O hábito de sentar-se à mesa e compartilhar um momento específico com outras pessoas está presente há séculos nas mais diversas culturas. O Simpósio Grego, o Convivium Romano, os banquetes e festivais medievais e os salões parisienses são apenas alguns exemplos de como esse costume foi construído historicamente e tem sido relevante em negociações sociais e políticas, discussões intelectuais e debates filosóficos.
A comensalidade frequentemente serve como um ritual de socialização, negociação e celebração de eventos importantes. Em muitas culturas de língua espanhola, o período após a refeição em que toda a família permanece sentada conversando é tão marcante que existe uma palavra específica para isso: sobremesa — traduzida literalmente como "sobre a mesa" (embora, em espanhol, refira-se mais precisamente à conversa pós-refeição). No entanto, apesar de frequentemente associada ao ato de compartilhar uma refeição, a mesa pode ser considerada uma plataforma flexível, aberta a inúmeras possibilidades de apropriação e interação.
Mutirão de construção do Circo-lô na Associação IDE, em Botucatu | SP. Foto: Tomaz Lotufo
Historicamente, as primeiras universidades do modelo contemporâneo foram implantadas na Europa como instituições voltadas à formação de elites para servir ao Estado e à Igreja, e não para promover a emancipação social. Com o avanço do capitalismo, consolidaram-se como espaços privilegiados de produção e reprodução da cultura ocidental moderna. Contudo, a partir da década de 1960 — especialmente após as revoltas estudantis de maio de 1968 —, a ênfase acadêmica se voltou para valores relacionados ao mercado, substituindo os ideais humanistas e críticos. As ciências humanas perderam espaço, enquanto as áreas técnicas, passaram a ocupar lugar central, muitas vezes afastando-se da reflexão crítica sobre o impacto social de suas práticas.
Todo ato de construir começa com a transformação de matérias-primas, energia e solo, o que inevitavelmente acarreta impactos ambientais. Isso engloba todas as alterações que um processo desencadeia no mundo natural: da extração de recursos às emissões de poluentes, do consumo de energia à perda de biodiversidade. Mensurar esse impacto é complexo, pois envolve múltiplas dimensões. O carbono consolidou-se como a métrica comum, traduzindo esses efeitos em emissões de gases de efeito estufa (equivalente de CO₂) diretamente ligadas ao aquecimento global. Essa padronização tornou o indicador onipresente e comparável entre diferentes materiais, sistemas e setores. Reduzir as emissões de carbono significa, portanto, atacar a raiz do aquecimento global — uma tarefa de urgência máxima para a indústria da construção, responsável por cerca de 39% das emissões globais. Em resposta a esse desafio, o MVRDV NEXT, divisão de inovação e ferramentas digitais do escritório de arquitetura holandês, lançou o CarbonSpace, uma plataforma aberta e gratuita que leva a contabilidade de carbono diretamente para a mesa de projeto, ainda na fase do rascunho em guardanapo.
Buildner, em parceria com o Governo de Dubai, anunciou os resultados do concurso House of the Future 2024/25. Após o sucesso de sua edição inaugural em 2023, esta segunda edição convidou arquitetos/as e designers do mundo todo a desenvolverem um protótipo de residência acessível, expansível e inovador, adaptado às necessidades em constante evolução das famílias dos Emirados.
Organizado em colaboração com o Mohammed bin Rashid Centre for Government Innovation e o Sheikh Zayed Housing Programme, o concurso ofereceu uma premiação total de € 250.000 (1 milhão de AED). As propostas vencedoras estão sendo avaliadas para potencial inclusão no catálogo nacional de projetos habitacionais dos Emirados Árabes Unidos, que oferece à população uma seleção de modelos de residências inovadoras e pré-aprovadas.
Há lugares no mundo onde o calor já passa dos cinquenta graus e outros onde a água sobe metros acima do esperado. Enquanto isso, no coração de São Paulo, arquitetos, pesquisadores, artistas e comunidades se reúnem para perguntar: como habitar a Terra em tempos de extremos? É essa a provocação que guia a 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que ocupa a Oca do Ibirapuera e concentra-se no tema Extremos: Arquiteturas para um Mundo Quente. Mais do que uma exposição, trata-se de um chamado a encarar a crise climática, a desigualdade social e a urgência de reinventar formas de vida.
Diferente de edições anteriores, espalhadas por vários lugares da cidade, os curadores Clevio Rabelo, Jera Guarani, Karina de Souza, Marcella Arruda, Marcos Certo e Renato Anelli optaram por concentrar a edição deste ano sob um mesmo teto, permitindo que a narrativa curatorial se apresente de maneira clara e direta. Todo o percurso está ali, organizado em seções que entrelaçam práticas ancestrais e tecnologias emergentes, experimentações materiais e perspectivas críticas, projetos locais e debates de alcance global. A Oca se torna, assim, uma encruzilhada: sobrepõe miradas arquitetônicas diversas, oferecendo uma plataforma de reflexão coletiva sobre a sociedade e o meio ambiente.
O We Design Beirut retorna em sua segunda edição, de 22 a 26 de outubro de 2025, reafirmando o papel da cidade como um nó vital no debate global sobre design. Tendo como cenário alguns dos locais de maior relevância histórica do Líbano, o evento de cinco dias entrelaça arquitetura, artesanato e cultura para refletir sobre temas como legado, renascimento e continuidade.
Pautado pelo empoderamento, pela preservação e pela sustentabilidade, o We Design Beirut fomenta a colaboração entre designers, artesãos/ãs, estudantes e arquitetos/as — criando uma plataforma vibrante para trocas, conexões e expressão criativa. Trata-se de um espaço voltado à cura, à inovação e à projeção dos crescentes talentos do design regional em um cenário internacional.
Quando exposto ao calor, o corpo ativa diversos mecanismos fisiológicos para manter a homeostase térmica. No entanto, essas defesas naturais costumam ser sobrecarregadas em nossas cidades modernas.Em um ambiente urbano marcado por asfalto e concreto que absorvem calor, somados à escassez de áreas verdes, tais mecanismos tornam-se ineficazes. Se o entorno for excessivamente quente, úmido ou mal ventilado — condições amplificadas pelo efeito de ilha de calor urbana —, a temperatura interna do corpo começa a subir, aumentando o risco de complicações graves, que vão de cãibras e exaustão a quadros de insolação potencialmente fatais.
Com "The Rock", a fabricante de metais Dornbracht apresenta sua primeira Atelier Edition. As linhas claras do clássico MEM encontram manípulos expressivos em formato de rocha, feitos de metal maciço e com acabamento em Brushed Dark Platinum. Imagem cortesia de Dornbracht
Em uma era de precisão digital, automação por IA e reprodutibilidade em massa, o valor do fazer artesanal humano está sendo ressignificado, e não perdido. É justamente nessa interseção entre a lógica da máquina e a intuição da matéria que a Dornbracht, fabricante alemã consagrada por seus metais esculturais, lança The Rock, a peça de estreia de sua nova linha Atelier Editions.
Inspirado na força primordial da pedra natural, The Rock é um manípulo que se apresenta como um objeto tátil e expressivo, devolvendo individualidade e sensualidade ao cenário contemporâneo de banheiros e cozinhas. Revisitando a icônica série MEM, o design introduz um manípulo ousado de formas orgânicas, usinado a partir de metal maciço com acabamento manual artesanal. Cada peça torna-se uma criação singular, onde a precisão industrial se encontra com a intimidade do feito à mão.
Pedreiras podem ser vistas como cicatrizes indeléveis e abandonadas da extração de recursos promovida pelo ser humano. Espaços artificiais, percebidos como vazios, e a busca pelo ganho material moldaram de forma fundamental o ritmo acelerado do nosso ambiente construído. Enquanto isso, a Terra permanece imóvel como uma testemunha silenciosa. Por décadas, essas minas a céu aberto foram vistas como uma consequência inevitável do consumismo e do crescimento urbano, com suas formas brutas e imponentes testemunhando a extração de materiais em larga escala essenciais para a construção das nossas cidades. No entanto, um movimento arquitetônico global começa a emergir para dialogar com essas formas preexistentes, transformando esses espaços de subtração em locais de inovação, colaboração e novos propósitos.
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Cortesía de Cortesía de La Feria De Diseño Medellín
Fazer perguntas é o primeiro passo para questionar o que tomamos como certo e abrir novas possibilidades para planejar e construir. Essas perguntas, valiosas por si só, ganham ainda mais força quando compartilhadas e examinadas sob diferentes perspectivas. Ao cruzarem-se com as experiências de profissionais e marcas, tecem olhares que enriquecem a discussão. As feiras e eventos de design em todo o mundo tornaram-se espaços onde essas conversas ganham força, favorecendo as conexões e fomentando dinâmicas colaborativas. Nesse cenário, a Colômbia se consolidou como um ponto de encontro, funcionando como uma plataforma que impulsiona a arquitetura e o design na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo que projeta a voz da região no cenário global.
Barbie™ deixou a Dreamhouse para entrar no banheiro nesta colaboração inédita. A Mattel e a especialista alemã em acessórios arquitetônicos HEWI revelaram a coleção Barbie x HEWI – uma linha de produtos para banheiros com foco em design que mescla a cultura pop aos princípios do desenho universal. Lançada em 2025, a coleção reinventa a icônica série 477/801 da HEWI através da estética inconfundível da Barbie, unindo acessibilidade inclusiva a um design lúdico e funcional. Com cerca de 40 produtos, que vão de barras de apoio e bancos para banho a espelhos de LED e toalheiros, a linha promete marcar presença em diversos espaços, de hotéis-boutique a maternidades, banheiros infantis e residências particulares.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142975/cultura-pop-encontra-o-design-universal-na-colecao-barbie-x-hewiEirini Ilia
A Buildner, em parceria com o Governo de Dubai, anunciou os resultados do concurso House of the Future 2024/25. Após o sucesso de sua edição inaugural em 2023, esta segunda edição convidou arquitetos/as e designers de todo o mundo a desenvolverem um protótipo de residência acessível, expansível e inovador, adaptado às necessidades em constante evolução das famílias dos Emirados Árabes Unidos.
Organizado em colaboração com o Mohammed bin Rashid Centre for Government Innovation e o Sheikh Zayed Housing Programme, o concurso ofereceu uma premiação total de €250.000 (1 milhão de AED). As propostas vencedoras estão agora em fase de avaliação para uma possível inclusão no catálogo nacional de projetos habitacionais dos Emirados Árabes Unidos, que oferece aos cidadãos uma seleção de modelos de residências inovadores e pré-aprovados.
Um desafio comum conecta todos os escritórios: o ruído. O hushGuide é um novo recurso da Hushoffice que enfrenta esse onipresente problema de projeto de frente, com clareza e riqueza de detalhes. Ele oferece um roteiro para transformar qualquer local de trabalho em um espaço mais silencioso, saudável e produtivo, utilizando cabines acústicas e mobiliários complementares cuidadosamente planejados. De orientações passo a passo a diretrizes técnicas e estratégias de layout visual, o guia conecta a visão à execução, prometendo ajudar arquitetos/as, designers e gestores/as de facilities a trazer equilíbrio acústico aos seus próprios ecossistemas de escritório.
Mesclando técnicas vernáculas e experimentação contemporânea, a paisagem arquitetônica do México é moldada por um diálogo contínuo entre tradição, materialidade e modernidade. Sendo o quinto país com maior biodiversidade do mundo, a arquitetura mexicana busca responder a uma vasta gama de ambientes naturais, climas e tradições culturais, tudo dentro de um território marcado por contrastes impressionantes. Refletindo uma dualidade latente, ela é capaz tanto de expressar exclusividade quanto de atuar como catalisadora de transformação social.
O ArchDaily tem o prazer de apresentar os vencedores da 5ª edição do Next Practices, que reconheceu 20 práticas de arquitetura inovadoras de diferentes partes do mundo. Estes profissionais desenvolvem trabalhos marcados pela criatividade, inovação, abordagem interdisciplinar e responsabilidade social — qualidades que estão redefinindo o futuro da arquitetura e ampliando seus horizontes.
A graduação em arquitetura pode até oferecer um currículo vasto, mas muitas das competências necessárias para desenvolver um projeto estão fora dessa disciplina. Isso é especialmente evidente em projetos em escala urbana, que demandam conhecimentos especializados em áreas como estudos de tráfego, cálculo estrutural, paisagismo e previsão de instalações técnicas. Muitas vezes consideradas "complementares", essas especialidades são, na verdade, fundamentais para a concepção global do projeto.
Em um país como Portugal, de território relativamente pequeno, mas geograficamente diverso, o desafio de conectar diferentes partes do território – seja para atravessar um rio ou ligar diferentes níveis de uma cidade – é constante. As maiores áreas metropolitanas do país, como Lisboa e Porto, compartilham uma geografia acidentada de vales e colinas íngremes. Essas características impulsionaram o desenvolvimento de elevadores e funiculares, como o Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Bica em Lisboa, e o Funicular dos Guindais no Porto. Hoje, além de melhorarem a mobilidade urbana, essas estruturas se tornaram marcos turísticos.
Exemplo das capacidades do Nested Floor System. Cortesia de Offsite Wood e Quebec Wood Export Bureau
O lançamento mais recente do Offsitewood.org marca um passo significativo para tornar a construção offsite em madeira mais acessível para arquitetos/as. A Versão 2.0 introduz um conjunto de recursos digitais voltados a ajudar profissionais de design e arquitetura a modelar, planejar e colaborar de maneira mais eficiente.
Bibliotecas gratuitas para download são um recurso central e em constante expansão no site. Além disso, novos aplicativos e serviços estão disponíveis, incluindo visualizadores de amostras digitais de madeira (e-samples), uma barra de ferramentas avançada de paginação de painéis e de estruturas (framing) para o Revit, além de um espaço de trabalho colaborativo para otimização de projetos.
Este ano marca o 20º aniversário do primeiro VELUX Daylight Symposium—duas décadas de compartilhamento de ideias, descobertas e exploração sobre o papel da luz natural em nosso ambiente construído. Desde seu início modesto em 2005, o simpósio cresceu e se tornou um dos principais fóruns internacionais para o diálogo interdisciplinar sobre a luz natural.
A 10ª edição, realizada no coração de Copenhague, reunirá mais uma vez pesquisadores/as, arquitetos/as, engenheiros/as e formuladores/as de políticas públicas para examinar a evolução do papel da luz natural na arquitetura e no design. Trata-se de um espaço onde a ciência e a prática se encontram para refletir sobre os aprendizados do passado e vislumbrar o futuro da iluminação natural em nossas cidades e espaços. Acompanhe a transmissão ao vivo no dia 18 de setembro de 2025, das 09:00 às 17:30 (CEST).
As etapas iniciais de ideação podem ser, ao mesmo tempo, a parte mais empolgante e a mais desafiadora do processo de projeto. As ideias fluem rapidamente, mas podem ser abstratas e difíceis de comunicar. Isso pode gerar frustração e desperdiçar um tempo precioso.
Hoje, arquitetos/as, designers e artistas podem encurtar a distância entre o primeiro esboço e uma decisão de projeto significativa ao aliar técnicas tradicionais de ideação a ferramentas de visualização baseadas em IA, desenvolvidas para aprimorar — e não substituir — a criatividade humana. As ferramentas da Chaos mantêm as mentes criadoras firmemente no centro do processo, proporcionando agilidade e clareza sem que se perca a autoria ou o controle.
Comayagua é uma cidade no centro de Honduras situada em um vale de mesmo nome. A cidade ocupa um lugar central na história do país, tendo servido como sua capital colonial e do início do período republicano por mais de 300 anos. No entanto, quando a capital foi transferida para Tegucigalpa em 1880, a expansão urbana de Comayagua estagnou, o que acabou por preservar, involuntariamente, um rico e vasto patrimônio. No início da década de 1990, grande parte do legado arquitetônico da cidade encontrava-se em estado de deterioração. Diante da necessidade urgente de protegê-lo, os governos de Honduras e da Espanha iniciaram um esforço conjunto com o objetivo de lançar um programa de restauração de longo prazo, criando uma estrutura de diretrizes políticas que garantisse a preservação do centro histórico da cidade para as gerações futuras.
Ao trabalhar com o lugar, e não contra ele, a exposição "Arquitetura é Cooperação", com curadoria de Josep Ferrando, enfatiza o valor da cooperação na essência da arquitetura. Apresentando o trabalho de profissionais, organizações e comunidades em projetos de cooperação promovidos a partir da Espanha, a instalação se materializa por meio de uma expografia em terra e madeira. Dessa forma, compreende-se a escolha desses materiais não apenas por sua estética ou simbolismo, mas por sua funcionalidade e compromisso com os princípios da economia circular. Até 30 de setembro de 2025, a mostra fica em exibição na Casa de la Arquitectura, em Madri, ressaltando a necessária atenção da arquitetura às demandas das sociedades e coletivos mais vulneráveis, alinhando a linguagem construtiva ao conteúdo da exposição.
In Jacques Tati's Mon Oncle (1958), a própria arquitetura se torna uma personagem: portas de correr, uma fonte automática, portões que emitem sons mecânicos, dispositivos que ao mesmo tempo encantam e frustram os habitantes. A comédia surge justamente do fato de que esses sistemas aparentemente triviais moldam silenciosamente a vida cotidiana. Mais de seis décadas depois, a observação parece profética. Nos edifícios contemporâneos, inúmeros sistemas funcionam de maneira autônoma e discreta, passando despercebidos quando operam corretamente. Entre eles, as portas automáticas, tradicionalmente vistas como elementos secundários, despontam como parte de uma nova "infraestrutura invisível": sistemas conectados, eficientes e inteligentes que apoiam o conforto, a sustentabilidade e a resiliência operacional.
O conceito de guarda-roupa cápsula, popularizado nos anos 1970 por Susie Faux, propõe um exercício de síntese: um conjunto compacto de peças versáteis, capazes de se combinar de inúmeras maneiras para se adaptar a diferentes ocasiões. Na cultura visual, existem algumas metáforas para isso: em desenhos animados como Doug Funnie ou O Laboratório de Dexter, abrir o armário revelava fileiras de roupas idênticas, prontas para simplificar a vida (e, no caso de quem desenhava, o próprio trabalho). No mundo real, personalidades como Steve Jobs transformaram essa lógica em método ao adotar um uniforme diário, eliminando a pequena — mas recorrente — decisão de "o que vestir?" e poupando tempo e energia para questões mais importantes.
Para outras pessoas, no entanto, essa escolha está longe de ser um fardo. Escolher o que vestir é um momento de prazer, capaz de definir o tom do dia e influenciar o humor. Sob essa perspectiva, o guarda-roupa também se torna uma extensão da identidade, um espaço onde as escolhas práticas e simbólicas se encontram. Não por acaso, expressões como "sair do armário" ou "ter um esqueleto no armário" estão profundamente enraizadas na linguagem, revelando a dimensão cultural desse elemento doméstico. No design de interiores contemporâneo, essa noção ganha novas camadas: o armário pode definir o caráter de um espaço, guiar a circulação, influenciar a percepção e até moldar a atmosfera de um ambiente.