De novos métodos de viabilização para reaproveitamento adaptativo e estruturas de madeira engenheirada à fabricação digital, novas pesquisas visam fornecer orientação sobre métodos e tecnologias de construção emergentes. Imagem cortesia de Perkins&Will
A inovação assume diversas formas. O ano de 2025 promete ser marcado por avanços contínuos nas áreas de inteligência artificial, sustentabilidade e biotecnologia. Essas transformações costumam surgir da experimentação em setores como tecnologia e saúde, nos quais as empresas dispõem de equipes robustas de pesquisa e desenvolvimento, além de orçamentos significativos. Isso as capacita a gerar novos produtos e serviços que atendem às necessidades em constante evolução da sociedade.
Em um mundo confrontado por desafios complexos, a inovação na arquitetura desempenha um papel singular. Diferente de setores movidos por ciclos rápidos de inovação, a arquitetura precisa equilibrar criatividade com soluções práticas profundamente enraizadas na experiência humana. O que será necessário para que o setor da arquitetura aproveite plenamente seu potencial para moldar o futuro do nosso ambiente construído?
A arquitetura de hoje está vivendo um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais apertados e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante deste cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.
Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execuçao.
Uma Bienal Pan-Africana de Arquitetura está prevista para 2026 em Nairóbi, no Quênia. Segundo o curador, o evento "representa uma oportunidade sem precedentes para recuperar a narrativa arquitetônica da África, reafirmando o papel do continente como líder global em resiliência urbana, sustentabilidade e expressão cultural."
Omar Degan, curador em parceria com a Architectural Association of Kenya, é arquiteto atuante, professor e educador. Ele lidera o escritório de arquitetura DO Architecture Group, fundado entre a Itália e a Somália — dois lugares profundamente conectados à sua identidade. Seu trabalho se concentra no que ele descreve como "contextos frágeis" ao redor do mundo, incluindo áreas afetadas por desastres naturais, campos de refugiados, urbanização de favelas e bairros periféricos e desassistidos.
No final de 2024, uma importante contribuição somou-se à crescente literatura sobre a arquitetura moderna na África. "Modernism in Africa: The Architecture of Angola, Ghana, Mozambique, Nigeria, Rwanda, South Africa, Sudan, Tanzania, Uganda" foi publicado pela Docomomo International e pela Birkhäuser, lançando luz sobre diversos edifícios até então inéditos. Embora aborde outros tipos de edificações, o livro foca na arquitetura educacional. Entre as obras destacadas estão vários edifícios universitários na Nigéria, que exploramos a seguir. Assim como outras obras modernas no continente, esses edifícios ilustram narrativas históricas de independência, decolonialidade, relações internacionais e formação em arquitetura.
Nicolás Valencia conversa em Quito com as arquitetas equatorianas Carolina Rodas e Carla Chávez e o arquiteto Felipe Donoso, fundadores do premiado escritório Rama Estudio, sobre o livro "Los primeros diez años. Crítica de obra", publicado em 2024 pela Flap.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142897/rama-estudio-ter-completado-10-anos-de-arquitetura-no-equador-e-digno-de-comemoracaoArchDaily Team
A Ilha de Ormuz, localizada no Irã, era um porto de grande importância estratégica no Golfo Pérsico, caracterizado por sua paisagem de montanhas coloridas. Apesar de seu apelo turístico, a ilha enfrenta sérios problemas socioeconômicos, com a população local historicamente submetida a dificuldades financeiras. Em resposta a isso, o Complexo Majara, projetado pelo escritório ZAV Architects, foi concebido não apenas como uma edificação, mas como uma intervenção arquitetônica deliberada, planejada para transferir controle, oportunidades e benefícios econômicos diretamente para a comunidade local. Para tanto, o projeto canalizou investimentos nos recursos humanos locais e priorizou técnicas construtivas acessíveis, abrindo caminho para a geração de riqueza na própria região. Esse posicionamento permitiu ao Complexo Majara consagrar-se como um dos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura em 2025.
Areal am Kronenrain / MONO Architekten. Imagem cortesia de Gregor Schmidt
Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.
Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.
A arquitetura é, por excelência, uma prática vinculada ao lugar. A quantidade de conhecimento local necessária para projetar um edifício faz com que os/as profissionais da arquitetura, mesmo com obras amplamente distribuídas, concentrem seus projetos construídos em cidades específicas. Giovanni "Gio" Ponti, nascido e criado na cidade italiana de Milão, é um desses profissionais. Seus projetos fora de Milão incluem o Denver Art Museum, nos EUA, e a Villa Planchart em Caracas, Venezuela, além de edifícios universitários em Pádua e Roma, e a Catedral de Taranto. No entanto, suas obras em sua cidade natal, como a Torre Pirelli, são as que melhor registram a evolução de sua arquitetura e sua contribuição para o design de produto e o mercado editorial.
Nascida e sediada na região da Transilvânia, na Romênia, Maria-Cristina aborda a arquitetura sob uma perspectiva rica e multifacetada, moldada por uma trajetória acadêmica e profissional diversa. Mestre pela UTCN e pela KU Leuven, ela concilia uma formação arquitetônica rigorosa com uma ampla curiosidade que abrange tanto os aspectos criativos quanto analíticos da disciplina. No início de sua carreira, trabalhou em escritórios de arquitetura de pequeno e médio porte, adquirindo uma valiosa experiência prática antes de migrar para o trabalho editorial no ArchDaily em 2022. Desde então, assumiu o cargo de Editora-Chefe, ao mesmo tempo em que cursa o doutorado em estudos arquitetônicos e atua como professora assistente, refletindo seu profundo compromisso tanto com a prática quanto com a pesquisa acadêmica.
A abordagem de Maria-Cristina em relação à arquitetura fundamenta-se na compreensão de sua complexidade e diversidade. Ela vê a arquitetura não como uma definição estática, mas como um campo em constante evolução, no qual estruturas, física, materiais, estética, filosofia e a experiência humana se entrelaçam. Seu interesse pelo trabalho editorial surgiu dessa visão de mundo, ao descobrir que a escrita e o projeto compartilham paralelos: ambos envolvem a construção de ideias que se conectam e se apoiam mutuamente, de forma muito semelhante aos elementos de um edifício. Sob essa ótica, ela encontra satisfação em elaborar ensaios que comunicam ideias complexas de forma clara e simples, enfatizando a singularidade dos conceitos em detrimento das palavras.
Neste Dia Internacional da Mulher, celebramos as contribuições das mulheres na arquitetura, um campo tradicionalmente dominado por homens. Embora as narrativas dominantes muitas vezes ignorem seu impacto significativo, a história da arquitetura está repleta de exemplos de mulheres que moldaram a profissão de forma sutil, mas poderosa. Quando limitada a um cargo de desenhista, Ester McCoy deu um passo atrás, não para se afastar, mas para observar melhor. Ela se tornou a primeira crítica e historiadora de arquitetura a notar o caráter único do modernismo que se desenvolvia na Costa Oeste dos EUA durante a década de 1950, trazendo nomes como Richard Neutra ou Luis Barragán para o centro dos debates arquitetônicos. Da mesma forma, o nome de Aline Louchheim pode não ser amplamente conhecido entre arquitetos/as, mas, graças a ela, o de Eero Saarinen certamente é. A profissão de relações-públicas na arquitetura também surgiu dessa colaboração. Essas histórias nos lembram que reconhecer as conquistas das mulheres na arquitetura não se trata de celebrar o gênero, mas sim de admitir um viés histórico que limitou o progresso de toda a disciplina.
Nos últimos anos, a região do Golfo emergiu como um polo global de desenvolvimento cultural e arquitetônico, contratando arquitetos/as de renome internacional para projetar seus museus e instituições de maior visibilidade. Esses projetos, que vão do Louvre Abu Dhabi, de Jean Nouvel, ao Museu de Arte Islâmica em Doha, de I. M. Pei, são frequentemente concebidos por arquitetos/as estrangeiros/as, mas buscam se inserir em seu contexto por meio de estratégias que fazem referência à paisagem, ao clima e às tradições arquitetônicas da região. Isso levanta uma questão fundamental: o que define a arquitetura local no século XXI?
Na arquitetura contemporânea, o projeto de hotéis já não é definido unicamente pelo luxo e pela hospedagem. Em vez disso, está se tornando uma plataforma para explorar questões de identidade, ecologia e significado cultural. Mais do que oferecer quartos e comodidades, os hotéis de hoje buscam criar experiências imersivas que conectam viajantes a tradições, paisagens e comunidades locais. Nesta seleção com curadoria de projetos de hotelaria não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, propostas especulativas e vencedoras de concursos oferecem um vislumbre do futuro do setor, no qual a sustentabilidade e a narrativa são tão fundamentais quanto o conforto e o estilo.
Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nossa área.
Quem projeta a arquitetura hoje? Em um panorama profissional cada vez mais definido por fluxos de trabalho colaborativos, softwares gerativos e equipes distribuídas, a figura do/a arquiteto/a como autor/a criativo/a singular parece tanto anacrônica quanto insuficiente. Este artigo defende que a autoria arquitetônica não é mais um ato individual, mas sim uma condição coletiva e distribuída, moldada por instituições, tecnologias e formas compartilhadas de trabalho. A transição da autoria individual para a coletiva não é mera consequência de escritórios maiores ou de ferramentas digitais; ela sinaliza uma mudança estrutural profunda no modo como a arquitetura é produzida, comunicada e validada.
Por toda a Ásia, os andaimes de bambu simbolizam a interseção entre o conhecimento tradicional e a construção moderna. A silhueta urbana de Hong Kong é moldada por complexos andaimes de bambu, embora esse ofício consagrado pelo tempo esteja desaparecendo gradualmente da região. Por sua vez, as cidades indianas ainda utilizam andaimes de bambu em canteiros de obras por todo o subcontinente, revelando um paradoxo de outra natureza.
A tecnologia de renderização em tempo real está evoluindo a um ritmo sem precedentes, e o D5 Render 2.10 estabelece um novo patamar com a introdução do path tracing em tempo real. Além desse avanço de última geração, a atualização traz melhorias significativas no pós-processamento orientado por inteligência artificial, na geração procedural de cidades, nos efeitos climáticos, nos controles de animação e nos recursos de colaboração em equipe, elevando tanto a qualidade da renderização quanto a eficiência do fluxo de trabalho.
O uso da tecnologia tornou-se vital na documentação e conservação do patrimônio histórico, especialmente em circunstâncias difíceis ou urgentes. Após a destruição de diversos marcos da cidade histórica de Palmira durante a guerra na Síria em 2015, equipes de conservação construíram modelos digitais tridimensionais da cidade destruída para auxiliar em sua reconstrução futura. A destruição dos Budas de Bamiyan no Afeganistão em 2001, com pouquíssima documentação prévia, impulsionou ações de salvaguarda de monumentos vulneráveis, como a criação do CyArk. Mais recentemente, levantamentos digitais detalhados e um modelo BIM de patrimônio histórico foram essenciais na restauração da Catedral de Notre-Dame em Paris, após o devastador incêndio de 2019.
Em grande parte da China, o concreto continua sendo o material de construção predominante. Apesar das crescentes preocupações com seu impacto ambiental, o concreto segue alinhado às prioridades de incorporadores e clientes — por ser rápido, econômico e altamente durável. Como resultado, a maioria das tipologias edilícias na China ainda depende fortemente desse material. Essa dependência é ainda mais reforçada pela posição do país como o maior produtor mundial de cimento Portland. Uma cadeia de suprimentos profundamente consolidada, enraizada na fabricação de matérias-primas e na infraestrutura econômica, garante que o concreto continue sendo a escolha padrão do setor da construção.
Historicamente, contudo, a arquitetura chinesa se desenvolveu sobre uma rica tradição de construção em madeira. A Cidade Proibida é um excelente exemplo: além de ser emblemática para o patrimônio arquitetônico do país, ela abriga uma das maiores e mais bem preservadas coleções de estruturas de madeira antigas do mundo. Esse legado levanta uma questão crucial: a construção em madeira tem um futuro viável e significativo na indústria contemporânea da construção na China?
A fusão criativa entre arte e ativismo nos espaços urbanos impulsionou o coletivo britânico Led by Donkeys ao centro das atenções, acumulando milhões de visualizações com suas intervenções nas redes sociais. Suas ocupações visuais críticas — sejam mensagens em outdoors durante o dia ou projeções em grande escala à noite — levantam uma questão instigante: qual meio possui maior poder de persuasão? O livro "Led by Donkeys: Adventures in Art, Activism and Accountability" oferece um mergulho profundo em sua abordagem conceitual, mapeando sua rápida evolução ao longo de seis anos. O que começou como uma reação londrina ao Brexit expandiu-se para uma crítica global à hipocrisia política, abordando questões na Europa, no Oriente Médio e nas Américas. Para Peter Weibel, ex-diretor do ZKM Center for Art and Media em Karlsruhe, Alemanha, a fusão inovadora entre ativismo e arte — ou "Artivismo" — representa a primeira nova forma de arte do século XXI. Anos de experiência no ativismo ambiental proporcionaram ao grupo percepções cruciais sobre as engrenagens da comunicação política, a organização de intervenções públicas e os desafios para alcançar mudanças sociais significativas.
A infraestrutura há muito tempo define a espinha dorsal das cidades, conectando pessoas, paisagens e economias por meio de sistemas que frequentemente passam despercebidos até que falhem. Hoje, à medida que os desafios globais exigem respostas mais adaptáveis e focadas nas pessoas, profissionais da arquitetura estão repensando o que a infraestrutura pode ser: não apenas uma estrutura de mobilidade e utilidade, mas uma catalisadora de restauração ecológica, continuidade cultural e imaginação cívica. Os seguintes projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, exploram esse papel ampliado da infraestrutura, no qual aeroportos, pontes, parques industriais e redes de pedestres se tornam expressões arquitetônicas de conexão e cuidado.
A arquitetura vive um momento crucial. À medida que as cidades continuam a crescer sob o peso de pressões climáticas e sociais, os materiais e sistemas que as moldam estão sendo redefinidos. A inteligência artificial e a robótica, outrora utilizadas para acelerar os processos de construção, estão agora sendo repensadas como ferramentas de cultivo. Estruturas impressas que crescem, respiram e se decompõem. O cultivo, neste contexto, refere-se ao projeto com materiais biológicos, em que o crescimento e a decomposição são parâmetros ativos, fundindo precisão digital e inteligência ecológica. Essa evolução demonstra a transição da eficiência para a empatia, em que a arquitetura se torna um agente de reparação ativa. A introdução do micélio e de outros materiais naturais na impressão 3D apresenta um novo paradigma na arquitetura: a lógica do vivo. Um espaço onde a computação e a fabricação encontram a adaptabilidade biológica.
A IA e a robótica, antes associadas à eficiência industrial, abrem agora novos caminhos para o projeto. Primeiros exemplos, como os protótipos de habitação impressos em 3D da ICON, focavam na velocidade e na automação, mas ofereciam pouca resposta ao seu entorno. Projetos mais recentes, como o MycoMuseum na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, reinterpretam essas ferramentas sob uma ótica biológica. Em vez de moldar o concreto, eles cultivam materiais vivos, marcando uma transição da pura otimização para a regeneração.
À medida que as cidades crescem e o solo disponível se torna mais escasso, a arquitetura de edifícios altos desempenha um papel fundamental no enfrentamento da densidade urbana, ao mesmo tempo que molda novas formas de viver e trabalhar. As edificações em altura estão evoluindo para além de suas funções tradicionais, integrando estratégias ambientais, promovendo o engajamento público e contribuindo para a malha urbana. Arquitetos e arquitetas exploram novos materiais, tecnologias de eficiência energética e configurações espaciais que tornam as torres mais adaptáveis ao seu entorno. Alguns projetos incorporam espaços verdes e áreas comuns para fortalecer a conexão entre o ambiente construído e seus usuários, ao passo que outros introduzem técnicas construtivas inovadoras para ampliar a sustentabilidade e a eficiência.
Entre os projetos desta seleção, enviados pela comunidade do ArchDaily, o *The Residences at 1428 Brickell*, projetado pelo escritório Arquitectonica em Miami, nos Estados Unidos, apresenta uma fachada com captação de energia solar que atende a parte das demandas energéticas do edifício. Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o *AVA* da SOMA propõe uma transição da escala urbana para um ambiente mais reservado e caracterizado pela presença da água, com foco na moradia de alto padrão. Em Bangkok, na Tailândia, o HAS Design and Research propõe a *Bangkok Civic Center Tower* como uma nova tipologia de espaço público, combinando paisagens verdes com superfícies espelhadas para conectar a cidade à natureza. Esses projetos refletem diferentes abordagens para a arquitetura vertical e destacam como projetistas estão respondendo aos desafios e às oportunidades de ambientes urbanos densos.
Ao trabalhar com o lugar, e não contra ele, a exposição "Arquitetura é Cooperação", com curadoria de Josep Ferrando, enfatiza o valor da cooperação na essência da arquitetura. Apresentando o trabalho de profissionais, organizações e comunidades em projetos de cooperação promovidos a partir da Espanha, a instalação se materializa por meio de uma expografia em terra e madeira. Dessa forma, compreende-se a escolha desses materiais não apenas por sua estética ou simbolismo, mas por sua funcionalidade e compromisso com os princípios da economia circular. Até 30 de setembro de 2025, a mostra fica em exibição na Casa de la Arquitectura, em Madri, ressaltando a necessária atenção da arquitetura às demandas das sociedades e coletivos mais vulneráveis, alinhando a linguagem construtiva ao conteúdo da exposição.