Pallet Parliament / Alejandro Haiek, Rebecca Rudolph e Raffaele Errichiello. Umeå, Suécia, 2022 Foto: Kent Brodin. Imagem cortesia de Alejandro Haiek Coll
Escritórios de arquitetura costumam iniciar seu processo de projeto a partir de um/a cliente, que define o programa e o terreno. Alejandro Haiek, fundador do The Public Machinery, adota uma abordagem diferente. O The Public Machinery se descreve como uma rede de arquitetos/as e designers que trabalham coletivamente, observando, imaginando e propondo, por iniciativa própria, intervenções urbanas públicas. Suas propostas situam-se na interseção entre arte, arquitetura e engenharia, articulando engajamento comunitário, ecologia e novas tecnologias em formas inovadoras de infraestrutura social. O financiamento é obtido por meio de pesquisas e bolsas públicas, o que permite criar espaços públicos que desafiam expectativas, tanto em seu processo de projeto quanto na forma física que assumem.
O Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa reúne diferentes profissionais das indústrias criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para outros/as designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140845/the-second-studio-podcast-projetar-uma-casa-como-narrativaThe Second Studio Podcast
O World Architecture Festival (WAF) tem o prazer de anunciar os primeiros membros de destaque do seu júri de 2024. Este prestigiado grupo é composto por alguns dos profissionais de arquitetura, design e lideranças do setor mais respeitados do mundo.
A 17ª edição do WAF está recebendo propostas de arquitetos/as e designers de todo o mundo até 19 de abril de 2024. O festival será realizado no Marina Bay Sands, em Singapura, de 6 a 8 de novembro de 2024. Além do exclusivo programa de prêmios com julgamento ao vivo e apresentações de projetos perante a banca, o evento deste ano incluirá atividades paralelas, uma exposição e palestras com um painel internacional de palestrantes.
Como um método de fabricação aditiva, a impressão 3D tem sido caracterizada pela construção de objetos através da deposição horizontal de material, camada por camada. Isso ainda restringe, no entanto, a fabricação de elementos e limita a forma dos primeiros protótipos dentro da faixa que permite a adição de material em uma única direção, tornando difícil criar formas complexas com curvas suaves.
No entanto, a equipe da disciplina de Tecnologias de Construção Digital na ETH Zurique – integrando design computacional, fabricação digital e novos materiais – tem explorado um método de fabricação aditiva robótica não planar, que facilita a impressão de estruturas finas com dupla curvatura.
No imaginário de grande parte da população, a favela assume representações muitas vezes paradoxais e proporcionalmente opostas. Sob o olhar de quem não a vive, ela é constantemente associada ao crime, a sujeira ou a doenças, ao mesmo tempo em que é considerada a expressão estética de um país, sendo o berço de elementos culturais reconhecidos mundialmente, como o samba no caso do Brasil.
CityMakers, a comunidade global de profissionais de arquitetura que aprendem com cidades exemplares e seus idealizadores, está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. Os textos são de autoria de arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas por trás dos projetos que transformaram essas três cidades e que são estudados nas "Schools of Cities" e nos "Documentary Courses" promovidos pela CityMakers. Nesta ocasião, Jaume Barnada, coordenador do premiado projeto de Abrigos Climáticos nas escolas de Barcelona e palestrante no "Schools of Cities", apresenta seu artigo "Barcelona: o espaço público como sinônimo de adaptação da cidade construída".
As cidades são espaços densos e construídos nos quais a pavimentação se impôs de forma eficiente sobre o solo natural. Cidades como Barcelona têm quase 75% de seu solo pavimentado e impermeável. Sem dúvida, trata-se de um excesso a ser revertido em um momento de emergência climática, no qual devemos nos reconectar com a natureza. Oriol Bohigas [1] nos dizia que a boa urbanização havia pavimentado as praças das cidades mediterrâneas e que ninguém queria viver em um lamaçal. Certamente ele tinha razão. Além disso, ele nos ensinou que o verde e, consequentemente, o solo natural deveriam ter dimensão e, sobretudo, uma inserção urbana. Praças são praças e parques são parques, e cada espaço demanda um tipo de projeto. Hoje em dia, com a frequente confusão conceitual na urbanização dos espaços públicos, deparamo-nos com projetos que acabam por descaracterizar o modelo.
Por décadas, nossa sociedade predominantemente adotou uma abordagem extrativista ao formular modelos para fabricação de materiais em diversas indústrias. Embora agora saibamos que esse modelo é insustentável, uma grande questão permanece: Como devemos fazer? Pode ser que ainda estejamos longe de oferecer uma resposta definitiva a esse desafio. Ainda assim, é empolgante notar que, em um contexto marcado por um horizonte global e ecológico desafiador, a comunidade arquitetônica mantém uma abordagem positiva ao buscar uma reavaliação do que fazemos e como fazemos.
Esse movimento pode estar ganhando relevância devido ao surgimento de novas gerações mais conscientes ambientalmente, como a Geração Z e Alpha. O que é certo é que estamos testemunhando o desenvolvimento de novas filosofias de produção, como materiais à base de plantas, que adotam práticas voltadas para favorecer o uso de recursos derivados de plantas, reduzir a dependência de processos extrativos e promover alternativas conscientes e sustentáveis em diversos aspectos da fabricação e produção de materiais na arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1014549/cultivando-arquitetura-um-vislumbre-de-tres-materiais-a-base-de-plantasEnrique Tovar
A reabilitação envolve o reparo, a reforma, a alteração ou a reconstrução de qualquer edifício ou estrutura. Ela atende à necessidade de melhorar significativamente os elementos deteriorados de uma edificação, principalmente por meio do reforço ou da substituição de componentes para restaurar o desempenho ideal da estrutura. O impacto da reabilitação de edifícios no meio ambiente é significativo, constituindo uma estratégia sustentável para preservar o ambiente construído e mitigar o impacto da indústria da construção nas mudanças climáticas.
No entanto, seu impacto social também é considerável quando visto como uma base fundamental para resultados sustentáveis. A reabilitação pode servir como um modelo que une os membros da comunidade em torno do reparo e do restauro inclusivos de estruturas. Isso gera impactos positivos na qualidade de vida coletiva, na integração social, na sustentabilidade ambiental e na percepção da própria comunidade sobre a arquitetura local.
O que é a simetria na arquitetura? Por que ela é utilizada para projetar espaços? Que vantagens e desvantagens ela apresenta em relação a outras ferramentas de projeto, como a rotação, translação e/ou repetição? A arquitetura contemporânea evolui dia após dia, implementando diferentes estratégias para criar espaços habitáveis onde as pessoas possam realizar suas atividades cotidianas, atender às suas necessidades, entre outras funções. Considerando a simetria como um possível meio de organização, distribuição e movimento no plano, a arquitetura se expressa e se comunica em grande parte por meio de recursos gráficos (planimetrias, volumetrias, fotografias, etc.) em uma relação que busca a convivência harmoniosa, na maioria dos casos, entre espaços, proporções e escalas.
A Black Females in Architecture (BFA) é uma empresa social que apoia uma rede de mais de 450 mulheres negras em profissões do ambiente construído em todo o mundo. Fundado pelas arquitetas Neba Sere, Selasi Setufe e Akua Danso, o grupo defende a diversidade e a equidade racial e de gênero em todos os setores do ambiente construído, incluindo arquitetura, urbanismo, paisagismo, engenharia, design e construção.
Temos o prazer de apresentar a estreia de seu curta-metragem "A Voice for the 450 Plus" para o público global pela primeira vez desde sua exibição na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023. O filme celebra as contribuições contínuas de mulheres negras nas áreas do ambiente construído, mostrando ao mundo como elas colaboram para moldar o futuro de nossas cidades.
O bambu, conhecido pela sua resistência e ecologia, enfrenta frequentemente um adversário formidável: insetos e fungos. Apesar da sua resiliência, estas pragas podem comprometer a sua durabilidade ao longo do tempo. No entanto, existe uma solução simples, mas eficaz, para aumentar a longevidade e a robustez do bambu. Neste artigo, revelamos o método Vertical Soak Diffusion (VSD) – uma abordagem econômica que garante que seus projetos de bambu resistam ao teste do tempo.
O conceito de “olhos da rua” talvez seja o mais famoso dentro da literatura arquitetônica e urbanística quando o assunto é segurança urbana. Jane Jacobs utiliza essa expressão para se referir às pessoas que – de forma consciente ou inconsciente – utilizam os espaços públicos ou os contemplam desde suas casas, gerando uma vigilância natural. Um movimento que, no âmbito da nossa disciplina, é fomentando tanto por meio de espaços públicos de qualidade quanto pela potente relação entre o público e o privado criada através das fachadas das edificações. Defendendo esse controle cotidiano, Jacobs acredita em um modo de fazer arquitetura e cidades que condena a verticalização em excesso, reforçada por edifícios isolados e de uso único os quais negam o contato com rua.
No projeto de fachadas, diversos fatores influenciam sua concepção. A partir de elementos compositivos, geográficos e ambientais, as fachadas incorporam uma série de gestos que moldam o envelope do edifício, funcionando como a interface entre o ambiente externo e a vida em seu interior. Nesse contexto, a arquitetura contemporânea busca enriquecer o papel das fachadas, maximizando seu potencial por meio da inovação tecnológica. Atualmente, a tecnologia se integra de forma a criar uma arquitetura mais expressiva e texturizada, explorar diferentes materialidades e promover uma arquitetura circular e de baixo carbono.
Ao compreender as fachadas como a pele dos edifícios e reconhecer a crescente demanda global pelo uso eficiente de recursos no ambiente construído, surge a necessidade de aproveitar a incidência de luz solar nas fachadas das edificações. Em resposta a isso, e considerando um cenário arquitetônico estreitamente ligado à tecnologia, os sistemas fotovoltaicos integrados à edificação (BIPV) ganharam ainda mais relevância na criação de novas estéticas para fachadas e na minimização dos impactos ambientais. Esses sistemas, com suas capacidades técnicas e qualidades estéticas, resultam em fachadas solares atraentes, duráveis e resilientes. Eles geram um impacto positivo no ambiente construído ao incorporar de forma integrada a produção de energia sustentável aos edifícios.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140701/fachadas-solares-duraveis-e-resilientes-5-principios-arquitetonicos-essenciaisEnrique Tovar
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, avaliações de edificações e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem se os/as arquitetos/as são de fato otimistas. Muitos/as afirmam que sim, mas será mesmo? Ambos debatem de que maneiras a classe profissional se mostra otimista, em quais momentos surge o pessimismo, como manter uma postura positiva e o impacto disso no próprio trabalho, além de abordar o realismo e outros temas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140893/the-second-studio-podcast-ser-um-a-arquiteto-a-otimistaThe Second Studio Podcast
Em todo o mundo, os/as profissionais de arquitetura de hoje enfrentam diversos desafios crescentes. A demanda por habitação de baixo custo está aumentando significativamente, assim como a necessidade urgente de poupar os recursos do planeta e reduzir as emissões de carbono. À primeira vista, esses dois objetivos podem parecer mutuamente excludentes. No entanto, a história da arquitetura é marcada por grandes mentes que superam desafios por meio da criatividade e da inovação.
Em 2004, a wienerberger, fornecedora líder de soluções inovadoras e ecológicas para toda a envoltória do edifício nas áreas de novas construções e reformas, bem como de infraestrutura para gestão de água e energia, lançou o prêmio bienal Brick Award para reconhecer e, mais importante ainda, apoiar tais soluções inovadoras e as pessoas que as criam. Em junho de 2024, em sua 11ª edição, o prêmio será mais uma vez concedido a feitos extraordinários da arquitetura de tijolos de todo o mundo.
Future University of Hakodate (2005). Image Courtesy of Isao Aihara
Transparência, integração e limites são palavras chave para entender a obra de Riken Yamamoto. Vencedor do Prêmio Pritzker em 2024, o arquiteto japonês pode ser reconhecido por sua capacidade de estabelecer e desafiar conceitos espaciais de materialidade convencionais, criando espaços que promovem interações e conexões entre as pessoas e seu entorno. A transparência, seja na configuração física dos edifícios, na escolha dos materiais empregados ou na filosofia subjacente aplicada a todas as obras, emerge como um elemento central que perpassa toda sua carreira.
Tianjin Library (2012). Photo courtesy of Riken Yamamoto & Field Shop.
A escolha de Riken Yamamoto como vencedor do prestigiado Prêmio Pritzker 2024 é recebida com agradável surpresa. Seu portfólio arquitetônico, caracterizado por um profundo compromisso com o engajamento comunitário e uma percepção aguçada das dinâmicas locais, exemplifica o poder transformador da arquitetura na sociedade. Atendendo às demandas de crianças, adultos e idosos, o trabalho de Yamamoto destaca o impacto profundo que a arquitetura pode ter na vida de indivíduos de todas as faixas etárias. Para conhecer mais a fundo a formação e trajetória profissional do arquiteto, reunimos a seguir 15 fatos e curiosidades sobre Riken Yamamoto.
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Esboço do Bonnet Springs Park / Sasaki. Imagem cortesia de Sasaki
“Os/as arquitetos/as paisagistas começaram a debater o carbono incorporado. Há uma conscientização de que não podemos mais ignorar as partes cinzas”, afirmou Stephanie Carlisle, pesquisadora sênior do Carbon Leadership Forum e da Universidade de Washington, durante o primeiro de uma série de webinars organizados pelo Comitê de Biodiversidade e Ação Climática da ASLA.
As partes cinzas são o concreto, o aço e outros produtos manufaturados presentes nos projetos. Essas discussões estão lançando as bases para uma transição que visa reduzir o uso desses materiais. Os/as arquitetos/as paisagistas na liderança da ação climática que impulsionam esses debates propõem caminhos práticos para descarbonizar projetos e especificar materiais de baixo carbono.
Como uma nova plataforma no mundo árabe, o Design Doha 2024 teve sua edição inaugural em Doha, no Catar. Ao promover diálogos entre designers, o evento desafia o equívoco de que o mundo árabe é composto por uma única cultura, evidenciando a diversidade de populações, paisagens e histórias que o integram.
Centrado em "Arab Design Now", um panorama regional que apresenta obras de mais de 70 designers árabes, com 38 peças comissionadas, o Design Doha acontece de 24 de fevereiro a 5 de agosto de 2024. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Rana Beiruti, curadora da exposição principal, durante a abertura do evento, para compreender a importância da bienal e explorar algumas das principais instalações, investigando as histórias por trás dessas intervenções, conhecendo os/as designers envolvidos/as e compreendendo seus processos criativos.
Imagem aérea de Los Angeles. Imagem via trekandshoot / Shutterstock
Várias cidades nos Estados Unidos estão sofrendo com a falta de milhões de unidades habitacionais. Agravada por outros fatores, essa escassez está aumentando radicalmente o custo tanto para alugar quanto para comprar casas. Los Angeles não é exceção; com 74% do seu território destinado exclusivamente à casas unifamiliares, a construção de habitações multifamiliares é limitada a uma área extremamente pequena da cidade, tornando a construção de novas habitações acessíveis muito difícil. Além disso, processos complexos de aprovação, que duram vários anos, muitas vezes tornam esses projetos ainda menos viáveis.
Por isso, em dezembro de 2022, a prefeita Karen Bass tomou uma decisão drástica ao declarar estado de emergência para acelerar a aprovação de projetos de habitação acessível, permitindo aos investidores acelerar projetos que contemplariam um sistema de aluguel estável por meio de permissões rápidas e isenções de regras de zoneamento. A Executive Direction (ED1) gerou um aumento nas solicitações para construção de habitações acessíveis, surpreendentemente, não apenas de investidores que usam dinheiro público, mas também de particulares.
Nos últimos anos, a Índia testemunhou o ressurgimento do interesse em materiais de construção naturais, impulsionado pelo aumento das preocupações ambientais e um crescente desejo de resgatar estilos de vida tradicionais. De Mumbai, com suas movimentadas ruas, às tranquilas aldeias de Kerala, arquitetos, construtores e comunidades estão se unindo para explorar o potencial da terra, do bambu, da cal e de outros materiais orgânicos na criação de estruturas que sejam relevantes para cada contexto e que também incorporem os ideais contemporâneos do país. Essa mudança em direção ao uso de materiais naturais e recursos vernaculares reflete um movimento em prol da sustentabilidade e de uma conexão mais profunda com a natureza.
O retiro Mysk Al Badayer no deserto nos arredores de Dubai, Emirados Árabes Unidos. Imagem cortesia de Mysk Al Badayer Retreat
Situados nas paisagens desérticas mais remotas do Oriente Médio e além, esses acampamentos oferecem uma oportunidade única de conexão com o ambiente através da experiência solitária em cenários amplos e expansivos.
Ao evitar intervenções estruturais que possam modificar as paisagens históricas, os projetos destacam habilidades, materiais e técnicas arquitetônicas tradicionais e locais, ao mesmo tempo em que oferecem interiores de luxo.