, onde grande parte da população vive em zonas rurais distantes dos centros urbanos, não apenas os espaços educativos são escassos, mas também faltam pontos onde toda a comunidade — e não apenas os/as estudantes — possa se reunir.
Conceito de cápsula EGGER - Decorative Collection 24+ . Imagem cortesia de EGGER
Atualmente, os ciclos de mudança na sociedade e na arquitetura têm gerado novos modelos urbanos, tecnologias emergentes e tendências de design que reforçam a necessidade de uma adaptabilidade constante em todas as áreas. Nesse contexto, aspectos como flexibilidade, confiabilidade e simplicidade surgem como elementos distintivos, tanto na arquitetura quanto nos componentes que a constituem, incluindo os materiais. Por essa razão, linhas como a Coleção Decorativa EGGER 24+, desenvolvida a partir de materiais derivados da madeira, buscam redefinir conceitos por meio de uma série rotativa, atualizada no máximo a cada dois anos. Essa dinâmica possibilita uma resposta mais ágil às novas tendências, influências e inovações de produtos que surgem no ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140759/de-madeira-pedra-aco-e-cores-unicolores-uma-colecao-decorativa-para-tendencias-em-rapida-evolucaoEnrique Tovar
Caminhar sobre um piso de vidro é uma experiência única que mistura deslumbramento com um toque de inquietação. A transparência cria a ilusão de vazio sob os pés, apesar do suporte firme, gerando uma desconexão visual que faz com que cada passo pareça hesitante, como se estivesse flutuando ou cruzando uma ponte invisível. Embora o vidro seja projetado para garantir a segurança, a mente muitas vezes o associa à fragilidade, gerando uma curiosa tensão entre confiança e dúvida. É essa mistura de emoções que torna a caminhada sobre um piso de vidro algo tão inesquecível.
Os pisos de vidro modernos são incrivelmente resistentes, graças a materiais e processos de fabricação avançados. Geralmente feitos de vidro laminado — composto por múltiplas camadas unidas por uma película intermediária durável —, eles são projetados para evitar o estilhaçamento em fragmentos cortantes. Em termos de capacidade de carga, um piso de vidro bem projetado pode suportar pesos equivalentes ou superiores aos dos materiais de revestimento tradicionais, muitas vezes ultrapassando 500 quilos por metro quadrado, dependendo do projeto e da aplicação. Ao pisar em um piso de vidro, não se trata apenas de caminhar: é flutuar, suspenso entre a realidade e a ilusão, em uma proeza emocionante do design moderno.
A cada mês, a equipe editorial do ArchDaily seleciona uma coleção de projetos conceituais organizados em torno de um tema ou programa, enviados ao site. Desenvolvidos por escritórios de arquitetura de pequeno e grande porte de todas as partes do mundo, esses projetos são enviados de forma aberta para a plataforma, constituindo uma comunidade global de profissionais que compartilham suas propostas, sejam elas puramente conceituais, propostas de concurso ou fases iniciais de projeto. As submissões estão abertas a todas as pessoas. Se você deseja colaborar, envie seu trabalho seguindo as instruções aqui.
É aquela época do ano novamente: estudantes e suas famílias estão ocupados com os preparativos para o início das aulas, enquanto nos preparamos para assumir a sala de aula. Ao me preparar para ministrar uma disciplina introdutória sobre o clima, lembro-me de por que usamos o termo mudança climática e não aquecimento global.
Sim, a Terra está aquecendo devido ao espessamento da camada de gases de efeito estufa na atmosfera provocado por nós. No entanto, as mudanças climáticas vão desde a elevação do nível do mar até o aumento de tempestades, inundações, incêndios e secas, fatores que também impactam negativamente a biodiversidade. Trata-se, portanto, de muito mais do que apenas aquecimento. Tempestades recentes que atingiram a costa leste dos EUA e as Bermudas nos lembram dessa diferença. Enquanto algumas comunidades enfrentam calor extremo, outras se preparam para tempestades e elevação das águas, e muitas lidam com múltiplos impactos combinados.
Al-Imam Al-Shafi'i. Imagem cortesia de Megawra - Built Environment Collective
Cairo, muitas vezes chamada de "Cidade dos Mil Minaretes", ostenta uma das tapeçarias culturais e arquitetônicas mais ricas do mundo. Seu patrimônio reflete séculos de influências diversas, desde monumentos faraônicos até a arquitetura islâmica e mameluca. No entanto, a preservação desse legado é um desafio constante diante das pressões urbanas, das mudanças climáticas e das dinâmicas socioeconômicas. A conservação do patrimônio no Cairo não se resume a salvaguardar essas estruturas, mas sim a integrá-las à vida das comunidades locais, garantindo que permaneçam como espaços dinâmicos e acessíveis.
Na vanguarda dessa missão está a Dra. May al-Ibrashy, arquiteta e conservadora cuja abordagem inovadora e voltada para a comunidade redefiniu a forma como o patrimônio é preservado. Como fundadora do Megawra–Built Environment Collective, ela tem trabalhado incansavelmente em bairros como Al-Khalifa, Al-Hattaba e Sayyida Zeinab para restaurar monumentos históricos ao mesmo tempo em que cria espaços públicos vibrantes. Seu trabalho faz a ponte entre a preservação arquitetônica e a regeneração urbana, garantindo que esses distritos históricos funcionem tanto como marcos culturais quanto como espaços vivos e funcionais para a população local.
O que faz de um edifício arquitetura? O eterno debate sobre o que distingue a arquitetura da mera construção utilitária frequentemente inclui a habitação social e de baixo custo como um tema de grande influência, despertando diferentes pontos de vista. Esta questão é particularmente significativa no contexto latino-americano, onde condições singulares vão além das preocupações com custos, sejam elas impostas ou inevitáveis. O acesso limitado ao financiamento, a prevalência da autoconstrução e a disseminação de assentamentos informais são fatores interligados que moldam o ambiente construído. Essas dinâmicas fomentam uma estética que, para alguns, desafia as noções de boa arquitetura, manifestando-se em paisagens urbanas onde os materiais aparentes se tornam uma característica definidora.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140763/narrativas-nao-polidas-materiais-aparentes-na-habitacao-social-da-america-latinaEnrique Tovar & José Tomás Franco
Tree House. Imagem: Cortesia de Fletcher Crane Architects
O primeiro interruptor de luz percorreu um longo caminho desde sua invenção em 1884 por John Henry Holmes em Newcastle, na Inglaterra. A engenhosa "tecnologia de interrupção rápida" de Holmes transformou a gestão da eletricidade, garantindo um controle de iluminação mais seguro e eficiente. Desde então, os interruptores evoluíram tanto em forma quanto em função, adotando diversos designs — de alavancas e teclas a modelos iluminados por LED e elegantes sensores de toque. A função do interruptor também se expandiu, permitindo controlar muito mais do que apenas a luz ao alcance dos nossos dedos, revolucionando a conveniência de moldar nossos ambientes internos.
Interruptores de alavanca LS 1912. Imagem cortesia de JUNG
Barragán, Bofill, Graves e Le Corbusier são figuras da arquitetura renomadas por seu uso excepcional e sensível da cor. Em suas abordagens, a cor assume uma importância quase comparável à funcionalidade, alcançada por meio de uma percepção detalhada e abrangente de seu contexto. Mas o que é a cor? Do ponto de vista técnico, trata-se de uma percepção visual que surge da interação da luz com nossos olhos e cérebro. No entanto, ao explorarmos seu significado em um nível mais emocional e poético, ela assume um sentido mais profundo. Para Ricardo Bofill, a cor infunde vida à arquitetura, ao passo que para Charles-Édouard Jeanneret — mais conhecido como Le Corbusier —, ela serve como uma ferramenta poderosa para evocar emoções e criar ilusões espaciais.
Em 'Polychromie Architecturale', Le Corbusier argumenta que a cor não é apenas um elemento decorativo, mas também uma ferramenta fundamental para criar ambientes e potencializar a funcionalidade dos espaços arquitetônicos. Essa ideia, desenvolvida entre 1931 e 1959, articula-se em torno de um sistema composto por uma gama de cores, no qual cada tom tem sua relevância e contribui para a criação de atmosferas que transcendem o mero projeto arquitetônico. Um exemplo disso é a gama de interruptores de alavanca LS 1912 da JUNG, que combina um design clássico com opções avançadas de controle e apresenta as diversas variações de tonalidade das 63 cores do sistema de cores de Le Corbusier.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140756/inteligente-e-retro-interruptores-de-alavanca-avancados-harmonizados-com-o-sistema-de-cores-de-le-corbusierEnrique Tovar
Viver em cidades densamente povoadas é uma realidade para muitas pessoas. Embora os benefícios da vida urbana—como a proximidade de comodidades, infraestrutura, oportunidades de emprego e estilo de vida—continuem sendo muito valorizados, as residências sofreram uma redução significativa em sua área útil. A tendência de apartamentos menores tem se tornado cada vez mais comum, com o design de interiores desempenhando um papel fundamental. A redução da metragem quadrada exige o uso eficiente do espaço e layouts de planta inteligentes. No entanto, longe de gerar espaços monótonos, a criatividade no design tem levado a soluções arquitetônicas interessantes que condensam uma vida de alta qualidade no que frequentemente se chama de microapartamento ou estúdio, com áreas de até 40 m².
No século XXI, o vidro se tornou um material fundamental para a arquitetura. Antes limitado a esquadrias e aberturas, hoje o vidro domina fachadas inteiras, especialmente em edifícios altos, onde o fechamento transparente é preferido para maximizar as vistas. Os avanços tecnológicos do vidro têm sido notáveis, transitando de painéis de vidro simples, como os usados nas esquadrias de ferro da Bauhaus, para os sistemas atuais de vidro triplo com preenchimento de gases especializados, como o argônio, projetados para solucionar as antigas limitações térmicas do material.
Abrangendo continentes e culturas, os eventos de arquitetura servem como plataformas para o encontro de diversos grupos de profissionais, com o objetivo de compartilhar inovações e iniciar diálogos sobre algumas das questões mais urgentes enfrentadas pela profissão. Incorporando o espírito de colaboração, destacando culturas e práticas locais e fomentando debates abertos, a lista de eventos deste ano abrange uma gama diversificada de bienais, fóruns, celebrações urbanas, feiras internacionais e prêmios.
Há apenas dois anos, a IA era mais ficção científica do que realidade — algo de que se fazia piada após referências distópicas a filmes como Eu, Robô. No entanto, com o lançamento do ChatGPT pela OpenAI em 2022, o interesse pela tecnologia atingiu o ápice, à medida que ela reformula rapidamente setores que vão da tecnologia e do direito à saúde e, claro, o de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção).
Há um velho ditado que diz: "Para quem só tem um martelo, tudo parece prego". Com ferramentas de design baseadas em IA como o Snaptrude, softwares de automação generativa como o TestFit e ferramentas de sustentabilidade como o Cove.tool, fica claro que a IA está impactando profundamente o setor de AEC em múltiplos aspectos.
É extremamente interessante aprofundar-se na prática de Iván Bravo. Em primeiro lugar, porque o percurso em direção à sua obra arquitetônica nos submerge em um vasto universo criativo através do interesse e da curiosidade do arquiteto por diversas disciplinas tangenciais, que depois se refletem diretamente em sua obra construída. Uma constante reflexão sobre a metodologia do fazer, os processos, as peças, o design e a materialidade converge em uma arquitetura nobre e honesta.
No coração de Portanuova, o distrito verde de Milão, a Electrolux apresenta uma iniciativa inovadora. De 16 a 21 de abril, o Electrolux EcoLine Hub no Fuorisalone 2024 surge como um espaço único onde a educação se encontra com a inspiração.
Mais do que uma simples exposição, o Electrolux EcoLine Hub oferece uma experiência totalmente imersiva, projetada para conscientizar os/as visitantes sobre a simplicidade e a importância de práticas que podem ajudá-los/as a viver de forma mais sustentável em casa. Com esta iniciativa, a Electrolux busca estimular um diálogo mais amplo sobre o tema. O Electrolux EcoLine Hub também inclui uma exposição de produtos da linha Electrolux EcoLine, uma seleção dos eletrodomésticos de cozinha e lavanderia mais eficientes da marca em termos de consumo de energia, desenvolvidos para ajudar os/as usuários/as a fazerem escolhas melhores.
Parque Estadual Hammonasset . Imagem cortesia de Hollaender Manufacturing Co – Cincinnati, OH
Independentemente da região, os parques e espaços públicos oferecem um refúgio revigorante em meio aos ambientes urbanos agitados, proporcionando uma pausa momentânea no ritmo acelerado da vida diária. Projetados para o benefício coletivo, esses locais funcionam como ecossistemas dinâmicos onde o lazer e o relaxamento se integram harmoniosamente à experiência de quem os visita. Contudo, qual é o principal desafio ao projetar esses espaços? Ter a sensibilidade necessária para encontrar o equilíbrio que atenda a diversas demandas, garantindo, ao mesmo tempo, acessibilidade, conforto e segurança. Como o arquiteto austro-americano Richard Neutra disse certa vez: "Se você precisa projetar para as pessoas, deve observá-las, compreendê-las e simpatizar com elas."
Nesses ambientes, a dinâmica que se desenvolve em seu "interior" é particularmente intrigante. Diferentes atividades se desenrolam e as pessoas que os frequentam apresentam características diversas. Diante da escala ou da vegetação densa desses locais, caminhos sinuosos e declives são frequentemente utilizados para conectar diferentes áreas, criando trajetos complexos. Nesse contexto, os sistemas de guarda-corpos reforçam a continuidade e oferecem orientação e segurança ao longo de percursos intrincados. Essas estruturas direcionam o fluxo de movimento, garantindo que o público navegue pelo espaço de forma confortável e, consequentemente, enriquecendo de maneira significativa sua interação geral com o ambiente construído. Essa influência também molda a forma como esses elementos de design afetam a experiência ao ar livre de modo geral, algo que exploraremos mais a fundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140735/como-os-guarda-corpos-elevam-o-projeto-de-paisagismoEnrique Tovar
Em uma paisagem urbana em rápida evolução, o novo edifício residencial redefine o conceito de vida em comunidade. O Gardea Residencial está localizado em Miralbueno, um dos 15 bairros da cidade de Zaragoza, uma área caracterizada pela expansão de empreendimentos residenciais. O projeto exemplifica um design funcional e sustentável, materializado em dois blocos lineares, cada um otimizando o espaço disponível com um subsolo, um pavimento térreo e pavimentos adicionais—dois em um bloco e três no outro. Com seu desenho elegante, o edifício concebido pelo escritório Tash&Partners apresenta uma fachada ventilada feita de placas cerâmicas extrudadas de porcelanato da Faveker. Estas placas, além de serem recicláveis, potencializam a sustentabilidade e a eficiência do conjunto.
De 2 a 6 de dezembro, será realizada em Lima, Peru, a XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), sob o tema CLIMA: Ações para o bem viver. Desde 1998, a BIAU — promovida pelo governo da Espanha por meio do Ministério da Habitação e Agenda Urbana (MIVAU), em colaboração com o Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha e com o apoio da Fundação ARQUIA — tem como objetivo difundir boas práticas de arquitetura e urbanismo na Ibero-América, fomentando um espaço de debate em torno dos desafios contemporâneos compartilhados entre a Espanha e a América Latina. Ao construir pontes de conhecimento entre ambos os continentes, a BIAU abre suas portas mais uma vez, agora em Lima.
No projeto de fachadas, diversos fatores influenciam sua concepção. A partir de elementos compositivos, geográficos e ambientais, as fachadas incorporam uma série de gestos que moldam o envelope do edifício, funcionando como a interface entre o ambiente externo e a vida em seu interior. Nesse contexto, a arquitetura contemporânea busca enriquecer o papel das fachadas, maximizando seu potencial por meio da inovação tecnológica. Atualmente, a tecnologia se integra de forma a criar uma arquitetura mais expressiva e texturizada, explorar diferentes materialidades e promover uma arquitetura circular e de baixo carbono.
Ao compreender as fachadas como a pele dos edifícios e reconhecer a crescente demanda global pelo uso eficiente de recursos no ambiente construído, surge a necessidade de aproveitar a incidência de luz solar nas fachadas das edificações. Em resposta a isso, e considerando um cenário arquitetônico estreitamente ligado à tecnologia, os sistemas fotovoltaicos integrados à edificação (BIPV) ganharam ainda mais relevância na criação de novas estéticas para fachadas e na minimização dos impactos ambientais. Esses sistemas, com suas capacidades técnicas e qualidades estéticas, resultam em fachadas solares atraentes, duráveis e resilientes. Eles geram um impacto positivo no ambiente construído ao incorporar de forma integrada a produção de energia sustentável aos edifícios.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140701/fachadas-solares-duraveis-e-resilientes-5-principios-arquitetonicos-essenciaisEnrique Tovar
Com o encerramento do ano, dedicamos um momento para homenagear as trajetórias e contribuições de célebres arquitetos/as, designers e artistas que faleceram em 2024. Essas figuras influentes deixaram um legado duradouro no ambiente construído, estimulando uma reflexão mais profunda sobre o papel de suas disciplinas na sociedade e sua capacidade de evoluir ao longo do tempo.
Seja por meio de sua atuação na academia, na prática profissional ou nas artes, cada uma dessas pessoas se destacou pela dedicação em impulsionar os campos da arquitetura, do paisagismo, do design, da materialidade, entre outros. Do arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Fumihiko Maki ao renomado escultor Richard Serra, cada um apresentou uma visão e uma abordagem singulares de projeto, deixando um vasto repertório de conhecimento a ser explorado.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com a arquiteta chilena Sandra Iturriaga sobre o livro Mapocho Aguas Abajo (Ediciones ARQ), uma publicação desenvolvida pelo Mapocho 42K Lab da Pontifícia Universidade Católica do Chile que propõe a valorização do patrimônio e da paisagem do Rio Mapocho em seu trecho a jusante em Santiago, Chile.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140667/sandra-iturriaga-a-cidade-precisa-ser-pensada-como-um-ecossistemaArchDaily Team