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Falar do Imagina Madrid é falar da arquitetura espanhola que surgiu após a crise de 2008.

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No início de maio passado, Pola Mora (Bienal de Arquitetura do Chile/ArchDaily) e eu participamos, ao lado de Ethan Kent (Projects for Public Space) e José Chong (ONU-Habitat), das jornadas de avaliação dos projetos que integram o Imagina Madrid, um programa impulsionado pelo Intermediae, o espaço experimental da Área de Cultura e Esportes da prefeitura da capital espanhola.

No Imagina Madrid, profissionais de arquitetura, artistas, coletivos e mentes criativas de todos os tipos devem unir forças (e conciliar egos) para desencadear experimentações artísticas em um punhado de distritos periféricos de Madri, acompanhados, antes mesmo do primeiro esboço de projeto, por comunidades e organizações locais. Se assumirmos que a periferia urbana carece dos equipamentos e serviços necessários, no caso madrilenho ela também está marginalizada do lucrativo mercado de turismo: 9,9 milhões de turistas de todo o mundo visitaron Madri no ano passado, contribuindo para um setor que representou 14,9% do PIB total da Espanha em 2017.

Ruin Experience: um diálogo entre arquitetura e natureza através dos sentidos

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O projeto Ruin Experience, desenvolvido pelo arquiteto Sergio Navarro García, propõe intervir nas edificações em ruínas localizadas no campo do município murciano de Lorca (Espanha), onde a população foi deixando as robustas casas para se mudar para a cidade. O projeto propõe uma forma diferente de intervenção, relacionando-se com o entorno e aproveitando seus recursos para, assim, criar conjuntos sensitivos, nos quais as pessoas interagem com a natureza por meio da arquitetura.

El Mesillo, local de intervenção selecionado pelo arquiteto, é um lugar único e escondido do município de Lorca, onde existe uma relação direta e especial entre habitantes e natureza por meio da agricultura. No passado, essa relação era ainda mais estreita, o que propiciou a criação e o uso de cremes e tratamentos totalmente naturais. A água, a terra, o ar, o sol, as essências, as "poções" caseiras, as frutas e verduras e, claro, uma boa sesta, eram os remédios caseiros para dores leves ou até mesmo para o estresse do dia a dia.

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O Menil Institute, de Johnston Marklee, é um triunfo silencioso para uma arte silenciosa

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O escritório Johnston Marklee rapidamente se tornou um dos nomes mais instigantes da arquitetura estadunidense. Após anos realizando projetos de escala doméstica sensíveis e complexos em Los Angeles, a equipe ganhou destaque ao ser selecionada para a curadoria da Bienal de Arquitetura de Chicago de 2017. Desde então, o escritório concluiu e iniciou diversos projetos significativos — nenhum deles tão emblemático quanto o Menil Drawing Institute.

Como levar a construção para o futuro

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Este artigo foi publicado originalmente no canal Redshift da Autodesk sob o título "As quatro forças que enfrentarão o concreto e tornarão a construção inteligente".

Quando se trata de construir uma ponte, o que a impede de ter a vida útil mais duradoura e sustentável possível? Quem é seu pior inimigo? A resposta é simples: a própria ponte — seu próprio peso.

Erguidos com os processos construtivos atuais, pontes e edifícios concentram tamanha quantidade de energia e materiais que se tornam intrinsecamente insustentáveis. Embora o concreto seja, de fato, uma das bases da construção moderna, ele está longe de ser o material ideal. É vulnerável à poluição, racha, mancha e se deteriora em reação à chuva e ao dióxido de carbono. Trata-se de um peso morto: tome como exemplo a Millennium Tower de São Francisco, que está afundando e se inclinando.

A construção moderna e inteligente pode e vai fazer melhor. Um conjunto convergente de tecnologias mudará radicalmente, em breve, a forma como a indústria da construção constrói e as matérias-primas que utiliza.

Novo software de modelagem 3D aumenta a eficiência ao focar em comandos rápidos e intuitivos de "modelagem de formas"

Tire os projetos da cabeça e apresente-os diretamente a seus clientes. Em um fluxo de trabalho convencional, um projeto começa com uma entrevista com o/a cliente. Depois, você volta ao escritório para desenvolver a proposta e elaborar o projeto. Em seguida, acontece uma nova reunião para apresentar o conceito. E o ciclo se repete.

Não seria excelente se você e seu/sua cliente pudessem se sentar para uma sessão de projeto interativa? Para isso, seria necessária uma ferramenta que funcionasse como uma “argila digital”. Seria preciso um software tão fácil de usar e responsivo que permitisse capturar, esculpir e modificar o conceito livremente.

Novo documentário da IKEA, 'The Human Shelter': o 'lar' é a nossa verdadeira 'poesia e horizontes distantes'

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Espera-se de arquitetos e arquitetas a criação dos edifícios mais emblemáticos da sociedade. Ficamos maravilhados com museus, centros de artes cênicas e templos religiosos espalhados pelo globo, representações da singularidade de diversas culturas do mundo. No entanto, o cerne do papel e da responsabilidade desses profissionais deve residir na necessidade humana mais fundamental: o abrigo.

Isso não significa que esses profissionais participem do projeto de todas as formas de abrigo. Contudo, uma compreensão profunda das maneiras de habitar pode proporcionar uma percepção mais clara sobre a diversidade, a resiliência e a adaptabilidade humanas. The Human Shelter é um documentário sobre o que as pessoas valorizam ou necessitam em suas vidas, conectando-se a uma qualidade fundamental que todos os profissionais da arquitetura deveriam cultivar: a capacidade de escutar e de perceber o que faz alguém se sentir em casa.

A arquitetura da Copelec: marco e mito

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Os arquitetos Rafael Pina e Fabián B. Di Giammarino, do Coletivo ARKRIT, fazem uma crítica objetiva a um clássico da arquitetura chilena, o Edifício Copelec. Trata-se de uma obra que, para além dos múltiplos exercícios descritivos existentes ao seu redor — como afirmam os autores deste artigo —, conquistou uma posição inquestionável exatamente por não ser questionada.

Arquitetura: o herói silencioso do seu filme favorito

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De que maneira o ambiente construído — seja fictício ou totalmente baseado na realidade — impacta a forma como vivenciamos e processamos o cinema? De produções independentes de menor circulação a grandes blockbusters, o modo como a arquitetura e o ambiente construído influenciam desde a ambientação e o cenário até os diálogos e o desenvolvimento das personagens tem efeitos profundos na experiência cinematográfica do público. A seguir, uma seleção que vai de lançamentos recentes a clássicos adorados pelos cinéfilos revela as inúmeras maneiras pelas quais o cinema utiliza a arquitetura para alcançar uma narrativa mais autêntica e abrangente.

O futuro da arquitetura espanhola passa por Granada

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Foi em Granada, mais especificamente no Palácio de Alhambra, que, nos dias 14 e 15 de outubro de 1952, um grupo de arquitetos e arquitetas espanhóis — entre os quais figuravam nomes como Miguel Fisac, Secundino Zuazo e Fernando Chueca — se reuniu para refletir e estabelecer os novos rumos ou as novas bases da arquitetura moderna espanhola. O que resultou desse encontro foi resumido em um documento escrito cujas premissas possuem um caráter contemporâneo ainda aplicável em nossos dias, conhecido como o Manifesto de Alhambra [pdf].

Sessenta e cinco anos depois, e embora sob intenções e circunstâncias históricas, sociais e culturais muito distintas daquelas da época, arquitetos e arquitetas de toda a Espanha são convocados a se reunir novamente em Granada para o III Congresso Nacional do Futuro do(a) Arquiteto(a), que ocorre desde ontem, quinta-feira, 11 de abril, até amanhã, sábado, 13 de abril, e que servirá para compartilhar experiências, analisar o estado atual do setor da arquitetura e debater o futuro e as possibilidades que esta apaixonante profissão pode oferecer.

Os três elementos padrão nos vídeos de renderização de arranha-céus corporativos: “homem de negócios + terno + janela do piso ao teto”

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Ao analisar detalhadamente a produção audiovisual contemporânea, não é exagero dizer que os vídeos de renderização digital de superarranha-céus emergiram como um novo gênero cinematográfico. Profissionais da arquitetura sabem muito bem que essas produções costumam ser lançadas muito antes da conclusão física dos edifícios. Como colegas de profissão, também é fácil notar um padrão recorrente: a estrutura narrativa desses vídeos digitais segue quase sempre um formato “padrão”. Ao som de uma trilha sonora imponente, o horizonte da cidade desliza pela tela, guiando o olhar do espectador até o topo de um arranha-céu. Lá em cima, os vídeos revelam invariavelmente a mesma cena: um homem de negócios em silêncio, contemplativo, observando a paisagem urbana através da janela. Esse arquétipo do “executivo de elite” é quase sempre representado por um homem branco, elegantemente vestido e imerso em seus pensamentos. A seguir, apresentamos alguns exemplos emblemáticos desse fenômeno:

Este perfil do Instagram é dedicado a paredes deslumbrantes ao redor do mundo

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Como arquitetos/as, todos/as temos uma queda por paredes, janelas e tudo o que há entre elas. A conta do Instagram apropriadamente batizada de @ihaveathingforwalls celebra a beleza das paredes—descascadas, pintadas, coloridas ou em ruínas. A partir de uma curadoria de imagens enviadas por seus/suas seguidores/as, a página exibe fotografias de paredes que vão de Varsóvia a Hong Kong, em verdadeiros instantâneos da beleza cotidiana.

Faça um tour por paredes de todo o mundo a seguir e inspire-se a prestar um pouco mais de atenção às superfícies ao seu redor:

Tudo online: conheça os 14 projetos do workshop EA USS com Kersten Geers no Chile

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A terceira edição do Workshop EA USS da Escola de Arquitetura da Universidad San Sebastián (Chile) teve como convidado o arquiteto belga Kersten Geers, sócio-fundador do OFFICE KGDVS. Além de participar de uma série de debates com os/as participantes do workshop, Geers realizou uma conversa pública com Enrique Walker e uma conferência magna na qual apresentou seu trabalho e reflexões sobre a arquitetura.

A edição de 2018 contou com a participação de 14 equipes, das quais 11 eram de diferentes escolas de arquitetura do país e 3 de escolas estrangeiras — Peru, Argentina e Costa Rica —, totalizando 96 participantes entre estudantes e professores/as orientadores/as. Buscando incentivar a produção de projetos capazes de promover o debate, cada dia do workshop abordou um tema diferente: o primeiro, junto ao Diretor da EA USS Sede Santiago, Ernesto Silva (estratégias), e o segundo com Albert Tidy, decano da Faculdade de Arquitetura USS (materialização do projeto).

No encerramento, na sexta-feira, 26 de outubro, foi realizada uma exposição do material produzido pelas equipes, seguida de uma conversa instigante entre Enrique Walker e Kersten Geers. O encontro foi concluído com uma atividade de confraternização para celebrar a integração das escolas e a qualidade do trabalho realizado.

Reflexões sobre as mudanças na cidade de Nova York: High Line

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Nesta segunda parte sobre as transformações em curso em Nova York, Kosme de Barañano foca na obra que desencadeou, no início do século XXI, uma das mais profundas transformações da cidade: o parque High Line.

Por que a CDMX é a Capital Mundial do Design 2018?

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© Danae Santibáñez

Por que a CDMX é a Capital Mundial do Design 2018? - Image 1 of 4Por que a CDMX é a Capital Mundial do Design 2018? - Image 2 of 4Por que a CDMX é a Capital Mundial do Design 2018? - Image 3 of 4Por que a CDMX é a Capital Mundial do Design 2018? - Image 4 of 4Por que a CDMX é a Capital Mundial do Design 2018? - Mais Imagens+ 17

A primeira vista, ao se aproximar da CDMX pelo ar, é impactante. Um mar de edificações indica que estamos chegando à quinta capital mais populosa do mundo.
A escala da cidade dificulta reconhecer seus limites, tornando inevitável o uso de marcos urbanos e suburbanos para se orientar: Zócalo (Centro), Museu Tamayo no Bosque de Chapultepec (Oeste), Cidade Universitária e Museu Frida Kahlo (Coyoacán) e Cidade Satélite (saída Norte).

Situada em uma posição geográfica estratégica dentro das rotas tradicionais do design, a cidade se beneficia de conexões e interações próximas com a América do Norte e a Europa. Felizmente, essas tendências externas são refinadas pelo filtro local; a vasta história e tradição das culturas originárias do México permeiam as influências estrangeiras, transformando-as em criações únicas, com um forte interesse por materiais nativos e suas técnicas de produção.

Otimismo cínico une as casas da série Living Architecture, de Alain de Botton

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Dune House / JVA. Imagem © Nils Petter Dale

O projeto Living Architecture, de Alain de Botton — um conceito alegre e de espírito democrático para compartilhar arquitetura de qualidade no Reino Unido —, nasceu de uma crise pessoal. O filósofo e escritor nascido na Suíça ganhou fama tanto nos círculos populares quanto nos de arquitetura após o lançamento de seu livro, "A Arquitetura da Felicidade".

O livro foi um sucesso imediato (cinéfilos talvez se lembrem de sua breve aparição no filme 500 Dias com Ela, de 2009), mas a repercussão inquietou Botton. "...Por mais prazeroso que seja escrever um livro sobre um tema pelo qual se é apaixonado", explicou ele à Assemble Papers, "a verdade é que, salvo poucas exceções, os livros não mudam nada. Percebi que, se eu me importava tanto com a arquitetura, escrever era uma saída covarde; o verdadeiro desafio era construir".

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Cemitério flutuante, um dos 10 vencedores do Concurso Arquitectura Caliente 2018 em projetos de graduação

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Projetado por Fabián Leiva, o projeto Cemitério Flutuante foi eleito um dos 10 vencedores na categoria Trabalhos de Conclusão de Curso do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), premiação chilena organizada pelo Grupo Arquitectura Caliente e financiada pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio.

Em 2004, o reservatório de Ralco, na Região do Biobío, foi inundado de forma inesperada e irreversível, sepultando sob suas águas o cemitério da comunidade pehuenche local. Após anos de tentativas de recuperar os corpos, investigações demonstraram a inviabilidade do resgate, deixando os habitantes de braços cruzados diante dos milhões de metros cúbicos de água que os separam do cemitério. Dessa situação nasce a ideia de criar um espaço em memória de um lugar sagrado, violado e impossível de recuperar, que aproxime a comunidade de seus mortos e condene eternamente o ocorrido.

Rumo a um urbanismo com perspectiva de gênero

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A partir do Blog da Fundación Arquia, a arquiteta Zaida Muxí nos traz um artigo que apresenta esclarecimentos básicos sobre urbanismo com perspectiva de gênero para iniciantes e discute como construir cidades a partir das e para as mulheres, mas de maneira não exclusiva nem excludente.

Para constituir a humanidade em sua capacidade realmente abrangente na dimensão de gênero, os movimentos de mulheres e a análise filosófica feminista tornaram visível, de forma ética, a alienação que sobreidentifica as mulheres com os homens e seus símbolos, e desidentifica os homens das mulheres e de seus símbolos.

O que é CI e como projetar um sistema de isolamento contínuo

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O que é CI e como projetar um sistema de isolamento contínuo - 20 的图像 4
Cortesia de STO

O CI (Continuous Insulation System) é um sistema de fachada isolada para paredes e lajes ventiladas que funciona por meio da sobreposição de 5 camadas: fixação, isolamento, impermeabilização (permeável à difusão de vapor e resistente a impactos) e um revestimento externo.

Como esses componentes são instalados e como funcionam? Trata-se de um sistema para novos projetos ou pode ser incorporado a edifícios existentes (retrofit)? Como projetar o CI corretamente para o meu projeto de arquitetura? Encontre essas e outras respostas a seguir.

Jardim 17: Um espaço público para a reflexão e divulgação da arquitetura

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Em 1988, com a morte de Luis Barragán, teve início um processo para gerir os bens deixados por ele a um grupo de arquitetos e arquitetas que residiam em Guadalajara, Jalisco. A partir desse momento, nasceu a Fundación de Arquitectura Tapatía Luis Barragán com o objetivo de salvaguardar parte de seus bens imóveis, sua biblioteca e certos objetos pessoais. Diante disso, a fundación obteve os recursos necessários para recuperar a Casa-Estúdio Luis Barragán e preservá-la como o que é hoje: uma casa-museu.

Nesta ocasião, conversamos com o arquiteto Salvador Macías, cofundador do Estudio Macías Peredo, que hoje dirige este local dedicado a oferecer um espaço público para a reflexão e divulgação da arquitetura.

Gerenciar um escritório na estrada: dicas de um/a nômade digital

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Este artigo foi publicado originalmente no Archipreneur pelo arquiteto Chris Barnes que, junto de sua esposa Bonnie Robin, dirige o escritório Field Office Architecture.

Não conheço muitos/as arquitetos/as que não gostem de viajar, e sempre senti que as duas coisas estão intrinsecamente ligadas. Talvez seja nossa busca constante por inspiração visual e novas ideias, ou talvez nosso fascínio pela maneira como as pessoas vivem suas vidas — e como isso varia drasticamente de uma fronteira para outra —, além do impacto que essa dinâmica exerce sobre nossos ambientes físicos.

De qualquer forma, na era do Instagram e da inevitável inveja provocada pelo fluxo constante de imagens de notebooks na praia com um coquetel na mão, minha esposa e sócia, Bonnie Robin, e eu estávamos ansiosos para experimentar por conta própria o chamado nomadismo digital.

Iluminação oculta: 5 maneiras de iluminar delicadamente um edifício

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Cuidadosamente projetada ou relegada à sua mera funcionalidade, a iluminação pode ser um fator determinante na qualidade de um espaço, influenciando a maneira como ele é percebido e habitado por quem o utiliza.

Embora muitas vezes considerada um objeto independente da maioria dos elementos arquitetônicos, a iluminação frequentemente se integra a paredes, tetos e pisos, desaparecendo quase por completo para que seu brilho surja apenas quando necessário. Como iluminar sutilmente uma estrutura e, ao mesmo tempo, criar uma atmosfera impressionante?

9 projetos de taquerias que você precisa conhecer

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Uma das principais marcas da cultura mexicana – além de sua arquitetura e de toda a rica história das civilizações pré-hispânicas – é a sua gastronomia, tanto que, atualmente, o país conta com o reconhecimento da UNESCO, que declarou sua culinária tradicional como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. No entanto, uma das comidas mais emblemáticas e versáteis é o famoso taco – e se há algo em que os/as mexicanos/as são especialistas, é em transformar absolutamente tudo (ou quase tudo) em um taco.

Das ruínas românticas ao ultrarreal: uma história do render arquitetônico

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Das ruínas românticas ao ultrarreal: uma história do render arquitetônico - Imagem de Destaque

Ao longo da história, arquitetos e arquitetas utilizaram esboços e pinturas para apresentar a seus clientes os resultados potenciais dos projetos que habitavam suas mentes. Desde a adoção da perspectiva desenhada por Brunelleschi em 1415, as visualizações arquitetônicas vêm pintando projeções hiper-realistas de um ideal, onde as paredes são sempre limpas, a luz sempre incide da maneira mais perfeita e os habitantes são sempre felizes.

Com os avanços tecnológicos na modelagem 3D e na renderização digital, essa capacidade de vender uma ideia por meio de um recorte da experiência arquitetônica perfeita tornou-se quase ilimitada. Muitos criticam os perigos de renderizações irrealistas que superam a realidade e como elas podem criar a ilusão de um projeto perfeito quando, na verdade, este está longe de ser resolvido. No entanto, esse é apenas o passo seguinte natural em uma história de representações fantásticas, na qual o render se torna uma obra de arte em si.

Apresentamos a seguir uma breve história das maneiras instigantes pelas quais arquitetos e arquitetas escolheram retratar seus projetosdesde viagens imaginárias no tempo até o diagramático.

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O frontão Beti-Jai, um sacrifício arquitetônico em Madri

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Quando se projeta um edifício, um pensamento recorrente costuma ser o de quanto tempo ele durará. Afinal, uma vez concluída a construção do edifício e abertas as suas portas a quem o utiliza, inicia-se a sua vida útil e, pouco a pouco, constrói-se o seu legado. Entra em jogo, então, a questão de como ele será lembrado, de qual será a marca desse edifício em nossas lembranças: memória arquitetônica. E, assim como a memória humana, a arquitetônica é caprichosa. Os edifícios são esquecidos da mesma forma que esquecemos nossas próprias lembranças.

A arquitetura madrilenha faz bom uso da memória. Estilos próprios de sua arquitetura mais histórica continuam de pé hoje e em pleno funcionamento. O neomudéjar, por exemplo, consolidou-se no final do século XIX, e hoje são muitos os exemplos latentes que continuam sendo epicentros da cidade, abrigando usos como hospitais, universidades, colégios, asilos, centros culturais ou museus.

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