Ossip van Duivenbode

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Sem Solo Firme: Três Abordagens para Construir Abaixo do Nível do Mar em Roterdã

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Arquitetos e arquitetas calibram cuidadosamente sua relação com a terra, ajustando as fundações ao solo, ao lençol freático, ao clima, aos riscos e à cultura. Estacas de madeira cravadas, plataformas de terra batida e lajes de concreto moldadas in loco são, cada uma, respostas a um conjunto específico de condições do terreno, e cada uma molda a arquitetura que dele emerge. A maneira como um edifício se conecta com a terra determina sua durabilidade e seus limites, pois as fundações estão entre as decisões projetuais mais impactantes que um/a arquiteto/a pode tomar.

A cidade de Roterdã fica aproximadamente um metro abaixo do nível do mar, uma condição estruturante que molda a vida cotidiana na segunda maior cidade dos Países Baixos e que se tornou uma preocupação crescente diante da instabilidade das condições costeiras. A cidade ocupa o delta dos rios Reno e Mosa, uma paisagem que nunca foi naturalmente seca, mas que se mantém funcional graças a séculos de intervenção hidráulica. Os conselhos de águas (water boards) desta região estão entre as instituições democráticas mais antigas do mundo, criados no século XIII para gerenciar a drenagem coletiva da água e que ainda hoje operam como órgãos eleitos com atribuições técnicas. Com o aumento do nível do mar e com as chuvas no norte da Europa cada vez mais imprevisíveis e extremas, Roterdã enfrenta um risco significativamente maior de ressacas costeiras e inundações urbanas causadas pela sobrecarga da infraestrutura de drenagem.

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Guia de Arquitetura de Tirana: Negociando a identidade entre o socialismo e a reinvenção urbana

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Situada na interseção entre as paisagens do Adriático e a geopolítica dos Bálcãs, Tirana passou por uma das transformações urbanas mais aceleradas da Europa nas últimas três décadas. Outrora definida por um rígido planejamento socialista e pelo isolamento político, a cidade se reorientou progressivamente por meio de uma combinação de crescimento informal, investimento internacional e intervenções urbanas estratégicas que buscam redefinir sua imagem pública e estrutura espacial.

Desde o início dos anos 2000, uma série de políticas públicas urbanas, notadamente aquelas iniciadas durante o mandato de Edi Rama como prefeito (atual primeiro-ministro da Albânia), promoveu o uso da cor, do espaço público e da experimentação arquitetônica como ferramentas de reativação cívica. Em vez de depender exclusivamente de planos diretores, o desenvolvimento de Tirana tem se operado por meio de intervenções, nas quais edifícios individuais e espaços públicos funcionam como catalisadores em um tecido urbano fragmentado.

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Como a IA e as ferramentas orientadas por dados podem ajudar os/as arquitetos/as a projetar cidades compactas e saudáveis?

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As Nações Unidas estimam que a população mundial alcançará 10,4 bilhões de pessoas até 2100. Já em 2050, duas em cada três pessoas viverão em cidades, atraídas pelas oportunidades, serviços e comodidades oferecidos. Esse cenário exerce ainda mais pressão sobre as áreas urbanas, já que essa população demandará acesso a água, alimentação, espaços públicos, infraestrutura de qualidade e, sobretudo, habitação. De fato, estimativas sugerem que mais de dois bilhões de lares precisarão ser construídos até o final do século XXI para acomodar essa explosão demográfica. À medida que as cidades crescem, expande-se também a dispersão urbana, trazendo consigo uma série de desafios socioambientais. Diante das mudanças climáticas, o desenvolvimento urbano sustentável deve garantir que as futuras soluções habitacionais — novas ou reformadas — sejam construídas para apoiar comunidades saudáveis, priorizando o bem-estar tanto humano quanto ambiental. Por sua vez, as cidades precisarão ser construídas de forma mais densa e rápida, porém sem abrir mão de uma longa lista de critérios rigorosos. Só assim será possível evitar os efeitos negativos e frequentemente negligenciados do hiperadensamento descontrolado, que costumam comprometer a reputação do desenvolvimento urbano.

O futuro da construção com vidro em um mundo mais quente: uma seleção de projetos envidraçados, porém eficientes

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Se você tem evitado as notícias recentemente, apresentamos uma rápida atualização: os países europeus e norte-americanos enfrentaram um dos verões mais quentes já registrados na história moderna. Diante disso, os debates sobre a crise climática foram reacendidos, assim como as discussões sobre o papel da indústria de arquitetura e construção no desenvolvimento de soluções para mitigar os efeitos do calor extremo em nosso cotidiano. Enquanto as soluções de resfriamento passivo sempre foram utilizadas em certas partes do mundo — onde os recursos locais e as construções vernaculares se adaptam às altas temperaturas —, outras regiões buscam alternativas tecnológicas e métodos de fabricação inovadores que garantam o conforto humano, o valor estético e a eficiência energética a um custo viável. 

Embora o modernismo inicial, com seus arranha-céus emblemáticos e casas de vidro, tenha consolidado a ideia de que edifícios envelopados em vidro são, em sua maioria, ambientes desconfortáveis, superexpostos e sujeitos ao superaquecimento, hoje os fabricantes de vidro demonstram o contrário. Quando bem tratado e posicionado estrategicamente, o vidro pode ser um material extremamente versátil e eficiente, sem comprometer o conforto visual ou térmico dos/as ocupantes. 

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International High-Rise Award 2024/25: Conheça os 31 projetos indicados

O Deutsches Architekturmuseum (DAM) anunciou os indicados para o prêmio International High-Rise Award 2024/25. Selecionados entre mais de 1.000 novos edifícios em altura construídos nos últimos dois anos em todo o mundo, os projetos indicados estão localizados em 13 países de 5 continentes. No outono, serão anunciados os cinco finalistas, e a revelação do vencedor está prevista para 12 de novembro de 2024. O principal objetivo da premiação é destacar boas práticas na tendência contínua de edifícios altos de uso misto.

Com o aumento na construção de arranha-céus, características especiais como a introdução de vegetação no projeto, formas inusitadas ou a construção de complexos de torres tornaram-se o novo normal. A pesquisa do DAM deste ano também mostra uma crescente consciência ecológica, já que o foco na construção de edifícios altos se volta cada vez mais para o reaproveitamento de estruturas existentes. Embora a maioria dos edifícios altos continue a ser erguida na China, seguida pelos EUA, a Austrália e Singapura surgem como novos polos da arquitetura de arranha-céus.

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Guia de Arquitetura de Munique: Dos arranha-céus aos pequenos pavilhões, do brutalismo ao Art Nouveau

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Munique — capital da Baviera desde 1506 — é uma cidade com ricas camadas de história. Seus muitos anos como um crescente epicentro arquitetônico deixaram uma mistura interessante e única de edifícios. De igrejas e catedrais medievais a sinagogas contemporâneas. De arranha-céus a pequenos pavilhões. Do brutalismo ao Art Nouveau. A arquitetura de Munique é verdadeiramente vasta e maravilhosa.

Embora fosse um erro não reconhecer as maravilhas cervejeiras de Munique, a única menção a essa bebida aqui se dará por meio dos impressionantes edifícios que as abrigam (como a nova sede da Paulaner, projetada pelo escritório Hierl Architekten). De fato, outros aspectos da cidade são grandiosos, mas vamos nos concentrar na principal atração de Munique: sua arquitetura.

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Torre Cooltoren / V8 Architects

Torre Cooltoren / V8 Architects - Mais Imagens+ 20

  • Arquitetos: V8 Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  37600
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2022
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Kawneer, Kone

Escola Het Epos / SeARCH

Escola Het Epos / SeARCH - Mais Imagens+ 10

  • Arquitetos: SeARCH
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2325
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Lunawood, Alucobond

Amstel Tower / Powerhouse Company

Amstel Tower / Powerhouse Company - Mais Imagens+ 9

  • Arquitetos: Powerhouse Company
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  27000
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Jazo

A Semana na Arquitetura: Blue Monday e as aspirações de um novo ano

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Para quem vive no hemisfério norte, a última semana cheia de janeiro começou com a Blue Monday — tida como a segunda-feira mais deprimente do ano. O clima é cinzento, o sol se põe cedo, as promessas de ano novo já foram quebradas e há apenas um vislumbre longínquo de férias no horizonte. Talvez seja justamente esse contexto desanimador que esteja tornando o setor especialmente produtivo, com o anúncio de uma série de novos projetos, conclusões de estruturas e inaugurações nesta semana.

A retrospectiva da semana de 21 de janeiro de 2019, a seguir: 

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Exposição "Architecture Speaks" do MVRDV abre em Innsbruck esta semana

Com abertura em 5 de julho, “Architecture Speaks: The Language of MVRDV” oferecerá uma experiência imersiva, diversa e multimídia para os visitantes do Tyrolean Architecture Center (aut) em Innsbruck, Áustria. A exposição se desenvolve em torno de uma intervenção espacial de quatro torres construídas no interior do Edifício Adambräu do aut, uma antiga cervejaria. Cada torre materializa uma palavra que representa conceitos-chave nos projetos do MVRDV: stack, pixel, village e activator. A mostra “Architecture Speaks” busca apresentar esses conceitos de forma acessível e envolvente, com as torres coloridas complementadas por imagens, textos, maquetes, desenhos, vídeos, áudios e elementos interativos que revelam os projetos do escritório.

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Quatro casos viáveis de habitação acessível

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Prover habitação de interesse social em escala suficiente tornou-se uma demanda global urgente. Em resposta a esse desafio, arquitetos e arquitetas têm questionado os modelos, as tipologias e os processos tradicionais de viabilização da arquitetura, propondo soluções focadas nas pessoas.

Desta vez, a PLANE-SITE reúne quatro projetos residenciais inovadores que demonstram como as soluções habitacionais podem ser diversificadas e adaptadas a diferentes contextos locais. Desde cidades europeias de densidade crescente a metrópoles asiáticas tropicais em rápida urbanização, estes modelos habitacionais propõem abordagens radicalmente novas que colocam o bem-estar dos moradores no centro do projeto. Em contraposição às teorias de segregação e individualismo de Patrik Schumacher, esses projetos mostram que a habitação deve, fundamentalmente, fomentar a vida comunitária e a interação social. Ao incentivar a integração entre vizinhos, os projetos incorporam espaços de uso compartilhado, público-privados e acessíveis a visitantes, conectando a comunidade interna com o ambiente urbano circundante.

Apartamentos Lycka Amsterdã / Team Paul de Vroom + Sputnik

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Propriedade Houberg / Dieter Blok + Sanne Eekel

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Sede da DPG Mediavaert / Team V Architecture

Sede da DPG Mediavaert / Team V Architecture - Mais Imagens+ 11

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  9999
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Harry van Interieurbouw, Interalu, MAARS, Rollecate, Verwol, +1

Torre Residencial De Piek Waterfront / KCAP

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  • Arquitetos: KCAP
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  24500
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Kone, Metadecor, ROCKPANEL, Schüco

Monumento Nacional Kamp Amersfoort / INBO

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  • Arquitetos: INBO
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1126
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021

Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025

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Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.

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