A entrada do Museum of Modern Art (MoMA) está inserida sob uma fachada sóbria de granito e vidro em Midtown Manhattan. Seus planos limpos e regulares marcam a ampliação de 2004, assinada por Yoshio Taniguchi, na sequência de fachadas do MoMA — mantida por ele como um registro histórico de sua forma. A intervenção de Taniguchi situa-se ao lado da torre residencial de 1984 projetada por Cesar Pelli and Associates, seguida pelo edifício original de 1939 de Philip Goodwin e Edward Durell Stone, e pela posterior ampliação de Philip Johnson em 1964. Taniguchi foi contratado em 1997 para expandir o espaço do museu e unificar seus elementos dispersos. Sua solução elegante e minimalista apresenta uma face contemporânea para o MoMA, ao mesmo tempo em que respeita suas raízes modernistas.
A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.
Abrigo de Ônibus / Pearce Brinkley Cease + Lee . Imagem cortesia de JWest Productions
O futuro dos hubs de transporte nos Estados Unidos não será definido por icônicos terminais aeroportuários metropolitanos e amplas estações ferroviárias centrais. As comunidades rurais concentram a maior parte da malha rodoviária do país, respondem por quase metade de toda a quilometragem percorrida por caminhões e dão origem a dois terços do transporte ferroviário de carga. Essas realidades posicionam os hubs de transporte rurais como pontos vitais de acesso regional e centros de distribuição que moldam a mobilidade nacional fora dos modelos de expansão urbana.
A educação é há muito tempo compreendida como um pilar do desenvolvimento social, moldando não apenas os futuros individuais, mas também a capacidade coletiva das sociedades de responder a mudanças. Celebrado anualmente em 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação propõe uma reflexão sobre o papel do ensino no enfrentamento de desafios globais e na sustentação do progresso social. Diante de desafios globais sobrepostos, que vão da transformação tecnológica ao aprofundamento das desigualdades, a discussão sobre como a educação é concebida, gerida e vivenciada tornou-se cada vez mais urgente.
Apesar de sua aparência lúdica, as casas na árvore oferecem uma plataforma única para inovações estruturais e explorações de projeto. As casas na árvore tradicionais dependem dos troncos para sustentação estrutural, mas, a fim de aliviar a carga suportada pela árvore, os projetos contemporâneos frequentemente introduzem sistemas adicionais, como pilares para manter o aspecto lúdico ao mesmo tempo em que oferecem suporte extra. Uma das principais vantagens de elevá-las dessa maneira é a redução da pegada ambiental. As casas na árvore podem ser projetadas de modo a deixar o solo da floresta intocado, preservando ecossistemas de pequena escala. Ao liberar o solo abaixo, minimizam-se as interferências na flora e fauna nativas, permitindo que a natureza prospere sem perturbações. Da mesma forma, muitos arquitetos e arquitetas utilizam a topografia local para criar conexões fluidas, incorporando rampas, escadas ou pontes que se integram à paisagem. Essas soluções não apenas melhoram a acessibilidade, mas também enriquecem a experiência geral, criando um passeio arquitetônico que transita entre a casa na árvore e seu entorno.
"Essa sensibilidade ao meio ambiente se reflete não apenas no projeto estrutural, mas também na seleção cuidadosa dos materiais. O uso de materiais naturais, como a madeira, também ajuda a estrutura a se mesclar com o ambiente. Algumas equipes de projeto foram além ao empregar materiais alternativos, como painéis espelhados para refletir a floresta ao redor e camuflar completamente a presença da casa na árvore, demonstrando que a escolha dos materiais pode contribuir para criar um projeto que pareça uma extensão de seu entorno, e não uma imposição a ele. Esta seleção destaca exemplos notáveis na Suécia, Dinamarca, Indonésia e França, apresentando suas diversas abordagens.
A arquitetura nunca se limitou ao ato de construir. Ela negocia constantemente entre a prática material e a reflexão intelectual; no entanto, ao longo dos séculos XX e XXI, muitos/as arquitetos/as sentiram que o projeto construído, por si só, era insuficiente para responder à totalidade das questões que se colocavam à disciplina. Pressões econômicas, contextos políticos e exigências programáticas frequentemente limitavam o escopo da prática profissional.
Em contrapartida, as exposições e plataformas curatoriais criaram espaços de experimentação e crítica, abrindo arenas onde a arquitetura podia interrogar a si mesma, onde seu passado podia ser reinterpretado, seu presente desafiado e seu futuro projetado. Nessa tensão, surgiu a figura do/a arquiteto/a-curador/a, tratando a própria curadoria como uma forma de projeto — não de paredes ou fachadas, mas de discursos, narrativas e estruturas de significado.
Os espaços de hospitalidade refletem a forma como diferentes culturas articulam generosidade, cuidado, pertencimento e identidade. Em contextos urbanos dinâmicos, isso se traduz em hotéis, sistemas de serviços e comodidades selecionadas que moldam diretamente a experiência de quem os visita. Esses espaços traduzem o cuidado em formas mensuráveis, onde o sucesso está associado à eficiência, ao luxo e à identidade da marca.
Na América rural, no entanto, a hospitalidade opera sob outra lógica. Nesses ambientes, o cuidado se fundamenta no trabalho e na comunidade, ao mesmo tempo que responde diretamente às geografias ecológicas e culturais específicas. A distância, a infraestrutura limitada e as redes sociais estreitas exigem formas de arquitetura que sejam flexíveis e autossuficientes. Os projetos respondem às variações climáticas, aos materiais locais e a uma cultura onde o apoio mútuo costuma começar entre vizinhos. Nessa paisagem, os limiares arquitetônicos da hospitalidade emergem de maneiras adaptativas e, ainda assim, inesperadas.
NDSM Lusthof / Studio Ossidiana. Imagem cortesia de Studio Ossidiana, Riccardo de Vecchi
À medida que a instabilidade climática reformula as prioridades projetuais, a arquitetura é cada vez mais atraída para os debates ecológicos, não como espectadora, mas como participante. Entre os conceitos que ganham força está o de rewilding (ou renaturalização), uma prática fundamentada na restauração de ecossistemas autossustentáveis por meio da reintrodução da biodiversidade, da remoção de barreiras e do reequilíbrio da presença humana na paisagem. Embora frequentemente associado à biologia da conservação, o rewilding também abre novos imaginários espaciais e arquitetônicos — que desafiam as noções convencionais de permanência, autoria e uso.
A edição de 2025 da Bienal de Arquitetura de Veneza contará com um total de 65 pavilhões nacionais. Dentre eles, quatro países participam pela primeira vez: Azerbaijão, Catar, Omã e Togo. A mostra se distribuirá por três locais principais: 26 pavilhões no Giardini, 22 no Arsenale e 15 espalhados pelo centro histórico de Veneza. Reunindo mais de 750 participantes em equipes interdisciplinares e multigeracionais, a expectativa é que esta seja a maior edição na história da Bienal.
Todos os anos, o QS World University Rankings de Quacquarelli Symonds (QS) divulga uma lista atualizada dos melhores programas universitários do mundo. No campo de Arquitetura e Ambiente Construído, a lista inclui 250 instituições. O ranking avalia instituições em todos os continentes. Este ano, a The Bartlett School of Architecture (parte da UCL) mantém-se no primeiro lugar, enquanto a lista das 10 principais instituições apresenta uma reorganização das universidades selecionadas, sem novas entradas. A Tsinghua University é a única entre elas a subir de posição em relação ao ano passado, passando da oitava posição para a sétima, empatada.
Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP) anunciou os cinco projetos finalistas do Prêmio Américas de 2025, destacando obras na Argentina, Canadá, México e Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo diretor do MCHAP, Dirk Denison, e pelo presidente do júri deste ano, Maurice Cox. O prêmio bienal, instituído em 2013 pela Faculdade de Arquitetura do Illinois Institute of Technology, reconhece realizações arquitetônicas excepcionais nas Américas do Norte, Central e do Sul. Avaliando obras concluídas entre junho de 2022 e dezembro de 2023, a premiação busca destacar projetos que contribuem significativamente para suas comunidades e elevam os padrões profissionais.
O projeto vencedor será anunciado em 5 de maio, durante um simpósio no Illinois Institute of Technology. Os/as autores/as do projeto vencedor receberão o Prêmio MCHAP, uma cátedra na Faculdade de Arquitetura do IIT e uma bolsa de US$ 50.000 para pesquisa e publicação.