Iwan Baan

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Parque East Side River / BIG

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Repensando o datum plano: projetando o espaço com inclinação e intenção

Historicamente, a arquitetura e o ambiente construído têm insistido na criação de superfícies planas e rígidas. Em eras passadas, caminhar sem um solo pavimentado significava sapatos cheios de lama, superfícies irregulares, riscos de tropeço, água parada após a chuva e alta manutenção. Por isso, ao moldarmos as cidades, priorizamos um plano horizontal liso, contínuo e sólido. Os benefícios são reais: uma caminhada mais fácil, limpeza simplificada e um programa de necessidades descomplicado — afinal, mobiliários, equipamentos e divisórias preferem uma base nivelada. Essa preferência universal por construir em terreno plano continua sendo a norma e, por muitas razões práticas, provavelmente continuará sendo.

O que poucos percebem é que criar uma superfície verdadeiramente plana é surpreendentemente difícil — e muitos pisos "planos" bem-executados não são perfeitamente nivelados. Eles costumam ser suavemente inclinados, calibrados com declividades precisas para drenagem. Embora os espaços internos nem sempre exijam isso, muitos pavimentos térreos e áreas molhadas incorporam inclinações sutis como medida de segurança — seja para mitigar pequenos alagamentos ou para gerenciar a água que transborda da rua ou do encanamento quando há alguma falha nos sistemas de escoamento.

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Encenando a Cultura: O/A Arquiteto/a como Curador/a

A arquitetura nunca se limitou ao ato de construir. Ela negocia constantemente entre a prática material e a reflexão intelectual; no entanto, ao longo dos séculos XX e XXI, muitos/as arquitetos/as sentiram que o projeto construído, por si só, era insuficiente para responder à totalidade das questões que se colocavam à disciplina. Pressões econômicas, contextos políticos e exigências programáticas frequentemente limitavam o escopo da prática profissional.

Em contrapartida, as exposições e plataformas curatoriais criaram espaços de experimentação e crítica, abrindo arenas onde a arquitetura podia interrogar a si mesma, onde seu passado podia ser reinterpretado, seu presente desafiado e seu futuro projetado. Nessa tensão, surgiu a figura do/a arquiteto/a-curador/a, tratando a própria curadoria como uma forma de projeto — não de paredes ou fachadas, mas de discursos, narrativas e estruturas de significado.

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Ouro na Expo para o Bahrein e o Metrô Gateway de Dubai: Resumo da Semana

Prêmios globais de arquitetura celebram consciência climática, valorização do ofício e continuidade cultural

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Vinícola Bélair-Monange / Herzog & de Meuron

Vinícola Bélair-Monange / Herzog & de Meuron - Mais Imagens+ 19

  • Arquitetos: Herzog & de Meuron
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4590 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023
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Além do jantar privado: explorando a mesa comunitária como infraestrutura do espaço público

O hábito de sentar-se à mesa e compartilhar um momento específico com outras pessoas está presente há séculos nas mais diversas culturas. O Simpósio Grego, o Convivium Romano, os banquetes e festivais medievais e os salões parisienses são apenas alguns exemplos de como esse costume foi construído historicamente e tem sido relevante em negociações sociais e políticas, discussões intelectuais e debates filosóficos.

A comensalidade frequentemente serve como um ritual de socialização, negociação e celebração de eventos importantes. Em muitas culturas de língua espanhola, o período após a refeição em que toda a família permanece sentada conversando é tão marcante que existe uma palavra específica para isso: sobremesa — traduzida literalmente como "sobre a mesa" (embora, em espanhol, refira-se mais precisamente à conversa pós-refeição). No entanto, apesar de frequentemente associada ao ato de compartilhar uma refeição, a mesa pode ser considerada uma plataforma flexível, aberta a inúmeras possibilidades de apropriação e interação.

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Lina Ghotmeh sobre memória, museus e a arqueologia do futuro

Conhecida hoje por sua abordagem poética e rigorosa da arquitetura, Lina Ghotmeh tornou-se uma das vozes mais instigantes do design contemporâneo. Seu trabalho atravessa continentes, desde o projeto de renovação da ala oeste (Western Range) do British Museum em Londres até o Museu de Arte Contemporânea de AlUla, e inclui encomendas emblemáticas como o Serpentine Pavilion em Londres, o edifício Stone Garden em Beirute, o Pavilhão do Bahrein na Expo Osaka 2025 e o Museu Nacional da Estônia em Tartu, cujo concurso de projeto ela venceu com apenas 25 anos. Por meio de um palimpsesto de projetos, Ghotmeh estabeleceu uma linguagem arquitetônica singular que conecta a memória e a vida contemporânea. Onde quer que projete, seu processo captura um diálogo constante entre as pessoas, o lugar, o passado e o futuro.

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Dia Mundial da Arquitetura 2025: Como Projetamos para a Resistência em uma Era de Crise

Hoje, na primeira segunda-feira de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Arquitetura. Este ano, a União Internacional de Arquitetos (UIA) definiu o tema "Design para a Resistência", um poderoso apelo à ação que ressoa profundamente com o foco da ONU na resposta a crises urbanas. Em um mundo que enfrenta rupturas socioambientais sem precedentes, esse tema nos desafia a ir além de soluções temporárias. O tema propõe a seguinte reflexão: como nossos edifícios e cidades podem não apenas resistir a impactos, mas também promover equidade, continuidade e resiliência?

Embora o conceito de força na arquitetura possa facilmente evocar imagens de concreto armado e aço, uma interpretação mais profunda vem emergindo, que define essa força não como mera rigidez, mas como uma capacidade holística de resistir e se adaptar. Isso engloba diversas facetas, desde a resiliência ecológica e a gestão ambiental até conceitos duradouros de resiliência social e a conservação de estruturas urbanas existentes, contribuindo para um ambiente construído mais capaz de responder à variedade de crises enfrentadas pelas cidades em todo o mundo.

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Lina Ghotmeh integra a lista TIME100 Next 2025 como uma das estrelas em ascensão mais influentes do mundo

A arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmeh foi incluída na lista TIME100 Next 2025, uma seleção anual de líderes e inovadores emergentes de diversas áreas. Conhecida por sua abordagem sensível ao contexto e à materialidade, Ghotmeh construiu um portfólio internacional que une tradição e modernidade. Em seu perfil na TIME, escrito pelo arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, Ghotmeh é elogiada por combinar consciência histórica com uma experimentação voltada para o futuro. O reconhecimento a posiciona como a única arquiteta na lista deste ano, destacando a presença contínua do design em uma seleção que costuma abranger entretenimento, política, ciência e negócios.

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Governança Provisória: Como Projetos Temporários Reconfiguram as Cidades

Formuladores/as de políticas urbanas e incorporadores/as qualificam, cada vez mais, seus projetos como temporários, testando parques temporários, instalações artísticas e estruturas provisórias em cidades de todo o mundo. Essas iniciativas costumam ser apresentadas como intervenções experimentais voltadas à ativação de terrenos ociosos. Na prática, contudo, elas frequentemente funcionam como estratégias provisórias para gerir terras subutilizadas até que formas mais lucrativas de desenvolvimento se concretizem. O rótulo do temporário funciona como uma camuflagem urbana, ocultando agendas permanentes sob uma retórica provisória.

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Coreografando o espaço: arquitetura e dança como práticas interdisciplinares

"Dance, dance… otherwise we are lost." Esta frase frequentemente citada de Pina Bausch encapsula não apenas a urgência do movimento, mas sua capacidade de revelar o próprio espaço. Em suas coreografias, o espaço nunca é um plano de fundo neutro; ele se torna um parceiro, um obstáculo, uma memória. Pisos se inclinam, cadeiras se acumulam, paredes oprimem ou libertam. Trata-se de condições arquitetônicas, encenadas e contestadas pelo corpo. O que Bausch expõe — e o que a arquitetura frequentemente esquece — é que o espaço não é simplesmente construído, ele é performado. Seu trabalho convida arquitetos e arquitetas a pensar não apenas em termos de materiais e formas, mas de gestos, relações e ritmos. Ela sugere que a arquitetura, assim como a dança, trata fundamentalmente de como habitamos, estruturamos e carregamos emocionalmente os espaços pelos quais nos movemos.

Historicamente, a arquitetura e a dança operaram em paralelo, moldando a experiência humana por meio da orientação do corpo no espaço e no tempo. Dos rituais coreografados dos templos clássicos às lógicas axiais dos palácios barrocos, o espaço construído sempre implicou movimento. A Bauhaus levou isso adiante, à medida que o Ballet Triádico de Oskar Schlemmer visualizava o espaço como uma extensão geométrica do corpo. Não se tratava de cenário, mas de pensamento espacial tornado cinético. No século XX, coreógrafos e coreógrafas como William Forsythe e Anne Teresa De Keersmaeker integraram restrições arquitetônicas em suas partituras, ao passo que arquitetos e arquitetas como Steven Holl, Diller Scofidio + Renfro e Toyo Ito projetaram edifícios que se revelam como sequências espaciais, convidando ao movimento, ao desvio e à pausa.

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Edifício William T. Cannady / Karamuk Kuo + Kendall/Heaton Associates

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  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2044 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  ALPOLIC, Armstrong, Berridge, Boston Valley Terra Cotta, DEKO, +3
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O ambiente construído como terceiro educador: o brincar arquitetônico em jardins de infância japoneses e chineses

No design contemporâneo de escolas de educação infantil no Japão e na China, arquitetos e arquitetas estão transformando os espaços internos, deixando de lado o conceito de mero recipiente para criar um ambiente multissensorial ativo. Essa transição parece acompanhar estudos em psicologia do desenvolvimento que sugerem que a experiência espacial da criança começa com um engajamento sensório-motor, por meio do toque e da manipulação. Dessa forma, esses projetos dão grande ênfase ao uso de materiais e à abordagem do aprender brincando. Arquitetos e arquitetas parecem estar indo além das salas de aula tradicionais, criando ambientes táteis, estimulantes e enraizados em seus contextos específicos. Os próprios edifícios se tornam ferramentas pedagógicas, incentivando as crianças a aprender e explorar por meio do engajamento físico direto.

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Ritmos do Solo: Arquitetura como Agroecologia

Em tempos de colapso ecológico e crescente insegurança alimentar, a arquitetura é cada vez mais chamada a se engajar não apenas com as paisagens, mas com os sistemas que as sustentam e regeneram. Entre esses sistemas, a agricultura ocupa um papel paradoxal, sendo ao mesmo tempo uma das principais responsáveis pela degradação ambiental e um agente potencial de recuperação ecológica. A agricultura industrial esgotou os solos, fragmentou habitats e impulsionou as mudanças climáticas por meio de monoculturas, dependência de combustíveis fósseis e padronização territorial. Em resposta, a agroecologia surge como uma contraprática enraizada na biodiversidade, no conhecimento local e nos ritmos cíclicos da natureza. Ela ressignifica o cultivo não como extração, mas como regeneração dos ecossistemas, das comunidades e do próprio solo.

Esse reposicionamento abre espaço para que a arquitetura dê contribuições significativas. Alinhar-se à agroecologia não significa apenas apoiar a produção de alimentos, mas comprometer-se com as condições culturais, espaciais e ecológicas mais amplas que a sustentam. Isso implica projetar considerando as variações sazonais, apoiar o uso compartilhado e construir de modo a respeitar tanto a terra quanto quem nela trabalha. A arquitetura torna-se mais do que um invólucro — transforma-se em mediadora do cultivo, da reciprocidade e da coexistência.

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Teatro Doris Duke / Mecanoo

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  • Arquitetos: Mecanoo
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
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Compreendendo o ecobrutalismo: o paradoxo entre estrutura, sustentabilidade e estilo

Espera-se que o ambiente construído reduza as emissões de carbono, apoie a biodiversidade e responda às transformações nas condições ecológicas, ao mesmo tempo em que oferece habitação para as comunidades e reflete seus valores culturais. Nesse cenário de transição, um estilo arquitetônico outrora criticado ressurge em uma forma nova e surpreendente. O Brutalismo, há muito associado à gravidade institucional e à austeridade material, está agora sendo reformulado sob uma ótica ecológica. Esse movimento híbrido, conhecido como eco-brutalismo, combina a força do concreto com a vegetação e estratégias de projeto sensíveis ao clima. O resultado é um conjunto de espaços visualmente impactantes, conceitualmente complexos e cada vez mais populares entre designers, urbanistas e o público em geral. Este movimento engloba não apenas a linhagem direta do Brutalismo dos anos 1960, mas também projetos contemporâneos que, embora não sejam estritamente brutalistas, compartilham de sua honestidade material, escala monumental e uso de formas expressivas de concreto.

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Exposição de projetos do Studio Gang inspirada em enxertia hortícola é inaugurada no Aedes Berlin

O Studio Gang é um escritório de arquitetura e design urbano fundado em 1997 por Jeanne Gang, com sede em Chicago e filiais em Nova York, San Francisco e Paris. Composto por mais de 100 profissionais, incluindo arquitetos/as, designers e planejadores/as, o escritório é conhecido por sua abordagem de projeto baseada em pesquisa. Na sexta-feira, 11 de julho, o Aedes Architecture Forum em Berlim inaugurará uma exposição sobre o trabalho do Studio Gang, organizada em colaboração com a revista AW Architektur & Wohnen. Sob o título Studio Gang: The Art of Architectural Grafting, a mostra explora a metodologia de projeto do escritório por meio de seis projetos recentes.

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Círculos de aprendizagem: 12 projetos educacionais com plantas elípticas

Projetar um ambiente educacional é uma tarefa específica e delicada. Unir as demandas de segurança infantil e otimização do aprendizado a um apelo estético e a um conceito sólido pode dar origem a alguns dos projetos mais belos e singulares da arquitetura. Uma configuração comum é a escola elíptica ou circular. Um ambiente educacional circular, mais especificamente em forma de anel, pode sugerir uma sensação de proteção e segurança por meio de uma envoltória acolhedora. Trata-se também de uma configuração prática que envolve e conecta múltiplas funções, permitindo, assim, momentos de interação através do pátio central.

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