Philippe Ruault

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE FOTÓGRAFO

“Durante décadas, valorizamos o novo mais do que o antigo”: Em diálogo com os/as vencedores/as do Prêmio OBEL 2025, HouseEurope!

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O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:

Ideologia do Desempenho: Sustentabilidade e os Limites da Eficiência

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nosso campo de atuação.

O projeto moderno de sustentabilidade baseia-se na promessa de que tecnologias em evolução podem conciliar o crescimento urbano e econômico com a responsabilidade ecológica. Segundo as métricas desenvolvidas pelas profissões do ambiente construído e as políticas adotadas por governos, o progresso é tangível e acelerado: edifícios consomem menos energia por metro quadrado do que uma geração atrás, veículos emitem menos poluentes por quilômetro e a infraestrutura urbana é mais integrada e mensuravelmente mais limpa em muitas cidades. No entanto, o consumo total de recursos continua a aumentar. A sustentabilidade, como é praticada hoje no âmbito das profissões do ambiente construído, tornou-se uma estratégia para otimizar o consumo, em vez de reduzi-lo. Enquanto a profissão não estiver disposta a questionar a escala e a estrutura da demanda, em vez de apenas a eficiência com que essa demanda é atendida, suas conquistas mais celebradas continuarão aquém do problema que pretendem solucionar.

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Lacaton & Vassal e Emmanuelle Delage transformarão centro administrativo em habitação e escritórios de uso misto em Vannes, França

O escritório Lacaton & Vassal anunciou a transformação de um antigo centro administrativo em um edifício de uso misto, residencial e de escritórios, em Vannes, uma cidade medieval na Bretanha, no noroeste da França. O projeto faz parte de uma política governamental para mobilizar terrenos públicos para habitação. Em 2023, o Estado francês lançou uma chamada de manifestação de interesse para um projeto no antigo complexo administrativo, que abrigava diversos serviços públicos, em consulta com a prefeitura de Vannes. A proposta vencedora é fruto de uma parceria entre a GReeStone Immobilier e a Grand Ouest Immobilier, com uma equipe de arquitetura formada pelo escritório de Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, laureados com o Prêmio Pritzker de 2021, em parceria com a arquiteta Emmanuelle Delage. Segundo a prefeitura, a proposta foi escolhida com o objetivo de promover a resiliência e reduzir a pegada de carbono por meio da renovação, em vez da demolição.

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O futuro da construção com vidro em um mundo mais quente: uma seleção de projetos envidraçados, porém eficientes

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Se você tem evitado as notícias recentemente, apresentamos uma rápida atualização: os países europeus e norte-americanos enfrentaram um dos verões mais quentes já registrados na história moderna. Diante disso, os debates sobre a crise climática foram reacendidos, assim como as discussões sobre o papel da indústria de arquitetura e construção no desenvolvimento de soluções para mitigar os efeitos do calor extremo em nosso cotidiano. Enquanto as soluções de resfriamento passivo sempre foram utilizadas em certas partes do mundo — onde os recursos locais e as construções vernaculares se adaptam às altas temperaturas —, outras regiões buscam alternativas tecnológicas e métodos de fabricação inovadores que garantam o conforto humano, o valor estético e a eficiência energética a um custo viável. 

Embora o modernismo inicial, com seus arranha-céus emblemáticos e casas de vidro, tenha consolidado a ideia de que edifícios envelopados em vidro são, em sua maioria, ambientes desconfortáveis, superexpostos e sujeitos ao superaquecimento, hoje os fabricantes de vidro demonstram o contrário. Quando bem tratado e posicionado estrategicamente, o vidro pode ser um material extremamente versátil e eficiente, sem comprometer o conforto visual ou térmico dos/as ocupantes. 

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Interiores dentro de interiores: 13 projetos que evidenciam as características das fachadas de pele dupla

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A fachada de um edifício costuma funcionar como um reflexo tanto da malha urbana na qual está inserida quanto do que se encontra por trás dela. Para além da estética, as fachadas possuem um papel funcional, cultural e sustentável de grande importância, sobretudo em relação ao design de interiores. Embora a luz natural, as vistas e a organização espacial sejam influenciadas pela fachada, os/as arquitetos/as vêm priorizando a relação entre o envelope da edificação e a qualidade do interior, tendo em vista as transformações culturais, econômicas e ambientais contemporâneas que afetam a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida. Assim, para responder a essas necessidades e hábitos em constante mudança, somados ao foco no bem-estar geral, os/as profissionais recuam a fachada e o teto — e, em alguns casos específicos, os pisos — para criar interiores dentro de interiores: envelopes secundários que protegem o espaço interno do ambiente externo.  

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Espaços Públicos da Estação Ferroviária de Dinan / Fouquet Architecture Urbanisme

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Reabilitação do Conjunto Habitacional de Beutre / Christophe Hutin architecture

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Escavando o Solo: Arquitetura e a Política do Subterrâneo

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Sob a superfície visível das cidades jaz uma arquitetura invisível. Metrôs, túneis, sistemas de água, cabos de dados e bunkers formam uma rede densa que sustenta a vida urbana enquanto permanece, em grande parte, invisível. O solo sob nossos pés não é um vazio, mas um território complexo que abriga as infraestruturas, memórias e ansiedades de nossa época. Nos últimos anos, à medida que a terra se torna escassa e as pressões climáticas se intensificam, arquitetos/as e urbanistas voltaram seus olhares para baixo, redescobrindo o subterrâneo como uma fronteira tanto física quanto conceitual. Projetar no subsolo significa engajar-se com os mecanismos invisíveis que moldam o mundo acima.

O subterrâneo há muito tempo é um espaço de interseção entre arquitetura, política, tecnologia e crença. Das catacumbas de Roma aos metrôs industriais da modernidade, o ato de descer simboliza tanto a proteção quanto a exposição. O urbanismo do século XX transformou esse gesto em sistema: metrôs, abrigos e serviços públicos redefiniram o corte urbano como um instrumento de governança. Sob a promessa de eficiência e progresso, o subsolo absorveu as ansiedades de uma era de guerra, vigilância e colapso. Sua evolução revela não apenas como as sociedades constroem, mas também como temem.

Hoje, o solo se tornou a nova fronteira da expansão urbana e da adaptação ecológica. À medida que infraestruturas digitais, sistemas de energia e amortecedores climáticos migram para baixo do nível do solo, a arquitetura confronta um espaço que é ao mesmo tempo técnico e metafísico — essencial, porém marginal; invisível, porém decisivo. Pensar em cortes, e não em planta, é reconhecer que as cidades contemporâneas não existem mais apenas em suas silhuetas, mas também em suas profundezas. O desafio para a arquitetura não é apenas ocupar esse espaço, mas torná-lo legível, transformar o invisível em conhecimento e o oculto em um novo território de projeto.

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A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto

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Em um mundo que enfrenta o esgotamento ecológico e a saturação espacial, o ato de construir passou a representar tanto criação quanto consumo. Durante décadas, o progresso arquitetônico foi medido pelo novo: novos materiais, novas tecnologias, novos monumentos à ambição. Hoje, no entanto, a disciplina é cada vez mais moldada por outra forma de inteligência, que valoriza o que já existe. Profissionais da arquitetura estão aprendendo que fazer menos pode significar projetar mais, e essa mudança marca o surgimento do que se poderia chamar de uma arquitetura da contenção: uma prática definida pelo cuidado, pela manutenção e pela escolha deliberada de não construir.

Esse princípio reconhece que o edifício mais sustentável costuma ser aquele que já está de pé, e que a transformação pode ocorrer por meio da preservação, do reparo ou até mesmo da ausência. Escolher não construir torna-se um ato político e criativo, uma resposta aos limites materiais do planeta e aos limites éticos do crescimento infinito. Essa arquitetura vai além da produção de novas formas para abraçar a continuidade, prolongando a vida útil de estruturas, materiais e memórias que já habitam o mundo.

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Por que o Prêmio Pritzker 2025 importa: Liu Jiakun e a mudança rumo a uma arquitetura socialmente responsável

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Durante quase duas décadas, cidades de todo o mundo abraçaram o fenômeno da "starchitecture" — edifícios futuristas e impactantes projetados por arquitetos/as de renome global. Na China, essa tendência foi particularmente forte, à medida que a rápida urbanização impulsionou a construção de megaestruturas icônicas, como o Galaxy SOHO de Zaha Hadid, a Sede da CCTV do OMA e o Estádio Ninho de Pássaro do Herzog & de Meuron em Pequim. Na época de suas construções, todas essas obras foram celebradas como símbolos de progresso e ambição global. Contudo, a arquitetura global vem passando por uma transição em direção a uma abordagem mais centrada no ser humano e orientada pelo contexto, com a China despontando como uma das principais protagonistas dessa transformação. Este ano, o Prêmio Pritzker de 2025 concedido a Liu Jiakun consolida ainda mais essa mudança de rumo.

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Compreendendo a arquitetura suave: a transição do monumento ao momento

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Nos últimos anos, a arquitetura tem adotado cada vez mais a adaptabilidade, a flexibilidade e a responsividade como princípios fundamentais de projeto. Essa evolução reflete uma transição das noções tradicionais de estruturas estáticas e permanentes para ambientes dinâmicos que conseguem se ajustar a necessidades e condições em constante transformação. No cerne dessa transformação está o conceito de "arquitetura maleável", que utiliza materiais flexíveis e sistemas inovadores para criar espaços funcionais, sustentáveis e centrados nas pessoas. A arquitetura maleável ganha forma por meio de membranas que respiram, fachadas que se movem, estruturas que inflam ou se dobram e superfícies que se curvam em vez de quebrar. Isso envolve projetar para a transformação — não apenas no desempenho ambiental do edifício, mas também em como ele pode acomodar funções dinâmicas, interações de quem o utiliza ou ocupações temporárias. Essa abordagem construtiva contesta as noções tradicionais de durabilidade e controle, propondo, em contrapartida, uma arquitetura mais responsiva e de caráter aberto. Isso reflete uma consciência crescente de que os edifícios, assim como as sociedades que atendem, precisam ser capazes de evoluir.

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Autoria arquitetônica na era das práticas coletivas

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Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nossa área.

Quem projeta a arquitetura hoje? Em um panorama profissional cada vez mais definido por fluxos de trabalho colaborativos, softwares gerativos e equipes distribuídas, a figura do/a arquiteto/a como autor/a criativo/a singular parece tanto anacrônica quanto insuficiente. Este artigo defende que a autoria arquitetônica não é mais um ato individual, mas sim uma condição coletiva e distribuída, moldada por instituições, tecnologias e formas compartilhadas de trabalho. A transição da autoria individual para a coletiva não é mera consequência de escritórios maiores ou de ferramentas digitais; ela sinaliza uma mudança estrutural profunda no modo como a arquitetura é produzida, comunicada e validada.

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Anne Lacaton recebe o Prêmio Jane Drew 2025

A arquiteta francesa Anne Lacaton, vencedora do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2021, foi laureada com o prêmio Jane Drew de Arquitetura 2025, uma distinção anual que reconhece profissionais da arquitetura cujo trabalho e compromisso com a excelência do design têm contribuído para elevar a presença de mulheres na arquitetura. Integrante do W Awards, a premiação homenageia figuras que impulsionaram a prática arquitetônica por meio de inovação, engajamento e impacto. Lacaton, cofundadora do escritório parisiense Lacaton & Vassal, foi selecionada por sua abordagem pioneira em uma arquitetura sustentável e socialmente responsável.

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Guia de Arquitetura do Porto: 24 locais que revelam a essência da Cidade Invicta de Portugal

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Porto, a segunda maior cidade de Portugal, é uma mistura cativante de charme histórico e inovação contemporânea. Situado às margens do Rio Douro, este local declarado Patrimônio Mundial da UNESCO ostenta uma rica tapeçaria arquitetônica que atravessa séculos. A paisagem urbana do Porto é um testemunho de sua identidade em constante evolução, desde o bairro medieval da Ribeira, com suas ruelas de paralelepípedos, até a icônica Ponte Luís I. A silhueta da cidade é pontuada por igrejas barrocas, palácios neoclássicos e estruturas modernistas, criando um contraste visual marcante que reflete sua história dinâmica.

O Porto passou por um notável renascimento arquitetônico nos últimos anos, tornando-se um polo de atração para talentos locais e internacionais. A cidade se transformou em uma tela dinâmica onde projetos contemporâneos ousados se integram perfeitamente ao seu rico tecido histórico. A influência de arquitetos de renome como Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura, ambos laureados com o Prêmio Pritzker e naturais do Porto, consolidou o status da cidade como protagonista no cenário arquitetônico global. Entre os marcos contemporâneos mais impressionantes da cidade está a Casa da Música, um centro cultural futurista em forma de diamante projetado pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, que se ergue como um testemunho do espírito vanguardista do Porto. Essa sofisticada fusão entre tradição e modernidade, aliada a um forte compromisso com a regeneração urbana, transformou o Porto em um vibrante polo de inovação arquitetônica, tornando-o um destino indispensável para entusiastas da arquitetura e exploradores culturais.

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Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje

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O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.

A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.

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Casa Fortin / Studio Odile Decq

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Instituto Mines-Télécom / Grafton Architects

Instituto Mines-Télécom / Grafton Architects - Fotografia de Exterior, Edifícios De Escritórios, Fachada
© Philippe Ruault

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  • Arquitetos: Grafton Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  40000
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Castel Alu, DBS, EURO-ASCENSEURS, Eliez, France Sols, +8

Centro Urbano de Ecouflant / Studio d’Architecture Bruno Huet

Centro Urbano de Ecouflant / Studio d’Architecture Bruno Huet - Mais Imagens+ 27

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  3673
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2015
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Piveteau bois, Schüco, Smac