Ossip van Duivenbode

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE FOTÓGRAFO

Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

A Pirâmide de Tirana foi inaugurada como um museu dedicado a Enver Hoxha em outubro de 1988, três anos após sua morte e três anos antes do colapso do regime. Nas décadas seguintes, o espaço funcionou como estação de rádio, centro de convenções, boate e base da OTAN durante a Guerra do Kosovo. Em 2023, o escritório MVRDV a reabriu como um parque e escola de tecnologia, adicionando degraus às fachadas para que as pessoas pudessem caminhar sobre o edifício. A inauguração coincidiu com a Cúpula dos Balcãs Ocidentais em 16 de outubro, data que, como apontaram alguns críticos, correspondia ao aniversário de Hoxha. Dois projetos de autodefinição nacional, separados por trinta e cinco anos e concebidos sob premissas políticas opostas, utilizaram a mesma estrutura.

Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político - Imagen 1 de 4Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político - Imagen 2 de 4Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político - Imagen 3 de 4Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político - Imagen 4 de 4Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político - Mais Imagens+ 15

Torre POST Rotterdam / ODA New York

  • Arquitetos: ODA New York
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  39000
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2026

Sem Solo Firme: Três Abordagens para Construir Abaixo do Nível do Mar em Roterdã

Acesso exclusivo | 

Arquitetos e arquitetas calibram cuidadosamente sua relação com a terra, ajustando as fundações ao solo, ao lençol freático, ao clima, aos riscos e à cultura. Estacas de madeira cravadas, plataformas de terra batida e lajes de concreto moldadas in loco são, cada uma, respostas a um conjunto específico de condições do terreno, e cada uma molda a arquitetura que dele emerge. A maneira como um edifício se conecta com a terra determina sua durabilidade e seus limites, pois as fundações estão entre as decisões projetuais mais impactantes que um/a arquiteto/a pode tomar.

A cidade de Roterdã fica aproximadamente um metro abaixo do nível do mar, uma condição estruturante que molda a vida cotidiana na segunda maior cidade dos Países Baixos e que se tornou uma preocupação crescente diante da instabilidade das condições costeiras. A cidade ocupa o delta dos rios Reno e Mosa, uma paisagem que nunca foi naturalmente seca, mas que se mantém funcional graças a séculos de intervenção hidráulica. Os conselhos de águas (water boards) desta região estão entre as instituições democráticas mais antigas do mundo, criados no século XIII para gerenciar a drenagem coletiva da água e que ainda hoje operam como órgãos eleitos com atribuições técnicas. Com o aumento do nível do mar e com as chuvas no norte da Europa cada vez mais imprevisíveis e extremas, Roterdã enfrenta um risco significativamente maior de ressacas costeiras e inundações urbanas causadas pela sobrecarga da infraestrutura de drenagem.

Sem Solo Firme: Três Abordagens para Construir Abaixo do Nível do Mar em Roterdã - Mais Imagens+ 65

Guia de Arquitetura de Tirana: Negociando a identidade entre o socialismo e a reinvenção urbana

Acesso exclusivo | 

Situada na interseção entre as paisagens do Adriático e a geopolítica dos Bálcãs, Tirana passou por uma das transformações urbanas mais aceleradas da Europa nas últimas três décadas. Outrora definida por um rígido planejamento socialista e pelo isolamento político, a cidade se reorientou progressivamente por meio de uma combinação de crescimento informal, investimento internacional e intervenções urbanas estratégicas que buscam redefinir sua imagem pública e estrutura espacial.

Desde o início dos anos 2000, uma série de políticas públicas urbanas, notadamente aquelas iniciadas durante o mandato de Edi Rama como prefeito (atual primeiro-ministro da Albânia), promoveu o uso da cor, do espaço público e da experimentação arquitetônica como ferramentas de reativação cívica. Em vez de depender exclusivamente de planos diretores, o desenvolvimento de Tirana tem se operado por meio de intervenções, nas quais edifícios individuais e espaços públicos funcionam como catalisadores em um tecido urbano fragmentado.

Guia de Arquitetura de Tirana: Negociando a identidade entre o socialismo e a reinvenção urbana - Mais Imagens+ 15

O futuro da construção com vidro em um mundo mais quente: uma seleção de projetos envidraçados, porém eficientes

Acesso exclusivo | 

Se você tem evitado as notícias recentemente, apresentamos uma rápida atualização: os países europeus e norte-americanos enfrentaram um dos verões mais quentes já registrados na história moderna. Diante disso, os debates sobre a crise climática foram reacendidos, assim como as discussões sobre o papel da indústria de arquitetura e construção no desenvolvimento de soluções para mitigar os efeitos do calor extremo em nosso cotidiano. Enquanto as soluções de resfriamento passivo sempre foram utilizadas em certas partes do mundo — onde os recursos locais e as construções vernaculares se adaptam às altas temperaturas —, outras regiões buscam alternativas tecnológicas e métodos de fabricação inovadores que garantam o conforto humano, o valor estético e a eficiência energética a um custo viável. 

Embora o modernismo inicial, com seus arranha-céus emblemáticos e casas de vidro, tenha consolidado a ideia de que edifícios envelopados em vidro são, em sua maioria, ambientes desconfortáveis, superexpostos e sujeitos ao superaquecimento, hoje os fabricantes de vidro demonstram o contrário. Quando bem tratado e posicionado estrategicamente, o vidro pode ser um material extremamente versátil e eficiente, sem comprometer o conforto visual ou térmico dos/as ocupantes. 

O futuro da construção com vidro em um mundo mais quente: uma seleção de projetos envidraçados, porém eficientes - Mais Imagens+ 39

International High-Rise Award 2024/25: Conheça os 31 projetos indicados

O Deutsches Architekturmuseum (DAM) anunciou os indicados para o prêmio International High-Rise Award 2024/25. Selecionados entre mais de 1.000 novos edifícios em altura construídos nos últimos dois anos em todo o mundo, os projetos indicados estão localizados em 13 países de 5 continentes. No outono, serão anunciados os cinco finalistas, e a revelação do vencedor está prevista para 12 de novembro de 2024. O principal objetivo da premiação é destacar boas práticas na tendência contínua de edifícios altos de uso misto.

Com o aumento na construção de arranha-céus, características especiais como a introdução de vegetação no projeto, formas inusitadas ou a construção de complexos de torres tornaram-se o novo normal. A pesquisa do DAM deste ano também mostra uma crescente consciência ecológica, já que o foco na construção de edifícios altos se volta cada vez mais para o reaproveitamento de estruturas existentes. Embora a maioria dos edifícios altos continue a ser erguida na China, seguida pelos EUA, a Austrália e Singapura surgem como novos polos da arquitetura de arranha-céus.

International High-Rise Award 2024/25: Conheça os 31 projetos indicados - Mais Imagens+ 29

Guia de Arquitetura de Munique: Dos arranha-céus aos pequenos pavilhões, do brutalismo ao Art Nouveau

Acesso exclusivo | 

Munique — capital da Baviera desde 1506 — é uma cidade com ricas camadas de história. Seus muitos anos como um crescente epicentro arquitetônico deixaram uma mistura interessante e única de edifícios. De igrejas e catedrais medievais a sinagogas contemporâneas. De arranha-céus a pequenos pavilhões. Do brutalismo ao Art Nouveau. A arquitetura de Munique é verdadeiramente vasta e maravilhosa.

Embora fosse um erro não reconhecer as maravilhas cervejeiras de Munique, a única menção a essa bebida aqui se dará por meio dos impressionantes edifícios que as abrigam (como a nova sede da Paulaner, projetada pelo escritório Hierl Architekten). De fato, outros aspectos da cidade são grandiosos, mas vamos nos concentrar na principal atração de Munique: sua arquitetura.

Guia de Arquitetura de Munique: Dos arranha-céus aos pequenos pavilhões, do brutalismo ao Art Nouveau - Mais Imagens+ 20

Torre Cooltoren / V8 Architects

Torre Cooltoren / V8 Architects - Mais Imagens+ 20

  • Arquitetos: V8 Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  37600
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2022
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Kawneer, Kone

Escola Het Epos / SeARCH

Escola Het Epos / SeARCH - Mais Imagens+ 10

  • Arquitetos: SeARCH
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2325
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Lunawood, Alucobond

Exposição "Architecture Speaks" do MVRDV abre em Innsbruck esta semana

Com abertura em 5 de julho, “Architecture Speaks: The Language of MVRDV” oferecerá uma experiência imersiva, diversa e multimídia para os visitantes do Tyrolean Architecture Center (aut) em Innsbruck, Áustria. A exposição se desenvolve em torno de uma intervenção espacial de quatro torres construídas no interior do Edifício Adambräu do aut, uma antiga cervejaria. Cada torre materializa uma palavra que representa conceitos-chave nos projetos do MVRDV: stack, pixel, village e activator. A mostra “Architecture Speaks” busca apresentar esses conceitos de forma acessível e envolvente, com as torres coloridas complementadas por imagens, textos, maquetes, desenhos, vídeos, áudios e elementos interativos que revelam os projetos do escritório.

Exposição "Architecture Speaks" do MVRDV abre em Innsbruck esta semana - Image 1 of 4Exposição "Architecture Speaks" do MVRDV abre em Innsbruck esta semana - Image 2 of 4Exposição "Architecture Speaks" do MVRDV abre em Innsbruck esta semana - Image 3 of 4Exposição "Architecture Speaks" do MVRDV abre em Innsbruck esta semana - Image 4 of 4Exposição Architecture Speaks do MVRDV abre em Innsbruck esta semana - Mais Imagens+ 9

Apartamentos Lycka Amsterdã / Team Paul de Vroom + Sputnik

Apartamentos Lycka Amsterdã / Team Paul de Vroom + Sputnik - Mais Imagens+ 18

Propriedade Houberg / Dieter Blok + Sanne Eekel

Propriedade Houberg / Dieter Blok + Sanne Eekel - Mais Imagens+ 20

Sede da DPG Mediavaert / Team V Architecture

Sede da DPG Mediavaert / Team V Architecture - Mais Imagens+ 11

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  9999
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Harry van Interieurbouw, Interalu, MAARS, Rollecate, Verwol, +1

Monumento Nacional Kamp Amersfoort / INBO

Monumento Nacional Kamp Amersfoort / INBO - Mais Imagens+ 21

  • Arquitetos: INBO
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1126
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021

Torre Residencial De Piek Waterfront / KCAP

Torre Residencial De Piek Waterfront / KCAP - Mais Imagens+ 18

  • Arquitetos: KCAP
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  24500
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Kone, Metadecor, ROCKPANEL, Schüco

Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025

Acesso exclusivo | 

Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.

Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025 - Mais Imagens+ 17

Rumo a uma arquitetura de múltiplas inteligências: como o conhecimento coletivo molda o ambiente construído

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

À medida que a arquitetura navega por um mundo em rápida mudança, moldado pela urgência ecológica, pela transformação social e pela aceleração tecnológica, a noção de inteligência se transforma. Não mais restrita à cognição individual ou à computação artificial, a inteligência pode emergir da memória cultural, de práticas coletivas e de sistemas adaptativos. Nesse sentido mais amplo, a arquitetura torna-se um campo de convergência onde as inteligências natural, artificial e social se cruzam para oferecer novas formas de projetar e construir.

As tradições vernáculas incorporam gerações de conhecimento ambiental, frequentemente transmitidas por meio de materiais, técnicas de construção e lógicas espaciais finamente sintonizadas com as condições locais; as plataformas participativas expandem a tomada de decisões para comunidades mais amplas para que participem da modelagem de seus ambientes, redistribuindo a agência no processo de projeto; e os processos computacionais simulam e respondem a dados complexos em tempo real, trazendo a capacidade de analisar, simular e responder a variáveis complexas — sejam ambientais, sociais ou comportamentais — oferecendo novas formas de adaptabilidade.

Rumo a uma arquitetura de múltiplas inteligências: como o conhecimento coletivo molda o ambiente construído - Mais Imagens+ 25

Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu

Acesso exclusivo | 

A visita a museus e galerias há muito tempo é uma experiência meticulosamente curada. O público é conduzido por uma sequência de salas cuidadosamente orquestrada, com obras selecionadas minuciosamente para contar uma narrativa específica, apoiada por sinalização, recursos gráficos, cenografia e iluminação calibrada. Mesmo as exposições que raramente mudam — como as coleções permanentes — costumam apoiar-se em uma forte voz curatorial — liderada por artistas ou curadores/as de destaque — para definir o posicionamento institucional e moldar a interpretação.

Paralelamente, as áreas de reserva técnica de museus e galerias costumam ser mantidas separadas — muitas vezes no mesmo edifício, mas sob acesso rigidamente controlado, e não raramente fora do local, em instalações dedicadas, como o Centro de Conservação do Louvre. Essas zonas são historicamente entendidas como espaços de controle rigoroso, não apenas em termos de acesso, mas também em relação ao clima, à umidade, à organização do acervo, aos protocolos de manuseio, à manutenção e à restauração. Por receio de furtos e de que as exigências espaciais, ambientais e de catalogação do acervo fossem perturbadas, a reserva técnica tradicionalmente manteve um caráter quase secreto, atendendo prioritariamente a pesquisadores/as acadêmicos/as e profissionais da arte sob solicitação. Raramente o público em geral tem uma visão abrangente das obras salvaguardadas por uma determinada instituição.

Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu - Mais Imagens+ 27