A proposta Circuito de Ativação Temporal conquistou o terceiro lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe autora, a proposta vencedora do terceiro lugar propõe "um sistema mutável e flexível, que represente os tempos atuais".
Este artigo foi publicado originalmente no ArchDaily em 13 de fevereiro de 2018.
A cidade de Toronto tem uma longa e tensa relação com o desenvolvimento imobiliário e os vazios urbanos. O mapa da Compra de Toronto de 1787, acordada entre os Mississaugas da Primeira Nação de New Credit e a Coroa Britânica — que mais tarde estabeleceria o território colonial que viria a ser Toronto —, concebe a paisagem como um único lote vago, claramente definido e ansioso por desenvolvimento. Ou, como o artista Luis Jacob melhor descreveu, “significando nada mais do que uma página em branco à espera de ser preenchida livremente”. Mais de duzentos anos depois, à medida que a disponibilidade de moradia, os preços e a escassez de aluguel impulsionam os empreendimentos residenciais verticais na cidade, a política do lote vago nunca pareceu tão palpável.
A mostra dedicada a Mario Merz (Milão, 1925-2003) exibe, pela primeira vez, a maior reunião e interação de iglus vindos de diversas coleções privadas e museus, com o objetivo de destacar a profunda exploração entre a humanidade e a natureza proposta pela Arte Povera – movimento artístico que surgiu na Itália na segunda metade da década de 1960, batizado por Germano Celant (historiador da arte, crítico e diretor artístico da Fondazione Prada desde 1993) –, no qual se destaca o uso de materiais simples e geralmente não industriais que, com o passar do tempo, se deterioram e, consequentemente, transformam a obra de maneira natural.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencionada, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e a vida urbana de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, dentro de sua ampla produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — lugares emblemáticos ou anônimos que, através da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e onde a arquitetura e os espaços urbanos são os protagonistas das cenas.
Certa vez, Javier Reverte disse que "a aventura de viajar consiste em ser capaz de viver como um evento extraordinário a vida cotidiana de outras pessoas em locais distantes do seu lar" e é nesses eventos extraordinários de Reverte que, ao chegar a um novo país, passamos por um processo de adaptação que transforma o extraordinário em cotidiano. Quer o país de acolhida fale o mesmo idioma, quer se trate de uma língua desconhecida, nos primeiros meses absorve-se uma infinidade de conceitos tão diversos quanto entender que nas farmácias é possível comprar tabaco ou identificar os diferentes sons dos caminhões que vendem tacos, tamales ou camotes. Aprendem-se novos termos para definir o cotidiano e, da mesma forma, reaprendem-se palavras conhecidas que adquirem um novo significado.
Não é segredo que, em muitas regiões, a integração entre áreas internas e externas se torna ainda melhor com a transição do verão para o outono. Os insetos desaparecem, a umidade diminui e as noites mais frescas pedem o aconchego de uma lareira ou fogueira. A seguir, apresentamos cinco de nossos espaços integrados favoritos para o outono de 2018.
Plastic Island. Imagem cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Kanye West é, segundo o próprio Kanye West, um homem transformado. Após meses nas manchetes por conta de suas visões políticas excêntricas, ele declarou na quarta-feira que “meus olhos agora estão bem abertos e percebo que fui usado para espalhar mensagens nas quais não acredito. Estou me afastando da política e me concentrando totalmente em ser criativo!!!”
Embora isso muito provavelmente signifique um retorno à sua carreira musical, a declaração também pode indicar um interesse renovado em seus projetos de design. O interesse do rapper pela arquitetura está longe de ser passageiro; ele já colaborou com arquitetos e arquitetas de renome, como Jacques Herzog e Rem Koolhaas, e declarou em várias ocasiões seu desejo de que tudo seja “arquitetado”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116993/esta-semana-na-arquitetura-um-pouco-menos-de-conversaKatherine Allen
O renomado arquiteto espanhol Sáenz de Oiza [1918 - 2000] era um ciclista fervoroso. Como ele próprio confessava, sua vida mudou completamente após se mudar com a família de Navarra para Madri para iniciar seus estudos na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Madri [E.T.S.A.M.], em meio a uma Espanha em efervescência política e social após o estopim da guerra civil em 1936. Com a morte de seu pai em 1938, coube a ele, de certa forma, o sustento da família. Essas lembranças e as dificuldades emocionais e financeiras de seus primeiros anos fizeram com que, após seu posterior sucesso como arquiteto, ele gastasse parte do patrimônio acumulado em caprichos materiais dos quais não pôde desfrutar na juventude: carros de luxo ou bicicletas, as quais gostava de colecionar.
Outra lembrança curiosa do arquiteto remete ao momento em que, após disputar uma corrida espontânea com um ciclista desconhecido no trajeto de volta de La Granja a Madri, o outro lhe perguntou na altura de Puerta de Hierro: “Escuta... Em que equipe você corre?”. Acabou-se descobrindo que o oponente misterioso era ninguém menos que Federico Ezquerra, um lendário ciclista basco. Aquele deve ter sido um momento muito gratificante para ele.
Com o encerramento do Burning Man 2018, alguns dos momentos e registros mais marcantes do festival começam a repercutir na mídia. Entre os destaques mais memoráveis está a instalação "Orb", uma esfera flutuante concebida de forma proporcional à própria Terra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117035/a-melhor-instalacao-do-burning-man-2018-a-grande-esfera-orb-de-bjarke-ingels-e-a-mais-memoravelKatherine Allen
Os grandes nomes da arquitetura colombiana no século XX destacaram-se por um interesse genuíno pelo tijolo. A tal ponto que, hoje, suas principais cidades são marcadas pelo uso do tijolo em seus principais bairros.
Convidamos você a conhecer obras projetadas e construídas em tijolo no país sul-americano (e lembre-se de que elas estão disponíveis em esta pasta pública no MyArchDaily).
Após analisar 94 projetos de estudantes de graduação de 20 escolas de arquitetura distribuídas por 8 regiões do Chile, o júri do Concurso Arquitectura Caliente 2018 apresentou os projetos vencedores de sua mais recente edição.
São projetos de todo o país e de diversas tipologias: desde planejamento urbano até residências estudantis, passando por projetos de paisagismo e iniciativas estruturais para emergências.
A seguir, apresentamos os projetos premiados do terceiro ano:
Bogotá é amplamente conhecida por abrigar diversos mercados públicos, que acolhem não apenas a venda de produtos de origem animal, grãos, frutas e verduras, mas que também constituem, em seu próprio espaço, uma representação da cultura colombiana.
Trata-se de espaços tradicionais cujo crescimento acompanhou o aumento da população, sofrendo, assim, transformações no âmbito espacial. Para os moradores locais, representam o lugar ideal para fazer compras e, para turistas, uma atração onde é possível degustar a ampla oferta de sabores, aromas e texturas típicos da Colômbia.
Cortesia de MGA. Imagem da reinterpretação do Empire State Building em construção com madeira engenheirada pela MGA
Fachadas de aço e concreto dominam as paisagens urbanas contemporâneas há gerações. No entanto, à medida que as pressões das mudanças climáticas impõem novos desafios aos setores de projeto e construção, algumas empresas começam a apostar na madeira engenheirada (mass timber) como o material de construção do futuro. Mas seria possível utilizá-la em estruturas tão complexas quanto arranha-céus?
As casas com pátio chinesas são uma das tipologias residenciais mais comuns, estendendo-se desde a capital do norte, Pequim, até as poéticas cidades do sul, como Hangzhou, e retornando às pitorescas regiões de Yunnan. Tradicionalmente chamadas de heyuan, essas casas com pátio são simplesmente um “pátio fechado nos quatro lados”.
Embora pareçam ambientes opostos, as cidades se assemelham muito às florestas tropicais. Ao nível do solo, o mundo é úmido, escuro e repleto de predadores. Para quem busca ar fresco, sol e privacidade, resta apenas uma direção: para cima.
Assim, na selva urbana, é natural criar uma "copa" na forma de arquitetura de cobertura. A popularidade das áreas de convivência e lazer em coberturas de projetos residenciais, comerciais, hoteleiros e até hospitalares mostra que é exatamente isso o que está acontecendo.
O Coal Drops Yard, projetado pelo Heatherwick Studio em King's Cross, Londres, foi apresentado hoje, antecipando a abertura oficial do novo distrito comercial ao público nesta sexta-feira, 26 de outubro. O escritório reinventou dois edifícios ferroviários históricos da década de 1850, transformando-os em um novo centro de compras e abrindo o local ao público pela primeira vez. O projeto estende as coberturas internas de duas águas dos antigos depósitos de carvão vitorianos para interligar os dois viadutos em torno de áreas comerciais e espaços públicos.
Durante 5 dias, 36 estudantes do terceiro ano do curso de Arquitetura da UDD em Concepción, Chile, viajaram para San Juan, em Chiloé, para projetar e construir um mirante para os/as moradores/as da comunidade. A atividade acadêmica teve como principal objetivo aproximar estudantes da matéria, dando início ao ciclo de bacharelado, e faz parte da "Experiência Detonante II", uma das três experiências vivenciadas ao longo da graduação que estabelecem contato com o território, a matéria e a disciplina. Especificamente, o campus de Concepción, por meio de sua Escuela SurSur, busca essa relação com a matéria a partir de locais remotos que preservam ofícios tradicionais.
Max Mekhovnikov, The Walls Technology. Moscou, Rússia. @thewallstechnology. Imagem cortesia de Morpholio
Será que os tablets podem ajudar profissionais da arquitetura a conceber e executar melhor seus projetos? Se você tem dúvidas, não está só. De certa forma, a comunidade profissional ainda hesita em acreditar que um trabalho de fato relevante possa ser criado em um iPad. À medida que o deslumbramento com a realidade virtual diminui, cabe perguntar se a realidade aumentada portátil é o impulso que unirá o melhor das tecnologias analógicas e digitais na arquitetura. Portanto, além de funcionarem como telas leves e sem cabos, o que os tablets podem oferecer a quem projeta profissionalmente?
“Fazer com que, por meio das obras construídas, aquelas ideias explicadas com estas palavras se coloquem de pé será a melhor prova de que aquelas ideias são válidas e estas palavras, verdadeiras”. (Campos Baeza – “A Ideia Construída”).
O Colégio de Arquitetos de Mendoza CAMZA convocou uma nova edição do Mês da Arquitetura MDA2018 sob o lema "A Ideia Construída", a realizar-se entre os dias 28 e 31 de agosto na Nave Cultural da cidade de Mendoza.
Embora a maioria dos/as arquitetos/as seja lembrada por uma estrutura ou encomenda monumental, muitos dos nomes mais prolíficos da área, em algum momento, voltaram suas atenções para o projeto de uma cidade inteira. Muitas vezes aventurando-se no exterior para ver sua visão estética ganhar vida em territórios desconhecidos (e, frequentemente, sobre uma população desprevenida), o planejamento urbano representava a oportunidade perfeita para realizar suas doutrinas arquitetônicas em escalas inimagináveis. A seguir, relembre alguns dos maiores empreendimentos de planejamento urbano. Tendo esses planos fracassado ou prosperado, eles funcionam, em última análise, como reflexões fundamentais sobre as consequências de um olhar externo definindo a noção de lugar e espaço para um público estrangeiro ao longo de gerações.
Como em qualquer setor, a maior parte das habilidades na construção civil é adquirida por meio de anos de prática e resolução de problemas cotidianos, indo muito além do que é ensinado em sala de aula. Para recém-formados/as em arquitetura, interagir com empreiteiros/as, engenheiros/as e construtores/as durante suas primeiras visitas à obra pode parecer intimidador, especialmente por ser o primeiro contato com a prática profissional real.
Entre os muitos aprendizados adquiridos no canteiro de obras estão as terminologias utilizadas pelas equipes de execução, que nem sempre são abordadas na faculdade. Embora um dicionário de arquitetura pareça ser a solução ideal, carregar um livro com mais de 25.000 verbetes — como o clássico Dictionary of Architecture and Construction de Cyril M. Harris — não seria a opção mais prática para o dia a dia da obra. Por isso, reunimos uma seleção de 50 termos e conceitos de construção com os quais todo/a arquiteto/a se deparará pelo menos uma vez ao longo de sua trajetória profissional.
Até poucos anos atrás, as cozinhas eram cômodos isolados onde se preparavam as refeições, mas hoje seu papel mudou. Com projetos em conceito aberto, frequentemente integrados às salas de estar ou de jantar, elas se tornaram espaços de convivência. Em muitos lares, são inclusive o centro da vida cotidiana. Esse espaço multifuncional desafia profissionais de arquitetura e design a desenvolverem conceitos espaciais coordenados e com visual uniforme.
Fazer concessões em relação ao design e às cores? Ninguém deseja isso ao planejar a cozinha ideal. Existe uma demanda por materiais com superfícies de aparência constante, independentemente do uso, viabilizando projetos de cozinha e sala de estar com estética homogênea e detalhes de destaque pontuais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117004/projetado-para-alem-do-trabalhoSponsored Post
Desde o final da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais, o modelo de expansão urbana utilizado pela Rússia tem sido o Modernismo Soviético. O uso prolongado e a aplicação dos princípios do Movimento Moderno no crescimento urbano trouxeram múltiplas consequências para o desenvolvimento orgânico das cidades e para a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Novas gerações de profissionais buscam promover uma mudança.