Imagem cortesia do usuário do Flickr Dennis Keller
O arquiteto de origem austríaca Victor Gruen é talvez mais conhecido por seu pioneirismo no desenvolvimento da tipologia do shopping center americano. Suas visões para esses espaços buscavam incorporar diversos aspectos da cidade em um único espaço fechado ou coberto, com um foco especial no consumo e na atividade comercial. Seus projetos de grande escala funcionavam como o complemento perfeito para a florescente cultura de consumo voltada ao lazer nos Estados Unidos, à medida que uma economia em expansão e o aumento das viagens de carro reforçavam as possibilidades desse novo estilo de vida pós-guerra. No entanto, talvez menos conhecida seja a encomenda feita pelo governo iraniano a Gruen para projetar um plano urbanístico para a cidade de Teerã no final da década de 1960.
Há uma sensação curiosa e compartilhada por quase todos os profissionais de arquitetura logo após saírem da faculdade: a de não saberem exatamente o que sabem. Projetar? Não exatamente. Detalhes técnicos? Você precisará de especialistas para isso. Consegue construir isso do zero? Ainda preciso de prática. Afinal, o que você realmente sabe?
Neste artigo, compartilhamos seis habilidades que você desenvolveu durante a formação em arquitetura e das quais provavelmente nem sequer tem consciência.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117293/no-que-os-as-arquitetos-as-devem-ser-bonsArchDaily Team
Profissionais da arquitetura são frequentemente chamados a construir as maiores estruturas da sociedade. Ficamos maravilhados diante de museus, centros de artes cênicas e templos religiosos que pontilham o globo e representam as peculiaridades das diversas culturas do mundo. Contudo, no cerne das funções e responsabilidades da arquitetura reside o chamado para uma necessidade humana muito mais elementar: o abrigo.
Isso não significa que profissionais da arquitetura estejam sempre envolvidos na criação de todas as formas que o abrigo assume. Ainda assim, uma compreensão profunda de como as pessoas habitam os espaços desperta a valorização da diversidade, da resiliência e do vigor da raça humana. The Human Shelter, documentário sobre o que as pessoas valorizam ou "precisam" em suas vidas, conecta-se a uma qualidade fundamental que seria tolice de qualquer profissional da arquitetura não cultivar: a capacidade de escutar e perceber o que faz as pessoas se sentirem em casa.
Ao longo dos últimos oito anos, Moscou sediou diversas edições do Fórum Urbano de Moscou, um encontro anual de especialistas que se reúnem para debater as questões mais urgentes das metrópoles contemporâneas. Alguns dos mais renomados arquitetos/as e urbanistas, prefeitos/as, autoridades governamentais, economistas, incorporadores, acadêmicos/as, cidadãos e profissionais de diferentes áreas e países se reuniram nessa icônica cidade russa e em seus marcos históricos mais importantes, como o Manege ou o VDNKh (Exposição das Conquistas da Economia Nacional). No entanto, a presença de duas das figuras mais influentes do mundo em suas respectivas áreas — Rem Koolhaas e Vladimir Putin — ressaltou o peso e a relevância da edição deste ano.
Já são mais de 350 obras colombianas publicadas no ArchDaily e, para comemorar, criamos uma seleção que reflete o valor que os desenhos agregam no momento de pensar, projetar e construir a arquitetura colombiana contemporânea.
Embora o desenho seja frequentemente associado às primeiras ideias de um projeto, profissionais de arquitetura na Colômbia têm recorrido ao croqui para explicar a estrutura, o programa e até mesmo os detalhes construtivos em uma época dominada pela eficácia da modelagem 3D e dos renders.
Esta seleção apresenta desde casas unifamiliares até parques, passando por equipamentos de uso misto, jardins de infância e universidades de toda a Colômbia.
A cena de arquitetura do Uruguai há muito tempo fica em segundo plano em relação à de seus vizinhos mais célebres. O Brasil, ao norte, tem uma história modernista que rivaliza com a de seus pares europeus (quando não a supera); o Chile, a oeste, ostenta um ambiente de inovação na arquitetura sem paralelo no mundo atual.
Cuernavaca, uma cidade localizada a apenas duas horas da Cidade do México, é um dos destinos mais visitados do país graças à sua história, clima e arquitetura. Embora conte com 11 patrimônios declarados — como o Palácio de Cortés, a Catedral de Cuernavaca, o Jardim Borda, o Chapitel del Calvario, Teopanzolco, o Parque Ecológico Chapultepec, o Papalote Cuernavaca e o Hotel Casino de la Selva, entre outros —, nos últimos anos a cidade experimentou um boom na arquitetura contemporânea. Este movimento ganhou força a partir da construção de La Tallera — projetada em 2010 pela arquiteta mexicana Frida Escobedo —, um projeto que conseguiu dar nova vida aos murais de Siqueiros e a toda a história por trás deles.
Ubicación de los 10 sanatorios en España. Image Cortesía de Javier García Librero
Em 13 de dezembro de 1943, uma lei estabelecia as bases regulatórias do Patronato Nacional Antituberculoso, criado com o objetivo de combater e ajudar a erradicar uma das piores doenças enfrentadas pela população espanhola e mundial durante o século XX: a tuberculose. "O Patronato Nacional Antituberculoso vem se dedicando a impedir a disseminação de uma doença que representa a primeira entre as causas de mortalidade na Espanha, bem como o perigo mais importante para a raça", iniciava o texto da lei.
Após o término da guerra civil em 1939, a situação da Espanha e de sua população não era das mais favoráveis. Esse cenário se refletia em um atraso em relação a outros países ocidentais quanto ao número de sanatórios antituberculosos. Tanto é assim que, em 1934, com 66 sanatórios, a Espanha era o país com a menor proporção de centros por habitante de toda a Europa, um para cada 357.000.
O ano de 2018 está quase no fim e nos deixa com um fato bastante interessante. Instagram, dada a sua natureza visual, tornou-se uma ferramenta muito importante para a difusão da arquitetura na era digital.
Nesse sentido, em nossa conta compartilhamos os diversos projetos publicados no site e mantemos o registro das fotografias com mais interações. Você sabe quais foram as imagens mais populares do nosso Instagram em 2018?
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam um olhar intencional, e inclusive crítico, sobre como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e o cotidiano urbano de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, em meio à sua vasta produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — espaços emblemáticos ou anônimos que, por meio da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e nos quais a arquitetura e os espaços urbanos assumem o protagonismo das cenas.
O trabalho em estreita colaboração com um grande número de fabricantes e fornecedores de produtos nos permite ter acesso a informações valiosas para apoiar nossos processos de projeto e construção com diferentes tipos de materiais.
Com o objetivo de disponibilizá-los, reunimos uma série de guias, manuais e dicas que abrangem desde o trabalho com madeira laminada e a instalação de revestimentos até a aplicação de vernizes para sua proteção e acabamento. Confira 12 artigos úteis a seguir.
“Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou desgostar, de onde surgem as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban
Durante o último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban foi o tema central da exposição *Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings*, que reuniu cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, presente e futuro de suas cidades favoritas — São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York — além de uma documentação detalhada de cinco projetos construídos (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).
Embora a fundação das cidades hispano-americanas sempre tenha estado relacionada à disponibilidade de cursos d'água, nem sempre essas cidades conseguiram harmonizar seu desenvolvimento com os rios que as atravessam. No caso de Córdoba, isso ocorre em relação ao Rio Suquía, ao qual a cidade deu as costas durante o século XX, utilizando-o como limite industrial.
Em contrapartida, a canalização parcial do arroio La Cañada é concebida quase como um elemento inerente à cidade, constituindo-se como um traço marcante da imagem urbana, tanto por ser um eixo estruturante e ordenador quanto por seu grande apelo paisagístico e turístico.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, em que é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem a condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima privilegiado, esse aspecto atua a favor dos/as arquitetos/as, permitindo criar microclimas e espaços que se fundem na transição entre o interior e o exterior.
Os pátios se tornaram um elemento tradicional de projeto, e os efeitos psicológicos que produzem são fundamentais para serem retomados em propostas futuras, pois constituem o ponto de encontro entre o interior e o exterior, o comum e o privado. É uma forma de trazer o sol e a chuva para o interior da casa, abrindo espaço para o acaso de outras trajetórias e vivências que não ocorrem plenamente nos espaços internos. A seguir, apresentamos uma seleção de projetos no México que utilizam o pátio como recurso principal de projeto.
Uma casa da moeda que se tornou o palácio de governo do Chile. Um pavilhão em Paris que se transformou em um museu infantil. A primeira obra do movimento moderno no Chile e um revolucionário plano diretor urbano que nunca se materializou.
Estes e outros casos em nossa seleção de clássicos da arquitetura chilena, explicados através de suas plantas.
Em 2011, foi apresentado à UNESCO um plano de melhoria para o Centro Histórico da Cidade do México para os anos de 2011 a 2016. O projeto foi proposto como um plano conjunto entre a sociedade civil, a iniciativa privada e o governo, o que resultou na melhoria de grande parte do centro histórico e na recuperação social e material de muitos imóveis do bairro.
O legado arquitetônico da Cidade do México se estende para além do Centro Histórico e, embora o plano inicial tenha beneficiado enormemente essa região, ainda existem muitos edifícios sem intervenção dentro e fora da Colonia Centro. Após o terremoto que sacudiu o México em 2017, os edifícios danificados passaram a engrossar a lista daqueles que já estavam em desuso, abandonados ou em avançado estado de degradação, espalhados por toda a Cidade do México.
Entre todos eles, destacamos aqueles cuja reabilitação e posterior reutilização gerariam um maior impacto na região onde se encontram, com base em seu valor simbólico, arquitetônico e material.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencionada e até mesmo crítica de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades, relacionando os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia aérea, é indispensável lembrar Saúl Orduz e Rudolf Schrimpff. Embora os temas retratados pelas lentes desses dois fotógrafos-aviadores tenham sido amplos e variados, seus registros em sobrevoos pela cidade são muito numerosos e compõem uma consistente produção de imagens da cidade moderna em plena transformação. Esse acervo permite compreender o desenvolvimento urbano, bem como a inserção e a relação de diferentes edifícios e espaços urbanos modernos com o seu entorno.
Cortesia de MGA. Imagem da reinterpretação do Empire State Building em construção com madeira engenheirada pela MGA
Fachadas de aço e concreto dominam as paisagens urbanas contemporâneas há gerações. No entanto, à medida que as pressões das mudanças climáticas impõem novos desafios aos setores de projeto e construção, algumas empresas começam a apostar na madeira engenheirada (mass timber) como o material de construção do futuro. Mas seria possível utilizá-la em estruturas tão complexas quanto arranha-céus?
Como em qualquer setor, a maior parte das habilidades na construção civil é adquirida por meio de anos de prática e resolução de problemas cotidianos, indo muito além do que é ensinado em sala de aula. Para recém-formados/as em arquitetura, interagir com empreiteiros/as, engenheiros/as e construtores/as durante suas primeiras visitas à obra pode parecer intimidador, especialmente por ser o primeiro contato com a prática profissional real.
Entre os muitos aprendizados adquiridos no canteiro de obras estão as terminologias utilizadas pelas equipes de execução, que nem sempre são abordadas na faculdade. Embora um dicionário de arquitetura pareça ser a solução ideal, carregar um livro com mais de 25.000 verbetes — como o clássico Dictionary of Architecture and Construction de Cyril M. Harris — não seria a opção mais prática para o dia a dia da obra. Por isso, reunimos uma seleção de 50 termos e conceitos de construção com os quais todo/a arquiteto/a se deparará pelo menos uma vez ao longo de sua trajetória profissional.
Bogotá é amplamente conhecida por abrigar diversos mercados públicos, que acolhem não apenas a venda de produtos de origem animal, grãos, frutas e verduras, mas que também constituem, em seu próprio espaço, uma representação da cultura colombiana.
Trata-se de espaços tradicionais cujo crescimento acompanhou o aumento da população, sofrendo, assim, transformações no âmbito espacial. Para os moradores locais, representam o lugar ideal para fazer compras e, para turistas, uma atração onde é possível degustar a ampla oferta de sabores, aromas e texturas típicos da Colômbia.
O que a dança e a arquitetura têm em comum? É difícil explicar como nossa experiência da dança é armazenada em nossa memória corporal, mas a lembrança central que guardamos de uma performance costuma ser o espaço arquitetônico onde ela ocorreu. Embora a dança seja o foco, o lugar também é parte indissociável da experiência. Ao explorarmos as formas de criar cidades e espaços urbanos, tanto a dança quanto a arquitetura se mostram fundamentais.
Não surpreende que a coreografia explore com frequência estas duas disciplinas: a dança e a arquitetura. Essas obras investigam como nossos corpos transitam pelo ambiente construído. Contudo, longe de ser um mero exercício teórico, trata-se de um diálogo, por meio de uma dança corporificada, com públicos e grupos culturais específicos. Nas palavras da filósofa Marina Garcés: “O corpo deixa de nos limitar a um lugar para se integrar e fazer parte do ambiente de cada espaço. É o ponto zero a partir do qual podemos vivenciar todos os espaços, enriquecendo-nos física e espiritualmente ao mesmo tempo”.
O Urban Sketchers é uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada a fomentar uma comunidade global de artistas que praticam o desenho in loco. Sua missão é elevar o valor artístico, narrativo e educativo do desenho, promover sua prática e conectar pessoas de todo o mundo que desenham nos lugares onde vivem e por onde viajam, contando a história de nossos ambientes e dos espaços que habitamos.
Durante 5 dias, 36 estudantes do terceiro ano do curso de Arquitetura da UDD em Concepción, Chile, viajaram para San Juan, em Chiloé, para projetar e construir um mirante para os/as moradores/as da comunidade. A atividade acadêmica teve como principal objetivo aproximar estudantes da matéria, dando início ao ciclo de bacharelado, e faz parte da "Experiência Detonante II", uma das três experiências vivenciadas ao longo da graduação que estabelecem contato com o território, a matéria e a disciplina. Especificamente, o campus de Concepción, por meio de sua Escuela SurSur, busca essa relação com a matéria a partir de locais remotos que preservam ofícios tradicionais.
Max Mekhovnikov, The Walls Technology. Moscou, Rússia. @thewallstechnology. Imagem cortesia de Morpholio
Será que os tablets podem ajudar profissionais da arquitetura a conceber e executar melhor seus projetos? Se você tem dúvidas, não está só. De certa forma, a comunidade profissional ainda hesita em acreditar que um trabalho de fato relevante possa ser criado em um iPad. À medida que o deslumbramento com a realidade virtual diminui, cabe perguntar se a realidade aumentada portátil é o impulso que unirá o melhor das tecnologias analógicas e digitais na arquitetura. Portanto, além de funcionarem como telas leves e sem cabos, o que os tablets podem oferecer a quem projeta profissionalmente?