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Por que os armários inteligentes são a nova microinfraestrutura da arquitetura

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Como os elementos mais estruturados da arquitetura podem dar origem a formas não planejadas da vida cotidiana? A "ordem espontânea" descreve como sistemas estruturados podem gerar padrões de comportamento não planejados, porém coerentes. No discurso urbano, o termo é frequentemente utilizado para descrever as cidades: malhas de ruas, lotes e edifícios que são projetados, enquanto o cotidiano não o é. Movimentos, encontros, rotinas e usos informais emergem de regras espaciais simples, e não de uma programação explícita. Nas cidades, isso fica evidente na dinâmica de calçadas, estações e limiares. A estrutura é fixa, mas a ordem social é fluida, estabelecendo condições para o comportamento humano em vez de determiná-lo.

Uma lógica semelhante pode ser observada em microinfraestruturas arquitetônicas, como os sistemas de armários. Assim como as cidades, os armários baseiam-se em estruturas organizadas que não prescrevem como a vida se desenrola em seu entorno. Um sistema de armários é altamente controlado sob a ótica da arquitetura: módulos repetitivos, grelhas rígidas, dimensões padronizadas, acesso controlado. No entanto, uma vez em funcionamento, gera comportamentos espontâneos. Pessoas fazem pausas nos corredores, retornam em horários irregulares, demoram-se perto das zonas de armários ou interagem brevemente com quem faz o mesmo. O que parece ser um sistema de armazenamento puramente infraestrutural começa a gerar comportamentos sociais e espaciais informais.

Qbiss Notch: um sistema de fachada modular premiado com o Red Dot Design Award

Qbiss Notch, uma nova edição de design desenvolvida pela Pininfarina para o sistema de fachadas Qbiss da Trimo, recebeu o Red Dot Design Award. Baseado na tecnologia de fachadas Qbiss da Trimo, o projeto introduz painéis modulares Qbiss instalados verticalmente, um alfabeto de curvas gravadas (Glyphs) e elementos Notch com iluminação integrada. Juntos, esses elementos permitem a projetistas criar composições de fachadas exclusivas. Apesar de sua flexibilidade visual, o sistema foi projetado com foco na eficiência e na precisão da construção pré-fabricada.

De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação

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A maioria das pessoas raramente se lembra de uma passagem. Elas se lembram da sala de aula, do apartamento, da galeria ou da praça ao final dela. As passagens costumam ser projetadas para desaparecer em segundo plano, guiando o movimento de um destino ao outro. No entanto, algumas das experiências mais memoráveis da arquitetura acontecem justamente durante o deslocamento por um lugar, e não ao chegar a ele.

A circulação costuma ser tratada como um dos elementos mais práticos da arquitetura. Corredores conectam salas, galerias oferecem acesso e passarelas organizam o movimento pelo edifício. Seu propósito parece simples: ajudar as pessoas a irem de um ponto a outro. Por conta disso, os espaços de circulação há muito tempo são considerados secundários em relação aos programas que atendem. A atenção tende a se concentrar nos destinos, enquanto os espaços intermediários passam, em grande parte, despercebidos.

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Steel Architectural Awards ASEAN 2026: Inscrições abertas em todo o Sudeste Asiático

O Steel Architectural Awards ASEAN 2026 é um prêmio regional de arquitetura promovido pela NS BlueScope para reconhecer projetos construídos que demonstram excelência arquitetônica por meio do uso de soluções em aço revestido. Sob o tema Shaping Resilient Futures: Timeless Design with Coated Steel, o programa destaca projetos na Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, progredindo das etapas nacionais (Country Awards) ao reconhecimento em nível regional (ASEAN). Este artigo explica como funciona a dinâmica em duas etapas, quais categorias estão incluídas e como os projetos são avaliados em termos de Excelência em Design, Inovação e Sustentabilidade.

“A terra não é nostalgia”: Hand Over sobre design-build e materiais locais

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A cada ano, o ArchDaily Next Practices Awards destaca escritórios emergentes que estão expandindo os limites da arquitetura por meio de novos métodos, materiais e formas de trabalhar. Selecionadas a partir de um panorama global, essas práticas refletem um distanciamento de definições singulares da disciplina, voltando-se a questões mais amplas de construção, meio ambiente e impacto social. Em vez de operar em categorias rígidas, muitos desses escritórios se posicionam de forma transversal entre diferentes campos, combinando projeto, pesquisa e produção para responder às condições contemporâneas.

Escolhido como um dos vencedores da edição de 2025, o Hand Over é um escritório sediado no Cairo que atua na interseção entre projeto, construção e pesquisa. Fundado por Radwa Rostom, engenheira civil com mais de quinze anos de experiência em desenvolvimento e sustentabilidade, o estúdio trabalha por meio de um modelo integrado de projeto e construção, engajando-se com a construção com terra, materiais locais e processos de base comunitária.

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Plástico que não é plástico: Redefinindo a circularidade no design de planta livre

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Ao entrar em um grande espaço de convivência, no lobby de um hotel ou em um ambiente de trabalho em plano aberto, a primeira coisa que se nota não é o que divide o espaço, mas o que o mantém unido. Raramente existem limites claros, salas óbvias ou divisórias rígidas; ainda assim, o espaço parece organizado. Algumas áreas convidam à pausa; outras ditam o movimento; outras promovem a convivência. As transições são sutis, mas legíveis.

Ao mesmo tempo, espera-se mais desses interiores. Eles devem acomodar mudanças constantes, resistir ao uso intenso e responder às pressões ambientais reduzindo o desperdício, prolongando a vida útil e evitando substituições frequentes. A questão não é apenas a aparência de um espaço, mas sim o seu desempenho ao longo do tempo. O que realmente está sustentando essa carga?

Arquitetura que empodera comunidades: as histórias por trás dos projetos de Francis Kéré

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"Minha única preocupação é que meu trabalho tenha um impacto positivo nas comunidades em que está inserido", afirma Francis Kéré em seu livro Francis Kéré: Building Stories. Sua própria história de vida, o contexto em que cresceu e as experiências pelas quais passou moldam sua abordagem da arquitetura. Trata-se de um compromisso que se estende às pessoas e aos lugares que chamam de lar — valorizando a materialidade, o aprendizado coletivo e a troca de saberes. Descobrir as histórias por trás de projetos como a Escola Primária em Gando e a Escola Secundária Naaba Belem Goumma inspira uma reflexão sobre como projetar espaços que verdadeiramente sirvam à humanidade.

A história de Francis Kéré começa em uma aldeia na África Subsaariana e se estende por muitos lugares. Gando foi o cenário de sua formação inicial, onde absorveu a essência e os princípios que mais tarde moldaram os valores fundamentais de sua trajetória profissional, somados a influências de outras culturas. A estrutura de Gando é constituída por diferentes famílias que se organizam, segundo costumes estabelecidos, em pátios espalhados pela savana. Crescer nessa aldeia remota na savana de Burkina Faso fomenta um forte senso de comunidade, tornado tangível pela compreensão de que cada habitante de cada pátio faz parte da vida do todo.

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Quando o BIM se torna necessário no design de interiores?

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Profissionais de design de interiores que enfrentam parâmetros de projeto, restrições orçamentárias, exigências de clientes e a necessidade de manter uma assinatura estética precisam equilibrar uma série de fatores. Prazos de entrega reduzidos pressionam esses/as profissionais quando os/as clientes solicitam múltiplas revisões. Uma incompatibilidade entre desenhos e renderizações compromete a entrega de um projeto coeso. No cenário competitivo e digital da arquitetura contemporânea, o sucesso se consolida quando designers conseguem fornecer detalhes técnicos do conceito à construção, aproveitando tecnologias avançadas e ferramentas estratégicas em um único software de modelagem.

Paris como Laboratório Vivo: Proximidade, Inclusão e a Escola como Infraestrutura Climática e Social

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O ReGreeneration é um projeto premiado pelo programa Horizon Europe que atua em nove cidades para promover a regeneração urbana por meio de soluções baseadas na natureza, governança participativa e abordagens integradas para a resiliência climática e a equidade social. As nove cidades do portfólio do projeto abrangem uma variedade de tipologias urbanas, escalas e tradições de planejamento, constituindo um laboratório vivo para repensar a transformação urbana sustentável na prática. Cada cidade traz desafios e ambições distintas para a colaboração, e esta série de artigos explora as ações de cada município e o que a comunidade de design em geral pode aprender com elas.

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Construir com terra: o conhecimento tradicional na arquitetura contemporânea

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Nos últimos anos, a construção com terra tem despertado um interesse renovado na arquitetura. Materiais como o adobe, a taipa de pilão e os blocos de terra comprimida, outrora associados principalmente a tradições vernáculas, vêm sendo cada vez mais explorados por arquitetos e arquitetas contemporâneos. Longe de representar um simples retorno ao passado, esse interesse renovado reflete uma revisão mais ampla de como a arquitetura se relaciona com os materiais, os recursos locais e as condições ambientais.

Durante séculos, a construção com terra fez parte do cotidiano construtivo de diversas regiões do mundo. Técnicas como o adobe, a taipa de pilão, o cob e outros sistemas à base de terra desenvolveram-se gradualmente por meio da adaptação ao clima, aos recursos disponíveis e às práticas construtivas locais. Esses métodos respondiam diretamente às condições ambientais ao mesmo tempo em que moldavam modos culturais de construir. Esse conhecimento circulava através de práticas coletivas, e não por meio do ensino formal de arquitetura, permitindo que as técnicas evoluíssem a partir de uma experimentação contínua.

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OPPLE completa 30 anos transformando a luz em material de construção

Na Light + Building 2026, em Frankfurt, a OPPLE Lighting celebrou seu 30º aniversário com uma proposta arquitetônica, em vez de uma retrospectiva. Sob o tema "Hi Light!", a empresa revelou a Light as Cloud, um estande projetado pelo OMA. A instalação também serviu como plataforma de estreia internacional para a OLL, a nova marca de design de alto padrão da OPPLE. Longe de funcionar como uma exposição convencional de produtos, o projeto posicionou a luz como um sistema espacial — capaz de moldar a arquitetura, a circulação e a percepção.

Buildner lança o Unbuilt Award 2026 com € 100 mil em prêmios e anuncia os/as vencedores/as da 2ª edição

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Buildner lançou o Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um prêmio total de € 100.000. Paralelamente, foram anunciados os resultados do Unbuilt Award 2025, marcando a segunda edição de uma série que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. A iniciativa oferece uma plataforma global para que arquitetos/as e designers apresentem seus projetos não construídos mais impactantes — sejam eles conceituais, publicados, inéditos ou totalmente desenvolvidos.

Heimtextil Colombia: cinco tendências que redefinem o lar e a hospitalidade em 2026

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A Heimtextil Colombia 2026 reúne uma oferta internacional e uma agenda de conhecimento que evidenciam o deslocamento de valor para as categorias de casa e hospitalidade, onde designers da Colômbia e de toda a América Latina estão expandindo seu DNA criativo para escalar a pirâmide, diversificar receitas e competir em mercados globais.

Como modernizar um grand hotel sem apagar sua memória: lições do Brenners

 | Em colaboração
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Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.

A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários. 

Projetar com o que existe: Expansão da sede da Rieder transforma materiais residuais em design de fachada

 | Em colaboração
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E se as sobras industriais não fossem resíduos, mas o ponto de partida do projeto de arquitetura? Na sede da Rieder em Maishofen, na Áustria, mais de 1.300 metros cúbicos de madeira, 180 elementos de teto e centenas de fragmentos reciclados de concreto reforçado com fibra de vidro se unem em um edifício moldado tanto pelo reúso quanto pelo planejamento. O novo pavilhão de produção, projetado pelo escritório Kessler² Architecture, trata as sobras de materiais como recurso de projeto. Desenvolvido como parte de um investimento de longo prazo em manufatura sustentável, o edifício híbrido de madeira e concreto introduz uma técnica de fachada que inverte os fluxos de trabalho convencionais da arquitetura: em vez de projetar primeiro para depois produzir os componentes, o envelope do edifício é gerado a partir dos resquícios de materiais já disponíveis no local, estabelecendo uma nova linguagem para a arquitetura industrial.

Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história

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Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história - Imagem 3 de 4
ALEA RESORT HIDEAWAY / Iluminação por OLEV / PLAJER + FRANZ. Imagem © Ken Schluchtmann - diephotodesigner.de

A arquitetura frequentemente recorre à história de um lugar, traduzindo narrativas locais em formas, materiais e experiências espaciais contemporâneas. Localizado na estância termal de Bad Orb, perto de Frankfurt, o ALEA RESORT HIDEAWAY segue essa premissa, inspirando-se no histórico de extração de sal da região.

Projetado pelo escritório PLAJER + FRANZ, o projeto de hospitalidade de 5.200 m² faz referência à geometria dos cristais de sal por meio de sua linguagem arquitetônica, ao mesmo tempo em que utiliza soluções de iluminação da OLEV para moldar a atmosfera de seus espaços internos. Nesta entrevista, o arquiteto Alexander Plajer discute a relação do projeto com seu contexto, o processo de concepção e o papel da iluminação.

Qual é o ciclo de vida dos jogos urbanos?

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Ao compreender o brincar como um transformador social e fator de influência na definição do espaço público, a vida urbana se vê atravessada por múltiplos sujeitos de diferentes idades, culturas, ideologias, afinidades, classes e grupos sociais. Pensar em como o brincar habita as cidades é pensar em todas as gerações, e na necessidade de construir espaços públicos com equipamentos urbanos pensados para durar e se manter ao longo do tempo.

O desempenho das estruturas lúdicas convida a revisar as diferentes etapas de seu ciclo de vida, juntamente com o seu impacto na configuração do ambiente urbano. Analisar o ciclo de vida dos brinquedos urbanos implica conhecer desde os materiais, durabilidade e manutenção até o papel das certificações e das tecnologias aplicadas em seu processo de produção, visando ambientes mais conscientes de seu impacto ambiental.

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Representação como Argumento: Lyndon Neri sobre o que os júris buscam em concursos de arquitetura

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Em um setor definido por códigos de obras, pela urgência climática e pelas pressões do mercado imobiliário, os concursos de arquitetura tornaram-se, de forma discreta, um dos espaços mais geradores da disciplina. Livres de orçamentos, clientes ou regulamentações municipais, as propostas enviadas a concursos permitem que arquitetos e arquitetas pensem no limite do que o ambiente construído poderia ser. Cada vez mais, esse trabalho especulativo é levado a sério como uma contribuição cultural e intelectual por si só. O Buildner's Unbuilt Award, atualmente em sua segunda edição, é uma dessas iniciativas, ao tratar o projeto não construído como uma plataforma para que profissionais de arquitetura e design compartilhem conceitos que desafiam fronteiras e inspiram possibilidades futuras. Desse modo, premiações como essa permitem que estudantes e profissionais da área apresentem ideias e visões que, mesmo sem serem executadas, refletem o espírito de exploração e engenhosidade na arquitetura.

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Sonhar nas ruínas: como um ritual do sono em Logroño propõe uma nova arquitetura cívica

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As cidades são cada vez mais projetadas para mitigar riscos e, para isso, precisam coletar dados sobre o clima, a infraestrutura, a biodiversidade e a fragmentação social, de modo que a linguagem da resiliência se torne parte integrante do planejamento. No entanto, as condições subjacentes que produzem a polarização, o desengajamento cívico e o colapso ecológico muitas vezes não são questionadas. As ferramentas que dominam a prática urbana tendem a abordar apenas um registro da experiência humana, enquanto as dimensões emocionais e imaginativas da transformação não são tratadas como soluções viáveis.

O filósofo Félix Guattari propôs que a transformação ecológica sustentada depende da atenção simultânea a três ecologias distintas: a ecologia da mente, a ecologia da sociedade e a ecologia do meio ambiente. As políticas ambientais hegemônicas tendem a se concentrar em apenas uma ou duas delas, achatando uma condição complexa em um problema delimitado com uma resposta clara. Rituais ancestrais nos lembram que a transformação depende de práticas que engajam simultaneamente o corpo, a comunidade e o meio ambiente.

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Petróleo, Vidro e Identidade: O Modernismo do Golfo entre a Imagem Global e o Clima Local

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Ao passar do calor de Dubai para o saguão de uma torre de vidro, o deserto parece desaparecer. Do lado de fora, as temperaturas ultrapassam os 45 graus Celsius; do lado de dentro, o ar é frio, confinado e perfeitamente controlado. Durante décadas, esse contraste se tornou a imagem definidora da modernidade do Golfo. A arquitetura passou a ser menos uma negociação com o clima e mais uma demonstração de que o clima poderia ser superado. Torres de vidro reflexivo ergueram-se no deserto como símbolos de ascensão, projetando poder financeiro, confiança tecnológica e ambição global. Sob essa imagem urbana, operava uma infraestrutura baseada no petróleo, na energia barata e na contínua supressão mecânica do calor.

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Criando uma entrada com personalidade: o impacto arquitetônico das portas camarão de madeira

As portas articuladas inundam os ambientes com luz natural, oferecendo a flexibilidade espacial necessária para estabelecer um diálogo constante com o entorno. A série Woodline da Solarlux integra qualidade de fabricação e conhecimento técnico à liberdade arquitetônica, proporcionando soluções de fachadas transparentes para uma arquitetura versátil e sustentável. Além disso, as superfícies naturais valorizam a envoltória do edifício com uma qualidade tátil marcante.

Projetando para a Coexistência: A Cidade Invisível das Abelhas

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Nos primeiros dias após o nascimento, a abelha permanece dentro do ninho, limpando os alvéolos e sendo alimentada por outras operárias. Com o tempo, ela começa a organizar os estoques de pólen, regular a temperatura da colmeia e guardar a entrada. Apenas nas últimas semanas de vida ela deixa o abrigo para voar. É no momento do voo que sua trajetória começa a se cruzar com a arquitetura e a cidade. Em busca de néctar, ela se move por um território moldado não apenas por sua memória espacial e pela disponibilidade de flores, mas também pela forma como construímos o ambiente edificado. Cada movimento torna-se uma negociação com o espaço urbano: superfícies impermeáveis que interrompem os ciclos naturais, correntes de ar intensificadas entre edifícios, vazios desprovidos de vegetação, fragmentos verdes dispersos entre lotes e coberturas técnicas.

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Inteligência de projeto e continuidade do fluxo de trabalho: Autodesk avança na integração entre o Forma e o Revit

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As equipes de projeto não sofrem com a falta de ferramentas, mas sim com a falta de continuidade. Os dados dos projetos permanecem fragmentados em diversos arquivos, e as decisões frequentemente perdem o contexto à medida que o trabalho avança do planejamento para o projeto e, finalmente, para a construção. Em decorrência disso, as equipes gastam um tempo valioso reconectando informações em vez de fazer o projeto avançar.

Isso evidencia a necessidade de fluxos de trabalho que preservem a intenção de projeto e levem o conhecimento adiante em cada etapa do processo. Sob essa ótica, a ideia de "design and make intelligence" pode ser compreendida como uma transição em direção à continuidade, na qual dados, decisões e aprendizados do planejamento, projeto, construção e operações permaneçam incorporados ao empreendimento, em vez de se perderem na entrega da obra. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) e a automação operam com maior relevância, apoiando-se em informações acumuladas em vez de insumos isolados.

BuildFest apresenta “Atos de Construção”, uma exploração de três anos de instalações em madeira

O Bethel Woods Art and Architecture Festival anuncia o BuildFest: Acts of Construction, uma iniciativa de três anos que ativa as dependências históricas do festival de Woodstock de 1969 por meio de instalações de madeira em grande escala e experiências multimídia. Cada edição anual é organizada em torno de um tema único, convidando designers e projetistas a colaborar em uma série interdisciplinar de "atos" que se baseiam uns nos outros para criar um conjunto interconectado de instalações, ativações e performances. O Act One: Staging está atualmente aceitando propostas de infraestrutura artística adaptável projetada para "preparar o cenário" para futuras ativações. A ele se seguirão o Act Two: Choreography, em 2027, e o Act Three: Performance, em 2028.

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