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Fetichização da arquitetura: o objeto acima do sujeito e dos processos

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O filósofo e sociólogo Henri Lefebvre cunhou o conceito de “a produção do espaço” no ano de 1974, rompendo com a visão do espaço como um recipiente ou cenário de objetos e relações sociais para transitar em direção ao espaço entendido como um processo. O espaço, a partir dessa visão baseada na tradição marxista, é produto e produtor de processos e  relações sociais.

Espaços públicos, privados e utopias tecnológicas: de que maneira a pandemia afetou os/as não designers?

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Em todo o mundo, tanto arquitetos e arquitetas quanto designers especulam sobre os espaços pós-covid e variadas são as suas propostas impulsionadas pela utopia da tecnologia avançada e do wi-fi para todos, caminhando lado a lado com preocupações genuínas: Como projetar espaços que não exijam contato físico? Será o fim dos espaços de coliving ou coworking? Como projetar para o isolamento? Mas o que acontece no México? Considerando que mais de 56% dos/as habitantes se dedicam ao comércio informal e onde há uma exclusão digital de mais de 40% da população que não possui conexão com a internet.

"Deslocamentos", o Pavilhão do México para a 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza 2021

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A Secretaria de Cultura federal e o Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura (INBAL) apresentarão o pavilhão intitulado Desplazamientos, que representará o país na 17ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, de 22 de maio a 21 de novembro de 2021, no Antigo Complexo do Arsenal de Veneza. A proposta reformula a maneira como o México costumava participar deste destacado espaço, onde o mundo se reúne para discutir arquitetura, um campo fundamental do patrimônio e da vida das pessoas nas cidades e nos países.

Como os/as arquitetos/as constroem caráter

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Todos nós já comentamos sobre o "caráter" de um edifício. Um apartamento, por exemplo, pode tê-lo devido a algum detalhe especial em carvalho, ao passo que outro edifício pode não se enquadrar no "caráter" de seu bairro. Neste vídeo, o designer de arquitetura e professor Stewart Hicks examina de perto as origens e os significados desse conceito fluido. Por que usamos essa mesma palavra tanto para pessoas quanto para edificações? Como os personagens também fazem parte da ficção, será que isso nos ajuda a entender como os edifícios contam histórias? Dos arquitetos iluministas Ledoux, Boullée e Lequeu à casa do filme Beetlejuice, passando por práticas contemporâneas que investigam o que significa um edifício ter um rosto ou uma postura, vamos a fundo para compreender por que profissionais de arquitetura consideram o "caráter arquitetônico" uma proposta tão instigante.

Restauração e conservação da cozinha tradicional otomí em Hidalgo, México

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O projeto Cocina Mendoza está localizado no município de Ixmiquilpan, no coração do Valle del Mezquital, região central do estado de Hidalgo, México. Ali se encontra a comunidade de San Nicolas de Tolentino, lar da família Mendoza, que pertence ao povo Otomí e foi detentora da mordomia durante os anos de 2019 e 2020.

Projetar comunidades para crianças: 10 jardins de infância exemplares na China

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Em seu ensaio “Place Making and Change in learning environments”, Bruce Jilk apresenta uma visão radical da educação contemporânea que, segundo ele, está desatualizada e não atende às necessidades do mundo moderno. Em vez de preparar para um mundo de indivíduos que atuam em um ambiente urbano mais amplo, as escolas se tornaram guetos internalizados da infância, isolados das comunidades que deveriam servir e administrados de forma centralizada sob a lógica do “tamanho único”. Profissionais de arquitetura e design ao redor do mundo sempre buscaram um modelo arquitetônico mais flexível, capaz de permitir muito mais criatividade tanto no processo de aprendizagem quanto nos ambientes que o acolhem.

Imagens do Museu de Arte TAG, no litoral, do Ateliers Jean Nouvel, refletindo as cores do pôr do sol

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A ACF divulgou uma nova série de imagens que mostra o recém-concluído TAG Art Museum, projetado pelo escritório Ateliers Jean Nouvel como parte do projeto Artists’ Garden, desenvolvido em colaboração com a Shandong International Coastal Cultural Industry. O museu está localizado na Baía de West Sea, em Qingdao, na China. Dispostas ao longo de um passeio coberto que serpenteia por jardins planejados e bosques, estendendo-se pela costa em direção a uma nova marina, as estruturas são compostas por 12 salas de exposição interconectadas.

MVRDV transformará shopping center em Eindhoven em um distrito cultural sustentável

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Ao propor uma reflexão sobre o futuro dos shopping centers e responder ao declínio no fluxo de visitantes, o projeto Heuvelkwartier, do escritório MVRDV, propõe transformar o centro comercial Heuvel, em Eindhoven, em um bairro cultural sustentável. O projeto reúne comércio, cultura e lazer, expandindo as edificações existentes e transformando as coberturas em um parque. A proposta também amplia o Muziekgebouw com um edifício cultural de volumes sobrepostos envolto por uma "montanha de vidro", criando um novo marco para Heuvel.

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A força do design atemporal na arquitetura moderna: uma seleção de cinco banheiros clássicos

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Qualquer ícone da arquitetura e do design — seja um edifício célebre, uma obra de arte ou uma peça de mobiliário consagrada — carrega consigo um elevado grau de reconhecimento, admiração e originalidade. No entanto, para além disso, um ícone deve ser capaz de manter sua relevância e atemporalidade, cativando continuamente o público sem a necessidade de se reinventar por completo. Em uma era dominada pelas redes sociais e pelo desejo de gratificação instantânea, o campo do design é, hoje mais do que nunca, pautado por tendências efêmeras, onde as criações desaparecem com a mesma velocidade com que surgem. É precisamente aí que reside o valor do design atemporal: peças clássicas, de alta qualidade e duradouras dificilmente se tornam obsoletas.

A Manufacture de la Mode de Ricciotti abriga a comunidade de profissionais criativos da Chanel

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Projetada pelo/a premiado/a arquiteto/a Rudy Ricciotti — autor/a do MuCEM em Marselha, do Estádio Jean-Bouin em Paris e da ala de Arte Islâmica no Museu do Louvre —, a Manufacture de la Mode reintroduz o minucioso trabalho artesanal da Chanel em um contexto arquitetônico e urbano. O/A fotógrafo/a de arquitetura Simon Garcia revela esse recém-inaugurado polo da moda em uma série de fotografias.

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Não apenas uma estação de trem: a evolução dos desenvolvimentos orientados ao transporte no Leste Asiático

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O Desenvolvimento Orientado ao Transporte (TOD, na sigla em inglês) é uma estratégia abrangente de planejamento urbano que visa criar bairros densos, caminháveis e vibrantes estruturados em torno de nós de transporte público. Ao integrar de forma fluida funções residenciais, comerciais e de lazer a uma curta distância das estações, os TODs buscam reduzir a dependência do automóvel, aumentar a demanda pelo transporte público e estimular o desenvolvimento econômico local. Órgãos governamentais desempenham um papel crucial no apoio a esses empreendimentos por meio de reformas de zoneamento, flexibilização do coeficiente de aproveitamento (CA), venda de potencial construtivo e facilitação de parcerias público-privadas para viabilizar investimentos na infraestrutura pública. Embora os TODs tenham ganhado força globalmente, o Leste Asiático ostenta alguns dos exemplos mais bem-sucedidos. Por outro lado, as tentativas de replicar esses modelos em contextos distintos — como na cidade de Nova York — evidenciam a importância de adaptar os princípios do TOD às condições locais, às características geográficas e às necessidades da comunidade.

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Da colonização a Le Corbusier: o modernismo na Índia foi uma imposição ou um convite?

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Quando a Índia conquistou a independência em 1947, a nação enfrentou uma decisão que determinaria o rumo de seu futuro arquitetônico: tijolo ou concreto. Uma escolha de material aparentemente banal estava enraizada em uma divisão filosófica mais profunda entre dois caminhos possíveis para o ambiente construído da Índia pós-colonial. Figuras pioneiras na luta pela independência indiana tinham visões opostas — Mahatma Gandhi defendia o artesanato tradicional, enquanto Jawaharlal Nehru abraçava o modernismo. A arquitetura que se vê no subcontinente hoje é um mosaico de ambos, levantando a questão: o modernismo na Índia teria sido uma imposição estrangeira ou uma importação celebrada?

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Feito para (não) durar: como a arquitetura reversível está redefinindo a forma como construímos

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E se imaginássemos os edifícios como sistemas vivos, projetados para montagem e desmontagem com o mínimo de impacto? Uma forma de arquitetura aberta, modular e adaptável, concebida para evoluir junto com o seu entorno, respondendo às mudanças sazonais e às demandas pontuais em vez de permanecer estática. À primeira vista, a ideia parece paradoxal, já que muitos edifícios foram construídos para durar, projetados para resistir à passagem do tempo e evitar a demolição. Por conta disso, reverter ou desfazer uma construção poderia ser visto como um retrocesso. Mas e se essa forma de pensar já não se aplicar a todos os cenários?

Como os edifícios históricos nos Estados Unidos devem responder às exigências de eficiência energética?

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Os Estados Unidos são um país com uma vasta história, com edifícios que preservam legados de épocas passadas. Devido ao seu significado cultural, essas estruturas são amplamente valorizadas e protegidas; no entanto, também costumam ser isentas de certas exigências de eficiência energética. À medida que as cidades avançam em direção às metas climáticas, essas exigências passam a ser questionadas. Especialistas em preservação argumentam que os edifícios históricos merecem proteção contra intervenções potencialmente prejudiciais. Por outro lado, defensores e defensoras da sustentabilidade destacam a necessidade de melhorias na eficiência energética em todos os setores do ambiente construído. O desafio reside em alcançar um equilíbrio entre essas prioridades conflitantes: garantir a manutenção do patrimônio e a responsabilidade ambiental.

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Projetar para a densidade: como os princípios modernistas continuam a moldar as soluções de habitação social hoje

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Ao discutir o modo de vida modernista, vários projetos residenciais privados icônicos podem vir à mente primeiro — a Villa Savoye de Le Corbusier, as Case Study Houses, notadamente de Richard Neutra, Pierre Koenig e Charles e Ray Eames, bem como as casas de vidro de Mies van der Rohe e Philip Johnson. A maioria desses projetos exemplificava uma visão idealizada do morar moderno, inserida em paisagens pitorescas e caracterizada pela experimentação com novos métodos construtivos, materiais e conceitos espaciais. Seus projetos abraçavam a abertura, diluindo os limites entre os espaços público e privado, em grande parte livres de restrições como densidade, eficiência, acessibilidade, integração com o transporte público ou considerações comunitárias.

Embora essas residências modernas continuem influentes no design residencial contemporâneo, elas também — talvez de forma inesperada — lançaram as bases para os princípios da habitação de alta densidade. Conceitos como a relação entre espaço público e privado, a construção modular e a pré-fabricação, inicialmente explorados nessas residências unifamiliares privadas, foram adaptados às restrições vastamente diferentes da habitação social. 

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Brutalismo e Burocracia: Uma Linguagem Arquitetônica de Autoridade nos Estados Unidos do Pós-Guerra

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A arquitetura brutalista nos Estados Unidos é um monumento ao otimismo coletivo do pós-guerra e uma reafirmação da autoridade dos governos municipais e federal. Concebidas como a personificação da força e da eficiência, as estruturas brutalistas foram rapidamente adotadas pela linguagem arquitetônica das instituições cívicas e governamentais de meados ao fim do século XX no país. Monólitos imponentes de concreto aparente ergueram-se por toda a nação, projetando uma imagem de permanência institucional e, ao mesmo tempo, provocando debates sobre seu impacto social e psicológico.

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Ethos de Design de Subtração e Adição: 10 Projetos de Reuso Adaptativo para Espaços Comerciais e Sociais na Ásia

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Embora o reuso adaptativo venha sendo cada vez mais reconhecido como uma estratégia arquitetônica vital em todo o mundo, sua discussão e implementação na Ásia ainda estão em expansão — impulsionadas por uma crescente consciência ecológica e por uma mudança na compreensão do conhecimento arquitetônico. Em vez de acelerar um modelo desenvolvimentista centrado na demolição e em novas construções, profissionais da arquitetura hoje se deparam com uma abordagem diferente em relação ao ambiente construído: tratar a estrutura existente como um recurso — um arquivo de materiais, organizações espaciais e histórias informais.

O reuso adaptativo é frequentemente associado à preservação de edifícios históricos e patrimônios de relevância cultural. No entanto, o vasto campo de estruturas aparentemente "menos valorizadas" — casas abandonadas, residências comuns embora antigas, edifícios de escritórios fora das normas vigentes e vazios urbanos negligenciados — tornou-se um terreno fértil para a experimentação. Esses locais desafiam profissionais de arquitetura e design a reconsiderarem os padrões vigentes de eficiência e desenvolvimento orientados pelo mercado, bem como a imaginarem práticas espaciais e ecológicas que evitem a perda contínua de material incorporado e do conhecimento cultural inerente à reconstrução constante.

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Perspectivas Urbanas em Transformação: A Jornada de Beimen, de Obstáculo a Âncora Urbana em Taipei

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O Portão Norte de Taipé, também conhecido como Beimen, ergue-se não apenas como um lembrete da complexa história da cidade, mas também como testemunha das transformações da paisagem urbana ao seu redor e das mudanças de postura em relação aos espaços urbanos adjacentes a edifícios históricos. Inicialmente um posto de fronteira imperial chinês, poupado da demolição durante o domínio colonial japonês e sufocado por viadutos e rodovias nos esforços de modernização do pós-guerra, o portão recuperou recentemente seu status de destaque graças à criação da praça que hoje o emoldura. A resiliência do monumento frente às oscilações das prioridades urbanas e das políticas arquitetônicas revela uma trajetória de preservação patrimonial que se manifesta não apenas na forma construída, mas também nos espaços abertos que o circundam.

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"Luxo sem contexto é apenas excesso": Elisa Orlanski Ours sobre como fazer a ponte entre a visão de design e as realidades do mercado

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No complexo ecossistema do desenvolvimento arquitetônico, onde conceitos inovadores encontram as realidades do mercado, existe um papel distinto que consiste em estabelecer pontes entre diversos interesses profissionais e concretizar espaços de impacto. Elisa Orlanski Ours exemplifica essa função. Esse é o território de Elisa Orlanski Ours, designer, educadora e líder do setor. Como Diretora de Planejamento e Design (Chief Planning & Design Officer) no Corcoran Sunshine Marketing Group, Elisa fundou seu departamento há duas décadas. Hoje, seu amplo portfólio abrange desde planos diretores para arranha-céus residenciais até vilas de marca individuais em vários continentes, incluindo empreendimentos marcantes na cidade de Nova York, como o Hudson Yards e o 220 Central Park South, além de projetos internacionais em colaboração com renomados escritórios de arquitetura como SHoP Architects, BIG, Herzog & de Meuron, Adjaye Associates e SO-IL. Sua perspectiva estratégica ao conduzir projetos desde a fase de estudo preliminar até a venda final oferece insights valiosos sobre as complexas engrenagens do setor. A editora-gerente do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Elisa sobre esses temas fundamentais na entrevista a seguir.

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Perspectivas sobre a arquitetura do espaço público como motor de transformação: um percurso por 10 obras na Espanha

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A Espanha conta com uma vasta diversidade de paisagens, tanto naturais quanto urbanas, onde o espaço público desempenha um papel protagonista. Nos últimos anos, sua relevância cresceu, consolidando-se como um eixo fundamental para o encontro. Para além de suas qualidades arquitetônicas e paisagísticas, o espaço público oferece aos visitantes e cidadãos ambientes de qualidade que contribuem para melhorar as condições de vida, seja em um parque urbano, em um eixo de pedestres dentro da cidade ou em um espaço para simplesmente estar em um entorno natural e em conexão com o território.

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Os sistemas de assentos modulares estão redefinindo nossa percepção dos espaços públicos?

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Qual é a nossa visão dos espaços públicos do passado? Pense, por exemplo, em um parque — possivelmente o exemplo mais emblemático dessa tipologia. Trata-se de um ambiente projetado com caminhos sinuosos e áreas de descanso, onde frequentemente encontramos mesas e bancos fixos ao longo do trajeto. Seu desenho prioriza a permanência e a contemplação. Mas, ao olharmos para o presente, como o concebemos agora? De fato, o conceito tradicional de espaço público não desapareceu por completo. No entanto, nossa maneira de interagir com ele mudou, impulsionada pela necessidade de flexibilidade em ambientes em constante transformação. Essa mudança estimulou a exploração de novas abordagens projetuais. Como resultado, os sistemas de assentos modulares tornaram-se um campo dinâmico de experimentação, adaptando-se continuamente às transformações de uso e percepção.

Estabeleça novos padrões de moradia nos Emirados Árabes Unidos e seja reconhecido/a por sua inovação – Ganhe € 250.000

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Dubai evoluiu de um humilde porto comercial para uma metrópole global, renomada por seu skyline futurista e feitos arquitetônicos pioneiros. No início do século XX, sua paisagem era moldada por casas árabes tradicionais com pátios internos e torres de vento, projetadas para resistir ao rigoroso clima árido. A descoberta de petróleo na década de 1960 marcou um ponto de virada, desencadeando uma rápida urbanização. Ao longo das décadas de 1970 e 1980, o boom da construção civil, impulsionado pelas receitas do petróleo, levou ao surgimento de grandes edifícios de concreto e complexos de apartamentos de baixa altura, acomodando o fluxo de expatriados atraídos pela economia próspera dos Emirados Árabes Unidos (EAU). No século XXI, os EAU testemunharam avanços arquitetônicos sem precedentes. Projetos emblemáticos como o Burj Khalifa — o edifício mais alto do mundo — e a Palm Jumeirah — um arquipélago artificial — transformaram a silhueta urbana do país, consolidando a reputação dos EAU como um polo global de ambição e inovação arquitetônica.

Esse rápido crescimento também trouxe diversos desafios em todo o território dos EAU, particularmente na habitação e na dificuldade de garantir condições dignas de vida para a classe trabalhadora. Dubai serve como um exemplo notável de como a expansão urbana transformou o país, mas diferentes geografias e regiões dentro dos EAU têm necessidades distintas, moldadas por seus ambientes e comunidades locais. O concurso House of the Future — organizado pela Buildner em parceria com o Sheikh Zayed Housing Programme — convoca mentes visionárias a repensar a arquitetura residencial em todos os Emirados Árabes Unidos. Com inscrições abertas até 30 de abril, a competição oferece uma plataforma para ideias audaciosas que possam moldar as casas do amanhã, respondendo às demandas variadas de diferentes localidades.

Repensando a sustentabilidade por meio de estratégias específicas para o local

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A sustentabilidade na arquitetura é frequentemente abordada como um desafio universal, resultando em soluções padronizadas que priorizam a eficiência em detrimento do contexto. No entanto, a arquitetura está intrinsecamente ligada ao seu ambiente — os edifícios interagem com o clima, a topografia e a história cultural de maneiras que exigem especificidade. Em vez de depender de listas de verificação de sustentabilidade padronizadas, como a arquitetura pode adotar soluções específicas para o local? Essa discussão está profundamente conectada ao conceito de Genius Loci, ou o espírito do lugar, introduzido por Christian Norberg-Schulz e adotado por arquitetos/as que defendem projetos em sintonia com seu entorno. Essa filosofia sugere que a arquitetura não deve ser imposta a um terreno, mas sim emergir dele, informada por seus materiais, clima e relevância cultural. Esse pensamento contesta a aplicação generalizada de tecnologias sustentáveis genéricas, propondo, em contrapartida, que a sustentabilidade deve estar intrinsecamente ligada ao local onde se insere.

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Das colinas de Gana à costa da Itália, descubra 8 espaços educacionais não construídos da comunidade do ArchDaily

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À medida que as instituições de ensino em todo o mundo se adaptam às constantes mudanças nas demandas da sociedade, a arquitetura voltada ao aprendizado também evolui. Esta seleção com curadoria reúne projetos enviados pela comunidade global do ArchDaily, destacando como arquitetos e arquitetas estão repensando o futuro de escolas e universidades por meio do design. Essas propostas refletem preocupações globais urgentes: a importância da educação centrada na comunidade, a revitalização de edifícios e bairros históricos, a integração de sistemas naturais e a busca por expressões espaciais que acomodem tanto o ensino formal quanto as trocas informais. Sejam situados em centros urbanos densos, vilas rurais ou paisagens costeiras, esses projetos respondem a contextos culturais e ambientais específicos, ao mesmo tempo em que dialogam com questões arquitetônicas mais amplas de sustentabilidade, acesso e identidade.

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