1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida?

Diante das forças combinadas do crescimento populacional, da prosperidade econômica e da expansão urbana, as cidades vêm registrando um aumento expressivo na circulação de pessoas e mercadorias — reflexo direto da evolução dos sistemas de mobilidade nos ambientes urbanos. Com o avanço das tecnologias e a transformação dos meios de transporte, o reaproveitamento adaptativo de vagões de trem, cabines de avião e outras infraestruturas de serviço revela novas oportunidades para explorar seu potencial criativo. Materiais, tecnologias e ferramentas de projeto convergem em torno de um mesmo propósito: restaurar e ressignificar estruturas desativadas, para dar-lhes nova vida.

Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida? - 1 的图像 4Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida? - 2 的图像 4Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida? - 3 的图像 4Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida? - 4 的图像 4Como as infraestruturas de transporte podem ganhar uma nova vida? - Mais Imagens+ 12

Ver Através das Paredes: Reuso Adaptativo por Meio de Dados, IA e Design Circular

Acesso exclusivo | 

Por trás de camadas de gesso, tinta e acabamentos, esconde-se uma complexa rede de tubulações, conduítes elétricos, vigas e outros elementos estruturais que fazem um edifício funcionar e se manter de pé, mas que permanecem invisíveis aos olhos do dia a dia. Nessas camadas, acumulam-se vestígios de diferentes épocas: sistemas substituídos, adaptações improvisadas e soluções técnicas que um dia responderam a contextos e urgências específicas. No reuso adaptativo, o maior desafio costuma começar antes mesmo do início das obras: compreender o que está por trás das paredes quando há pouca ou nenhuma documentação confiável disponível. Durante uma reforma, surpresas agradáveis ou desagradáveis são inevitáveis. O inesperado faz parte do processo, mas também representa fatores de custo, atraso e risco que frequentemente desestimulam investidores e profissionais a se envolverem nesse tipo de projeto.

O caso Nordhavn: 10 projetos que transformam porto de Copenhague em ícone de regeneração urbana e sustentabilidade

Acesso exclusivo | 

O que acontece quando o passado industrial de uma cidade se torna matéria-prima para o seu futuro? Nordhavn, em Copenhague, transforma o antigo porto em um laboratório vivo de urbanismo sustentável, onde galpões e armazéns dão lugar a distritos independentes, ilhotas e canais que redesenham um novo modo de habitar.

O caso Nordhavn: 10 projetos que transformam porto de Copenhague em ícone de regeneração urbana e sustentabilidade - Imagem 1 de 4O caso Nordhavn: 10 projetos que transformam porto de Copenhague em ícone de regeneração urbana e sustentabilidade - Imagem 2 de 4O caso Nordhavn: 10 projetos que transformam porto de Copenhague em ícone de regeneração urbana e sustentabilidade - Imagem 3 de 4O caso Nordhavn: 10 projetos que transformam porto de Copenhague em ícone de regeneração urbana e sustentabilidade - Imagem 4 de 4O caso Nordhavn: 10 projetos que transformam porto de Copenhague em ícone de regeneração urbana e sustentabilidade - Mais Imagens+ 17

Mais do que uma exposição: Obra Blanca 2025 combina conexão, aprendizado e colaboração

Após uma edição marcada pelo dinamismo, inovação e fortalecimento de parcerias estratégicas, a Obra Blanca encerra sua sexta edição com um formato que combina exposição, uma agenda de conteúdos e espaços de negócios. Mais de 20.000 profissionais do setor de acabamentos e produtos de design para a arquitetura se reuniram com o objetivo de transformar a arquitetura e o design no México.

Como o design acústico pode falar a linguagem da forma?

Acesso exclusivo | 

No design de interiores contemporâneo, a acústica evoluiu de um mero detalhe secundário para uma linguagem de design definidora. Profissionais de arquitetura e especificação buscam cada vez mais materiais com alto desempenho tanto visual quanto funcional – nos quais a textura da superfície, o jogo de luz e a absorção sonora convergem para moldar a experiência humana. À medida que espaços de trabalho integrados, interiores de hospitalidade e centros educacionais adotam acabamentos mais táteis e sustentáveis, o mercado de materiais acústicos de alto desempenho experimenta uma forte expansão. Nesse cenário, a Woven Image surge como uma líder global, expandindo continuamente os limites do que as superfícies acústicas podem alcançar.

Louvres pelo mundo: a exportação dos museus e a arquitetura como marca global

Não se pode negar que, à primeira vista, a notícia de um Louvre em Abu Dhabi ou de um Centre Pompidou no Brasil causa certo estranhamento. A imagem desses museus, mundialmente reconhecidos, parece — de algum modo — indissociável de seus contextos originais. E, em parte, realmente o é. O Louvre, enraizado na história da França como antiga fortaleza e posterior residência real, representa um conjunto de valores patrimoniais inestimáveis, realçados ainda mais pela emblemática intervenção piramidal de I. M. Pei, em 1989. O Pompidou, por sua vez, é lembrado como um ponto de inflexão histórico: ao redefinir o conceito de equipamento público por meio de uma arquitetura extremamente disruptiva, fez com que, pela primeira vez, a cultura atraísse multidões.

Louvres pelo mundo: a exportação dos museus e a arquitetura como marca global - Image 1 of 4Louvres pelo mundo: a exportação dos museus e a arquitetura como marca global - Image 2 of 4Louvres pelo mundo: a exportação dos museus e a arquitetura como marca global - Image 3 of 4Louvres pelo mundo: a exportação dos museus e a arquitetura como marca global - Image 4 of 4Louvres pelo mundo: a exportação dos museus e a arquitetura como marca global - Mais Imagens+ 8

Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos

Acesso exclusivo | 

Em muitas partes do mundo, o isolamento não se define apenas pela distância física. Ele pode descrever um assentamento montanhoso distante da infraestrutura urbana ou um bairro periférico à margem da visibilidade e das oportunidades. Nesses diversos contextos, a biblioteca tem se consolidado como uma das tipologias mais vitais — um espaço onde a arquitetura materializa preceitos de acessibilidade, inclusão e acolhimento comunitário.

Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - 1 的图像 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - 2 的图像 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - 3 的图像 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - 4 的图像 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - Mais Imagens+ 18

Co(r)existir 2026: Como a Suvinil traduz em cor comportamento, pesquisa e território

 | Artigo patrocinado

Cores podem definir atmosferas, orientar a percepção do espaço e traduzir modos de ser, memórias e afetos coletivos. Por isso, compreendê-las tornou-se parte essencial dos processos criativos e construtivos contemporâneos. Por trás de cada tom há um campo de pesquisa que articula sociologia, psicologia, estética e tecnologia, conectando a cor a transformações culturais mais amplas e revelando como ela pode se tornar uma ferramenta de leitura e expressão do tempo presente.

Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra

Acesso exclusivo | 

Trinta trilhões de toneladas. Esta é a massa estimada de toda a matéria criada pelo ser humano na Terra, e também o ponto de partida da 7ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa. Curada por Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores da Territorial Agency, a edição propõe uma pergunta aparentemente simples: Quão pesada é uma cidade? Para respondê-la, não basta reunir dados. É necessário um deslocamento de percepção: passar da escala da cidade para a dimensão planetária da tecnosfera.

A tecnosfera, um termo emprestado das ciências da Terra, define o vasto sistema de infraestruturas, tecnologias e materiais que sustentam a vida humana enquanto transformam o planeta. Sob essa perspectiva, as cidades não são apenas territórios, mas nós densos dentro desse metabolismo planetário. De outubro a dezembro de 2025, Lisboa se torna uma lente para examinar essa magnitude, hospedando três exposições principais (Fluxes, Spectres, Lighter), um livro de ensaios, um programa de palestras e mais de vinte projetos independentes espalhados pela cidade.

Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 1 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 2 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 3 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 4 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Mais Imagens+ 8

A Lacuna da Agência Espacial: Repensando o Espaço Público por Meio do Co-Design com Trabalhadores(as) Domésticos(as) Estrangeiros(as)

Acesso exclusivo | 

Trabalhadores/as domésticos/as em Hong Kong e Cingapura constituem a infraestrutura silenciosa dessas cidades. Apenas em Hong Kong, há cerca de 300.000 profissionais do setor doméstico, atendendo a uma parcela das aproximadas 2,7 milhões de residências. O trabalho de cuidado que realizam sustenta a rotina de famílias em que ambos os cônjuges trabalham fora: cuidados infantis, cuidados com idosos/as, cozinha, limpeza e a logística diária que viabiliza a vida profissional dos/as empregadores/as. No entanto, as pessoas que sustentam esse equilíbrio permanecem amplamente invisíveis nas políticas públicas — e, fundamentalmente, no espaço.

Aos domingos, no distrito financeiro de Hong Kong, essa invisibilidade se torna visível. Passarelas elevadas e praças sob pilotis — subutilizadas nos fins de semana — transformam-se em espaços comuns improvisados. Com esteiras de papelão, pequenas barracas, toalhas, comida, água e uma ou duas caixas de som, trabalhadores/as domésticos/as organizam locais para sentar, descansar e socializar. Esses ambientes improvisados na cidade costumam ser sua única oportunidade de exercer a agência espacial — algo que raramente possuem nos lares que mantêm ou na infraestrutura pública formal. Diante da falta de locais oficiais e estruturados para o descanso, pontes e passagens mais tranquilas tornam-se substitutos práticos.

A Lacuna da Agência Espacial: Repensando o Espaço Público por Meio do Co-Design com Trabalhadores(as) Domésticos(as) Estrangeiros(as) - Image 1 of 4A Lacuna da Agência Espacial: Repensando o Espaço Público por Meio do Co-Design com Trabalhadores(as) Domésticos(as) Estrangeiros(as) - Image 2 of 4A Lacuna da Agência Espacial: Repensando o Espaço Público por Meio do Co-Design com Trabalhadores(as) Domésticos(as) Estrangeiros(as) - Image 3 of 4A Lacuna da Agência Espacial: Repensando o Espaço Público por Meio do Co-Design com Trabalhadores(as) Domésticos(as) Estrangeiros(as) - Image 4 of 4A Lacuna da Agência Espacial: Repensando o Espaço Público por Meio do Co-Design com Trabalhadores(as) Domésticos(as) Estrangeiros(as) - Mais Imagens+ 17

Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a?

Acesso exclusivo | 

Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?

Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a? - Image 1 of 4Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a? - Image 2 of 4Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a? - Image 3 of 4Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a? - Image 4 of 4Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a? - Mais Imagens+ 13

Os secadores de mãos de plasma frio se tornarão o novo padrão ouro na higiene dos banheiros?

Na busca por banheiros públicos mais limpos e seguros, os secadores de mãos há muito enfrentam um desafio singular: como eliminar germes de maneira eficaz em um fluxo de ar rápido. Tecnologias germicidas tradicionais — como luzes UV e ionizadores — têm dificuldade para gerar um impacto significativo, pois dispõem de apenas milissegundos para interagir com os micróbios suspensos no ar. A tecnologia de plasma frio surge como uma nova alternativa capaz de redefinir os padrões de higiene.

O melhor da BAL: Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025

Acesso exclusivo | 

Realizada em Pamplona de 23 a 26 de setembro, a Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 reuniu escritórios emergentes e vozes consolidadas do continente. A edição se destacou pela qualidade e diversidade das práticas selecionadas: projetos de grande riqueza formal e conceitual, desenvolvidos por escritórios jovens, porém de uma solidez admirável, que refletem a maturidade e a vitalidade do panorama arquitetônico latino-americano atual.

O melhor da BAL: Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 - Imagem 1 de 4O melhor da BAL: Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 - Imagem 2 de 4O melhor da BAL: Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 - Imagem de DestaqueO melhor da BAL: Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 - Imagem 3 de 4O melhor da BAL: Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 - Mais Imagens+ 30

Feitos para brincar: a ludicidade nos projetos de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck

Aldo van Eyck e Lina Bo Bardi foram duas figuras subversivas. Suas visões de coletividade e ludicidade, mesmo aplicadas em estruturas muito distintas, tinham como principal ponto em comum uma ideia de arquitetura que vai além do desenho. Um espaço que se faz vivo pela apropriação, pelo movimento e pela troca. Dos playgrounds holandeses ao museu paulistano, os ideais dos arquitetos se entrelaçam, fortalecendo a ideia de uma arquitetura onde qualquer um se torna criança.

Feitos para brincar: a ludicidade nos projetos de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck - Imagem 1 de 4Feitos para brincar: a ludicidade nos projetos de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck - Imagem 2 de 4Feitos para brincar: a ludicidade nos projetos de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck - Imagem 3 de 4Feitos para brincar: a ludicidade nos projetos de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck - Imagem 4 de 4Feitos para brincar: a ludicidade nos projetos de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck - Mais Imagens+ 8

Tola Ojuolape: Tecendo cultura e narrativa na arquitetura de interiores

No mundo da arquitetura de interiores, onde a criatividade e a cultura se cruzam, Tola Ojuolape se destaca como uma designer cujo trabalho é um testemunho de narrativa pessoal. Desde seus primeiros estudos em arte e construção até sua formação em arquitetura de interiores, a carreira de Tola tem sido moldada por uma profunda conexão com sua herança nigeriana, descoberta durante suas viagens de retorno ao continente africano. Essa jornada influenciou profundamente sua filosofia de design, criando um processo intimamente entrelaçado com a história, a cultura e o senso de lugar.

Sistemas de granilite pré-moldado: precisão, durabilidade e design modular

Acesso exclusivo | 

O granilite há muito tempo se posiciona na interseção entre durabilidade, expressão artística e apelo atemporal. Originado na Itália como uma alternativa pragmática para reaproveitar fragmentos de mármore em pisos, o granilite tornou-se sinônimo de elegância e resistência na arquitetura. Tradicionalmente feito à mão com pedriscos e cal — e, posteriormente, cimento —, o material criava superfícies contínuas e sem emendas que celebravam tanto o trabalho artesanal quanto a durabilidade. Com o tempo, à medida que os métodos construtivos evoluíram e os projetos passaram a exigir maior eficiência, adaptabilidade e modularidade, o granilite expandiu-se para além de seus limites tradicionais. De sistemas moldados in loco a formulações modernas à base de epóxi, o material evoluiu para uma solução versátil que viabiliza espessuras menores, instalação mais rápida e uma gama mais ampla de cores e agregados. Hoje, o granilite pré-moldado complementa o método tradicional, abrindo caminho para novas aplicações — de escadas e revestimentos de parede a mobiliários e elementos de design sob medida — sem comprometer o desempenho ou a estética.

Data centers, caixas cegas e nuvens digitais, segundo Marina Otero Verzier

Acesso exclusivo | 

Nicolás Valencia conversa com a arquiteta espanhola Marina Otero Verzier, vencedora do Wheelwright Prize 2022, sobre sua pesquisa a respeito do custo material e extrativo da nuvem digital, tema desenvolvido em seu livro ⁠En las profundidades de la nube⁠, publicado em 2024 pela Ediciones Asimétricas.

Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças?

Nas comunidades indígenas da América do Sul, o lugar da criança é onde ela desejar estar. Os bebês engatinham pelo chão de terra, se aproximam das fogueiras, investigam formigueiros, experimentam o mundo com o corpo inteiro. Eles aprendem sentindo: descobrem limites, reconhecem perigos e colhem lições que nenhum manual poderia ensinar. No cenário urbano, por outro lado, as crianças costumam ser contidas em espaços pensados para adultos, repletos de regras que, embora bem-intencionadas, muitas vezes as afastam de experiências vitais. Diante dessas diferenças culturais, não nos caberia julgar qual modelo é melhor, mas sim, perceber que, quando culturas diferentes se observam, sempre há espaço para aprender.

No âmbito arquitetônico, essa infância vivida com rara liberdade de tempo e espaço, convida a repensar a forma como moldamos nosso cotidiano: por que limitar a exploração espontânea das crianças em ambientes controlados? Por que criar barreiras físicas e simbólicas entre elas e o mundo natural? E, sobretudo, como a arquitetura contemporânea poderia romper esse paradigma e, inspirada pela criança indígena, criar espaços que devolvam à infância sua dimensão mais selvagem, curiosa e plena?

Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças? - Image 1 of 4Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças? - Image 2 of 4Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças? - Image 3 of 4Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças? - Image 4 of 4Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças? - Mais Imagens+ 15

O Paradoxo de Cayalá: Como os distritos privados estão moldando o desenho do espaço público na Guatemala?

Acesso exclusivo | 

Ciudad Cayalá, uma comunidade de uso misto de iniciativa privada na periferia da Cidade da Guatemala, costuma ser descrita como um "parque temático" de paredes caiadas de branco, telhas vermelhas e praças de paralelepípedos. Contudo, uma análise mais detalhada revela uma narrativa urbana bem mais complexa. Sua verdadeira importância reside na capacidade de criar um espaço público seguro e bem gerido, propondo uma releitura contemporânea dos princípios urbanísticos históricos que marcam o patrimônio arquitetônico e urbano da região. Por trás das fachadas ao estilo de Antigua esconde-se um experimento urbano: um resgate moderno de elementos arquitetônicos como arcadas, pátios internos e praças abertas, que propõem um espaço público de gestão privada como resposta aos desafios urbanos da região.

O Paradoxo de Cayalá: Como os distritos privados estão moldando o desenho do espaço público na Guatemala? - Image 2 of 4O Paradoxo de Cayalá: Como os distritos privados estão moldando o desenho do espaço público na Guatemala? - Image 1 of 4O Paradoxo de Cayalá: Como os distritos privados estão moldando o desenho do espaço público na Guatemala? - Image 3 of 4O Paradoxo de Cayalá: Como os distritos privados estão moldando o desenho do espaço público na Guatemala? - Image 6 of 4O Paradoxo de Cayalá: Como os distritos privados estão moldando o desenho do espaço público na Guatemala? - Mais Imagens+ 5

De resíduos negligenciados a oportunidade circular: plásticos na construção

Acesso exclusivo | 

Assim como a famosa boneca russa Matryoshka, abrir uma embalagem muitas vezes parece revelar camadas infinitas. Dentro de uma caixa de papelão, pode haver isopor moldado, depois várias almofadas de ar de plástico e, finalmente, um plástico filme individual em torno de cada peça. Mesmo um produto pequeno pode deixar um rastro de resíduos plásticos muito maior do que seu próprio tamanho. Agora, imagine essa lógica aplicada a um canteiro de obras, onde cada componente, cada entrega de materiais, costuma chegar envolto em múltiplas camadas de proteção. O que já parece excessivo no varejo ganha proporções monumentais quando repetido diariamente em grandes projetos de construção.

De resíduos negligenciados a oportunidade circular: plásticos na construção - Imagem 1 de 4De resíduos negligenciados a oportunidade circular: plásticos na construção - Imagem 2 de 4De resíduos negligenciados a oportunidade circular: plásticos na construção - Imagem 3 de 4De resíduos negligenciados a oportunidade circular: plásticos na construção - Imagem 4 de 4De resíduos negligenciados a oportunidade circular: plásticos na construção - Mais Imagens+ 3

Concursos de arquitetura como ferramenta para empoderar vozes emergentes

Acesso exclusivo | 

Concursos abertos de arquitetura são, há muito tempo, considerados portas de entrada para novas ideias. Eles garantem condições equitativas ao propor uma chamada única, um conjunto de regras claro e uma avaliação baseada exclusivamente na qualidade do trabalho, realizada de forma anônima. Para os organizadores — sejam cidades, instituições ou empresas —, representam uma maneira de reunir propostas relevantes em um fórum público transparente, respaldado por um júri qualificado. Não por acaso, os concursos marcaram momentos decisivos na história da disciplina, como o concurso para o Centre Pompidou em Paris, que projetou Renzo Piano e Richard Rogers ao estrelato com seu "edifício do avesso", ou aquele para a nova capital do Brasil, vencido por Lúcio Costa com o Plano Piloto que sintetizou a cidade em dois eixos que se cruzam, interpretados ora como um avião, ora como uma cruz.

Afinal, por que os concursos ainda são importantes para a arquitetura hoje? Para além de seu papel histórico na concepção de projetos icônicos, eles continuam a servir como campos de testes para novas ideias, talentos e inovações. Nas seções a seguir, exploramos os concursos sob três ângulos: as motivações que levam arquitetos e arquitetas a continuarem participando deles, as razões pelas quais os organizadores continuam a promovê-los e um roteiro prático de estratégias para ajudar você a abordar seu próximo concurso com clareza e propósito.

Metais Certificados Sustentáveis: Como a ABI Interiors Apoia Arquitetos(as) em Projetos Comerciais

A tranquilidade é essencial ao selecionar metais sanitários para um projeto comercial. Como líder global em metais e acessórios arquitetônicos premium, a ABI Interiors tem o compromisso de entregar soluções sustentáveis e pautadas pelo design que atendem às necessidades práticas e criativas de arquitetos/as em empreendimentos comerciais, residenciais e de grande escala.

Com uma ampla gama que atende a projetos premium, de médio padrão e de orçamento controlado, arquitetos/as encontram os melhores metais para suas necessidades na ABI Interiors.

Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global

Na contemporaneidade, o fazer arquitetônico vai muito além da criação de edifícios ou da materialização de ideias, ele se afirma como um campo multidimensional assumindo papéis mais amplos e complexos. Em contextos marcados por desigualdade, crises ambientais e disputas territoriais, ele se transforma em uma ferramenta de negociação, capaz de mediar interesses entre diferentes atores. Nesse cenário, o arquiteto assume também a função de tradutor cultural, articulador social e, muitas vezes, defensor de direitos coletivos.

Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global - 1 的图像 4Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global - 2 的图像 4Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global - 3 的图像 4Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global - 4 的图像 4Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global - Mais Imagens+ 12

Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas

Acesso exclusivo | 

Uma estrutura de bambu ergue-se como espaço de confluência entre técnica, ancestralidade e prática coletiva. OCO é a primeira obra do Cambará Instituto, organização originada do Projeto Arquitetas Negras, concebida durante uma residência artística no Cerbambu, em Ravena (MG), com apoio do re:arc institute. Ao longo de sete dias de imersão, em julho deste ano, dez arquitetas negras trabalharam ao lado do mestre Lúcio Ventania, explorando o potencial construtivo e simbólico do bambu. O processo culminou na apresentação da obra na 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

A experiência propôs um reencontro entre práticas arquitetônicas e ciências enraizadas no corpo e na terra. O processo envolveu todas as etapas de produção, da escolha e corte do bambu à cura e montagem, resultando em uma estrutura de seis metros de altura e cinco de diâmetro. O desenho faz referência às xossas do Benin e conta com palhas da costa do país africano em seu topo. A instalação foi ainda "vestida" com 220 mil contas, conhecidas como "lágrimas de Nossa Senhora", confeccionadas por quarenta mulheres idosas em situação de vulnerabilidade social, que vivem na região onde foi realizada a residência artística, fortalecendo vínculos comunitários e econômicos.

Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - Image 1 of 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - Image 2 of 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - Image 3 of 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - Image 4 of 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - Mais Imagens+ 7

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.