
Monumento Nacional Kamp Amersfoort / INBO
Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025

Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.
Rumo a uma arquitetura de múltiplas inteligências: como o conhecimento coletivo molda o ambiente construído

À medida que a arquitetura navega por um mundo em rápida mudança, moldado pela urgência ecológica, pela transformação social e pela aceleração tecnológica, a noção de inteligência se transforma. Não mais restrita à cognição individual ou à computação artificial, a inteligência pode emergir da memória cultural, de práticas coletivas e de sistemas adaptativos. Nesse sentido mais amplo, a arquitetura torna-se um campo de convergência onde as inteligências natural, artificial e social se cruzam para oferecer novas formas de projetar e construir.
As tradições vernáculas incorporam gerações de conhecimento ambiental, frequentemente transmitidas por meio de materiais, técnicas de construção e lógicas espaciais finamente sintonizadas com as condições locais; as plataformas participativas expandem a tomada de decisões para comunidades mais amplas para que participem da modelagem de seus ambientes, redistribuindo a agência no processo de projeto; e os processos computacionais simulam e respondem a dados complexos em tempo real, trazendo a capacidade de analisar, simular e responder a variáveis complexas — sejam ambientais, sociais ou comportamentais — oferecendo novas formas de adaptabilidade.
Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu

A visita a museus e galerias há muito tempo é uma experiência meticulosamente curada. O público é conduzido por uma sequência de salas cuidadosamente orquestrada, com obras selecionadas minuciosamente para contar uma narrativa específica, apoiada por sinalização, recursos gráficos, cenografia e iluminação calibrada. Mesmo as exposições que raramente mudam — como as coleções permanentes — costumam apoiar-se em uma forte voz curatorial — liderada por artistas ou curadores/as de destaque — para definir o posicionamento institucional e moldar a interpretação.
Paralelamente, as áreas de reserva técnica de museus e galerias costumam ser mantidas separadas — muitas vezes no mesmo edifício, mas sob acesso rigidamente controlado, e não raramente fora do local, em instalações dedicadas, como o Centro de Conservação do Louvre. Essas zonas são historicamente entendidas como espaços de controle rigoroso, não apenas em termos de acesso, mas também em relação ao clima, à umidade, à organização do acervo, aos protocolos de manuseio, à manutenção e à restauração. Por receio de furtos e de que as exigências espaciais, ambientais e de catalogação do acervo fossem perturbadas, a reserva técnica tradicionalmente manteve um caráter quase secreto, atendendo prioritariamente a pesquisadores/as acadêmicos/as e profissionais da arte sob solicitação. Raramente o público em geral tem uma visão abrangente das obras salvaguardadas por uma determinada instituição.
De igrejas a casas: reconversões e renovações contemporâneas que fundem presente e passado

O que implica uma mudança de uso e/ou escala nos edifícios? Como uma igreja ou capela pode se transformar em habitação? Embora a arquitetura de numerosos espaços sagrados contemporâneos demonstre uma grande capacidade de adaptação e evolução, os limites da criatividade de profissionais da área se estendem para além de sua concepção apenas como estruturas de espiritualidade ou culto. Em nível global, a reconversão de grandes igrejas e pequenas capelas em residências particulares revela um amplo campo de intervenção e exploração, capaz de preservar, restaurar, adaptar e/ou renovar o caráter de espaços concebidos para outros usos e escalas que, por diversas razões, foram abandonados, tornaram-se obsoletos ou demandam uma transformação.
Autoria arquitetônica na era das práticas coletivas

Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nossa área.
Quem projeta a arquitetura hoje? Em um panorama profissional cada vez mais definido por fluxos de trabalho colaborativos, softwares gerativos e equipes distribuídas, a figura do/a arquiteto/a como autor/a criativo/a singular parece tanto anacrônica quanto insuficiente. Este artigo defende que a autoria arquitetônica não é mais um ato individual, mas sim uma condição coletiva e distribuída, moldada por instituições, tecnologias e formas compartilhadas de trabalho. A transição da autoria individual para a coletiva não é mera consequência de escritórios maiores ou de ferramentas digitais; ela sinaliza uma mudança estrutural profunda no modo como a arquitetura é produzida, comunicada e validada.
Holland Boulevard e Rijksmuseum Schiphol / NEXT architects

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Arquitetos: NEXT architects
- Área: 5000 m²
- Ano: 2016
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Fabricantes: Saint-Gobain
O preço do crescimento: espraiamento urbano e sustentabilidade nas cidades do Sul da Ásia

Com milhões de habitantes migrando para as metrópoles todos os anos, o Sul da Ásia testemunha níveis impressionantes de desenvolvimento urbano. Esse crescimento traz prosperidade econômica, mas também desgaste ecológico, à medida que selvas de concreto substituem os habitats naturais. A região — que abrange países como Índia, Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Butão, Maldivas e Nepal — enfrenta o desafio de conciliar a urbanização com a sustentabilidade ambiental a partir de suas próprias particularidades contextuais. Trata-se de uma negociação complexa e cheia de nuances, que exige uma compreensão sistemática dos cenários econômico, social e político de cada país.
11 eventos colaterais para explorar durante a visita à Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

Como uma das exposições de arquitetura contemporânea mais importantes e visitadas do mundo, a Bienal de Arquitetura de Veneza vai além dos limites do Giardini e do Arsenale, buscando engajar toda a cidade em discussões sobre questões relevantes, desafios e oportunidades na profissão. A Bienal deste ano, com curadoria de Carlo Ratti, explora o tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", convidando o público a refletir sobre como a arquitetura, a tecnologia e a natureza se cruzam para moldar o futuro.
Como parte do evento deste ano, 11 exposições colaterais organizadas por diversas instituições nacionais e internacionais oferecem diferentes perspectivas sobre temas como sustentabilidade, paisagens culturais e arquitetura adaptativa. Essas mostras, espalhadas por toda Veneza, contribuem para o debate mais amplo sobre o papel em constante evolução da arquitetura no enfrentamento de desafios globais e na promoção de um futuro mais sustentável e interconectado.
Exposição “Ma Yansong: Arquitetura e Emoção” é inaugurada no Nieuwe Instituut, em Roterdã

A exposição "Ma Yansong: Architecture and Emotion", que apresenta o trabalho do arquiteto chinês Ma Yansong e de seu escritório de renome global MAD Architects, foi inaugurada no Nieuwe Instituut em Roterdã, o museu nacional dos Países Baixos dedicado à arquitetura, ao design e à cultura digital. Com uma seleção de projetos do portfólio internacional do MAD, a mostra explora como o estúdio desafia os paradigmas arquitetônicos convencionais por meio de formas influenciadas pela natureza e guiadas pela experiência sensorial. A exposição ficará em cartaz até 12 de outubro e, na quinta-feira, 26 de junho, Ma Yansong será o convidado de honra no Nieuwe Instituut para o "An Evening With...", um programa público no qual ele discutirá sua filosofia de projeto com Aric Chen.
Centro de Visitantes do Patrimônio Mundial da UNESCO Kinderdijk / M& DB Architecten

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Arquitetos: M& DB Architecten
- Área: 1180 m²
- Ano: 2019
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Fabricantes: Alucobond, AutoDesk, Metaglas
Sobre arquitetura reciclada: 12 propostas para promover o reúso adaptativo

Ao refletir sobre reciclagem, sustentabilidade, medidas a serem tomadas e soluções tecnológicas inovadoras, é inevitável pensar que existem também abordagens já conhecidas que devem ser levadas em consideração. De fato, ao examinar o impacto do ambiente construído no clima, nota-se que, em muitos países, 80% dos edifícios que existirão em 2050 já foram construídos. A forma mais eficaz de sustentabilidade pode ser, portanto, a economia de energia por meio da eliminação ou minimização de novas construções e da prevenção da demolição de estruturas existentes.
É exatamente isso que o reúso adaptativo propõe: atribuir um novo propósito a um “edifício remanescente” existente. Hoje em dia, o processo de requalificação está se tornando essencial devido a inúmeras questões relacionadas à emergência climática, aos custos de terrenos e de construção, à saturação do solo e à mudança nas tendências de moradia.
Como criar uma arquitetura voltada para a socialização?

Denise Scott Brown disse uma vez: “A arquitetura não pode forçar as pessoas a se reunirem; ela pode apenas planejar os pontos de cruzamento, remover barreiras e tornar os locais de encontro práticos e atraentes.” Embora não possa garantir o resultado final, a arquitetura tem o potencial de oferecer uma plataforma para encontros e interações sociais. Dessa forma, ao mesmo tempo em que fomenta uma arquitetura de caráter comunitário, ela também molda a própria estrutura da nossa cultura social. Este artigo explora como a arquitetura, por meio de estratégias de projeto e de um planejamento cuidadoso, pode ampliar o capital social de seu entorno, oferecendo um terreno fértil para a interação entre diferentes grupos.
Os 10 projetos mais compartilhados no WeChat do @ADCNews em 2020

Com mais de 280 mil seguidores no WeChat, plataforma de mídia social chinesa, o ArchDaily tornou-se o veículo de arquitetura mais influente na comunidade chinesa. Ao longo de 2020, um público de mais de 9,2 milhões de pessoas acompanhou as novidades da arquitetura global por meio da conta oficial 建日筑闻(ADCNEWS). Devido às restrições para a construção residencial na China, o público chinês demonstra uma forte preferência por projetos de caráter cultural e de renovação urbana. Como uma retrospectiva das publicações mais populares de 2020, reunimos a seguir os 10 projetos mais compartilhados em nossa plataforma chinesa no ano passado.
Reforma do Stationspostgebouw / KCAP + Kraaijvanger Architects
Bicicletário Subaquático IJboulevard / VenhoevenCS

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Arquitetos: VenhoevenCS
- Área: 4270 m²
- Ano: 2023
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Fabricantes: Hunter Douglas Architectural (Europe)
Os Melhores Edifícios de 2022

Com o avanço das mídias sociais, entramos na era de uma sociedade do espetáculo multimídia, na qual o impacto das imagens sobre o público cresce a cada ano. As plataformas predominantemente visuais ganham cada vez mais relevância no mercado, funcionando inclusive como uma alternativa de viagem, permitindo que as pessoas explorem cenários espetaculares de todo o mundo sem sair de casa. O ArchDaily, comprometido em inspirar o público, estabeleceu sua presença no Instagram há muitos anos e, em 2022, expandimos nossa atuação para a plataforma chinesa Xiaohongshu, buscando compartilhar projetos incríveis com novos públicos. Observamos que a influência dos chamados "stararchitects" permanece forte, enquanto diversão, apelo estético e relevância são as palavras-chave mais valorizadas pelos leitores. A seguir, compilamos os 20 projetos arquitetônicos mais curtidos em 2022 nas contas oficiais do ArchDaily no Xiaohongshu e no Instagram. Continue lendo para descobrir as preferências arquitetônicas do público.
O que é um teto caixotão? 47 interiores que vivem sob a grelha

Escondidos à vista de todos, os tetos costumam ser a última superfície em que designers de interiores e arquitetos/as pensam. No entanto, esse plano amplo e desobstruído de gesso ou concreto oferece muito mais liberdade criativa do que imaginamos. As regras do design moderno exigem que o teto seja mantido limpo — não com o uso de um esfregão telescópico, mas eliminando o acabamento chapiscado, os papéis de parede texturizados ou os ornamentos de gesso que assombram as memórias dos tetos do passado.
Se, por um lado, muitos clientes aceitam essa necessidade contemporânea de linhas limpas com resignação — optando por acabamentos de gesso liso com spots embutidos discretos, porém esquecíveis —, por outro, clientes mais ousados reconhecem o potencial do teto como um canal de expressão criativa.




























































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